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Qual lição levar de uma crise?

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A crise que se instalou no Brasil desde a chegada do novo coronavírus no Brasil vem afetando diversos setores e já se compara a crise financeira global de 2008 e 2009. CEOs e líderes de grandes empresas separaram lições que levaram de crises anteriores e como estão lidando com a atual.

Leandro Herrera, CEO da Tera

A principal crise que a Tera viveu até hoje está sendo a atual pandemia da Covid-19. Na época em que a doença se alastrava pela Europa e havia acabado de chegar no Brasil, fiz uma análise de todo aquele cenário e conclui que o nosso modelo de operação, ainda focado em aulas presenciais, precisaria – em sete dias – ser inteiramente readaptado para um modelo totalmente remoto, algo inédito na história da nossa empresa. Durante esse processo, pude aprender algumas lições que se mostraram importantes não só para mim, mas também para a Tera do pós-coronavírus. Descobri que as pessoas gostam muito de desafios e que para motivá-las na tomada de decisões é preciso oferecer um contexto e informações. Além disso, pude aprender que, durante uma crise, as lideranças acreditam possuir a responsabilidade de trazer as respostas, quando na verdade, devem possuir a responsabilidade de trazer o contexto. O contexto do problema, a direção dos elementos que podem impactar os negócios e uma estratégia para lidar com o cenário levantado, são essenciais para que um líder motive a sua equipe a manter o propósito da organização e os objetivos dela vivos. Aplicando todos esses conhecimentos e adaptando a nossa metodologia para um modelo mais híbrido, a crise virou uma grande oportunidade para a Tera, já que voltamos a crescer, mas desta vez como uma empresa de ensino a distância.

Cássio Bariani, CEO da SmartBrain

A primeira questão muito importante que a crise do coronavírus levantou para a maioria dos CEOs e gestores de empresas, que foi diferente das anteriores, é o zelo e a preocupação com a saúde e o bem-estar dos colaboradores. Além disso, despertou ainda mais o senso de solidariedade em relação às pessoas, não somente no ambiente de trabalho.

A grande mudança nesta crise é trabalhar 100% em home office, algo que não havia sido testado anteriormente na empresa, mas que tem se demonstrado extremamente viável. Na prática, percebemos que a tecnologia e o home office garantem mais flexibilidade e encurtam caminhos. Por exemplo, é possível contratar pessoas ou fornecedores em outras cidades e até países e coordenar e interagir como se estivessem no escritório. São novas formas de trabalho e de fazer negócios. Mesmo com as nossas equipes totalmente em home office, fomos capazes de desenvolver e lançar uma nova versão do nosso principal produto, o Advisor, um consolidador de investimentos com interface super amigável, no modelo SaaS (Software as a Service).

Paulo Salvi, CEO da TopMed:

“Em épocas de crise, por mais que tenhamos planejado, haverá situações imprevisíveis e que demandam uma capacidade de adaptação imediata. Nestas situações ficam muitos expostas todas as deficiências que temos em nossos processos, ferramentas e pessoas. Aquelas questões que consideramos menos importantes, e vamos sempre deixando para resolver depois, surgem com força na crise, que exacerba as dificuldades ao máximo.  Por outro lado, é justamente nestes momentos que surgem habilidades e forças em sua equipe que estavam ocultas, ou que ao menos não estavam sendo plenamente utilizadas. São estas forças, e a capacidade de se adaptar e resolver os problemas rapidamente, que determinarão o tamanho do impacto da crise em sua instituição. Ao final, pode até ser uma oportunidade.”

Ubirací Mercês, CEO da Sanar

“O mundo que a gente habita é cheio de inércias. As pessoas tendem a seguir as mesmas rotas dentro da cidade e/ ou consumir marcas que elas já consumiam, por exemplo. Uma crise de larga escala força a mudança desse estado. Em escalas distintas, um meteoro social como no caso da pandemia força a gente a quebrar o padrão e as forças de inatividade de nossos comportamentos. Isso bagunça mercados e indústrias por completo, em alguns casos. Meça esse grau de “desordem” criada e avalie pois sempre há oportunidade aqui. A mudança do comportamento para compra online de supermercados é uma exemplo claro, mas agora mais óbvio pra gente. Ache aquele que só você vê com antecedência. Na Sanar encontramos 5 quebras de inércias em graus distintos com oportunidades também diferentes. Atuamos sobre todas.”

