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Daniella vota pelo piso nacional da Enfermagem e quer mais verba para Cultura via Lei Paulo Gustavo

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A senadora Daniella Ribeiro (Progressistas) votou favorável ao Projeto de Lei Complementar 2.564/2020, que institui o piso salarial nacional do enfermeiro, do técnico de enfermagem, do auxiliar de enfermagem e da parteira. A proposta aprovada na sessão de ontem, no Senado Federal, estabelece um mínimo inicial para enfermeiros no valor de R$ 4.750, a ser pago nacionalmente por serviços de saúde públicos e privados, para uma jornada de trabalho de 30 horas semanais.

Daniella ressaltou a importância do setor de enfermagem no enfrentamento da pandemia da Covid-19. “É necessário reconhecer os esforços dos enfermeiros que estiveram na linha de frente dos hospitais durante o período mais difícil da pandemia. São verdadeiros heróis”, disse a senadora. Agora o texto será analisado pela Câmara dos Deputados.

Também na sessão de ontem, Daniella defendeu apoio financeiro para garantir ações emergenciais para mitigar os efeitos da pandemia da Covid-19 no setor da cultura.

“Acho muito justo a criação de um fundo para auxiliar a cultura. Conheço as lutas da classe artística, que muitas vezes não é considerada prioritária e, por isso, é a primeira área a sofrer cortes”, disse a senadora ao lembrar que o período em que foi secretária de Cultura da Paraíba.

O Projeto de Lei Complementar 73, que ao ser sancionado será denominado Lei Paulo Gustavo em homenagem ao ator que faleceu este ano de Covid-19, propõe repasses da União no total de R$ 3,8 bilhões para os estados, municípios e o Distrito Federal por meio dos fundos de cultura de cada ente, ou por meio de órgãos e entidades responsáveis pela gestão de recursos para a cultura. Os recursos, segundo a proposta, serão oriundos do Fundo Nacional da Cultura e repassados 15 dias após sancionada a lei.

No ano passado, foi sancionada a Lei Aldir Blanc que destinou R$ 3 bilhões ao setor cultural como ajuda emergencial para que não houvesse um colapso na cultural nacional por conta da pandemia. Os senadores entenderam que é necessário mais uma rodada de recursos para o setor continuar enfrentando os prejuízos da pandemia.

A proposta aprovada no Senado fez 12 ajustes no projeto original e foi encaminhado para votação na Câmara dos Deputados. Um deles afasta a necessidade de contrapartida financeira, uma vez que os municípios não têm recursos extras para cumprir esta regra. Outro permite a realização de consórcio entre os municípios que tem mesmas características locais.

Perse – A senadora também lembrou, durante a sessão, a necessidade de votar os vetos à lei que criou o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). Segundo Daniella Ribeiro, o setor foi um dos mais prejudicados porque foi um dos primeiros a paralisar suas atividades por conta da pandemia. “É um setor sofrido. Lamentavelmente, as empresas de eventos aguardam a derrubada do veto a lei. Muitos empresários do setor já fecharam as portas Precisamos dar uma resposta urgente”, disse a senadora.

A Lei 14.148/21 criou o Perse com medidas para compensar as perdas de receita durante a pandemia das empresas que promovem eventos como shows, feiras de negócios e congressos. O programa permite que as empresas de eventos e de turismo parcelem as dívidas, possam obter créditos e isenção tributária.

No entanto, a lei foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro com vetos que retiram do texto uma série de medidas financeiras para apoiar o setor, como isenções tributárias por 60 meses e indenização para as empresas que tiverem queda do faturamento superior a 50%. Esses vetos serão novamente votados em sessão do Congresso Nacional.

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Ministério da Saúde emite alerta para secretarias sobre risco de nova variante

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O Ministério da Saúde emitiu nesta sexta-feira (26) um alerta para secretarias estaduais e municipais sobre o risco da nova variante do coronavírus, identificada pela primeira vez na África do Sul.

