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Polarização radicalizada para 2022 se dilui e partidos se animam para lançar candidaturas

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O MDB vai apresentar um candidato à Presidência da República e testar sua viabilidade. O nome será o da senadora Simone Tebet, do MDB do Mato Grosso do Sul (foto). Já haveria consenso entre as várias alas do partido para o lançamento. Essa informação está em portais nacionais nesta segunda-feira.

A iniciativa do MDB segue um movimento. Há duas semanas, o PSL filiou o apresentou José Luiz Datena e o apresentou como possível candidato à Presidência e o Podemos estaria insistindo na possibilidade da candidatura do ex-juiz Sérgio Moro.

Outros partidos não desistiram de seus pré-candidatos: o PSDB fará prévias em novembro para escolher entre os governadores João Dória e Eduardo Leite, o senador Tasso Jereissati e o ex-senador Artur Virgílio; o DEM mantém na agulha o nome do ex-ministro Henrique Mandetta e o PDT consolida a candidatura de Ciro Gomes.

E o que isso quer dizer?

O movimento do PSL, do MDB e do Podemos é um indicativo de que a nova avaliação da conjuntura político-eleitoral já não vê como certa a possibilidade de uma polarização radicalizada entre Bolsonaro e Lula ao ponto de não caber outra candidatura.

A leitura decorre dos resultados da última rodada de pesquisas que apontaram queda na popularidade e intenções de voto para Bolsonaro. Os partidos passaram a enxergar a possibilidade de se jogar no vácuo e entrar na disputa por uma vaga no segundo turno.

O ex-governador Ciro Gomes sempre enxergou essa possibilidade, mas os outros partidos só acreditavam se houvesse a possibilidade de construir a chamada terceira via, que não está totalmente descartada, mas, agora, o que se percebe é a possibilidade de apresentação de um maior número de candidatos.

Em síntese, a avaliação, neste momento, é a de que a conjuntura evolui para diluir a polarização entre Lula e Bolsonaro e surge, então, espaços para o lançamento de outras candidaturas. A eleição de 2022 poderá ser igual a de outras da história recente, com vários candidatos à Presidência da República. Talvez assim seja melhor para a democracia e para o debate de projetos de desenvolvimento para o Brasil.

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Será que o Congresso aprova os crimes de distribuição de notícias falsas e o de extermínio?

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* Por Josival Pereira

Existe uma forte expectativa em torno do relatório CPI da Pandemia no Senado a ser apresentado e discutido esta semana.

Por antecipação, tenta-se saber os nomes indiciados, mas, sobretudo, os crimes que serão imputados ao presidente Jair Bolsonaro, filhos e ministros. O relator da CPI, senador Renan Calheiros, até facilitou, antecipando várias das conclusões das investigações.

Discute-se, como sempre, se a CPI acabará em pizza ou não. Pelo visto, o relatório vai apresentar resultados robustos e documentos de provas substanciais. Não se sabe ainda se conseguirá estabelecer exata conexão entre o que foi apurado e a enorme lista de indiciados.

Restará também saber se a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhará as denúncias recomendadas, embora o procurador-geral Augusto Aras já tenha antecipado que adotará todas as providências que a Constituição e a legislação em vigor determinam.

Seja como for, há uma parte do relatório que tende a produzir resultados em qualquer circunstância. E resultados positivos para o Brasil. Trata-se da parte que vai apresentar 17 propostas de mudanças na Constituição ou projetos de leis. Pelas regras, as propostas não passam pelas comissões e vão direto para o plenário do Senado. Obrigatoriamente, vai mobilizar o Congresso e gerar discussão. Melhor se envolver a sociedade.

Entre as propostas, duas são de instituições de novos crimes – o de distribuição de notícias falsas (fake news) e o de extermínio. Muito consentâneo com a realidade. As notícias falsas são um perigo. Não apenas as que atentam contra a democracia. As redes sociais estão entupidas de notícias falsas sobre medicamentos, tratamentos para doenças, serviços, comércio, etc. Enganam e podem matar. Isso precisa ser estancado. O crime de extermínio chega tarde, mas ainda parece bastante necessário, especialmente para a proteção de minorias e balizar a atuação de governantes em casos de pandemia.

