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Negócios

Setor automotivo: ExpoMotor pretende reunir milhares de visitantes de forma 100% digital 

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Responsável por 22% do PIB industrial, do Brasil, o setor automotivo engloba não apenas os veículos, mas toda a parte de confecção e montagem, peças e equipamentos. Reunindo empresários do ramo, lojistas, profissional mecânico e amantes de carros, motos e bike, acontece entre os dias 21 a 25 de outubro a segunda edição da ExpoMotor Paraíba, promovida pelo Sebrae Paraíba, de forma 100% digital, por meio de plataforma exclusiva (http://expomotor.sebraepb.com.br/).
O evento irá promover capacitações técnicas e voltadas para gestão de negócios, consultorias, mentorias de diversos temas como embelezamento de veículos, acessórios e todo o maquinário de carros, motos, bikes e caminhão. A Expomotor é o maior evento de mobilidade por meio de transportes tecnológicos do Brasil, e visa aproximar a indústria e os distribuidores. Em entrevista, Alexandro Teixeira, coordenador do evento, explicou como funcionará a organização, relembrou o ano anterior e falou sobre as expectativas e a relevância do evento. Para ele, além de apresentar tudo o que há de mais avançado no mercado, a realização de forma virtual irá promover experiências ainda mais inovadoras, como a visitação de fábricas e visualização todos os processos presentes na construção de um veículo. Confira como foi a conversa:
O que é o evento? Como ele vai ser?
A ExpoMotor Paraíba surgiu de uma análise do Sebrae para atender o setor, nós observamos que existem todos esses nichos automotivos e em duas rodas, tanto de moto quanto de bike que poderiam ser muito explorados. E o Sebrae Paraíba acreditou ser necessário, desenvolver um evento onde se trabalha a questão da mobilidade por meio do transporte. Esse evento tem como agregador, os quatro maiores setores que trabalham na área, o carro, a moto, a bicicleta, o caminhão e todo o ecossistema envolvido neles. A ExpoMotor tem como objetivo reuni-los trazer o que cada setor tem de acessório, autopeças, exposição, novidade, tendência e tecnologia. Além disso, queremos aproximar o distribuidor, o lojista, o profissional e os amantes de veículos, visando capacitar e oferecer conhecimento em tudo que tem de mais novo em tecnologia e peças.
Como foi a experiência do ano passado?
Em 2019, tivemos a primeira edição da ExpoMotor Paraíba com grande aceitação do público visitante, empresários e expositores. O que mais nos motivou a inovar com o evento digital foi a quantidade de impressões e acessos que tivemos em nossas redes sociais, mais de 1,8 milhões, de mais de 10 países, ainda que tenha sido a primeira edição do evento na Paraíba.
Quais as expectativas da organização para o evento?
A nossa expectativa para esse ano é triplicar os números que alcançamos na edição anterior, cientes de que o alcance do digital é bem maior do que o presencial. Algumas pessoas não conseguem vir de forma física, mas de forma online isso se torna mais fácil, no conforto de casa com toda segurança, por meio da plataforma e participar das capacitações, palestras, consultorias, mentorias, e efetuar compras.
Como vocês enxergam a relevância dele?
O Sebrae vê o evento como de grande relevância, muitos dos empresários e colaboradores não conseguem participar dos grandes eventos realizados no Brasil, por acontecerem em locais mais distantes, como São Paulo e Paraná, e Ceará e Pernambuco, no Nordeste. Mas sabemos que é bem complicado que o empresário leve toda sua equipe para se capacitar, porque além dos custos de viagem, não há como “fechar a empresa” para isso. Pensando em tudo isso, o evento faz com que os profissionais da área e o consumidor em geral possa ter acesso a tudo o que tem de mais novo em informações, tecnologias, acessórios, peças e ferramentas, de forma remota e gratuita. A ExpoMotor conta com profissionais renomados conhecidos de forma nacional e internacional.
Qual público o ExpoMotor pretende atingir? O que os visitantes podem esperar do evento?
Temos a expectativa de alcançar mais de 25 mil visitantes participando diretamente do nosso evento e um número ainda maior do público em geral, não apenas os empresários, indústria, distribuidor, lojista, profissional, mecânico, mas o consumidor em geral apaixonado por veículos.
Os visitantes, além do acesso às lojas e fornecedores, poderão fazer a aquisição de máquinas, equipamentos e ferramentas. Terá a possibilidade de realizar visitas técnicas virtuais, conhecer fábricas, por exemplo, e visualizar todos os procedimentos da construção de um veículo. As vezes em um evento presencial o expositor não consegue mostrar a sua máquina em detalhes, de forma digital ele conseguirá fazer essa demonstração de como funciona capacitando o cliente sobre como utilizar e otimizar essa ferramenta. Teremos a parte de capacitações técnicas e voltadas para gestão de negócios, consultorias, mentorias, também de embelezamento de veículos, acessórios, todo o maquinário de carros, motos, bikes e caminhão. Teremos profissionais capacitados para o mercado de bikes e motos, desde as mais sim ples e também as mais avançadas.
Quais as vantagens de expor em um evento digital?
Para o expositor haverá uma redução de custos, visto que ele não precisará gastar com deslocamento, logística de equipamentos e papelaria. A ExpoMotor acredita no aumento das vendas e do número de clientes, além de garantir o distanciamento social, promovendo a segurança de toda a equipe, o evento online abre as portas para uma visibilidade internacional.

