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Paraíba

Notícia de morte de médico na Paraíba após 1ª dose é usada para propagar fake news sobre vacina

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A morte do médico Fernando Ramalho Diniz, que era diretor do Hospital Santa Isabel, na cidade de João Pessoa, na Paraíba, registrada em 13 de fevereiro, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em decorrência da Covid-19, está sendo utilizada para propagar fake news sobre a vacina.

A informação foi divulgada pela equipe do Projeto Comprova, um grupo composto por integrantes de 24 veículos de comunicação que compõem a coalizão e se dedicam a monitorar redes sociais e aplicativos de mensagens em busca de informações duvidosas sobre o vírus e a doença.

Segundo o grupo, que tem como objetivo expandir a disseminação das informações verdadeiras, a origem da notícia duvidosa envolvendo a morte do médico na Paraíba é em uma publicação feita na página do Facebook do site Pleno News.

A publicação, segundo o grupo, induz ao engano ao atrelar a morte do médico à vacina contra covid-19.

De acordo com a matéria, publicada originalmente no Estadão, o post, no Facebook, traz apenas uma foto, o título e uma linha de texto que coloca em dúvida a eficácia da vacina. Nos comentários do post, diversos leitores interpretaram a publicação como uma evidência de que as vacinas não funcionam, o que não é verdade.

O cirurgião-geral tomou apenas a primeira dose da CoronaVac no dia 20 de janeiro. A aplicação da segunda dose em profissionais de saúde no hospital em que ele trabalhava estava prevista para os dias 15 e 16 de fevereiro, seguindo as recomendações da bula da CoronaVac.

O fato de Diniz ter tomado uma dose da vacina e ter sido vítima de covid-19 não significa que ela não funcione.

Especialistas procurados pelo Comprova reiteram que a CoronaVac precisa de uma segunda dose e destacam que, mesmo assim, é preciso manter as medidas de proteção até que haja a imunização coletiva, ou de rebanho, da população. Com apenas uma dose, portanto, o médico não estava protegido.

Após a aplicação da primeira dose, a produção de anticorpos no organismo é mais intensa a partir do décimo-quarto dia e, após a segunda dose, o auge dessa produção é atingida também depois de 14 dias, totalizando, em média, 36 dias para a proteção primária contra a covid-19. Mesmo depois da vacinação é, no entanto, necessário manter o distanciamento físico, o uso de máscaras e a higienização frequente das mãos. Isso porque a imunização contra uma doença como a covid-19 se dá de maneira coletiva e não individual.

Confusões como a causada pela postagem verificada são comuns nas redes sociais. Elas ocorrem quando os títulos não são fiéis ao conteúdo de notas e reportagens ou quando valorizam apenas uma parte do conteúdo, provocando interpretações erradas ou enviesadas especialmente naqueles leitores que não acessam os links para obter informação mais detalhada e o devido contexto.

Como verificamos?

Procuramos informações sobre a morte de Fernando Ramalho Diniz em portais locais, além do site da Prefeitura de João Pessoa (PB), que confirmam a causa como AVC em decorrência da covid-19, bem como a internação do médico pela doença 10 dias antes do falecimento. Consultamos o Vacinômetro da cidade paraibana, que confirmou que Fernando Ramalho recebeu a primeira dose da vacina em 20 de janeiro.

Por WhatsApp, entramos em contato com o Pleno News. Os responsáveis pelo site fizeram diversos comentários sobre iniciativas de verificação de informações, mas não entraram no mérito do post verificado.

Retomamos verificação anterior do Comprova e falas de especialistas sobre a necessidade de tomar os cuidados de prevenção contra o coronavírus antes da segunda dose e até que se atinja a imunidade de rebanho.

O Comprova fez esta verificação baseado em informações científicas e dados oficiais sobre o novo coronavírus e a covid-19 disponíveis no dia 17 de fevereiro de 2021.

Primeira dose da vacina Coronavac

A Prefeitura de João Pessoa disponibiliza no portal de transparência um “Vacinômetro”, com dados dos vacinados no município. Os dados confirmam que Fernando Ramalho Diniz recebeu a primeira dose da vacina no dia 20 de janeiro no Hospital Santa Isabel.

Outra matéria no site da Prefeitura de João Pessoa confirma que o Hospital Santa Isabel, do qual Fernando era diretor, recebeu doses da vacina CoronaVac nos dias 20 e 21 de janeiro para aplicação nos profissionais de saúde. O texto fala ainda da importância de não “baixar a guarda” após a vacinação.