A CPI vai propor também uma mudança na Constituição para fixar prazos para análise de denúncias de crimes de responsabilidade contra o presidente da República, ministros e outras autoridades, além de leis para impedir que os serviços públicos de saúde (SUS) adotem tratamento sem eficácia, regras para impedir que operadores de saúde interfiram nos tratamentos oferecidos aos pacientes, como ocorreu nos hospitais da Prevent Senior, e até a criação de uma pensão especial para crianças e adolescentes órfãos de vítimas da pandemia.

Já é alguma coisa.  O problema vai ser fazer o Congresso aprovar.

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De coerência e “ismos”

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Nesses tempos em que o jornalismo no Brasil permeia para outras lamentáveis variações de “ismos”, chegando a ponto de termos o jornalismo bolsonarista e o lulista/petista, até mesmo uma declaração óbvia de um prefeito vira pauta para polêmicas estéreis.

Bruno Cunha Lima foi perguntado ontem se receberia, como prefeito, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Campina Grande, neste momento. Disse que, do ponto de vista institucional, não via sentido nisso, porque naturalmente a pauta do petista na cidade só teria um objetivo: pré-campanha ao Palácio do Planalto.

E se no caso fosse uma visita do presidente Jair Bolsonaro? Se fosse uma pauta institucional, de interesse do Município, e não da agendas dos partidos ou candidaturas, logicamente ele receberia. Até por ser uma imposição inerente ao cargo para o qual foi eleito. Trair esse princípio republicano seria não dignificar a confiança do povo campinense nele como gestor.

A mesma coerência em relação a esse princípio óbvio foi aplicada por Bruno no último dia 14 de agosto, quando cumpriu agenda em Campina Grande o governador Eduardo Leite (RS), pré-candidato do PSDB à Presidência da República. O deputado federal tucano Pedro Cunha Lima, aliado político até no DNA, por cortesia, convidou o prefeito, mas recebeu a mesma resposta.

A depender de parte da imprensa paraibana, coerência é motivo para críticas, censuras e repúdio, a depender do “ismo” a que esteja ligada. Lamentável.

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Águas do São Francisco vão chegar ao Sertão ainda em outubro

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* Por Josival Pereira

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, garantiu que a última etapa do projeto original de transposição das águas do Rio São Francisco – um canal de seis quilômetros ligando a barragem Caiçara ao açude Boqueirão de Piranhas, na região de Cajazeiras, será concluída ainda neste mês de outubro.

A obra da transposição foi iniciada há 17 anos. O trecho mais atrasado é o Eixo Norte, que prevê a distribuição de águas para os Estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande. Na verdade, faltava a conclusão da canal para levar águas para o açude Boqueirão de Piranhas (Engenheiro Ávidos), na região de Cajazeiras, permitindo a chegada das águas ao Rio Grande do Norte, através do Rio Piranhas.

O trecho do Eixo Norte na Paraíba, em Boa Vista, no município de São José de Piranhas, foi visitado pelo então presidente Lula em duas oportunidades, uma delas alguns dias antes de deixar o governo.

Águas de outubro

O deputado Jeová Campos, que se encontra em Brasília, revelou, nesta terça-feira, que as águas do São Francisco vão começar a chegar na Paraíba ainda neste mês de outubro. Ele recebeu a garantia do próprio ministro Rogério Marinho, que o recebeu em audiência na última quarta-feira.

As águas vão começar a encher a barragem da Boa Vista, que fica localizada logo após o túnel de Cuncas (foto), que permite a passagem do canal da transposição através de uma serra que separa a Paraíba do Estado do Ceará. Quando estiver com 80% de sua capacidade, a barragem de Boa Vista começa a transbordar as águas para a barragem de Caiçara, através de um canal, e de lá a transposição atinge o açude Boqueirão de Piranhas, o que permitirá a liberação das águas para o Rio Grande do Norte.

Nova fase

O ministro Rogério Marinho informou que, após a conclusão do último canal da transposição, em Cajazeiras, o Ministério da Integração inicia uma nova fase do projeto, que prevê a desobstrução e desassoreamento do Rio Piranhas, a recuperação da bacia do São Francisco e o início de novos ramais, a exemplo da ligação da barragem de Caiçara à Chapada do Apodi, no Rio Grande do Norte, e o canal do Piancó.

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