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Eleição na OAB: Raoni sai fortalecido e mostra que nem sempre ganha o melhor

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Na equação eleitoral vence o mais votado, mas na equação política e de ganhos de imagem, nem sempre. A eleição da OAB-Paraíba, que aconteceu na última quinta-feira (18), é uma prova. O eleito foi o advogado Harrison Targino, representando a situação, mas, em todas as rodas de conversas e junto aos formadores de opinião, o candidato Raoni Vita, saia em vantagem em disparado.

Nos embates nos meios de comunicação, a vantagem de Raoni ficava evidente. A segurança com que tratou os assuntos ligados à advocacia e as propostas apresentadas para a classe, mostraram um jovem advogado experiente e antenado com a realidade da profissão. O fato é que Raoni sai muito maior que entrou, associando a sua imagem conceitos de preparo, equilíbrio e maturidade.

Além disso, Raoni ainda colocou o dedo em feridas que estavam bem escondidas por parte da atual gestão da OAB: a questão do terreno para a construção da Cidade da Advocacia, a situação da ESA e o posicionamento dos conselheiros da entidade sobre a paridade de gênero, foram assuntos que chamaram atenção de todos.

O advogado Harrison Targino reforçou os conceitos de competência e seriedade que construiu ao longo dos anos de carreira bem sucedida na Paraíba. A advogada Maria Cristina, Kiu, uma desconhecida a bem pouco tempo, para muitos foi quem teve o mais fraco desempenho nas entrevistas e debates, porém surpreendeu nas urnas, mostrando que para a advocacia o conteúdo abordado nos debates não foi tão decisivo. Pelo menos, não nessa eleição. Se assim fosse, Raoni Vita seria hoje o atual presidente da OAB. De longe, a melhor performance e preparo dos três que disputaram a eleição.

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Azevêdo mantém processo político sob controle, mesmo com pressões

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* Por Nonato Guedes

Focado, com prioridade, por razões óbvias, no desafio de administrar o Estado e a pandemia do novo coronavírus, o governador João Azevêdo (Cidadania) tem enfrentado pressões constantes, dentro da sua base de sustentação política, para atender ou acomodar pretensões que são colocadas para a disputa eleitoral do próximo ano, mas demonstra firmeza no controle do processo, em nenhum momento abrindo mão de qualquer centímetro da autoridade que lhe foi delegada para levar à frente esse desideratum. Ele abriu conversas sobre cenários políticos, depois de resistir por um bom tempo às pressões, e há a expectativa de que o nome que terá seu apoio para disputar a vaga de senador na sua chapa esteja definido até janeiro do próximo ano. O governador, é claro, está atento às necessidades que outros partidos aliados têm de montar suas estratégias para as urnas e sabe que eles dependem de sinais ou de palavras suas para compor esse enredo.

Para que se tenha uma ideia da extensão dos desafios administrativos postos na mesa de João Azevêdo basta lembrar a polêmica que ganha vulto, dentro da sociedade, sobre maior flexibilização diante de números favoráveis sobre a escalada de vacinação contra a covid-19. Grupos sociais influentes discutem abertamente a possibilidade de realização de eventos públicos no réveillon em cidades como João Pessoa, a liberação do uso de máscaras e até mesmo a perspectiva de realização de festejos carnavalescos. Esta última hipótese é a que tem menos consenso, certamente devido ao potencial maior de aglomeração que pode provocar, bem como a dificuldade do poder público para controlar o distanciamento social. Mas o governador fez acenos quanto à liberação de máscaras e se disse receptivo à discussão sobre a promoção de eventos no réveillon. Tudo está condicionado, porém, à opinião dos especialistas em Saúde Pública e à análise fria dos números projetados pelo cenário da pandemia.

O chefe do Executivo não ignora, é claro, que tem havido uma desaceleração na inquietante curva de óbitos por covid-19 na Paraíba, bem como na redução da ocupação de leitos para pacientes contaminados em hospitais e unidades de saúde da rede pública. Esse resultado é consequência do avanço na campanha de vacinação, obtido através de uma formidável mobilização do poder público articulado em suas diferentes esferas, bem como do planejamento rigoroso que segue com a adoção de medidas preventivas, incluindo o uso de máscaras, de álcool, e o respeito ao isolamento social. Mas autoridades como o governador e o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros, não se cansam de alertar que a pandemia não acabou e, logo, ninguém pode abrir a guarda, sobretudo quando se desenha a perspectiva de aglomerações. O governo quer que a Paraíba continue despontando em posição de destaque no ranking nacional no enfrentamento à covid-19.

Em termos políticos, o governador João Azevêdo convive com ambições legítimas de aliados que querem ser ouvidos e, se possível, influenciar na formação da chapa que ele encabeçará à reeleição no próximo ano. Os postos mais disputados na base são a vaga de senador e a vaga de candidato a vice-governador, mas o pacote abrange, ainda, indicação de nomes para suplentes de senador e acordos para acomodar candidaturas à Câmara Federal e Assembleia Legislativa. A briga pelo Senado ganhou visibilidade e ares de acirramento por causa da competição aberta travada entre os deputados federais Aguinaldo Ribeiro (PP) e Efraim Filho (DEM), mas não é menor a guerra pela vaga de vice-governador. João Azevêdo procura mover-se com habilidade para conciliar interesses sem correr o risco de enfrentar defecções que possam ser prejudiciais ao projeto de poder que ele lidera.