A segunda dose da CoronaVac começou a ser aplicada em João Pessoa no dia 15 de fevereiro, conforme o cronograma de vacinação do município. Segundo a Secretaria de Saúde de João Pessoa, a previsão para administração da segunda dose no Hospital Santa Isabel ocorre entre 16 e 17 de fevereiro. O cronograma segue as recomendações que indica que a segunda dose pode ser aplicada entre 2 e 4 semanas após a primeira.

Clique aqui e confira a íntegra da bula da Coronavac.

Imunização individual e coletiva

Segundo publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma vacina tem o papel de reduzir o risco de contágio de uma doença por meio da indução de uma defesa natural do corpo humano.

A partir do momento em que a vacina é aplicada, inicia-se um ciclo de imunização que passa por três etapas principais: o reconhecimento do antígeno, podendo ser um vírus ou uma bactéria; a produção de anticorpos para atacar o corpo estranho; e o desenvolvimento de uma memória celular no sistema imunológico que seja capaz de inocular a doença da próxima vez em que o indivíduo seja exposto àquele vírus ou bactéria.

Isso acontece porque o sistema de defesa humano trabalha com mecanismos de memória celular. Uma vez expostos a uma ou mais doses de uma vacina, uma pessoa pode, a depender da vacina, ficar protegida contra uma doença durante anos, décadas ou mesmo uma vida inteira. No lugar de tratar os sintomas de uma doença após sua ocorrência, as vacinas impedem que o corpo adoeça. Esse procedimento é válido para todas as vacinas, e não somente contra a covid-19.

As células que indicam essa proteção são chamadas de IgG (imunoglobulina G). Trata-se de uma classe de anticorpos que, quando detectados, indicam contato prévio com o micro-organismo em algum momento da vida, mas não permite dizer se é recente ou antigo. Em alguns casos, sua presença pode significar proteção se houver novo contato. No caso do coronavírus, pode aparecer tardiamente ou nem aparecer, segundo informações de Weissmann.

Somente a partir do décimo-quarto dia da aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19, o organismo começa com mais intensidade o anticorpo IgG. No caso da CoronaVac, ministrada no médico Fernando Ramalho Diniz, a segunda dose é aplicada com intervalo de 2 a 4 semanas da primeira dose, conforme a bula do fabricante disponível no site do Ministério da Saúde . Após esse período, a produção de IgG também terá seu auge a partir do décimo quarto dia. O processo completo de imunização dura 36 dias, em média, a partir da aplicação da primeira dose.

De acordo com Alberto Chebabo, diretor médico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ), “a imunidade primária só ocorre após a segunda dose. Mas já há uma proteção parcial após duas semanas da primeira dose”, explica. Essa proteção primária não exclui a necessidade de se manter as medidas de prevenção, seja durante a imunização individual, ou durante a imunização coletiva.

Leonardo Weissmann, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), também afirma que a imunização está relacionada a uma proteção individual e coletiva. “Nenhuma vacina tem 100% de eficácia e protege todas as pessoas”, afirmou ele em uma verificação publicada pelo Comprova neste mês. Deste modo, uma parte das pessoas vacinadas não desenvolverá a proteção individual e só estará protegida com o acúmulo de pessoas vacinadas, o que, com o passar do tempo, reduzirá a circulação do vírus. Por isso, ele recomenda manter as demais regras de prevenção enquanto não se alcança a imunidade coletiva (ou de rebanho): distanciamento físico, uso de máscara e higienização frequente das mãos.

Weissmann explica ainda que a imunidade coletiva é configurada quando um grande percentual de uma população se torna imune a um determinado agente infeccioso. Tradicionalmente, isso ocorre através de vacinação.

Por que investigamos?

Em sua terceira fase, o Comprova investiga conteúdos duvidosos relacionados a informações sobre a pandemia do novo coronavírus, principalmente as que têm grande alcance nas redes sociais. A publicação analisada teve mais de 800 compartilhamentos e 600 comentários, a maioria colocando em dúvida a eficácia da vacina.

Os imunizantes e a vacinação contra a covid-19 são alvos frequentes de desinformação. Compartilhamentos como este visam desacreditar a estratégia de imunização e colocar em xeque a eficácia das vacinas, algumas cientificamente comprovadas, como a CoronaVac.

O Comprova já desmentiu um post que afirmava haver risco da imunogenicidade da CoronaVac, e um outro que utilizava vídeo de 2018 para enganar sobre morte de idosa após vacinação.

Enganoso para o Comprova é o conteúdo que usa dados imprecisos ou que confunde, com ou sem a intenção deliberada de causar dano.

