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Paraíba

Recomendação: gestores da PB devem levantar casos de evasão no ensino remoto em quatro municípios

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O Ministério Público da Paraíba recomendou aos gestores das escolas da rede estadual de ensino dos municípios de Campina Grande, Lagoa Seca, Massaranduba e Boa Vista que realizem, cada um em sua instituição de ensino, o levantamento dos casos de alunos em evasão escolar nas atividades de ensino remoto. A recomendação foi encaminhada à 3ª Regional de Ensino para notificação dos gestores.

Segundo a promotora de Justiça, Luciara Lima Simeão Moura, que atua na Promotoria da Educação de Campina Grande, a 3ª Regional de Ensino procurou a Promotoria, no final de 2020, solicitando apoio em relação a notícias recebidas de problemas para alunos da rede estadual, que não estavam participando do ensino remoto, acessando plataformas nem fazendo as atividades.

Conforme a recomendação, os gestores devem ainda oficiar aos conselhos tutelares respectivos, para informarem se já existe acompanhamento dos casos pelo órgão, e em caso negativo, solicitando o acompanhamento destas famílias, a fim de que seja realizado um trabalho pedagógico para melhorar a frequência escolar dos menores;

A promotora Luciara Moura explicou que o objetivo é que as famílias sejam acompanhadas de perto, de forma a identificar o que está causando a evasão escolar no contexto do ensino remoto. “Cabe aos gestores escolares diagnosticar e fazer uma trabalho de educação e conscientização em parceria com outros órgãos”.

Ainda de acordo com a promotora, essa evasão pode ter diversas causas. “Pode ser que as famílias tenham problemas de conexão, não tenha aparelho; pode ser que o adolescente precisou trabalhar porque a família está passando situação de grande dificuldade econômica. Então cada caso deve ser abordado com suas peculiaridades. O objetivo é fazer uma busca ativa dos casos para trazer os alunos de volta”.

Também foi ressaltada a responsabilidade dos pais ou responsáveis legais no acompanhamento escolar dos filhos. “Mesmo no ensino remoto, que é uma situação de excepcionalidade que vivemos, é importante que as famílias, pais, responsáveis legais, entendam necessidade de acompanhar vida escolar dos filhos, As famílias devem estar engajadas e, quando têm problemas, buscar apoio”, disse a promotora.

Trabalho conjunto

Conforme a promotora de Justiça, deve ser realizada em data a ser definida uma reunião conjunta das Promotorias da Educação e da Criança e do Adolescente de Campina Grande com a rede de proteção, especialmente os conselhos tutelares dos quatro municípios para tratar da problemática da evasão escolar.

A promotora de Justiça Elaine Pereira Alencar, que atua na Promotoria da Criança e do Adolescente, informou que o objetivo da reunião é alinhar as estratégias de atuação nos casos de evasão. Ela ainda apontou que esse problema pode ser causado por vários motivos, como desinteresse do aluno, impossibilidade ter acesso ou omissão dos pais.

“Queremos garantir que as crianças e adolescentes sigam, ainda que na modalidade remota, com atividades escolares”, acrescentou.

Ainda conforme Elaine Alencar, alguns municípios já possuem um fluxo da comunicação da escola pro conselho tutelar e deste para o MP, quando o caso precisa da atuação ministerial. “Nossa proposta é que a rede de proteção, mas especificamente na vertente da educação, tenha uma atuação proativa, de forma a agir de imediato quando identificado um caso de evasão”.

Ela também destacou a importância da atuação conjunta e proativa. “Que juntos possamos agir proativamente em busca do público prejudicado por força da pandemia, tentando minimizar os danos causados pela ausência aulas presenciais e garantindo que crianças e adolescentes consigam concluir seus estudos. Além disso, que possam manter os laços com as escolas, porque o distanciamento é motivo de desinteresse e traz prejuízos a vida emocional e psíquica”.

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Paraíba

Cícero e presidente da Caixa visitam Hospital Laureano e avaliam formas de apoio à instituição

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O prefeito Cícero Lucena visitou na manhã deste sábado (23), ao lado do presidente nacional da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, o Hospital Napoleão Laureano. A visita foi uma oportunidade para o presidente conhecer o trabalho desenvolvido na instituição e analisar possibilidades de apoio, o que também será realizado por parte da gestão municipal.

