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Estudo aponta que elevação do nível do mar coloca porto de Cabedelo em situação de risco elevado

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A Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, divulgaram, um estudo contendo o levantamento das principais ameaças climáticas, riscos e impactos da mudança do clima e o ranking dos 21 portos públicos brasileiros analisados sob maior risco climático atual.

O estudo, cujos dados foram apresentados na segunda-feira (22), em Brasília, aponta que o Porto de Cabedelo, localizado na cidade de mesmo nome, na Paraíba, está inserido na categoria dos que apresentam alto risco de sofrer consequências provocadas por tempestades nos próximos anos, em todos os períodos e cenários analisados pelos pesquisadores.

“Em relação ao nível “muito alto” de risco de tempestade, destacam-se os portos de Aratu-Candeias, Cabedelo e Rio Grande. Esses portos foram classificados nessa categoria em todos os períodos e cenários analisados”, aponta o estudo.

O estudo serve de alerta para que providências possam ser tomadas para que danos estruturais e prejuízos econômicos possam ser evitados ou amenizados.

O Porto

O Porto de Cabedelo, de acordo com informações oficiais disponibilizadas pela página oficial do terminal, com sua posição privilegiada e perfeita integração dos modais marítimo, ferroviário e rodoviário, constitui-se na melhor opção logística da região Centro Nordeste, estendendo sua área de influência para além das divisas do Estado da Paraíba. Além de vários terminais retroportuários na zona contígua à do porto organizado, sua estrutura competitiva é símbolo de baixos custos, e mão-de-obra qualificada.

Estrutura Competitiva:

  • Cais de 602 metros de extensão,
  • Calado de 11 metros em homologação,
  • Silagem para 35.000 toneladas de grãos,
  • 14.000m² de armazéns cobertos,
  • 18.000m² de pátios.

O Porto de Cabedelo é servido pela Companhia Ferroviária Transnordestina, com seus 4.238 km de extensão de malha ferroviária, ligando-o aos Estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco,  Alagoas, Sergipe, além de Estados de outras regiões.

O terminal paraibano também tem à sua porta a rodovia federal BR-230 (distante 18 km do Porto), que é integrada à BR-101, permitindo a interligação com toda a malha rodoviária federal do país, permitindo assim, acesso a grandes centros, como Recife (120 km) e Natal (185 km).

O Estudo

O sumário executivo “Impactos e Riscos da Mudança do Clima nos Portos Públicos Costeiros Brasileiros” mostra que os vendavais são a ameaça climática mais crítica para o setor portuário nacional. Sete portos já possuem risco alto ou muito alto em relação a esse aspecto. Em 2050, esse número poderá saltar para 16.

Entre os portos mais ameaçados por vendavais estão os de Imbituba (SC), Santos (SP), Recife (PE), Rio Grande (RS), Salvador (BA), Paranaguá (PR) e Itaguaí (RJ). Conforme o estudo, a instalação portuária pernambucana, por exemplo, terá um risco climático de vendaval de 0,872 em 2030 e de 1,000 em 2050, considerando o pior cenário de emissões (veja a tabela abaixo), caso não seja dada uma atenção por parte da administração portuária, a fim de evitar possíveis prejuízos no futuro decorrentes da falta de investimento em medidas de adaptação.

 

Por outro lado, os portos de Vitória (ES), Niterói (RJ), Itajaí (SC) e Angra dos Reis (RJ) foram as instalações que apresentaram menor risco de serem afetadas por vendavais. A instalação portuária capixaba, a título de ilustração, apresentou um índice de 0,288 no cenário atual. Em 2030, esse número será de 0,357 e de 0,396 para o pior cenário de emissões em 2050, se providências não forem tomadas.

O estudo foi elaborado a partir de um acordo assinado com a Agência Alemã de Cooperação Internacional no ano passado. O documento é um dos produtos da parceria e servirá para a elaboração de políticas públicas voltadas para o setor aquaviário, além das possíveis medidas de adaptação a serem implementadas para aumentar a resiliência frente aos impactos das mudanças do clima.