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Paraíba

Saída de partidos do ‘Blocão’ poderá diminuir poder de Hugo Motta na Câmara Federal

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O desembarque do MDB do chamado ‘Blocão’ na Câmara dos deputados, em Brasília, poderá fazer com que o federal paraibano Hugo Motta (Republicanos) diminua o seu poder na Capital federal.

De acordo com informações do Estadão, Motta, lidera o ‘blocão’ que é uma formação do início da legislatura que reúne 11 partidos de centro e toda a base do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

O grupo, lembra a matéria, atualmente conta com 324 deputados e é fundamental para aprovar os projetos de interesse do Governo.

Recentemente, Motta apoiou, em nome do bloco, o pedido de urgência ao projeto do líder do PSL, Major Vitor Hugo (GO), para dar a Bolsonaro o poder de instaurar uma condução típica de situações de guerra, tendo a pandemia como justificativa. A medida foi alvo de críticas e acabou naufragando antes mesmo de chegar ao plenário.

Intenção

A intenção do MDB, que é a quinta maior bancada da Câmara, com 34 deputados, é se unir ao Cidadania, que conta com seis deputados federais, para atuar de modo independente nas votações da Casa e já sinalizar uma possível aliança para as Eleições de 2022.

Depois de unidos, ambos irão em busca de mais uma legenda de centro para reunir até 60 deputados. O Solidariedade, que hoje conta com 14 deputados e está fora de qualquer bloco da Câmara, pode ser a terceira sigla desejada.

O presidente do Cidadania, deputado Roberto Freire, de Pernambuco, escreveu em suas redes sociais que a articulação com o MDB vai além do Congresso.

Também pela rede social, o presidente do MDB, Baleia Rossi, respondeu ao novo colega de bloco em agradecimento. “É muito bom estarmos juntos de novo na estrada da democracia e na defesa das pautas de interesse do povo brasileiro neste momento tão difícil para o País”.

Já o líder do Cidadania disse que a ideia pode resultar numa organização de polo democrático para 2022.

“Será uma união de partidos de centro para trabalhar pautas importantes na Câmara, especialmente as reformas, e que pode resultar numa organização de um polo democrático pro ano que vem”, disse o líder do Cidadania, Alex Manente (SP).

A nova aliança torna oficial o afastamento do MDB em relação ao Palácio do Planalto – o que já acontece com uma ala do partido liderada por Renan Calheiros (AL) no Senado – e sinaliza caminhos para uma aliança em torno de uma candidatura que dispute a Presidência contra Bolsonaro em 2022.

Articulador

Recentemente, Hugo Motta foi apontado pela imprensa nacional, ao lado do também deputado federal paraibano Wellington Roberto (PL), como um dos importantes operadores dos bastidores do poder, na Câmara Federal.

Hugo, de acordo com a imprensa, é considerado do baixo clero parlamentar, mas, assim como Roberto, um notório pela capacidade de articulação e negociação longe dos holofotes. (Clique aqui para conferir detalhes)

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Paraíba

Posts exageram dimensão de obra do Exército na BR-230 na Paraíba

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Postagens nas redes sociais exageram a dimensão de uma obra realizada pelo Exército brasileiro na BR-230, a Transamazônica, no Estado da Paraíba. Uma dessas publicações diz que o Batalhão de Engenharia do Exército “asfaltou totalmente” a rodovia federal, que liga o litoral da Paraíba ao Amazonas, porém o Exército realizou a obra em apenas 8 km dela. Este post foi compartilhada ao menos 113,8 mil vezes no Facebook.

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Paraíba

Veneziano anuncia recursos de R$ 450 mil para reformas no Corpo de Bombeiros de Campina Grande

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Durante entrevista esta semana à imprensa de Campina Grande, o Vice-Presidente do Senado Federal, Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), anunciou que conseguiu recursos no valor de R$ 450 mil para a execução de reformas na sede do Corpo de Bombeiros da cidade.

De acordo com o Senador Veneziano, esse montante será garantido através de emenda parlamentar, atendendo a uma aspiração do comandante do 2º CRBM, tenente coronel Jean Benício.

Diante disso, conforme Veneziano, será possível uma ampla recuperação da estrutura física do Corpo de Bombeiros campinense, que há muito tempo aguardava por essa conquista.

“É nosso compromisso, assumido há muito tempo, de lutar sempre pelos anseios da coletividade. Independente de resultados eleitorais municipais, nosso foco é buscar melhorias para a cidade”, destacou Veneziano.

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