Bruno Sayão, CEO da IOUU

Nesta crise, em especial, a necessidade de migrar para o digital tem sido o que mais tem chamado a atenção. E, por mais que possa ser difícil para alguns negócios, vejo isso como um grande benefício para o mundo.

Fora de suas zonas de conforto, as empresas estão tendo que inovar mais rápido. O movimento da digitalização de processos teve uma aceleração repentina em relação a como vinha sendo introduzida nas empresas tradicionais e se adequar a isso será um dos pontos que definirá quais serão as empresas que permanecerão de maneira competitiva no mercado.

Na IOUU, certamente presenciaremos algumas mudanças de cultura em relação à comunicação e relacionamento de nossa equipe. Mas, se tem algo importante que esta crise nos trouxe, foi a experiência de lidar com esta situação. Sairemos dessa muito mais conectados e prontos para crescer. Afinal, é na crise que identificamos grandes oportunidades!

Rodrigo Amato, CEO da M2M

Para Rodrigo, essa crise é diferente das outras que a fintech já passou. “Já passamos por crises internas, como falta de produto ou de clientes, o que é comum para quem é empreendedor. Também passamos por crises econômicas e na última grande recessão do país, que durou quase 3 anos, tivemos tempo para reagir ao que estava acontecendo. Mas a crise do Covid-19 é totalmente diferente das outras, pois a incerteza do que vai acontecer daqui para frente é pior do que o risco”.

Edson Silva, Presidente do Grupo Nexxera

Segundo Edson, essa crise permitiu nos conhecer um pouco mais, da nossa capacidade, da nossa competência e do reconhecimento que temos do mercado. “Estávamos sempre presentes nos clientes entendendo que isso seria base para sua segurança. Mas, mantemos a mesma confiança dele estando distante. Além disso, serviu para entender que ter uma plataforma digital robusta é a base futura para sustentação dos negócios, algo que vai ser realidade daqui para frente. Essa crise nos mostrou que as pessoas, mesmo que remotas, podem produzir igual ou melhor do que presencialmente. Mas exige que as  pessoas sejam qualificadas e comprometidas, independente de onde elas estejam trabalhando. Por fim, percebemos que a mudança de hábitos pessoais e de trabalho e a dinâmica dos negócios podem e devem ser trabalhadas com limites que qualificam a vida e preservam o meio ambiente base para nossa saúde”.

Dr. Sérgio Giro, sócio da OFFICILAB 

Para Sérgio nós temos que estar sempre preparados para mudanças repentinas e as decisões não podem demorar muito. “Algumas oportunidades aparecem e desaparecem na mesma velocidade. Por exemplo, a produção de álcool gel, era uma formulação quase nunca procurada e de repente surgiu uma grande oportunidade de venda.”

O Sócio da OfficiLab ainda destacou alguns pontos:

1) Olhar de outra forma os investimentos.

2) Ter mais agilidade nas mudanças, ser menos engessado e ao mesmo tempo mais analítico com os custos.

3) Todos os custos, principalmente os fixos, tem que ser medidos continuamente para saber o quanto eles estão impactando no resultado e se são justificáveis.

4) Cada investimento ou despesa tem que ser avaliado e saber se estão no momento certo

“Não podemos ficar parados no tempo. Sempre temos que pensar onde podemos aprimorar e inovar. Mesmo que tudo esteja organizado e andando corretamente não significa que não possa melhorar.”

Dra. Claudia Souza, Sócia da DERMATUS cosmética médica

Uma das lições mais importantes que a crise trouxe é a de ser ágil e da empresa conseguir se transformar e se adequar às mudanças. “No nosso caso, foi fundamental a rapidez nas tomadas de decisões, em se ajustar às novas necessidades do consumidor e de alavancar os canais digitais.” Claudia ainda apontou a importância de ter um time de qualidade, engajado e que veste a camisa da empresa, o que faz a diferença para que consigam atender os objetivos. E finalizou, “As maiores lições para mim foram que o planeta e a sociedade vem em primeiro lugar. Ficou muito claro a importância da prevenção, planejamento e nossas conexões afetivas.”

Ricardo Almeida, CEO do Clube de Autores:

“A pandemia provou que muitos modelos de negócios, até então sustentados pelo tradicionalismo de grandes marcas e pela teimosia de velhos hábitos, estão fatalmente condenados. O que a crise fez foi dar um empurrão – necessário, vale acrescentar – rumo a uma inevitável transformação nas companhias.

