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“Teremos o março mais triste de nossas vidas, e abril será muito grave”, diz pesquisadora

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A pesquisadora Margareth Dalcolmo, da Fundação Oswaldo Cruz, afirmou em entrevista à DW que o Brasil passa pelo pior momento da epidemia de covid-19, com uma taxa de transmissão muito alta e curvas de mortalidade em ascensão.

“Eu temo verdadeiramente, eu declarei isso há algumas semanas, que teríamos o mês de março mais triste de nossas vidas, o que é verdade. Estamos tendo. Eu acho que o mês de abril será, igualmente, muito grave”, afirmou na entrevista à DW Latinoamerica.

Ela fez um apelo aos brasileiros. “É necessário não só que as medidas sanitárias necessárias sejam tomadas pelas autoridades, mas que a sociedade civil se conscientize de que o que estamos dizendo e recomendando é o mais adequado e correto para o controle epidêmico”, disse.

Ela avalia que o Brasil tomou uma decisão acertada com a vacina da AstraZeneca, mas errou ao não ter negociado, “no momento adequado”, com as outras produtoras de vacinas.

Dalcolmo também expressou total confiança na vacina de Oxford. “Nós estamos muito tranquilos e satisfeitos com relação à vacina”, declarou.

DW: Quase 12 milhões de casos no Brasil e um número de mortos acima de 2.600 por dia. Hospitais e UTIs lotadas. Ainda assim, não há um lockdown. Como médica, como a senhora avalia a situação atual?

Margareth Dalcolmo: Estamos vivendo o pior momento da pandemia no Brasil, com o aumento dos casos e a segunda onda totalmente estabelecida. Sabemos, através de um levantamento que fazemos na Fiocruz, que em oito estados – incluindo o Amazonas – a cepa P1, de Manaus, é que a produz mais infecções. A chamada cepa P1 é originária do Brasil, do Amazonas, e é responsável por mais de 90% dos casos atuais no estado. Nas grandes capitais, há um colapso do sistema de saúde, sobretudo de hospitais e unidades de terapia intensiva. Algo que nos preocupa é que com a vacinação dos mais velhos, em que já alcançamos uma proporção razoável, temos uma proporção de leitos ocupados por gente muito mais jovem. Estamos observando uma mortalidade que se aproxima cada vez mais da juventude, de pessoas com menos de 50 anos.

O Brasil tem duas vacinas aprovadas: Coronavac e AstraZeneca. Esta última é produzida pela Fiocruz, mas há algumas preocupações. A Agência Europeia de Medicamentos defende que a vacina é segura e eficaz. Mas não foi possível descartar a associação dela com alguns casos graves de coágulos sanguíneos associados à trombose. Você sabe mais sobre esses riscos?

Sim. Nós estamos muito tranquilos e satisfeitos com relação à vacina. Graças a Deus, a agência europeia, de uma maneira segura e muito bem fundamentada, também demonstrou confiança. Nós fazemos o processo de transferência de tecnologia e estamos fazendo também a vigilância sanitária dos vacinados. Não tivemos nenhum episódio de trombose ou embolia pulmonar com a vacina. O que sabemos, e o que eu posso afirmar, é que isso claramente não tem relação com a vacina. Isso será demonstrado em breve, eu espero. A incidência de casos de trombose, em termos epidemiológicos, por exemplo, entre a população de mulheres jovens que toma anticoncepcional oral é muito mais alta do que a que foi registrada com a vacina da AstraZeneca. Então nós não temos nenhum temor, nenhum medo de que a vacina possa ter esses efeitos. Eu acredito que isso será demonstrado muito em breve pelos jornais e publicações científicas de qualidade.

O Chile vem sendo um exemplo de vacinação na América Latina e no mundo. Desde o início, o país firmou contratos com muitas empresas farmacêuticas. O Brasil também deveria ter optado por outras vacinas?

