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Estudo e pandemia: expectativas e realidade

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A rotina de todos nós mudou repentinamente com a chegada da covid-19. Em todos os setores da vida houve mudanças e adaptações para que de alguma maneira pudéssemos seguir. Assim estamos desde meados de março, com muitas pessoas, senão a maioria, trabalhando em casa ou perderam seus empregos, o que traz ainda mais insegurança. Estamos distantes de uma vida normal, além da pandemia, a situação econômica do país está caótica e muitas famílias sofrendo com o desemprego, que aumentou consideravelmente.

Na área da Educação não foi diferente, adaptações foram feitas e de repente os estudantes da Educação Básica, que nunca pensaram em estudar de forma remota, agora estudam por meio de canal de televisão e plataformas digitais com a utilização da internet. Os professores também tiveram que se adequar a esta nova metodologia, utilizar as câmeras para dar aulas, tarefa difícil para muitos que não tiveram em sua formação inicial e continuada, esta prática para o ensino. O trabalho realizado nos sistemas também é tarefa difícil para os professores, fazer chamada, alimentar o sistema com conteúdo, avaliar, corrigir provas e trabalhos agitou a rotina dos professores.

Diante deste cenário, muito se tem discutido sobre o acesso a internet de qualidade, tanto a rede como em equipamentos para assistir as aulas. Esta situação não se aplica apenas para os alunos ou rede pública de ensino, mas as necessidades se igualaram, considerando que na rede privada os alunos até podem ter acesso a internet e computadores, mas, e os professores, será que eles também possuem equipamentos que suprem as necessidades para o trabalho?

Vimos em muitas pesquisas que não, os professores sofrem tanto quanto os alunos, quando se trata de utilização da tecnologia em casa. A questão é que como estão todos em casa, muitas vezes a família possui um computador para utilização de todos, o que antes tinha a finalidade de lazer agora é para trabalho e estudo de todos.

Esta é uma realidade triste perante o desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes, sobretudo dos que estão se preparando para prestar vestibular. O Ministério da Educação divulgou algumas diretrizes para o retorno as aulas, porém ainda sem previsão para que aconteça.

Entre diretrizes divulgadas pelo MEC, estão:

  • Uso de máscara obrigatório
  • Medição de temperatura no acesso às áreas comuns
  • Disponibilização de álcool em gel
  • Volta ao trabalho de forma escalonada
  • Ventilação do ambiente
  • Possibilidade de trabalho remoto aos servidores e colaboradores do grupo de risco
  • Reuniões e eventos à distância
  • Distanciamento de pelo menos 1,5 m
  • Orientação para manter cabelo preso e evitar usar acessórios pessoais, como brincos, anéis e relógios
  • Não compartilhamento de objetos – incluindo livros e afins
  • Elaboração quinzenal de relatórios para monitorar e avaliar o retorno das atividades

Assim, a pergunta que fica é se a pandemia vai contribuir para uma melhor formação do professor, se estratégias de aprendizagens serão pensadas para situações como esta que estamos vivendo.

Autora: Ana Paula Soares é mestre em Educação e Novas Tecnologias, professora do Centro Universitário Internacional Uninter.

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Covid-19 e a sua relação com os hábitos de consumo

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O ano de 2020 marcou nossas vidas de modo significativo. Diversos dos nossos hábitos foram modificados e adaptados a uma nova realidade. Assim, deixamos ou ao menos diminuímos nossas idas às festas, confraternizações. Para muitos, a moradia passou a ser também local de trabalho (home office), aumentaram as compras pela internet, além do uso obrigatório de máscaras e utensílios de higiene, dentre outros. Esse ano, será então um daqueles períodos, narrados, em páginas de internet e livros de história, como o epicentro de grandes modificações estruturais na sociedade global.

De repente, diante de uma pandemia, a economia mundial viu suas relações serem modificadas, o que impactou e têm impactado no PIB (Produto Interno Bruto) dos países, no desemprego, no consumo, nas novas relações de trabalho, de tal modo que, cada país vêm adotando medidas para, ao menos, diminuir os impactos negativos. Impactos estes que já são sentidos no Brasil, por exemplo, com alto número de pessoas infectadas e mortas, aumento considerável do desemprego e queda do crescimento econômico, fazendo inclusive, agências de grande renome, projetarem que o Brasil, sairá do ranking das dez maiores economias mundiais. Soma-se a isso o aumento do preço de produtos essenciais, a desvalorização do câmbio e o estresse gerado pelas incertezas do cenário econômico e o isolamento social.