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Negócios

Feiras livres podem ser tornar patrimônio histórico cultural imaterial na Paraíba

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O projeto de Lei 2.108/20 declara as feiras livres do Estado da Paraíba como patrimônio histórico cultural imaterial e institui o Dia Estadual do Feirante. A propositura está tramitando na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e é de autoria do deputado Tovar Correia Lima (PSDB). “A proposta visa transformar toda essa diversidade e o encanto das feiras livres em Patrimônio Cultural Imaterial, devendo, o poder público, preservar essas práticas em nosso Estado”, disse Tovar.

O projeto considera feiras livres aquelas que comercializem produtos hortifrutigranjeiros, peixes, carnes, pastéis, artigos artesanais, regionais, antiguidades, objetos de arte e afins, desde que reconhecidas e regulamentadas pelo Poder Executivo dos municípios paraibanos em que instaladas.

As feiras livres que forem criadas e regulamentadas após a entrada em vigor desta lei também serão por ela recepcionadas e passarão a fazer parte do acervo cultural imaterial do Estado da Paraíba. Como patrimônio histórico cultural imaterial do Estado da Paraíba, as feiras livres devem ser preservadas e as decisões relacionadas às modificações de organização, horário e local das feiras livres dependerão de prévia anuência dos feirantes e dos moradores do local.

Dia do Feirante – A propositura também cria o Dia do Feirante. As comemorações devem acontecer anualmente na data de 25 de Agosto. O Governo do Estado da Paraíba poderá promover ações de incentivo e homenagens aos feirantes.

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Negócios

Monitoramento da cana feito pela Asplan assegura ganho real ao produtor canavieiro paraibano

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O trabalho de fiscalização dos agentes tecnológicos contratados pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), para acompanhar a avaliação da qualidade da matéria-prima entregue pelos produtores canavieiros às indústrias processadoras paraibanas, vem assegurando, ano após ano, que o produtor receba uma remuneração compatível com a matéria-prima que está direcionando as usinas. Agora em outubro, a eficácia deste trabalho ficou ainda mais evidente quando um agente tecnológico da Asplan identificou uma falha de processo na Destilaria Giasa, comunicou o fato a referida empresa que, prontamente, tomou providências para corrigir o problema e ressarcir as difer enças em função do mesmo.

“O DETEC vem desenvolvendo um belo trabalho em prol dos associados e no que diz respeito a fiscalização nas unidades industriais esse trabalho é fundamental para assegurar ao produtor que ele receberá uma remuneração compatível com a cana que está entregando”, desta a o diretor técnico do DETEC, Neto Siqueira. Ele ressalta que o problema na Giasa se deu no laboratório de sacarose, com alguns certificados que não estavam dando como clarificados devido a um problema no clarificante usado. “Ao mesmo tempo que parabenizamos o nosso fiscal por ter identificado a falha, também enaltecemos a conduta da Giasa que de imediato resolveu problema e se pro ntificou a ressarcir os prejuízos noticiados”, reitera Neto Siqueira.