Sim. Eu acho que o Brasil cometeu um erro, no sentido de sermos um país que desenvolveu estudos clínicos de grande qualidade, por exemplo, com a vacina da Johnson & Johnson, com a vacina da Pfizer, mas não conseguimos fazer boas negociações. De uma maneira ou de outra, o Brasil fez a sua aposta, o seu contrato com a vacina da AstraZeneca. Foi uma decisão muito acertada, sem dúvidas, porque foi um processo muito bem elaborado de transferência de tecnologia completa, incluindo a matéria prima da vacina – os chamados IFAs –, que vêm da China, mas que nós vamos começar a produzir. Até o final deste semestre, a vacina AstraZeneca-Oxford se chamará AstraZeneca-Fiocruz: completamente nacionalizada para a produção no Brasil. Mas isso não é suficiente nesse momento, porque não há vacinas suficientes.

Como muitos de nós, cientistas, advertimos, o cenário atual de novas variantes e uma segunda onda era perfeitamente previsível. Segunda onda que começou no estado do Amazonas, que teve o seu pico epidêmico mais cedo. No fim de abril do ano passado, o Amazonas já tinha tido o seu primeiro pico epidêmico, com uma mortalidade enorme. Ou seja, a imunidade produzida pela doença terminou. Ela não é duradoura, como nós sabemos. Então, a “intervenção” necessária é que se tenha muitas vacinas. O Brasil, como se sabe, é um país que tem uma grande tradição de vacinação.

O ex-ministro da saúde Eduardo Pazuello afirmou que o país está em um ponto de inflexão no processo de controle da pandemia. A senhora compartilha dessa opinião?

Não. Não estamos, porque temos uma taxa de disseminação do vírus muito alta, enquanto os hospitais estão lotados, com quase 100% dos leitos ocupados, especialmente os de UTI. O que temos é um colapso em muitas das principais cidades brasileiras. Além disso, sabemos que as novas variantes são as responsáveis pela maioria dos casos de infecção atuais. Portanto, houve um erro de não ter negociado, no momento adequado, com as grandes produtoras de vacinas. O que acontece agora é que estamos tentando conseguir as vacinas porque o momento crucial é justamente esse. Temos que vacinar muita gente e rapidamente.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) exortou o Brasil a adotar medidas agressivas contra a pandemia. Pesquisadores como a senhora enfatizam a necessidade de expandir as medidas de distanciamento social. Existe coordenação e consenso entre o governo federal, governadores e cientistas?

Não. Lamentavelmente, no Brasil, nós não tivemos uma coordenação central harmônica entre a comunidade científica e as autoridades. Eu diria que nós tivemos retóricas muito diferentes em alguns momentos. Eu, pessoalmente, defendi que nós tínhamos duas grandes e poderosas armas para lutar contra a epidemia. O SUS, que é precioso e, como vocês sabem, é o maior sistema de saúde pública do mundo, assistindo mais de 150 milhões de pessoas. E o distanciamento social, para o qual não tivemos o apoio de algumas autoridades, que defenderam outra coisa. Do meu ponto de vista, a sociedade civil ficou um pouco confusa, pois recebeu informações diferentes e contraditórias. Agora estamos pagando o preço por não termos tido uma coordenação central, que tivesse trabalhado com harmonia e com consenso entre as opiniões muito bem fundamentadas que nós, a comunidade científica, defendemos.

O governo federal, os estados e os municípios culpam-se mutuamente pela crise. Quem deveria assumir a responsabilidade?

Eu acho que há responsabilidades compartilhadas. Por exemplo, de acordo com a Constituição, a compra de vacinas é algo que deve ser da competência do governo federal.

Nós deveríamos trabalhar na logística e, para isso, temos tido um apoio muito importante da iniciativa privada brasileira, que é muito poderosa. Como vocês sabem, o Brasil tem uma concentração de renda muito grande, e é necessário que a iniciativa privada tenha um papel mais proeminente durante esse período, o que aconteceu efetivamente durante o ano de 2020, com grandes doações de bancos e de grandes empresários.

