Nos acompanhe

Brasil

Bolsonaro perde a linha e diz que latas de leite condensado são para ‘enfiar no rabo da imprensa’

Publicado

em

O ataque de Bolsonaro à imprensa – que ainda disparou um palavrão ao comentar a denúncia — ocorreu durante um almoço com artistas e empresários em uma churrascaria em Brasília (DF). Após a fala, gritos de “mito” foram ouvidos.

De acordo com a matéria postada originalmente pelo Yahoo Notícias, estiveram presentes o presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci, além dos ministro Fabio Faria (Comunicação), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Gilson Machado (Turismo), Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Mario Frias (Cultura), do filho Jair Renan e de cantores sertanejos, como Sorocaba, Amado Batista e Nayara Azevedo.

Um levantamento feito pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do jornal Metrópoles, apontou que o Executivo federal gastou, em 2020, mais de R$ 1,8 bilhão em alimentos. O valor, retirado com base no Painel de Compras atualizado pelo Ministério da Economia, representa um aumento de 20% em relação a 2019.

divulgação do gasto virou piada nas redes sociais na terça-feira (26). Depois da polêmica, o Portal da Transparência do governo federal saiu do ar ainda na noite de terça.

OS VALORES E PRODUTOS

Além dos valores, os produtos também chamaram a atenção.

Os órgãos federais gastaram R$ 32,7 milhões com pizza e refrigerante; mais de R$ 16,5 milhões em batata frita embalada; e mais de R$ 14 milhões na compra de molho shoyu, molho inglês e molho de pimenta juntos. Em uva-passa, foram pagos pouco mais de R$ 5 milhões. Sem contar a goma de mascar, que custou R$ 2,2 milhões aos cofres públicos.

Além do tradicional arroz e feijão, o cardápio incluiu peixes – in natura e conserva – (R$ 35,5 milhões), bacon defumado (R$ 7,1 milhões) e embutidos (R$ 45,2 milhões) e frutos do mar (R$ 6,1 milhões).

Para as sobremesas, sorvete, picolé, fruta em calda, doce em tablete e cristalizado e, para a cobertura, granulado e confeitado, ao custo de R$ 123,2 milhões. O gasto com leite condensado foi de R$ 15,6 milhões.

O Ministério da Defesa foi responsável pela maior parte das compras e pelos valores mais altos. Foram mais de R$ 632 milhões com alimentação. O órgão também bancou quase toda a compra de vinhos registrada no Painel de Compras – R$ 2,5 milhões.

O Ministério da Educação ficou em segundo lugar, com R$ 60 milhões. O Ministério da Justiça gastou pouco mais de R$ 2 milhões, e ficou em terceiro lugar. A maior parte foi para a Fundação Nacional do Índio (Funai), que, entre os itens comprados teve milho de pipoca, leite condensado e sagu.

Em nota, o Ministério da Economia explicou que as despesas do Ministério da Defesa referem-se à “alimentação das tropas das forças armadas em serviço” e que “toda despesa efetuada pela Administração Pública Federal está dentro do orçamento”.

De acordo com as Forças Armadas, o órgão tem a responsabilidade de promover a saúde do seu efetivo – composto de 370 mil pessoas – por meio de uma dieta balanceada diária. O texto argumenta ainda que, de acordo com o Estatuto dos Militares, Lei nº 6.880/80, a alimentação é direito assegurado ao militar, assim como as refeições fornecidas aos funcionários em atividade.

PARLAMENTARES DE OPOSIÇÃO PEDEM INVESTIGAÇÃO NAS COMPRAS

Políticos de oposição pegaram carona no episódio para criticar o governo. Ao menos três parlamentares fizeram uma representação no TCU (Tribunal de Contas da União) pedindo que a Presidência da República seja investigada pelo aumento de gastos do Executivo com a “lista do mercado”.

O deputado Alexandre Frota (PSDB-RJ) distribuiu latas de leite condensado os jornalistas que participam de uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (27) no Congresso Nacional.

O ex-ministro Ciro Gomes, do PDT, disse que vai entrar na Justiça para pedir explicações sobre os “gastos absurdos”.

Segundo as contas da deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), o governo federal teria gastado 7,6 mil latas de leite condensado por dia no ano passado.

A ex-deputada Manuela D’ávila (PCdoB) também criticou as compras e o presidente, e o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) também lembrou do auxílio emergencial criado durante a pandemia da Covid-19, que o governo decidiu não prorrogar.

Já o youtuber Felipe Neto, uma das principais vozes de oposição entre os jovens, brincou com uma das brincadeiras que donos de canais no Youtube costumam filmar para publicar na plataforma.

