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Paraíba

Pleno do TJPB indefere liminar contra lei que instituiu Área de Proteção Ambiental em Jacarapé

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Na sessão desta quarta-feira (21), o Pleno do Tribunal de Justiça indeferiu o pedido de medida cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 0806654- 44.2021.8.15.0000, proposta pelo Governador do Estado, contra a Lei estadual nº 11.422/2019, que instituiu a Área de Proteção Ambiental (APA) da praia de Jacarapé. A relatoria do processo é da Desembargadora Maria das Graças Morais Guedes.

De iniciativa do deputado estadual Tião Gomes, a lei chegou a ser vetada pelo governador. Contudo, o veto foi derrubado pela Assembleia Legislativa.

Alega o autor da ação que há incompatibilidade vertical da Lei com o artigo 24, incisos VI, VII e VIII da Constituição Federal, e que esta faz com que a praia do Jacarapé deixe de ter “Proteção Integral” (artigo 8º da Lei 9.985/2000) para submetê-la ao regime do “Uso Sustentável” (artigo 14), o que é materialmente inconstitucional por transgredir o princípio da proibição do retrocesso socioambiental.

Em seu voto, a desembargadora Maria das Graças Morais Guedes explicou que as unidades de proteção integral não podem ser habitadas pelo homem, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais – em atividades como pesquisa científica e turismo ecológico, por exemplo. Por sua vez, a Área de Proteção Ambiental é uma extensa área natural destinada à proteção e conservação dos atributos bióticos (fauna e flora), estéticos ou culturais ali existentes, importantes para a qualidade de vida da população local e para a proteção dos ecossistemas regionais. O objetivo principal de uma APA é a conservação de processos naturais e da biodiversidade, através da orientação, do desenvolvimento e da adequação das várias atividades humanas às características ambientais da área.

“Como unidade de conservação da categoria uso sustentável, a APA permite a ocupação humana. Estas unidades existem para conciliar a ordenada ocupação humana da área e o uso sustentável dos seus recursos naturais. A ideia do desenvolvimento sustentável direciona toda e qualquer atividade a ser realizada na área”, destacou a Desembargadora, acrescentando que, no caso concreto, é de conhecimento público que existe na praia de Jacarapé uma comunidade tradicional, e o objetivo da lei é exatamente promover a manutenção das características do ambiente natural e ordenar a ocupação humana que não se desconhece na região, equilibrando natureza e populações tradicionais.

“Nesse contexto, torna-se inócua a pretensão de que a área seja considerada uma unidade de proteção integral”, pontuou a relatora, para quem a lei estadual nº 11.422/2019 deu característica correta à área, notadamente porque, para se considerar unidade de proteção integral, deve haver a devida incidência em um dos cinco tipos assim identificados: Estações Ecológicas, Reservas Biológicas, Parques Nacionais, Monumentos Naturais e Refúgios da Vida Silvestre.

Em outro trecho do seu voto, a Desembargadora disse que não é adequado desqualificar determinada regra legal como contrária ao comando constitucional de defesa do meio ambiente (artigo 225, caput, da CF), ou mesmo sob o genérico e subjetivo rótulo de retrocesso ambiental. “Assim, em uma análise sumária, não se constata um retrocesso ecológico a instituição de área de proteção ambiental na praia de Jacarapé, onde há ocupação humana, mas, ao contrário, um fomento ao desenvolvimento sustentável e à segurança jurídica, notadamente da população que ali habita”, frisou.

Confira, aqui, o voto da relatora.

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Paraíba

TCE reprova contas do Empreender Paraíba na gestão da esposa de Ricardo Coutinho, Amanda Rodrigues

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O Pleno do Tribunal de Contas do Estado, reunido em sessão ordinária, por videoconferência, nesta quarta-feira (04), sob a presidência do conselheiro Fábio Nogueira – no exercício do cargo em virtude da ausência justificada do presidente Fernando Catão, reprovou as contas do Fundo Empreender/PB, no período em que esteve à frente a gestora Amanda Araújo Rodrigues.

A decisão se deu face às irregularidades apontadas pela auditoria, reiteradas em parecer ministerial, entre as quais, o elevado número de inadimplência em relação aos empréstimos concedidos, falta de transparência e de controle da efetividade na aplicação dos recursos. Cabe recurso.

O Pleno emitiu pareceres pela aprovação das contas de 2019 das prefeituras de Capim, Serra da Raiz, Gurjão, Fagundes, Caiçara e Mari (por maioria), bem como as de Pedras de Fogo de 2015.

Foram julgadas regulares as contas da Secretaria de Estado do Turismo e do Desenvolvimento Econômico, relativas a 2016, sob a relatoria do conselheiro substituto Oscar Mamede Santiago Melo. No mesmo processo e com ressalvas foram aprovadas as contas do Fundo de Apoio ao Empreendedorismo na Paraíba – Empreender-PB, sob a responsabilidade do Sr.Tibério Limeira Santos.

Voto de Pesar – O conselheiro Nominando Diniz apresentou “Voto de Pesar”, aprovado à unanimidade, em decorrência do falecimento da ex-prefeita do município de Catingueira, Zuíla Pires, ocorrido recentemente. Na propositura o conselheiro lembrou que a ex-prefeita foi também vice-prefeita e era esposa do Dr. Paulo Pires, integrante da Justiça do Trabalho, tendo sido um dos responsáveis pela instalação do TRT-13ª Região na Paraíba.