Neste momento de mudança no Ministério da Saúde, esperamos que possamos estabelecer novos e melhores contatos. Não podemos ser tão pessimistas, temos que ter um pouco de confiança de que seremos escutados de maneira adequada. Mas a situação é, sem dúvida, muito grave e necessitamos de medidas pouco simpáticas, restritivas e muito duras, como o lockdown, em algumas cidades brasileiras. Eu diria que isso seria necessário em todo o país por um período de ao menos duas semanas, para controlar a taxa de transmissão, que está muito alta. Isso também está acontecendo porque não temos vacinas nesse momento, que seria o ideal do ponto de vista de concomitância entre duas ações de saúde pública. Ou seja, esperamos reparar o erro. Reconhecer o erro, na minha opinião, seria um ato de grandeza. Reconhecer que erramos, não negociamos no tempo certo, mas estamos trabalhando para recuperar um pouco. As mortes, no entanto, não vamos recuperar. O sentimento que nós temos com quase 300 mil brasileiros mortos na pandemia é algo que mudou as nossas vidas.

A Fiocruz é vinculada ao Ministério da Saúde. Marcelo Queiroga será o quarto ministro da Saúde em um ano, e todas as mudanças na pasta aconteceram em momentos críticos da pandemia. Será possível trabalhar melhor agora, com Queiroga?

Nós esperamos que sim. O doutor Queiroga é um médico, alguém que tem um pouco de experiência com o SUS e que tem relações políticas muito fortes. Esperamos ser escutados e que seja feita uma coordenação real, incluindo a valorização do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que no meu ponto de vista é algo muito importante. Como todos sabem, o PNI é reconhecido internacionalmente e, sem dúvida, foi um pouco desmantelado. É preciso fazer uma coordenação central em harmonia com a comunidade científica do Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil é um dos países com melhor desempenho na vacinação, e a senhora está dizendo o contrário. Além disso, ele voltou a promover a hidroxicloroquina, um antimalárico que não tem comprovação científica de eficácia contra o coronavírus. Qual é a sua opinião sobre isso?

O tema da cloroquina, para nós, é um assunto totalmente encerrado. Os estudos em que nós confiamos, que são os randomizados, controlados e publicados em periódicos científicos de grande impacto, como nós chamados, já demonstraram que não tem eficácia. Não só com a hidroxicloroquina, mas também com outros remédios que foram recomendados e que comprovadamente não são eficazes nem para controlar a pandemia do ponto de vista dos casos leves, ou seja, impedir que o paciente desenvolva uma forma mais grave. Não há tratamento precoce. Do meu ponto de vista, isso não é verdade e já foi demonstrado muitas vezes. Em resumo, não há tratamento farmacológico para a covid-19. O que há são as boas práticas de terapia intensiva para casos graves. Para casos leves, observação médica, assistência adequada pelo SUS ou privada. É isso. Detectar no momento correto quando é a hora de o paciente procurar o hospital. Ou seja, considere o assunto cloroquina um assunto encerrado.

Onde o Brasil estará daqui a dois meses no que diz respeito à pandemia?

Eu temo verdadeiramente, eu declarei isso há algumas semanas, que teríamos o mês de março mais triste de nossas vidas, o que é verdade. Estamos tendo. Eu acho que o mês de abril será, igualmente, muito grave. Exatamente porque a taxa de transmissão está muito alta, e quando comparamos, por exemplo, as curvas de mortalidade, que no resto do mundo começaram a decrescer, no Brasil todas as tendências dessa curva são verticais, de ascensão. Isso é algo que nos preocupa muito e é necessário não só que as medidas sanitárias necessárias sejam tomadas pelas autoridades, mas que a sociedade civil se conscientize de que o que estamos dizendo e recomendando é o mais adequado e correto para o controle epidêmico.