A análise de risco climático foi produzida a partir da adesão de 21 portos costeiros públicos, sendo eles: Angra dos Reis (RJ), Aratu-Candeias (BA), Cabedelo (PB), Fortaleza (CE), Ilhéus (BA), Imbituba (SC), Itaguaí (RJ), Itajaí (SC), Itaqui (MA), Natal (RN), Niterói (RJ), Paranaguá (PR), Recife (PE), Rio Grande (RS), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santos (SP), São Francisco do Sul (RS), São Sebastião (SP), Suape (PE) e Vitória (ES).

“Considerando a grande importância e amplitude do estudo apresentado, espera-se que o levantamento possa ser o ponto de partida para a melhoria regulatória do setor portuário, além de se constituir um norteador de políticas públicas sobre o tema, tão importante e atual para o país e o mundo”, afirmou o diretor-geral da ANTAQ, Eduardo Nery, destacando que o estudo poderá ser utilizado pelas autoridades portuárias para que tomem as providências necessárias a fim de minimizar os riscos climáticos.

A conselheira de Assuntos Ambientais da Embaixada da Alemanha, Friederike Sabiel, destacou o engajamento dos 21 portos públicos para a realização do estudo. A conselheira afirmou que a mudança climática já está acontecendo. Por isso, a adaptação e o planejamento das cidades e dos portos são fundamentais para mitigar os riscos climáticos.

Tempestades e Aumento do Nível do Mar    

Além dos vendavais, o sumário executivo traz dados acerca dos riscos climáticos associados a tempestades e ao aumento do nível do mar, já que podem gerar impactos nas operações e infraestruturas. Tais eventos podem acarretar ainda riscos secundários, como inundações, ressacas e erosão costeira que podem potencializar os impactos no setor portuário.

Em relação a tempestades, o estudo mostra que não são previstas mudanças bruscas no nível do risco para os 21 portos públicos, dado que 16 portos apresentaram resultados constantes ao longo do período analisado. “Aproximadamente metade dos portos analisados apresentou no cenário atual um risco classificado como alto ou muito alto”, apontou o sumário.

Levando-se em conta o aumento do nível do mar, entre os portos analisados, onze deles — Aratu (BA), Paranaguá (PR), Rio Grande (RS), Santos (SP), São Francisco do Sul (SC), Cabedelo (PB), Fortaleza (CE), Imbituba (SC), Itaguaí (RJ), Recife (PE) e São Sebastião (SP) — possuirão, em 2030, risco classificado como alto ou muito alto.

Medidas de Adaptação

O estudo traz, ainda, uma lista de medidas de adaptação para enfrentar os riscos climáticos que podem ser causados pelos vendavais, tempestades e aumento do nível do mar. Foram listadas 55 ações para os portos, sendo 21 estruturais e 34 não estruturais. Entre elas estão a diversificação das ligações terrestres para o porto/terminal; construção de infraestruturas de abrigo; ampliação do processo de dragagem; e melhoria da qualidade dos acessos ao porto/terminal.

Próximas Fases

Além deste estudo, o acordo entre ANTAQ e GIZ prevê a elaboração de levantamentos customizados para três portos selecionados (Santos, Rio Grande e Aratu) a partir do ranking climático explicitado no sumário executivo, visando detalhar os impactos das ameaças climáticas na infra e superestrutura dos portos sob análise; e a elaboração de relatório com recomendações gerais de medidas de adaptação à mudança do clima para o setor portuário e divulgação dos resultados do projeto.

Clique aqui e confira a íntegra da pesquisa.

Clique aqui e confira a apresentação em .ppt.

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Ministério da Saúde emite alerta para secretarias sobre risco de nova variante

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O Ministério da Saúde emitiu nesta sexta-feira (26) um alerta para secretarias estaduais e municipais sobre o risco da nova variante do coronavírus, identificada pela primeira vez na África do Sul.