O QUE DIZ O MINISTÉRIO DA DEFESA SOBRE O CASO?

“Com disponibilidade permanente e dedicação exclusiva, os militares realizam atividades inerentes à profissão militar e que possuem exigências físicas específicas em diferentes áreas de atuação e nas mais diferentes regiões do território nacional. Assim, cumprem ações que requerem, em grande parte, atividades físicas ou jornadas de até 24 horas em escalas de serviço, demandando energia e propriedades nutricionais que devem ser atendidas para a manutenção da eficiência operacional e administrativa com a disponibilização de uma dieta adequada.

O Ministério da Defesa fornece diariamente alimentação para militares e servidores civis que permaneceram com atividades essenciais ao cumprimento de sua missão institucional, mesmo durante a pandemia, por meio de suas Unidades Gestoras. A aquisição de alimentos variados e conforme a disponibilidade de mercado, leva em consideração, naturalmente, que o fornecimento de uma dieta inadequada tem potencial de deixar de conduzir o homem a um estado nutricional saudável para a realização de suas atividades laborais.

O MD informa ainda que para fins de esclarecimento, existem processos de licitação em fase inicial de compra tipo Registro de Preços, que se trata de um edital para pregão, sem, contudo, haver sido consumada a compra dos itens discriminados. Nesta modalidade, a administração pública não está obrigada a firmar as contratações dos itens listados no pregão e o licitante fica obrigado a fornecer o material registrado durante o período de doze meses. Portanto, as quantidades elencadas não representam necessariamente a eventual aquisição e são estimativas para o período de um ano. Além disso, os preços constantes do chamamento público são valores de referência compatíveis com o mercado.

Por fim, as Unidades Gestoras obedecem aos requisitos previstos na Lei n 8.666, de 21 Jun 1993 – Lei de licitações e contratos”.

Confira abaixo o vídeo com a fala de Bolsonaro:

 

Continue Lendo

Brasil

Petroleiros da PB e de mais 12 Estados entram na briga contra venda de refinaria da Petrobras

Publicado

em

O Sindicato de Petroleiros do Estado da Paraíba, em parceria com outros 12 Sindicatos da mesma categoria decidiu enviar uma carta ao fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos pedindo detalhes sobre a venda da refinaria da Petrobras instalada na Bahia, que é a segunda maior do Brasil.

De acordo com informações de uma matéria postada na Folha, os representantes dos Sindicatos argumentam que a transação “acarretará graves prejuízos econômicos ao patrimônio da Petrobras, pelo negócio estar inserido diante de insegurança jurídica”.

Apesar do fundo Mubdala ter apresentado a melhor oferta na concorrência para a refinaria, no valor de US$ 1,65 bilhão (cerca de R$ 8,8 bilhões, pela cotação atual), no documento, todas as entidades defendem que a transação é ilegal e inconstitucional.

Ao lado do Sindicato paraibano estão os Sindicatos de petroleiros dos Estados de Pernambuco, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Caso a venda seja concretizada, esta será a primeira de uma refinaria da estatal desde que a empresa abriu processo para buscar interessados por 8 das suas 13 refinarias, em 2019, sob o argumento de que precisa focar seus esforços na exploração do pré-sal.

A Petrobras acrescenta que a venda só será aprovada se atender às premissas estipuladas no processo, incluindo a faixa de valor estimada pela estatal e a avaliação do assessor financeiro independente.

Nos casos em que essas condições não são atendidas pelas ofertas, o processo de desinvestimento não segue para as etapas seguintes, como ocorreu com a venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná.

Continue Lendo

Brasil

Covid-19: STF decide que Estados e Municípios podem comprar vacinas e distribuir para população

Publicado

em

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (23) que estados e municípios podem comprar e fornecer à população vacinas contra a covid-19. A decisão foi proferida em uma ação protocolada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

De acordo com a matéria postada originalmente pela Agência Brasil, a medida foi autorizada apenas em caso de descumprimento do Plano Nacional de Vacinação pelo governo federal ou de insuficiência de doses previstas para imunizar a população. A liberação também vale para os casos em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não conceda autorização em 72 horas para uso de imunizantes aprovados por agências reguladoras de outros países.

Os ministros acompanharam voto proferido pelo relator, Ricardo Lewandowski. Segundo o ministro, todos os entes da Federação devem combater a pandemia.

“A Constituição outorgou a todos os entes federados a competência comum de cuidar da saúde, compreendida nela a adoção de quaisquer medidas que se mostrem necessárias para salvar vidas e garantir a higidez física das pessoas ameaçadas ou acometidas pela nova moléstia, incluindo-se nisso a disponibilização, por parte dos governos estaduais, distrital e municipais, de imunizantes diversos daqueles ofertados pela União, desde que aprovados pela Anvisa, caso aqueles se mostrem insuficientes ou sejam ofertados a destempo [fora de hora]”, afirmou.