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Daniella Ribeiro e Nilda Gondim se unem e pedem ajuda à ONU para combate da Covid no país

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As senadoras paraibanas Daniella Ribeiro (PP) e Nilda Gondim (MDB) decidiram se unir a outras dez parlamentares que formam a bancada feminina no Senado Federal para encaminhar um ofício à diretora-geral-assistente da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Simão, pedindo ajuda para aquisição de remédios do “kit intubação’ e vacinas contra a Covid-19.

De acordo com a matéria originalmente publicada em O Globo, o objetivo é que a OMS interceda a favor do Brasil junto às empresas e laboratórios, agilizando a entrega dos produtos. Mais de 370 mil pessoas morreram no país em razão da doença.

No documento, as senadoras relatam o cenário de UTIs lotadas e falta de oxigênio e medicamentos necessários para fazer a intubação de pacientes em estado grave, que atinge tanto a rede pública como a privada.

“Só em São Paulo, estado brasileiro mais populoso e referência para atendimentos médicos, 68% dos serviços de saúde já estão com os estoques de neurobloqueadores e sedativos zerados. Grande parte dos outros estados brasileiros possui estoques em estágio crítico, com margem de cobertura para apenas 2 ou 3 dias. A situação é gravíssima, estamos na iminência de um verdadeiro colapso”, diz trecho do texto.

Elas também citam o caso de Manaus, a primeira grande cidade brasileira a ver o cenário da doença piorar este ano: “Não é aceitável que se repita em nenhum outro lugar o ocorrido em Manaus no início deste ano, em que a escassez do fornecimento de oxigênio hospitalar levou à morte, por asfixiação, muitos brasileiros.”

Elas fazem elogios ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que assumiu o cargo em março, no lugar de Eduardo Pazuello, que foi muito criticado pela gestão na pasta.

“Estamos unindo esforços na busca de soluções e saídas para evitar que novos colapsos de abastecimento de insumos, medicamentos e oxigênio aconteçam. Já contabilizamos mais de 360 mil mortos e só deixaremos de ser o epicentro da pandemia por meio do real avanço da vacinação em massa. Enquanto isso não ocorre, precisamos urgentemente regularizar o abastecimento das medicações necessárias para o atendimento célere da população”, escreveram.

Além de Daniella e Nilda, também assinaram o texto as senadoras Eliziane Gama (Cidadania-MA), Kátia Abreu (PP-TO), Leila Barros (PSB-DF), Mailza Gomes (PP-AC), Mara Gabrilli (PSDB-SP), Maria do Carmo (DEM-SE), Rose de Freitas (MDB-ES), Simone Tebet (MDB-MS), Soraya Thronicke (PSL-MS) e Zenaide Maia (PROS-RN).

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Silêncio de Queiroga leva governadores a desembarcarem na Rússia em busca de vacinas contra Covid

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O silêncio do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre um acordo nacional referente à Sputnik V, leva governadores a desembarcarem na Rússia em buscar de vacinas contra Covid-19.

De acordo com a matéria originalmente publicada pela colunista Bela Megale, de O Globo, o Consórcio do Nordeste fechou com os russos a compra de 37 milhões de doses e colocou esses imunizantes à disposição da pasta da Saúde, para serem incluídos no Plano Nacional de Imunização (PNI). Dessa maneira, haveria uma distribuição proporcional da vacina a todos os Estados do Brasil.

As tratativas chegaram a avançar com Eduardo Pazuello, que, no mês passado, afirmou que as doses do Consórcio integrarão o PNI. Com a troca de ministro na Saúde, porém, o assunto não foi retomado.

Wellington Dias, que é governador do Piauí e presidente do Consórcio do Nordeste, disse que vem tentando uma reunião com Queiroga, sem sucesso. Se um acordo não for firmado antes de a Sputnik V ser aprovada no Brasil, as 37 milhões de vacinas serão destinadas diretamente aos Estados do Consórcio do Nordeste.