Assim, as famílias brasileiras se veem diante de um contexto de insegurança o que necessariamente impacta nos seus hábitos de consumo. Mas por que impacta? Diante de uma possível retomada da economia, viu-se o aumento do desemprego. Com mais pessoas desempregadas, haverá menos consumo e também menor renda para fazer frente às despesas essenciais. O que acaba gerando maior retração da economia e também um aumento do endividamento da população, que viu sua renda diminuir e ao mesmo tempo, os gastos aumentar com o aumento do preço de produtos essenciais.

A esse respeito, segundo pesquisa realizada pelo IBGE, 24,2% da população brasileira, teve rendimento menor que o normalmente recebido, sendo então que, grande parte recorreu a empréstimos para fazer frente às dívidas e necessidades diárias, além de adquirirem novos hábitos financeiros para tentar driblar ou diminuir os impactos da crise. Assim, de acordo com pesquisa realizada pela Opinion Box, 65% da população entrevistada deixou de comprar itens não essenciais, 31% postergou o pagamento de uma conta ou dívida, para fazer frente às necessidades primárias, 27% da população renegociou contratos de telefonia e aluguéis. E o que se espera para o futuro em relação ao consumo e situação econômica do país? Espera-se que o governo tome medidas que de fato imp actem positivamente na geração de postos de trabalho (dos setores em geral), que sinalize medidas para conter o aumento dos preços de produtos essenciais, decorrente, dentre outros, do aumento das exportações frente ao câmbio desvalorizado. Assim, medidas para manter a empregabilidade da economia brasileira, e consequente, consumo da população, juntamente com os novos hábitos financeiros adquiridos por parte da população, podem corroborar para uma melhora dos nossos indicadores econômicos e sociais.

Autora: Pollyanna Rodrigues Gondin é economista e tutora do curso superior de Blockchain, Criptomoedas e Finanças na Era Digital do Centro Universitário Internacional Uninter.

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Prestígio e articulação política podem conduzir Adriano Galdino para a vaga de Arthur no TCE

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O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (PSB), pode ser o próximo indicado para assumir a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) aberta em consequência do pedido de aposentadoria feito pelo conselheiro afastado Arthur Cunha Lima.

A vaga, que é ocupada por alguém indicado pela ALPB, fica naturalmente mais próxima de Galdino, exatamente por ele dispor de todos os ingredientes necessários para ser apontando como um dos favoritos para ocupar a cadeira no TCE, uma vez que, ao longo do tempo, o deputado se transformou em um dos parlamentares com maior prestígio, capacidade de articulação e harmonia política da Casa, inclusive, para este feito.

Galdino, que está no terceiro mandato de deputado estadual e já ocupou os cargos de secretário de Interiorização da Paraíba e o da chefia da Casa Civil do Estado, é hoje um dos nomes que melhor domina a habilidade de saber transitar por todos os terrenos políticos mantendo a capacidade sadia do diálogo com todas as vertentes.

Outro ponto importante que contribui para a indicação de Galdino para o TCE é o fato dele ser presidente da Assembleia, uma vez que sua ida para o Conselho abriria vaga para um outro nome assumir a presidência da ALPB por um biênio inteiro (2021-2022).

Com a abertura da vaga de presidente, naturalmente, também seriam abertas uma vaga para a vice-presidência, caso o vice, Felipe Leitão, se firmasse na presidência e, pelo menos mais uma de suplência, oriunda da vaga que Adriano criaria enquanto deputado na Casa de Epitácio Pessoa que teria que deixar a ALPB para se dedicar ao TCE.

Atualmente, o TCE possui no Conselho quatro membros indicados pela ALPB que são eles: Arthur Cunha Lima, Nominando Diniz, Fernando Catão e Fábio Nogueira.