O Tribunal de Contas do Estado realizou sua 2318ª sessão ordinária por videoconferência, com as presenças dos conselheiros Fábio Túlio Nogueira (vice-presidente em exercício), Arnóbio Alves Viana, Nominando Diniz, André Carlo Torres Pontes e Antônio Gomes Vieira Filho. Também os substitutos Oscar Mamede Santiago Melo, Antônio Cláudio Silva Santos e Renato Sérgio Santiago Melo. Pelo Ministério Público de Contas atuou o procurador geral, Manoel Antônio dos Santos.

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Brasil

Três deputados paraibanos votam contra PL da Grilagem; texto base foi aprovado na Câmara

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O texto-base do Projeto de Lei 2633/20, batizado de PL da Grilagem, que aumenta o tamanho de terras da União passível de regularização sem vistoria prévia, foi aprovado na Câmara dos Deputados por 296 votos s 136. Da bancada paraibana, apenas três deputados votaram contra o projeto.

Damião Feliciano, Frei Anastacio e Gervásio Maia votaram “não”. O coordenador da bancada federal paraibana, deputado Efraim Filho, não participou da votação.

A proposta passa de 4 para 6 módulos fiscais o tamanho da propriedade ocupada que poderá ser regularizada com dispensa de vistoria pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A votação seguiu a linha de divisão da Casa: partidos de oposição (PT, PSB, PDT, PSOL, PCdoB, PV e Rede, além das bancadas da Minoria e da Oposição) foram contra o texto. Bancadas como a do Cidadania, PSDB e MDB foram favoráveis ao texto.

Veja a votação dos deputados paraibanos:

Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) -votou Sim
Damião Feliciano (PDT-PB) -votou Não
Edna Henrique (PSDB-PB) -votou Sim
Efraim Filho (DEM-PB) – Não Votou
Frei Anastacio (PT-PB) -votou Não
Gervásio Maia (PSB-PB) -votou Não
Hugo Motta (Republican-PB) -votou Sim
Julian Lemos (PSL-PB) -votou Sim
Leonardo Gadelha (PSC-PB) -votou Sim
Ruy Carneiro (PSDB-PB) -votou Sim
Wellington (PL-PB) -votou Sim
Wilson Santiago (PTB-PB) -votou Sim

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Paraíba

Bruno assina, nesta quinta-feira, adesão ao Programa Time Brasil, da Controladoria Geral da União

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O Prefeito Bruno Cunha Lima oficializa, nesta quinta-feira, 5, adesão do Município de Campina Grande ao Programa Time Brasil, desenvolvido pela Controladoria Geral da União (CGU). A assinatura do documento ocorrerá no Salão Nobre Gabinete do Prefeito e marcará o compromisso da gestão de Bruno com a execução das ações pactuadas nas áreas de transparência, integridade e participação cidadã.

Participarão da reunião, marcada para ter início às 10h, o superintendente Severino Queiroz, da CGU-PB, além dos controladores-gerais do Município Ricardo Wagner e Laerte Nóbrega (titular e executivo, respectivamente), secretários e outras autoridades convidadas. O Termo de Adesão passa a vigorar já nesta quinta-feira, com vigência de 24 meses.

Conforme Bruno Cunha Lima, o Município se responsabiliza em garantir as condições necessárias para a implementação das ações do Programa Time Brasil nos prazos estabelecidos no Plano de Ação. Também manterá a CGU informada sobre as atividades realizadas e os compromissos do Plano de Ação já cumpridos, em andamento ou atrasados.

Ainda está definido que a CGU e a CGM darão ampla publicidade às ações, recomendações e relatórios do Programa Time Brasil, como manterão em seus respectivos sites as cópias digitalizadas do Termo de Adesão, incluindo seu Plano de Ação, com a indicação atualizada do estágio de cada ação acordada.

Plano de ação

Entre os muitos subitens constantes no Plano de Ação a ser pactuado entre o Município e a CGU constam as seguintes iniciativas ou metas: atualizar a norma Municipal que regulamenta a Lei de Acesso à Informação; divulgar locais para recebimento presencial de pedidos de acesso à informação; publicar relatórios estatísticos dos pedidos de acesso à informação e atualizar no site da Prefeitura as informações sobre o organograma, com a estrutura organizacional e competências das diversas áreas.

No Plano de Ação, ainda constam iniciativas como aprimorar a disponibilização de informações sobre contratos no site da prefeitura; realizar capacitação para servidores sobre transparência pública; elaborar Manual de Gestão de Patrimônio; realizar capacitações para conselheiros; implementar a Comissão de Ética; elaborar o Programa de Integridade da Prefeitura e aderir ao Programa Um Por Todos (UPT) com atividades educativas sobre ética e cidadania voltadas ao público infantil.

Grupo de trabalho

Para a implementação municipal do Programa Time Brasil, o prefeito Bruno Cunha Lima instituiu um Grupo de Trabalho, a ser integrado pelas seguintes servidoras municipais: Niani Guimarães de Medeiros, lotada na Controladoria Geral do Município, que atuará como coordenadora; Ana Luiza Figueiredo Quirino Teixeira (Secretaria de Administração); Laniza Ferreira Almeida (Controladoria Geral do Município) e Katarine Leite Ribeiro Cabral Crispim (Secretaria de Desenvolvimento Econômico).

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