Representantes do Consórcio já desembarcaram nesta segunda-feira (19), na Rússia, com a intenção de acelerar a importação da Sputnik V, quando a vacina for liberada no Brasil.

O secretário-executivo do Consórcio, Carlos Gabas, e o sub-secretário, Thiago Campos, terão reuniões com o Centro Gamaleya, estatal que desenvolveu a Sputnik V, e o Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), que financiou o desenvolvimento do imunizante. O Consórcio do Nordeste é um grupo formado pelos governos de nove Estados da região Nordeste do país.

– O objetivo dessas agendas é garantir condições para que, imediatamente após a liberação da Anvisa ou do Supremo Tribunal Federal (STF) para a importação da Sputnik V, tenhamos tudo desembaraçado para que as doses previstas para abril sejam despachadas. – disse Wellington Dias.

Procurado, o Ministério da Saúde não retornou, incialmente, o contato da coluna. Após a publicação da nota, a pasta disse que Queiroga “recebe o governador quando ele quiser”. A assessoria de Wellington Dias afirma que ele fez várias tentativas não consegue agenda com o ministro.

 

 

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Paraíba é o segundo Estado do Nordeste com menos acesso à internet via celular, diz Anatel

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O Estado da Paraíba está em segundo lugar no Nordeste no ranking dos Estados com menores índices de acesso à internet via celular. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (19), através de relatório, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

De acordo com a matéria originalmente publicada pela Agência Brasil, a Paraíba (85,24) só perde para Roraima (85,95) e supera dos Estados do Pará (82,06), Alagoas (81,49) e Maranhão (74,94).

Ainda segundo o relatório, os Estados com mais acessos por 100 habitantes são Distrito Federal (116,37), São Paulo (110,22), Rio de Janeiro (103,86), Minas Gerais (98,96) e Rio Grande do Sul (98,96).

Quanto à análise dos números de acessos por 100 habitantes, índice denominado “densidade” pelo relatório, as regiões mais atendidas são o Sudeste (105,71), Centro-Oeste (102,2) e Sul (96,9). As densidades são menores no Nordeste (86,58) e Norte (85,37).

Modalidade de cobrança

Pelo primeiro ano, os acessos pós-pagos superaram os pré-pagos, com pouco mais de 50%. Os pós-pagos são mais presentes na Vivo (57,14%) e os pré-pagos são mais frequentes na Oi (62,67%).

Operadoras

Atualmente, a operadora com mais acessos móveis é a Vivo (78,53 milhões). Em seguida vêm Claro (60,20 milhões), TIM (51,43 milhões) e Oi (36,65 milhões). No caso da OI, a parte de telefonia móvel da companhia está sendo negociada com as outras três operadoras. A Vivo lidera em 2.400 municípios, a Claro em 1.286, a TIM em 1.056 e a Oi em 777 cidades.

Dados gerais

Segundo o relatório, o Brasil fechou o ano de 2020 com 234 milhões de acessos móveis. O total representou um aumento de 7,39 milhões em relação a 2019, o equivalente a 3,26%. Acesso móvel é o nome dado para os chips de celular, que podem ser usados para serviços de voz ou de conexão à Internet.

Com isso, houve uma inversão da tendência de queda que vinha marcando esse tipo de serviço desde 2015, quando o Brasil bateu os 284,17 milhões de acessos. O número, acima da população nacional, ocorre pelo fato de parte das pessoas ter mais de um acesso, ou seja, mais de um chip ou uma conta de telefone celular.

Na avaliação da Anatel, esse acréscimo teve relação com a pandemia do novo coronavírus. “Com a transferência forçada de atividades para a modalidade online, em especial as aulas de crianças e de adolescentes, houve um aumento na compra de dispositivos para permitir a realização dessas atividades. O celular é o dispositivo mais barato de acesso à internet, e muitos desses aparelhos já são vendidos atrelados à contratação de um novo plano”, diz o relatório.

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