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Brasil vive um momento político melindroso. O que está acontecendo?

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* Por Josival Pereira

A movimentação e declarações do presidente Jair Bolsonaro nos últimos dias revelaram uma subida de tom no comportamento já açodado com que costuma de comportar, sobretudo no campo do enfrentamento dos adversários políticos.

Fez novos ataques bastante contundentes ao ex-presidente Lula e, agora, ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, criticando o encontro dos dois num almoço em São Paulo.

Visitou o Estado do Maranhão e não observou o menor respeito ao governador Flávio Dino, a quem chamou de gordo, ditador, praga e outros adjetivos mais.

Além dos ataques mais contundentes aos adversários, Bolsonaro tem buscado mobilizar seus seguidores para dar demonstração de força popular. No domingo passado, houve uma manifestação em Brasília. Neste domingo, o presidente comandou um ato com motoqueiros no Rio de Janeiro.

O comportamento do presidente tem gerado análises diferentes entre políticos mais experientes e alguns analistas.

Seria uma reação normal do temperamento de Bolsonaro fazer o enfrentamento dos adversários.

Outros avaliam que, na verdade, trata-se de uma reação típica de quem se sente acossado. Eleitoralmente, com a entrada do ex-presidente Lula em cena. Politicamente, com o andamento das investigações da CPI da Pandemia no Senado. A estratégia escolhida teria sido a de reagir atacando.

Há ainda quem avalie que Bolsonaro está simplesmente deflagrando sua campanha à reeleição como os adversários também estão em campanha. Quer segurar seguidores fiéis e reconquistar bases perdidas.

Mas também existe quem veja perigo na conduta mais radicalizada do presidente. Perdendo as condições de governar e acuado politicamente, ele estaria deliberadamente procurando confusão. Estaria armando conflitos para aprofundar o caos. Se tiver forças, tentaria o controle absoluto do poder. Se não, seria apeado do cargo, mas deixaria o país conflagrado, com a direita radical lutando pelo poder.

Talvez essa última corrente tenha mais razões. Seja o que for, a impressão é que o Brasil vive efetivamente um momento muito melindroso. Vale reflexões.

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Polarização radicalizada para 2022 se dilui e partidos se animam para lançar candidaturas

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O MDB vai apresentar um candidato à Presidência da República e testar sua viabilidade. O nome será o da senadora Simone Tebet, do MDB do Mato Grosso do Sul (foto). Já haveria consenso entre as várias alas do partido para o lançamento. Essa informação está em portais nacionais nesta segunda-feira.

A iniciativa do MDB segue um movimento. Há duas semanas, o PSL filiou o apresentou José Luiz Datena e o apresentou como possível candidato à Presidência e o Podemos estaria insistindo na possibilidade da candidatura do ex-juiz Sérgio Moro.

Outros partidos não desistiram de seus pré-candidatos: o PSDB fará prévias em novembro para escolher entre os governadores João Dória e Eduardo Leite, o senador Tasso Jereissati e o ex-senador Artur Virgílio; o DEM mantém na agulha o nome do ex-ministro Henrique Mandetta e o PDT consolida a candidatura de Ciro Gomes.

E o que isso quer dizer?

O movimento do PSL, do MDB e do Podemos é um indicativo de que a nova avaliação da conjuntura político-eleitoral já não vê como certa a possibilidade de uma polarização radicalizada entre Bolsonaro e Lula ao ponto de não caber outra candidatura.

A leitura decorre dos resultados da última rodada de pesquisas que apontaram queda na popularidade e intenções de voto para Bolsonaro. Os partidos passaram a enxergar a possibilidade de se jogar no vácuo e entrar na disputa por uma vaga no segundo turno.

O ex-governador Ciro Gomes sempre enxergou essa possibilidade, mas os outros partidos só acreditavam se houvesse a possibilidade de construir a chamada terceira via, que não está totalmente descartada, mas, agora, o que se percebe é a possibilidade de apresentação de um maior número de candidatos.

Em síntese, a avaliação, neste momento, é a de que a conjuntura evolui para diluir a polarização entre Lula e Bolsonaro e surge, então, espaços para o lançamento de outras candidaturas. A eleição de 2022 poderá ser igual a de outras da história recente, com vários candidatos à Presidência da República. Talvez assim seja melhor para a democracia e para o debate de projetos de desenvolvimento para o Brasil.

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Bolsonaro ‘mentiu’ quando disse “caguei”…

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Os acontecimentos recentes envolvendo a saúde intestinal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comprovaram, do modo mais crível que se tem notícia, que ele mentiu ao dizer “caguei para a CPI”.

Bolsonaro não fez isso nem para ele e, muito menos, para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as ações e omissões do Governo Federal no enfrentamento da pandemia da pandemia provocada pelo vírus da Covid-19, tanto que passou tão mal que precisou ser hospitalizado de modo urgente por causa das dores provocadas pelo excremento acumulado no intestino.

Nos bastidores do poder, há quem diga que o episódio fecal que nasceu no Palácio do Planalto, em Brasília, seria mais uma cortina de fumaça para ocupar os militantes ‘bolsonaristas’ que, sem saber – ou sabendo! -, auxiliam na concretização da ideia de desviar a atenção da nação para o que realmente importa: o desenrolar de um novelo sujo que pode levar à confirmação da existência de uma rede de corrupção ‘pesada’ no seio da atual gestão federal.

O presidente segue internado em um hospital instalado em São Paulo, mas, segundo informações apuradas pela imprensa nacional, já passou por um procedimento realizado com auxílio de uma sonda nasogástrica, inserida no paciente através do nariz, através da qual, foi retirado quase 1 kg de conteúdo fecal que estava acumulado graças a um bloqueio total do intestino grosso.

O episódio envolvendo o presidente Bolsonaro e seus descontroles públicos emocionais e, agora, até intestinais, apenas sugere que, com o andamento da CPI instalada no Senado, muita coisa ainda deve ‘feder’ nos bastidores do poder. Mas, isso, só o tempo dirá…

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Estaria Ricardo Coutinho tentando assumir o PDT após perder comando do PSB e ser esnobado no PT?

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Há um crescente mal-estar entre alguns integrantes do PDT da Paraíba, meu caro Paiakan. Militantes suspeitam que o ex-governador Ricardo Coutinho poderia estar conversando com dirigentes do partido em nível nacional, tratando de um possível ingresso no partido para assumir seu comando no Estado. Talvez até sinalizando um palanque para Ciro Gomes no Estado.

Os comentários vicejaram, nos últimos dias, diante da perda de prestígio dentro do PSB, desde que o presidente nacional Carlos Siqueira enfatizou que o comando do partido na Paraíba é do deputado Gervásio Filho. Com o detalhe que Gervásio tem entendimento engatilhado com o governador João Azevedo, o que tem levado Ricardo Coutinho a tachar João de “traidor”.

Some-se a esse detalhe o fato de que a operação para seu retorno ao PT encontra muita resistência de parte de alguns militantes de peso, como os deputados Anísio Maia e Frei Anastácio. Anísio, que teve sua candidatura calcinada pela direção nacional, para tentar viabilizar a postulação de Ricardo Coutinho à prefeitura de João Pessoa. Anastácio não está confortável com as articulações para fazer de Luiz Couto candidato a deputado federal.

Resta aguardar se as suspeitas de alguns pedetistas têm fundamento, quando ao ingresso de Ricardo Coutinho no partido. Lembrando que, em nível nacional, o PDT tem o PT como aliado, inclusive no apoio à candidatura do ex-presidente Lula, em 2022.

Blog do Helder Moura

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