Mais cedo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão imediata de voos provenientes da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

O alerta da pasta foi enviado hoje pela manhã apontando os riscos existentes no Brasil da variante originária na África do Sul. Atualmente existem quatro Variantes de Preocupação (VOCs): alfa (Reino Unido), Beta (África do Sul), gama (Amazônia) Delta (Índia).

De acordo com o documento, obtido em primeira mão pela CNN, a OMS já definiu a variante identificada na África do Sul como VOC.

Os 129 Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) espalhados pelo Brasil já foram notificados sobre o risco. Até o momento nenhum caso da nova variante foi registrado no Brasil.

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PSDB decide concluir as prévias presidenciais neste sábado

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O PSDB decidiu que será neste sábado, 27, o término da votação das prévias que vão escolher o candidato do partido à Presidência da República. A votação pelos filiados do partido que se cadastraram para participar do processo será por meio de aplicativo, das 8h às 17h. O anúncio será feito nesta sexta-feira, 26, pelo presidente da legenda, Bruno Araújo.

As prévias ocorreram no domingo, dia 21, mas uma pane no aplicativo usado naquele dia impediu a conclusão da votação. A ferramenta que será usada amanhã será a terceira testada pelo partido.

O primeiro aplicativo a dar problema, no domingo, havia sido encomendado à Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs), ao custo de mais de 1 milhão de reais. O sistema funcionou bem durante cerca de uma hora no dia do pleito, mas começou a apresentar problemas. Dos cerca de 45.000 tucanos aptos a votar, somente cerca de 3.500 conseguiram fazê-lo por meio do aplicativo da Faurgs.

A segunda opção foi uma ferramenta da Relatasoft, testada entre terça-feira e quarta-feira, mas ela foi derrubado com uma certa facilidade pelas equipes de tecnologia do partido e foi descartada.

O revés nas prévias de domingo acirrou os ânimos no partido, que vive uma disputa atribulada entre os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS) — o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgilio também é candidato, mas é considerado azarão. As equipes dos três postulantes testaram a nova ferramenta que será usada no sábado.

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2022: Bolsonaro confirma que por ele não haveria Carnaval no Brasil

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O atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que se dependesse dele não haveria Carnaval em 2022, para tanto, mesmo sendo publicamente contrário à medidas de segurança sanitária como o uso de máscara e o distanciamento social, se apoiou no discurso divulgado por médicos e especialistas acerca da possibilidade de uma nova onda de Covid-19 após a festividade no pais e a consequente necessidade de um novo lockdown que, segundo ele, quebraria de vez a economia brasileira.

Após a declaração, que foi dada durante entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, nesta sexta-feira (26), Bolsonaro disse que não queria aprofundar a questão porque “poderia ser uma nova polêmica“.

Na terça-feira (23), durante entrevista concedida, no Palácio do Planalto, em Brasília, ao programa Correio Debate, da 98 FM, de João Pessoa, Bolsonaro tentou desconversar sobre o assunto, mas, chegou a dizer que, por causa do Supremo Tribunal Federal (STF), a decisão cabia a cada governador, que já havia tentado impor “uma diretriz, um comando para combater isso daí” e que se se ele fosse um gestor estadual “saberia o que fazer”, relembrando que nunca participou da festividade.

Confira o áudio:

 

Entrevistas

Bolsonaro, para tentar reverter a sua baixa popularidade, decidiu reservar horários desta semana para conceder entrevistas exclusivas e mais demoradas com, pelo menos, três canais de Comunicação de duas regiões brasileiras: Nordeste e Sudeste.

Segunda (22) – ISTV – Grupo On de Comunicação – SP;
Terça (23) – Sistema Correio de Comunicação – PB;
Quinta (25) – Rádio Sociedade – BA (Skype).