Embora tenha repetido que não aceitará “bolsonaristas” na sua chapa, o governador tem dialogado com gregos e troianos, admitindo conversar até mesmo com ex-bolsonaristas, como é o caso do ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), que dá sinais de recuo quanto à pré-candidatura ao governo e sinaliza intenção de compor a chapa de João, possivelmente ocupando o lugar de candidato a vice-governador. Essa costura é bastante delicada porque pode melindrar o esquema do senador Veneziano Vital do Rêgo, que tem sido pressionado por correligionários do MDB, a assumir candidatura ao Palácio da Redenção. Se as discussões que deflagrou no seu círculo vão gerar convergência ainda maior, é algo que o governador não pode prever, mas ele tem deixado claro que procura fazer a sua parte, no sentido de aglutinar apoios para reforçar o projeto da reeleição. É seu primeiro teste, a nível estadual, como líder politico.

O fato é que, com o final do ano despontando no horizonte, e o calendário para as eleições começando a entrar na fase que levará ao afunilamento, o governador João Azevêdo não tem como protelar discussões dentro do seu esquema relacionadas a definições para a composição de chapa. Os aliados mais próximos reconhecem que é mais tático encarar logo essa etapa do que ficar negaceando ou empurrando definições com a barriga. Até porque o projeto da candidatura de Azevêdo à reeleição é uma construção complexa, pela multiplicidade de interesses e pela variedade de líderes políticos que poderão se integrar a ele. Azevêdo, vale repetir, larga em posição de vantagem para o pleito de 2022, mas justamente por isso precisa redobrar a atenção e a vigilância para não cometer erros nem passos em falso, do ponto de vista estratégico, que poderão ser fatais para o favoritismo que ostenta no páreo à própria sucessão.

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Recusa a Carnaval em 2022 é opinião unânime entre secretários estaduais de Saúde

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* Por Camilla Matoso

Os secretários estaduais de Saúde são unânimes na reprovação à realização de Carnaval em 2022. É o que afirma Carlos Lula, presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e titular da pasta no Maranhão. “Entre os secretários, ninguém concorda com o Carnaval”, diz.

De acordo com a informação que está na Coluna Painel, do Estadão, mesmo que o cenário da pandemia da Covid-19 esteja melhor que o de meses anteriores, há o temor de que as aglomerações gerem uma nova onda de contaminações.

Lula ressalta, por outro lado, que os secretários que existem outras razões para que os eventos sejam realizados, como, por exemplo, a pressão de profissionais da cultura.

Até o momento, ao menos 58 cidades paulistas já anunciaram o cancelamento dos festejos, entre elas São Luiz do Paraitinga, Franca e Ubatuba.

Em capitais como São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Recife, a realização de eventos ainda é incerta e depende da evolução da pandemia.

 

 

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Geraldo Medeiros está correto em dizer não ao negacionismo de Queiroga quanto ao uso de máscaras

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Muito oportuna a atitude do secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros, explicitada através de reportagem publicada neste portal: sobre o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, ter dito que até dezembro as pessoas estarão livres de usar máscara, ele garantiu que aqui, na Paraíba, não será assim.

O secretário Geraldo Medeiros avalia que seria uma precipitação até o mês que vem dispensar as pessoas do uso de máscaras. Certíssimo, ainda estamos vivendo uma pandemia; ainda há contaminações em grande número (pequeno em relação ao caos que estava antes da vacina), como também se tem verificado casos de mortes diariamente, no Brasil todo e na Paraíba.

Para contextualizar o fato, a notícia veiculada pelo PBAgora: “O secretário estadual de saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, reagiu, durante entrevista nesta quarta-feira (10), ao posicionamento do ministro da saúde, Marcelo Queiroga, que projetou, para o final desse ano, a desobrigatoriedade o uso da máscara como ferramenta no combate à covid-19.

Segundo o ministro, devido ao avanço da vacinação e de pessoas com o ciclo vacinal completo, essa medida será possível.”

Conforme o secretário estadual de saúde, “que é contrário a essa tese, na Paraíba, se depender dele, a desobrigatoriedade do uso da máscara será a última medida a ser adotada na Paraíba. Ele defende que antes a pandemia possa ser transformada em uma endemia, com número de casos e óbitos cada dia reduzidos, proporcionando um cenário favorável para que a adoção desse equipamento se torne facultativo.”

E acrescentou: “As máscaras representam uma barreira importantíssima na transmissão do vírus, consequentemente somos contrários a liberação da desobrigação de máscaras, visto que isso é um fator que inibe a propagação do vírus. Nós temos que ter a consciência de que nós só poderemos conter essa pandemia, e transformá-la numa endemia se nós diminuirmos o número de casos diários e de óbitos num nível que permita a endemia, isto é, termos poucos casos e poucos óbitos como ocorre com outras doenças infectocontagiosas”.

Questionado se o Ministério da Saúde, em âmbito nacional liberar, a Paraíba permanecerá com a obrigatoriedade da máscara, Geraldo confirmou que sim. “Se depender da minha opinião sim. Minha opinião é de que devemos continuar com o uso de máscara. A desobrigatoriedade do uso de máscara será a última atitude a ser adotada na Paraíba”, emendou.

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