Mais cedo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão imediata de voos provenientes da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

O alerta da pasta foi enviado hoje pela manhã apontando os riscos existentes no Brasil da variante originária na África do Sul. Atualmente existem quatro Variantes de Preocupação (VOCs): alfa (Reino Unido), Beta (África do Sul), gama (Amazônia) Delta (Índia).

De acordo com o documento, obtido em primeira mão pela CNN, a OMS já definiu a variante identificada na África do Sul como VOC.

Os 129 Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) espalhados pelo Brasil já foram notificados sobre o risco. Até o momento nenhum caso da nova variante foi registrado no Brasil.

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PSDB decide concluir as prévias presidenciais neste sábado

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O PSDB decidiu que será neste sábado, 27, o término da votação das prévias que vão escolher o candidato do partido à Presidência da República. A votação pelos filiados do partido que se cadastraram para participar do processo será por meio de aplicativo, das 8h às 17h. O anúncio será feito nesta sexta-feira, 26, pelo presidente da legenda, Bruno Araújo.

As prévias ocorreram no domingo, dia 21, mas uma pane no aplicativo usado naquele dia impediu a conclusão da votação. A ferramenta que será usada amanhã será a terceira testada pelo partido.

O primeiro aplicativo a dar problema, no domingo, havia sido encomendado à Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs), ao custo de mais de 1 milhão de reais. O sistema funcionou bem durante cerca de uma hora no dia do pleito, mas começou a apresentar problemas. Dos cerca de 45.000 tucanos aptos a votar, somente cerca de 3.500 conseguiram fazê-lo por meio do aplicativo da Faurgs.

A segunda opção foi uma ferramenta da Relatasoft, testada entre terça-feira e quarta-feira, mas ela foi derrubado com uma certa facilidade pelas equipes de tecnologia do partido e foi descartada.

O revés nas prévias de domingo acirrou os ânimos no partido, que vive uma disputa atribulada entre os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS) — o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgilio também é candidato, mas é considerado azarão. As equipes dos três postulantes testaram a nova ferramenta que será usada no sábado.

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2022: Bolsonaro confirma que por ele não haveria Carnaval no Brasil

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O atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que se dependesse dele não haveria Carnaval em 2022, para tanto, mesmo sendo publicamente contrário à medidas de segurança sanitária como o uso de máscara e o distanciamento social, se apoiou no discurso divulgado por médicos e especialistas acerca da possibilidade de uma nova onda de Covid-19 após a festividade no pais e a consequente necessidade de um novo lockdown que, segundo ele, quebraria de vez a economia brasileira.

Após a declaração, que foi dada durante entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, nesta sexta-feira (26), Bolsonaro disse que não queria aprofundar a questão porque “poderia ser uma nova polêmica“.

Na terça-feira (23), durante entrevista concedida, no Palácio do Planalto, em Brasília, ao programa Correio Debate, da 98 FM, de João Pessoa, Bolsonaro tentou desconversar sobre o assunto, mas, chegou a dizer que, por causa do Supremo Tribunal Federal (STF), a decisão cabia a cada governador, que já havia tentado impor “uma diretriz, um comando para combater isso daí” e que se se ele fosse um gestor estadual “saberia o que fazer”, relembrando que nunca participou da festividade.

Confira o áudio:

 

Entrevistas

Bolsonaro, para tentar reverter a sua baixa popularidade, decidiu reservar horários desta semana para conceder entrevistas exclusivas e mais demoradas com, pelo menos, três canais de Comunicação de duas regiões brasileiras: Nordeste e Sudeste.

Segunda (22) – ISTV – Grupo On de Comunicação – SP;
Terça (23) – Sistema Correio de Comunicação – PB;
Quinta (25) – Rádio Sociedade – BA (Skype).