Estratégia

O motivo da escolha destes três veículos de Comunicação especificamente, segundo alguns analistas políticos, é a tentativa de se fazer ouvir em meio a contínua queda de popularidade que enfrenta em todo o país, principalmente, nas regiões dos grupos onde estão sediados os estúdios dos programas que foram escolhidos para veiculação das entrevistas exclusivas.

Dados da Pesquisa EXAME/IDEIA, que foram divulgados hoje, sexta (26), mostram que para ganhar as eleições de 2022, o Nordeste e o Sudeste são regiões consideradas essenciais.

A duas regiões concentram, juntas, quase 150 milhões de habitantes, o equivalente a 70% da população brasileira, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É justamente nesses dois locais onde a desaprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro (que anunciou que irá se filiar ao PL)  é maior, se comparado com outras regiões.

Segundo dados da mesma pesquisa, 66% dos nordestinos desaprovam o governo de Bolsonaro. Em janeiro, este percentual era de 40%. Já no Sudeste, são 54% as pessoas que não aprovam a maneira como o presidente administra o país. No começo do ano, eram 35%.

Na quinta-feira (11), a Carta Capital trouxe uma pesquisa realizada pelo PoderData, mostrando que a situação de Bolsonaro é tão delicada que ele já havia chegado a perder popularidade também entre os seus eleitores.

Segundo os dados, a parcela descontente com a gestão ‘bolsonarista’ já alcançava, naquele momento, um terço (33%) de quem diz ter votado no ex-capitão em 2018.

Em relação ao ‘esquenta’ da corrida presidencial que acontecerá no próximo ano, um levantamento realizado pela Exame/Ideia divulgado no dia seguinte, sexta-feira (12/11), mostrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando todos os cenários eleitorais para a Presidência em 2022.

A pesquisa mostrou que em um eventual cenário de segundo turno entre o petista e o presidente Jair Bolsonaro, a distância entre os dois candidatos se ampliava de 12 pontos porcentuais, registrados na pesquisa de julho, para 17. O levantamento mostrou que Lula seria vitorioso nas eleições por 48% dos votos, contra 31% de Bolsonaro.

Polêmica

De postura assumidamente de ‘Direita radical’, Bolsonaro sempre se posicionou contra a realização do Carnaval no Brasil, uma das maiores festas populares do planeta, que atrai milhões de turistas anualmente ao território brasileiro gerando renda e milhares de empregos temporários que fomentam a economia no país.

Ainda no ano de 2019, Bolsonaro se envolveu numa ‘saia justa’ que repercutiu internacionalmente ao fazer uma postagem, que em cerca de 24 horas foi vista por cerca de 2 (dois) milhões de internautas pelo mundo, tentando mostrar que a festa teria se tornado exemplo de ‘depravação’ pública. Para tanto, o já presidente da República, postou um vídeo com conteúdo, considerado pornográfico, na sua timelime com a seguinte mensagem:

Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conclusões“, escreveu Bolsonaro sobre o assunto na noite do dia 5 de março daquele ano, uma terça-feira de Carnaval.

O vídeo publicado pelo presidente mostrava três rapazes dançando sobre o toldo de um ponto de táxi com um deles abrindo o zíper e urinando na cabeça do rapaz que dançava caracterizando um fetiche conhecido como “golden shower”.

No dia seguinte ao feito, o presidente, ao ver #goldenshower nos Trends Topics (TT’s) para manter a polêmica acesa perguntou aos internautas: “O que é golden shower?”.

As imagens tinham sido gravadas durante passagem de um bloco LGBTQIA+, chamado ‘BloCU’, criado um ano antes da polêmica e que desfilava pelas ruas de São Paulo.

O conteúdo divulgado por Bolsonaro, que foi considerado por diversos organizadores de blocos carnavalescos do país como ‘caso isolado’, provocou um dos momentos mais sensíveis à segurança da comunidade LGBTQIA+ no país e uma grande repercussão do pensamento conservador radical seguido pelos simpatizantes do já então presidente.

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