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Covid-19 e a sua relação com os hábitos de consumo

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O ano de 2020 marcou nossas vidas de modo significativo. Diversos dos nossos hábitos foram modificados e adaptados a uma nova realidade. Assim, deixamos ou ao menos diminuímos nossas idas às festas, confraternizações. Para muitos, a moradia passou a ser também local de trabalho (home office), aumentaram as compras pela internet, além do uso obrigatório de máscaras e utensílios de higiene, dentre outros. Esse ano, será então um daqueles períodos, narrados, em páginas de internet e livros de história, como o epicentro de grandes modificações estruturais na sociedade global.

De repente, diante de uma pandemia, a economia mundial viu suas relações serem modificadas, o que impactou e têm impactado no PIB (Produto Interno Bruto) dos países, no desemprego, no consumo, nas novas relações de trabalho, de tal modo que, cada país vêm adotando medidas para, ao menos, diminuir os impactos negativos. Impactos estes que já são sentidos no Brasil, por exemplo, com alto número de pessoas infectadas e mortas, aumento considerável do desemprego e queda do crescimento econômico, fazendo inclusive, agências de grande renome, projetarem que o Brasil, sairá do ranking das dez maiores economias mundiais. Soma-se a isso o aumento do preço de produtos essenciais, a desvalorização do câmbio e o estresse gerado pelas incertezas do cenário econômico e o isolamento social.

Assim, as famílias brasileiras se veem diante de um contexto de insegurança o que necessariamente impacta nos seus hábitos de consumo. Mas por que impacta? Diante de uma possível retomada da economia, viu-se o aumento do desemprego. Com mais pessoas desempregadas, haverá menos consumo e também menor renda para fazer frente às despesas essenciais. O que acaba gerando maior retração da economia e também um aumento do endividamento da população, que viu sua renda diminuir e ao mesmo tempo, os gastos aumentar com o aumento do preço de produtos essenciais.

A esse respeito, segundo pesquisa realizada pelo IBGE, 24,2% da população brasileira, teve rendimento menor que o normalmente recebido, sendo então que, grande parte recorreu a empréstimos para fazer frente às dívidas e necessidades diárias, além de adquirirem novos hábitos financeiros para tentar driblar ou diminuir os impactos da crise. Assim, de acordo com pesquisa realizada pela Opinion Box, 65% da população entrevistada deixou de comprar itens não essenciais, 31% postergou o pagamento de uma conta ou dívida, para fazer frente às necessidades primárias, 27% da população renegociou contratos de telefonia e aluguéis. E o que se espera para o futuro em relação ao consumo e situação econômica do país? Espera-se que o governo tome medidas que de fato imp actem positivamente na geração de postos de trabalho (dos setores em geral), que sinalize medidas para conter o aumento dos preços de produtos essenciais, decorrente, dentre outros, do aumento das exportações frente ao câmbio desvalorizado. Assim, medidas para manter a empregabilidade da economia brasileira, e consequente, consumo da população, juntamente com os novos hábitos financeiros adquiridos por parte da população, podem corroborar para uma melhora dos nossos indicadores econômicos e sociais.

Autora: Pollyanna Rodrigues Gondin é economista e tutora do curso superior de Blockchain, Criptomoedas e Finanças na Era Digital do Centro Universitário Internacional Uninter.

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Gerenciamento de Crise: A nova realidade da vida pública

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Uma crise de imagem no mundo corporativo pode gerar prejuízos incalculáveis para a marca e, consequentemente, grandes desafios para o Marketing. Porém, mitigar os efeitos de uma crise de imagem no meio político é um assunto ainda mais complexo. Ao passo que as redes sociais ganham cada vez mais expressividade na construção das estratégias de marketing político, Gestores Públicos , Prefeitos, Governadores, Deputados e Senadores, para ser mais específico, tornam-se cada vez mais expostos, mas nem de longe isso pode ser considerado algo ruim.

Ao investir nas redes sociais, os gestores públicos trabalham três ativos essenciais: imagem, reputação e credibilidade. Ao construir uma identidade sólida e criar uma base de relacionamento confiável, o candidato estará pronto para sair de sua “bolha” sempre que a estratégia de campanha julgar necessária.

Essa maior exposição é imprescindível ao desenvolvimento da campanha, pois não há como sair vitorioso de um pleito sem ir além da base de apoiadores – e quem é esse público se não os indecisos ou os votos do adversário? Esse trabalho, que até bem pouco tempo era feito majoritariamente nas ruas, agora tem como aliada (ou não) ferramentas poderosíssimas: As redes sociais. Com o crescimento do uso dessas plataformas digitais de relacionamento, o modo de alcançar eleitores foi completamente reinventado.