Em comunicado à Asplan, a Giasa esclareceu que assim que tomou conhecimento do problema, suspendeu a utilização do clarificante que estava sendo utilizado substituindo-o por outro produto também homologado pelo Consecana e se prontificou a ressarcir os prejuízos noticiados, programando o pagamento dos mesmos o que ocorreu neste dia 22 de outubro. No ofício endereçado ao DETEC, a direção da Giasa ainda reiterou que o Grupo Olho D’Água tem 100 anos de atuação no mercado sucroalcooleiro e que sempre agiu com ética e transparência no relacionamento com seus clientes, parceiros, colaboradores e fornecedores.

Sobre a fiscalização

O trabalho dos agentes tecnológicos da Asplan nas usinas compreende a análise da matéria-prima que usa a fórmula da ATR (Açúcar Total Recuperado) e o acompanhamento de todo o processo, desde a pesagem até a análise no laboratório para que a remuneração paga pela cana seja fidedigna ao que está sendo entregue. O acompanhamento da cana dos associados permanece durante toda a safra, diuturnamente, e enquanto houver fornecimento da matéria-prima para as oito unidades industriais paraibanas. O trabalho de fiscalização da Asplan conta com 18 gentes tecnológicos, sendo que 16 deles atuam nas usinas, um é o coletor das amostras e outr o fica n o laboratório fazendo as análises.

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Brasil

Contratação de advogados pela administração pública é constitucional, decide maioria do STF

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O Supremo Tribunal Federal (STF) já tem maioria de sete votos para declarar constitucional a inexigibilidade de licitação para contratação de advogados pela administração pública. O tema é julgado na ação declaratória de constitucionalidade (ADC) 45, ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que pede que sejam declarados constitucionais dispositivos da Lei de Licitações (Lei 8.666/1993) que permitem a contratação de advogados por entes públicos pela modalidade de inexigibilidade de licitação.

A entidade alega que, apesar de os artigos 13 (inciso V) e 25 (inciso II) da lei prevêem claramente a possibilidade de contratação com dispensa de licitação, os dispositivos vêm sendo alvo de decisões divergentes na Justiça. Para a OAB, a previsão de inexigibilidade de procedimento licitatório aplica-se aos serviços advocatícios em virtude de se enquadrarem como serviço técnico especializado, cuja singularidade, tecnicidade e capacidade do profissional tornam inviável a realização de licitação.

O relator da matéria, ministro Luís Roberto Barroso, entendeu que a Constituição prevê exceções à regra de licitações, desde que previstas em lei. Por isso, o ministro entende que “o legislador ordinário agiu dentro de seu campo legítimo de conformação ao prever, há quase trinta anos, o patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas como serviço técnico especializado , estabelecendo a inexigibilidade de licitação para a contratação, pela administração Ppública, de tais serviços”.

Em sua análise, o ministro destaca ainda que “a previsão legal traz também uma importante condicionante da inexigibilidade nessa hipótese: a natureza singular do serviço , a ser prestado por profissionais ou empresas de notória especialização . Além disso, a lei ainda veda que se contratem dessa forma os serviços de publicidade e divulgação”. Vale destacar que a lei 14.039/2020 já definiu o que serviços advocatícios e contábeis são considerados singulares.

Com esse entendimento, o ministro Luís Roberto Barroso votou por dar procedência parcial à ação, propondo a seguinte tese: “São constitucionais os arts. 13, V, e 25, II, da Lei no 8.666/1993, desde que interpretados no sentido de que a contratação direta de serviços advocatícios pela Administração Pública, por inexigibilidade de licitação. Entendeu o relator que além dos critérios já previstos expressamente (necessidade de procedimento administrativo formal; notória especialização profissional; natureza singular do serviço), deve observar: inadequação da prestação do serviço pelos integrantes do Poder Público; e a cobrança de preço compatível com o praticado pelo mercado”.

O voto do ministro Barroso, na ação declaratória de constitucionalidade (ADC) 45, foi acompanhado pelos ministros Marco Aurélio Mello, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

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