Estratégia

O motivo da escolha destes três veículos de Comunicação especificamente, segundo alguns analistas políticos, é a tentativa de se fazer ouvir em meio a contínua queda de popularidade que enfrenta em todo o país, principalmente, nas regiões dos grupos onde estão sediados os estúdios dos programas que foram escolhidos para veiculação das entrevistas exclusivas.

Dados da Pesquisa EXAME/IDEIA, que foram divulgados hoje, sexta (26), mostram que para ganhar as eleições de 2022, o Nordeste e o Sudeste são regiões consideradas essenciais.

A duas regiões concentram, juntas, quase 150 milhões de habitantes, o equivalente a 70% da população brasileira, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É justamente nesses dois locais onde a desaprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro (que anunciou que irá se filiar ao PL)  é maior, se comparado com outras regiões.

Segundo dados da mesma pesquisa, 66% dos nordestinos desaprovam o governo de Bolsonaro. Em janeiro, este percentual era de 40%. Já no Sudeste, são 54% as pessoas que não aprovam a maneira como o presidente administra o país. No começo do ano, eram 35%.

Na quinta-feira (11), a Carta Capital trouxe uma pesquisa realizada pelo PoderData, mostrando que a situação de Bolsonaro é tão delicada que ele já havia chegado a perder popularidade também entre os seus eleitores.

Segundo os dados, a parcela descontente com a gestão ‘bolsonarista’ já alcançava, naquele momento, um terço (33%) de quem diz ter votado no ex-capitão em 2018.

Em relação ao ‘esquenta’ da corrida presidencial que acontecerá no próximo ano, um levantamento realizado pela Exame/Ideia divulgado no dia seguinte, sexta-feira (12/11), mostrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando todos os cenários eleitorais para a Presidência em 2022.

A pesquisa mostrou que em um eventual cenário de segundo turno entre o petista e o presidente Jair Bolsonaro, a distância entre os dois candidatos se ampliava de 12 pontos porcentuais, registrados na pesquisa de julho, para 17. O levantamento mostrou que Lula seria vitorioso nas eleições por 48% dos votos, contra 31% de Bolsonaro.

Polêmica

De postura assumidamente de ‘Direita radical’, Bolsonaro sempre se posicionou contra a realização do Carnaval no Brasil, uma das maiores festas populares do planeta, que atrai milhões de turistas anualmente ao território brasileiro gerando renda e milhares de empregos temporários que fomentam a economia no país.

Ainda no ano de 2019, Bolsonaro se envolveu numa ‘saia justa’ que repercutiu internacionalmente ao fazer uma postagem, que em cerca de 24 horas foi vista por cerca de 2 (dois) milhões de internautas pelo mundo, tentando mostrar que a festa teria se tornado exemplo de ‘depravação’ pública. Para tanto, o já presidente da República, postou um vídeo com conteúdo, considerado pornográfico, na sua timelime com a seguinte mensagem:

Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conclusões“, escreveu Bolsonaro sobre o assunto na noite do dia 5 de março daquele ano, uma terça-feira de Carnaval.

O vídeo publicado pelo presidente mostrava três rapazes dançando sobre o toldo de um ponto de táxi com um deles abrindo o zíper e urinando na cabeça do rapaz que dançava caracterizando um fetiche conhecido como “golden shower”.

No dia seguinte ao feito, o presidente, ao ver #goldenshower nos Trends Topics (TT’s) para manter a polêmica acesa perguntou aos internautas: “O que é golden shower?”.

As imagens tinham sido gravadas durante passagem de um bloco LGBTQIA+, chamado ‘BloCU’, criado um ano antes da polêmica e que desfilava pelas ruas de São Paulo.

O conteúdo divulgado por Bolsonaro, que foi considerado por diversos organizadores de blocos carnavalescos do país como ‘caso isolado’, provocou um dos momentos mais sensíveis à segurança da comunidade LGBTQIA+ no país e uma grande repercussão do pensamento conservador radical seguido pelos simpatizantes do já então presidente.

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