Depois de mais de 16 anos no mercado de comunicação, fazendo estudos de comportamento de imagens de pessoas publicas e campanhas eleitorais, afirmo com toda a certeza: Quem se prepara não teme a crise. Quanto mais sólida for a imagem da figura pública para seu nicho eleitoral e quanto mais sua audiência for fiel e engajada, mais fácil será obter apoio em tempos de crise.

Por isso, embora muitos políticos e pessoas publicas pensem que ao evitar a presença nas redes sociais estão evitando eventuais críticas e ataques, na verdade, estão deixando criar e alimentar uma estratégia de posicionamento vencedora, resistente o suficiente para sobreviver aos sucessivos ataques e crises de imagem típicas do período eleitoral. A estratégia digital faz parte de uma campanha bem planejada, que envolve desde a mobilização do eleitorado e da militância até o disparo de pautas positivas para a mídia. Essa agenda, quando bem construída, é o primeiro escudo para a crise. Mas quando a crise chegar, o que devemos fazer?

01 – Monitore e seja ágil

Hoje, a crise é instantânea, é online. O fato acontece e depois de alguns minutos já está nas redes sociais, ganhando uma proporção cada vez maior até que seja contido. É necessário monitorar 24h o comportamento da rede e os assuntos que envolvem o nome do gestor ou candidato. Para isso, invista em ferramentas de monitoramento em tempo real que possibilitem a identificação dos pontos críticos para que a equipe não perca tempo procurando cada comentário.

02- Responda de forma assertiva

Invista numa equipe treinada e especializada para responder aos eleitores de forma ágil e cordial, transmitindo a segurança necessária. Para assuntos menos polêmicos, invista na resposta no perfil, mas para assuntos mais delicados, tente levar a conversa para a mensagem privada. Fique atento também aos comentários dos defensores do candidato, apaziguando os ânimos e prevenindo atritos.

03- Assuma seus erros

Assumir que errou em algum momento de sua jornada não é sinônimo de fraqueza. Lembre-se que permanecer no erro é algo ainda mais grave. Coloque-se no lugar do eleitor ou convide-o a refletir, sempre demonstrando transparência.

04- Saiba ouvir

Nem toda crítica é maldosa ou destrutiva, muitas vezes seu eleitor só quer ser ouvido. Tenha sensibilidade na hora de responder.

05- Ofereça soluções

Não há bairro ou cidade que não tenha problemas. Assuma suas limitações e busque uma solução conjunta para o problema.

06- Nunca leve a discussão de uma rede social para a outra

Ao expandir a discussão para outro meio de comunicação você dará uma dimensão ainda maior para um problema que já está afetando negativamente a sua imagem.

07 – Alinhe a comunicação

Cada rede social possui signos e formas de comunicar distintas, porém, o discurso nessas plataformas deve estar alinhado, sob pena de perda de credibilidade.

08- Estabeleça regras para deletar comentários

Deletar um comentário negativo ou uma pergunta difícil de responder pode trazer muita dor de cabeça e prejuízos enormes para a imagem do candidato. Porém, comentários de cunho ofensivo, degradante ou contendo grave ameaça devem ser salvos para documentação e sua exclusão poderá ser cogitada.

09- Posicione-se

Tenha um posicionamento definido no que diz respeito a assuntos polêmicos. Se possível, faça um levantamento dos temas e desenvolva, junto a sua equipe de marketing, um posicionamento frente a eles.

10 – Reverta e Converta

Muitos eleitores possuem as mesmas dúvidas, anseios ou a mesma imagem “errada” do candidato. Utilize esses comentários também como forma de feedback e faça os ajustes necessários. Ao escutar e responder aos questionamentos e críticas do eleitorado, as possibilidades de reversão de crise e conversão em votos se multiplica, transformando a “crise” em oportunidade.

@AlekMaracaja

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Quem vai pagar a conta dos erros da pandemia?

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Negação da ciência e comportamento dos agentes públicos na condução da pandemia que já matou mais de 200.000 brasileiros

Atravessamos há mais de 1 ano um dos piores momentos da história da humanidade, um vírus parou o mundo e a recente catástrofe em Manaus, no Brasil, recoloca em pauta a discussão sobre quem vai responder pela sequência de erros e omissões na gestão da pandemia em nosso país.

Minimizar o risco, divulgar notícias falsas, sabotar medidas de prevenção, como distanciamento e uso de máscara, indicação de tratamento precoce, uso de medicamentos sem eficácia demonstrada, desestimular a vacinação, falta de oxigênio nos hospitais, como podemos enquadrar essas condutas de agentes públicos no nosso ordenamento jurídico?