“Sempre é importante quando todos que podemos fazer algo nos colocamos ao lado da solidariedade e colaboramos para aqueles que ajudam a cuidar da cidade. O Laureano é referência para toda a região e vir aqui, ao lado do presidente da Caixa, é muito importante porque ele poderá ajudar ao Hospital como parceiro. A Prefeitura também se faz presente naquilo que é de sua responsabilidade para ajudar”, declarou o prefeito.

Durante a visita, o grupo passou por setores que contaram diretamente com o apoio de parlamentares, entre eles Cícero, como o caso do equipamento de ressonância nuclear magnética. “Sempre colaborei enquanto prefeito, governador e como senador encaminhei emendas anualmente por ser esse um trabalho de cuidado com a vida das pessoas. Fico feliz de poder ajudar mais uma vez”, afirmou. O prefeito ainda adiantou o desejo de apoiar outras instituições, como o Instituto Padre Zé, que deve se tornar referência no cuidado de idosos.

O presidente da Caixa falou sobre o trabalho de apoio realizado pela instituição às santas casas e hospitais em todo o País. “Estamos vindo ao Laureano pela primeira vez para conhecer e analisar o que podemos fazer ainda mais, como doações, ver se precisam de financiamento ou patrocínio”, explicou.

A senadora Daniella Ribeiro foi uma das articuladoras da agenda do presidente no Estado e destacou a importância do Hospital Laureano. “Este complexo precisa da ajuda e do amparo de toda a classe política e temos feito isso através de emendas. Mas, a Caixa chega para ampliar essa ajuda para que o Hospital siga dando suporte aos que precisam”, afirmou.

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Atitude de humanização na aplicação da vacina em Campina Grande ganha destaque em todo o país

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Uma atitude simples registrada na última quarta-feira, 20, mas que faz parte da rotina dos profissionais de saúde de Campina Grande, ganhou visibilidade nacional e se tornou um símbolo da humanização no atendimento do Sistema Único de Saúde. Uma técnica de enfermagem atendeu ao pedido de uma idosa de um abrigo para vacinar “a sua filha”, uma boneca. A imagem rodou o Brasil.

A auxiliar de enfermagem que recebeu e atendeu ao pedido simulando a vacinação da boneca foi Alailza Gomes. “Ela, com aquele acolhimento que a gente não esperava disse: ‘vacina minha filha Cidinha, para ela não ficar doente, por favor. Nem ela, nem eu’. Quando apliquei a vacina vi no olhar dela uma gratidão imensa”, disse Alailza.

O gesto deixou Dona Terezinha Rodrigues tranquila com relação à proteção para ela e para “a sua filha”. “Eu pensei que ela tinha que vacinar também, né? Igual eu. Ou ia ficar muito doente… ela já vai completar três anos, então é melhor se vacinar logo. Quem ama cuida”, disse na sua ingenuidade.

A atitude repercutiu em grandes portais de notícia nacionais e em perfis famosos nas redes sociais, como exemplo de demonstração de afeto e carinho como forma de cuidado em saúde. Dona Terezinha tem 87 anos, mora no Instituto São Vicente de Paulo desde 2004 e já sofreu bastante com problemas psíquicos e o uso do álcool.

“Essa ação fortalece a importância da atenção, do cuidado e da afetividade no que preconizamos como humanização do atendimento em saúde. As emoções positivas despertadas nessa senhora com a vacinação ‘da sua filha’ certamente constituem um simbolismo ímpar em tempos tão adversos e ressignificam sentidos, despertam esperança em todos nós”, comentou a psicóloga Lívia Sales, Coordenadora da Rede Municipal de Saúde Mental.

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Calvário: STJ autoriza retorno do conselheiro Nominando Diniz às funções no TCE-PB

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou o retorno imediato do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), Nominando Diniz Filho. O ofício foi assinado pelo presidente em exercício do STJ, ministro Jorge Mussi, vice-presidente da Corte.

O conselheiro Nominando Diniz deve retornar às funções públicas na próxima segunda-feira (25).

O conselheiro foi afastado no ano passado por 120 dias no âmbito da Operação Calvário – Juízo Final. As investigações apontam que os conselheiros do Tribunal de Contas da Paraíba teriam facilitado, em troca do recebimento de pagamentos indevidos, a aprovação das contas da Cruz Vermelha, organização social contratada pela gestão do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) para gerir o serviço de Saúde na Paraíba.

A força-tarefa da Calvário, aponta, porém, que foram desviados recursos nos contratos. A fraude é estimada em R$ 134 milhões. À época, também fora afastado o conselheiro Arthur Cunha Lima, ainda fora da Corte.

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