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Escárnio mundial: apenas 10 países concentram 75% das vacinas contra a covid-19

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* Por Josival Pereira

Já se sabia, mas a OMS (Organização Mundial de Saúde) escancarou na abertura de sua assembleia, nesta segunda-feira, uma realidade que é um escândalo imensurável. Certamente um dos mais terríveis escândalos da humanidade.

Apenas 10 países concentram 75% das vacinas contra a covid-19 de todo o mundo.

A One Champain, uma ONG (Organização Não-Governamental) que luta contra a pobreza e pela prevenção de doenças, fez outra conta ainda mais estarrecedora.

Analisando estoques e compras futuras, Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido, Austrália, Canadá e Japão, contrataram 3 bilhões de doses de vacinas, o que representa 1 bilhão de vacinas a mais do que efetivamente precisam.

A concentração de doses de vacinas em poucos países denunciada pela OMS e pela One Champain revelam uma injustiça de escala planetária, menosprezo pela vida, escárnio.

Alguns países de riqueza intermediária ainda tentam garantir estoques necessários de doses de vacinas. O Brasil se arrasta por aqui. Embora de forma lenta, devem conseguir. Porém, mais de 70% dos países, exatamente os mais pobres, não têm certeza de que conseguirão vacinas para imunizar suas populações.

A OMS estima que 10% da população mundial deverá ser imunizada até setembro e está fazendo esforços e apelos para que se possa chegar a 30% até dezembro. A sobra das vacinas dos ricos daria para atender amplos contingentes pobres, mas a riqueza quase sempre é insensível.

Essa brutal concentração de vacinas reflete a estupidez da concentração de riquezas mundial. Denuncia também o fracasso das organizações humanitárias e de paz. Implode o conceito de humanidade ao qual o ser humano se arvora. Resta apenas sua bestialidade.

E ainda existe quem não entenda as causas da pandemia que infesta a terra e mina a vida.

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Polarização radicalizada para 2022 se dilui e partidos se animam para lançar candidaturas

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O MDB vai apresentar um candidato à Presidência da República e testar sua viabilidade. O nome será o da senadora Simone Tebet, do MDB do Mato Grosso do Sul (foto). Já haveria consenso entre as várias alas do partido para o lançamento. Essa informação está em portais nacionais nesta segunda-feira.

A iniciativa do MDB segue um movimento. Há duas semanas, o PSL filiou o apresentou José Luiz Datena e o apresentou como possível candidato à Presidência e o Podemos estaria insistindo na possibilidade da candidatura do ex-juiz Sérgio Moro.

Outros partidos não desistiram de seus pré-candidatos: o PSDB fará prévias em novembro para escolher entre os governadores João Dória e Eduardo Leite, o senador Tasso Jereissati e o ex-senador Artur Virgílio; o DEM mantém na agulha o nome do ex-ministro Henrique Mandetta e o PDT consolida a candidatura de Ciro Gomes.

E o que isso quer dizer?

O movimento do PSL, do MDB e do Podemos é um indicativo de que a nova avaliação da conjuntura político-eleitoral já não vê como certa a possibilidade de uma polarização radicalizada entre Bolsonaro e Lula ao ponto de não caber outra candidatura.

A leitura decorre dos resultados da última rodada de pesquisas que apontaram queda na popularidade e intenções de voto para Bolsonaro. Os partidos passaram a enxergar a possibilidade de se jogar no vácuo e entrar na disputa por uma vaga no segundo turno.

O ex-governador Ciro Gomes sempre enxergou essa possibilidade, mas os outros partidos só acreditavam se houvesse a possibilidade de construir a chamada terceira via, que não está totalmente descartada, mas, agora, o que se percebe é a possibilidade de apresentação de um maior número de candidatos.

Em síntese, a avaliação, neste momento, é a de que a conjuntura evolui para diluir a polarização entre Lula e Bolsonaro e surge, então, espaços para o lançamento de outras candidaturas. A eleição de 2022 poderá ser igual a de outras da história recente, com vários candidatos à Presidência da República. Talvez assim seja melhor para a democracia e para o debate de projetos de desenvolvimento para o Brasil.

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Bolsonaro ‘mentiu’ quando disse “caguei”…

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Os acontecimentos recentes envolvendo a saúde intestinal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comprovaram, do modo mais crível que se tem notícia, que ele mentiu ao dizer “caguei para a CPI”.

Bolsonaro não fez isso nem para ele e, muito menos, para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as ações e omissões do Governo Federal no enfrentamento da pandemia da pandemia provocada pelo vírus da Covid-19, tanto que passou tão mal que precisou ser hospitalizado de modo urgente por causa das dores provocadas pelo excremento acumulado no intestino.

Nos bastidores do poder, há quem diga que o episódio fecal que nasceu no Palácio do Planalto, em Brasília, seria mais uma cortina de fumaça para ocupar os militantes ‘bolsonaristas’ que, sem saber – ou sabendo! -, auxiliam na concretização da ideia de desviar a atenção da nação para o que realmente importa: o desenrolar de um novelo sujo que pode levar à confirmação da existência de uma rede de corrupção ‘pesada’ no seio da atual gestão federal.

O presidente segue internado em um hospital instalado em São Paulo, mas, segundo informações apuradas pela imprensa nacional, já passou por um procedimento realizado com auxílio de uma sonda nasogástrica, inserida no paciente através do nariz, através da qual, foi retirado quase 1 kg de conteúdo fecal que estava acumulado graças a um bloqueio total do intestino grosso.

O episódio envolvendo o presidente Bolsonaro e seus descontroles públicos emocionais e, agora, até intestinais, apenas sugere que, com o andamento da CPI instalada no Senado, muita coisa ainda deve ‘feder’ nos bastidores do poder. Mas, isso, só o tempo dirá…

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Estaria Ricardo Coutinho tentando assumir o PDT após perder comando do PSB e ser esnobado no PT?

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Há um crescente mal-estar entre alguns integrantes do PDT da Paraíba, meu caro Paiakan. Militantes suspeitam que o ex-governador Ricardo Coutinho poderia estar conversando com dirigentes do partido em nível nacional, tratando de um possível ingresso no partido para assumir seu comando no Estado. Talvez até sinalizando um palanque para Ciro Gomes no Estado.

Os comentários vicejaram, nos últimos dias, diante da perda de prestígio dentro do PSB, desde que o presidente nacional Carlos Siqueira enfatizou que o comando do partido na Paraíba é do deputado Gervásio Filho. Com o detalhe que Gervásio tem entendimento engatilhado com o governador João Azevedo, o que tem levado Ricardo Coutinho a tachar João de “traidor”.

Some-se a esse detalhe o fato de que a operação para seu retorno ao PT encontra muita resistência de parte de alguns militantes de peso, como os deputados Anísio Maia e Frei Anastácio. Anísio, que teve sua candidatura calcinada pela direção nacional, para tentar viabilizar a postulação de Ricardo Coutinho à prefeitura de João Pessoa. Anastácio não está confortável com as articulações para fazer de Luiz Couto candidato a deputado federal.

Resta aguardar se as suspeitas de alguns pedetistas têm fundamento, quando ao ingresso de Ricardo Coutinho no partido. Lembrando que, em nível nacional, o PDT tem o PT como aliado, inclusive no apoio à candidatura do ex-presidente Lula, em 2022.

Blog do Helder Moura

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