A votação ocorreu por meio eletrônico. Nessa modalidade, os ministros computam os votos de forma eletrônica, sem reunião presencial. A ferramenta começou a ser usada antes da pandemia de covid-10.

Imagem Marcelo Camargo/Agência Brasil

Continue Lendo

Brasil

Covid-19: “Toque de recolher” adotado na Paraíba para salvar vidas é destaque na imprensa nacional

Publicado

em

O “Toque de Recolher” anunciado pelo Governo da Paraíba como medida imediata de combate ao avanço do vírus da Covid-19 em território paraibano virou destaque na imprensa nacional nesta terça-feira (23).

A matéria, postada originalmente na Agência Brasil, por exemplo, revela as novas restrições que serão aplicadas à circulação de pessoas e aos funcionamentos de serviços em todo o Estado ao mesmo tempo em que deixa claro que, segundo o próprio governador João Azevêdo (Cidadania), a intenção primeira é a de salvar vidas.

Confira abaixo a íntegra da matéria:

O governo da Paraíba deve publicar ainda hoje (23) decreto com o objetivo de estabelecer novas restrições à circulação de pessoas e ao funcionamento de serviços em todo o estado.

Segundo a assessoria do governo, o ato administrativo deve ser publicado até o início desta tarde, em edição extra do Diário Oficial do estado, passando a valer a partir de amanhã (24).

De acordo com o governador João Azevêdo, o objetivo é conter o recente avanço da covid-19 no estado. Ontem (22), após reunião com membros da equipe de governo e técnicos da secretaria estadual de Saúde, informou que a taxa de ocupação dos leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) da capital, João Pessoa, chegou a 84% e que no interior há cidades onde o percentual atingiu 88%.

Até ontem, 138 municípios apresentavam bandeira laranja, ou seja, uma situação preocupante, e seis já haviam entrado na bandeira vermelha do chamado Plano Novo Normal.

Azevêdo antecipou algumas das medidas a serem adotadas pelos próximos 15 dias. Entre elas, o toque de recolher das 22h às 5h, em cidades com bandeiras vermelha e laranja. Nas localidades, durante o período, apenas pessoas que trabalham em setores essenciais ou autorizadas poderão circular livremente pelas ruas.

Missas, cultos e eventos artísticos e esportivos serão suspensas por 15 dias a partir da entrada em vigor do decreto. Bares e restaurantes só poderão funcionar das 6h às 16h, e apenas para entregas em domicílio ou retirada dos produtos pelos clientes. Previstas para começar no próximo dia 1° de março com, no máximo, 30% de atividades presenciais, as aulas da rede pública estadual serão integralmente à distância, via online.

Vida

“São medidas para preservar a vida dos paraibanos. Não podemos aceitar que o sistema de saúde entre em colapso”, disse o governador à Rádio Tabajara, da Empresa Paraibana de Comunicação (EPC), que é vinculada à Secretaria de Comunicação estadual.

“O chamado Plano Novo Normal trata cada segmento econômico em função dos riscos de contaminação e transmissão [da covid-19], estabelecendo a forma de funcionamento de cada setor”, disse Azevêdo. “Estamos adotando novas medidas, mais restritivas, visando à redução da mobilidade urbana para que possamos enfrentar e vencer este momento tão difícil de pandemia.”

O governador também fez um apelo para que a população siga recomendações das autoridades sanitárias, procurando evitar aglomerações, sempre usar máscaras e higienizar as mãos e objetos sempre que possível.

“As medidas serão implementadas, mas sabemos das limitações do Poder Público. Não temos condições de abrir leitos indefinidamente. Porque não se trata só de [adquirir e instalar] equipamentos [hospitalares, mas também de ter pessoal, uma equipe médica muito grande, mas é preciso que as pessoas entendam: só quem pode evitar que o sistema entre em colapso é a própria população”, destacou o governador. Ele criticou quem sai às ruas sem máscara ou se junta a outras pessoas para atividades coletivas sem maiores cuidados.

“Virou quase que incomum você encontrar as pessoas usando máscaras nas ruas. É um absurdo. Enquanto em outros países as pessoas utilizam a máscara em locais públicos, aqui, a nossa consciência coletiva está a ponto de, simplesmente, relegar o uso da máscara a segundo plano, quando sabemos que é exatamente a falta dela que está provocando uma quantidade tão grande de contágios.

Continue Lendo