O advogado Cassio Faeddo, professor e mestre em direitos fundamentais, afirma que já existem 2 formas de enquadramento dessas condutas, uma por crime comum e outra por crime de responsabilidade.

“Nos crimes comuns o Código Penal estabelece que algumas condutas dizem respeito a expor a risco a vida de outras pessoas ou em tempos de pandemia não tomar as medidas necessárias voltadas a prevenção dessa situação. O artigo 132 traz a seguinte redação, “expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e eminente”, diz o advogado, e continua “no artigo 268 o código destaca como crime infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”.

Os crimes comuns são de índole penal e tem como sanção a pena privativa de liberdade (detenção ou reclusão) e/ou multa. Quando o agente que age em desconformidade é um agente público (Presidente da República, governadores, prefeitos, secretários de estado) pode também ser enquadrado no crime de responsabilidade, regulado pela lei especial nº 1.079/50.

Os crimes de responsabilidade são passíveis da pena de perda do cargo do agente público e a consequente inabilitação para o exercício de qualquer função pública

“Para o crime comum caberá ao Procurador Geral da República dar andamento. Se o Supremo Tribunal Federal acatar a denúncia, na Câmara dos Deputados deverá ter aprovação de 342 deputados, e posterior julgamento pelo Senado, sob o comando do presidente do Supremo Tribunal Federal. Para os crimes de responsabilidade, quem dará prosseguimento será o Presidente da Câmara, e, aprovado por 342 dos 513 deputados, o processo seguirá para julgamento no Senado, presidido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal”, diz Faeddo.

“A abertura do comércio levou ao aumento do número de casos e ao colapso do sistema de saúde em Manaus, a falta de medicamentos e de insumos necessários aos hospitais era previsível com o aumento no número de casos”, enfatiza o advogado.

“Ao assumir o risco pelo colapso tendo liberado a abertura do comércio, é muito grave que ninguém seja responsabilizado e o direito tem ferramentas para que respondam por esse risco. O que não sabemos é se os responsáveis serão punidos, o momento é grave e nossos políticos da Câmara dos Deputados não tem se demonstrado favoráveis à verificação dos vários pedidos de impeachment e de responsabilização. No caso de Trump, nos EUA, por exemplo, certamente teremos vários processos judicias mesmo com o fim de seu mandato, de crimes relacionados à pandemia e as ameaças à democracia. Aqui no Brasil vamos ficar atentos para que não saiam sem pagar a conta; as vidas não teremos de volta”, finaliza o especialista.

Cássio Faeddo: Sócio Diretor da Faeddo Sociedade de Advogados. Mestre em Direitos Fundamentais pelo UNIFIEO.  Professor de Direito. MBA em Relações Internacionais/FGV-SP Site: www.cassiofaeddo.com.br

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Vacina abrirá as portas dos eventos?

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José Roberto Sevieri*

Não se sabe de forma assertiva, mas abre a esperança de dias melhores.

Com o inicio da vacinação, é possível sentirmos a melhora do quadro atual. Após três meses, ou seja, a partir de maio de 2021, certamente o impacto sobre a sociedade estará menor, com menos pessoas contaminadas, em tratamento e óbitos por Covid-19.

Deverá ganhar corpo a perspectiva de que a vitória da tecnologia sobre a doença estará cada vez mais próxima.

Os eventos estão autorizados a acontecerem em grande parte do território brasileiro. Mas falta confiança, por parte dos visitantes e expositores, em colocar os mesmos em pé, gerando nova onda de cancelamentos e adiamentos.

Isso se dá mesmo com a coragem e a competência dos promotores e organizadores de eventos, que conseguiram fazer alguns certames com resultados ótimos de transmissão de conhecimento e de geração de negócios, sem noticias de transmissão da doença.

Mas a vacinação fará toda a diferença para a confiança voltar. Trará de volta a visitação para as feiras, os congressistas para os eventos de auditório e certamente, mês a mês, os resultados serão melhores, até se atingir a normalidade a que estávamos acostumados.

Tudo indica que algumas tecnologias inseridas neste mundo durante a pandemia devem continuar, como as lives, os webinars, os híbridos e as feiras on-line.

Serão anexadas aos eventos presenciais, que terão ainda mais janelas de exposição para o público interessado, com mais audiência e certamente mais resultados para todos os participantes.

O futuro próximo será excelente e virá, de forma crescente, a partir de maio de 2021.

Ponham as baterias para recarregar, para chegarem a 100% de carga, pois teremos muito a realizar pela frente.

Viva o setor de eventos! Viva o desenvolvimento! Viva a vida!

*José Roberto Sevieri, promotor de feiras, administrador de empresas, CEO da Proma Feiras e Vice-Presidente da ADVB – Associação Brasileira dos Dirigentes de Vendas do Brasil

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