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A nova geografia eleitoral no Brasil e nos EUA

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O calendário político brasileiro e norte-americano encerra o mês com uma nova geografia eleitoral. Os resultados expressam novas prioridades da maioria da população de ambos os países. Seja nas eleições majoritárias nos Estados Unidos, seja nas eleições proporcionais no Brasil, as novas lideranças eleitas expressam o movimento de preferências do eleitor.

A maior parte do eleitor norte-americano interrompeu a onda conservadora representada pela fração do partido republicano na figura do presidente Donald Trump. Em uma eleição disputada voto a voto, frustrar a possibilidade de um segundo mandato de Trump é um sinal de que o eleitor estratégico, situado nos estados chave, engajou-se em mudar o comando da Casa Branca para os democratas.

Em parte, esse resultado deve-se a estratégia eleitoral dos democratas de usar os votos pelo correio, como uma fórmula de facilitar o voto. Uma decisão tática que se utilizou das características do modelo de votação facultativo a favor de Joe Biden. Promover incentivos para o eleitor votar é um dos fundamentos do sucesso eleitoral nesse sistema.

Em segundo lugar, esse eleitor identificou a marca central da campanha: moderação e inclusão. Biden foi identificado por esse eleitor como o político de perfil moderado, disposto a costurar acordos e governar para toda população.  Em contraste ao perfil de ruptura e de centralização de Donald Trump.  Mas foi sobretudo das ruas, da força social da população negra, e dos movimentos que ocuparam as ruas dos EUA, após a morte de George Floyd, que o partido democrata soube incorporar para a candidatura o nome da vice-presidente e potencial presidenciável para 2024 a procuradora Kamala Harris.

Em meio ao choque exógeno da pandemia, a desaceleração econômica global e a crise humanitária deriva dos impactos desse evento. Os Estados Unidos redirecionaram os rumos da Casa Branca.

A semana seguinte foi a vez do eleitor brasileiro se manifestar. As eleições para vereadores e prefeitos no Brasil redefiniu a Geografia eleitoral dos municípios brasileiros. Um termômetro para as eleições majoritárias de 2022. Assim como o novo perfil dos cabos eleitorais, que representam a base política de deputados, senadores, governadores e presidente. O federalismo brasileiro move-se politicamente pela influência mútua, entre a força da elite política municipal e estadual. A elite municipal é a ponta do contato com o eleitor e o termômetro partidário do sistema. A elite estadual é o corpo e o cérebro desse sistema.

E qual é a nova fotografia da base municipal desse sistema político-eleitoral? Um avanço dos partidos de centro-direita, uma perda de força da direita extrema e uma reacomodação das novas forças da esquerda nos executivos municipais. O símbolo desse movimento pode ser ilustrado pelo crescimento do partido Democrata, ocupando mais de 400 prefeituras no Brasil e a perda de força do Partido dos Trabalhadores, ocupando menos de 200 prefeituras. Em 2012, esses números eram 200 e 600, respectivamente.

No caso da ascensão de novas lideranças de esquerda, o caso da disputa pela prefeitura da cidade de São Paulo, que é historicamente o município com maior potencial de projetar candidatos a presidente, a candidatura de Guilherme Boulos pelo PSOL é o símbolo desse movimento.

Enfim, estabelecer paralelos entre dois países e sistemas políticos com histórias próprias, é uma tarefa controversa. Cada qual possui uma dinâmica interna própria. No entanto, a cronologia das últimas semanas impôs essa comparação. Apesar de habitarmos em territórios separados, existe um grau de interdependência, que conecta os indivíduos. Os veículos de comunicação, a mídia internacional, os fluxos migratórios, as relações comerciais, a cooperação política, as relações diplomáticas, diminuem essas distâncias e forçam o contato e os impactos. Claro, isso ocorre mais do norte para o sul. Da potência global para a potência regional.

Entretanto, encontramos paralelos. A nova Geografia eleitoral nos EUA e no Brasil representa um movimento de retorno a uma direita moderada e a formação de novas lideranças progressistas com potencial de crescimento para os anos futuros. Biden e Harris representam isso nos EUA. O espaço ocupado pelo centrão, acompanhado de lideranças progressistas com potencial de projeção nacional, como é o caso do PSOL, é o símbolo desse movimento no Brasil.

Autor: André Frota é professor de Relações Internacionais, Ciência Política e Geografia no Centro Universitário Internacional Uninter.

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