O mercado editorial, por exemplo, já se arrastava em uma crise severa muito antes da pandemia. O motivo? Ser quase que inteiramente baseado em um modelo insustentável de estoque consignado – um modelo que todos os players já reconheciam como ineficiente, mas que pouquíssimos efetivamente se moveram para mudar.

E não é que a solução estivesse longe. Nós, aqui no Clube de Autores, já trabalhávamos com publicação gratuita de livros e impressão 100% sob demanda desde 2009 – e já tentamos firmar parcerias com editoras de todos os portes para viabilizar a venda de seus títulos sem a necessidade delas imprimirem tiragem alguma há muito, muito tempo. Até o futuro recente, nosso sucesso nessas tratativas foi mínimo – até a crise aparecer. Hoje, é difícil até mesmo quantificar o número de editoras e profissionais do livro utilizando nossa plataforma como complemento às suas próprias operações.”

JP Galvão, Co-fundador e presidente da Vai.Car

O co-fundador e presidente da Vai.Car, JP Galvão, passou por algumas crises e deu dica de como vencê-las. “Como empresário, as maiores crises que passei foram 2001, 2008 e 2015. Só sucumbi à última. Olhando para trás percebo que uma máxima da navegação se aplica bem: ‘Durante tempestades e mares revoltos, devemos buscar o farol no horizonte para atravessar a tormenta.’

Nas crises de 2001 e 2008 eu tinha planos de longo prazo muito claros e por isso, foi bem mais fácil atravessá-las. Em 2015 não existia um plano de longo prazo, quebrei tentando montá-lo tardiamente durante a tormenta. Quando sabemos para onde estamos indo, enfrentar os obstáculos de curto prazo e buscar rotas alternativas é mais fácil.”

Tomás Martins, CEO da Tembici

De acordo com Tomás Martins, CEO da Tembici, essa crise é também uma oportunidade de avançarmos em projetos para as cidades. “Quando as cidades decretaram quarentena, do dia para a noite, planos do ano inteiro precisaram ser revistos, e projetos que antes não eram prioridade, de repente, se tornaram fundamentais para que a companhia se adaptasse ao novo cenário. Se a pandemia impulsionou líderes da área privada a reverem prioridades e investirem em ações que, até então, não constavam no calendário, o mundo pós-pandemia pede que os líderes do poder público repensem e planejem novamente seus projetos, avancem no investimento de ações que há muito tempo as cidades precisam. No que tange à questão de mobilidade, nós estamos presenciando uma transformação global única e muito rápida: várias cidades do mundo estão repensando e começando a estimular novos hábitos de deslocamento nas cidades. A forma como as pessoas se locomovem vai mudar e a maior lição que podemos tirar disso tudo é que devemos estar abertos para o novo, e não esperar que as coisas aconteçam para que os projetos saiam do papel.”

Chico Carvalho, Fundador da hiBike

Chico Carvalho, diretor executivo, fundador e ciclista na hiBike, conta como a empresa de mobilidade encontrou soluções importantes para lidar com a atual crise. “Ninguém sai incólume de uma grande crise. Então a primeira lição tem a ver com humildade: entender que você não é o único, e que muitas pessoas estão enfrentando problemas iguais ou bem piores que os seus. Nos negócios, se você buscar na História, verá que três palavras são cruciais em períodos assim: ADAPTAÇÃO, COOPERAÇÃO e ANTECIPAÇÃO.  Adaptação é o ajuste. É sincronizar o que você faz, ao momento que você vive. Na hiBike, havíamos acabado de pivotar nosso serviço para uma carteira digital de pagamentos presenciais, quando “o mundo parou”. Antecipamos o roadmap e fizemos o óbvio: trazer as vendas para dentro do aplicativo. E isso está se tornando uma maneira de ajudar potenciais parceiros, oferecendo um canal extra de vendas online. Cooperação é fazer sua parte: várias pessoas, entidades e empresas estão auxiliando indivíduos, grupos, profissionais e estabelecimento especialmente afetados pelo momento. Portanto é hora de arregaçar as mangas. Oferecer canais de comunicação para campanhas. Ou criar linhas de ação nesse sentido. Antecipação é a grande chave para o momento pós crise: é tentar entender agora as mudanças sociais, econômicos e comportamentais que estão surgindo. Compreender como será a dinâmica das coisas e os prejuízos e benefícios de um mundo pós crise. Com uma ideia formatada, você deve pensar em como desenvolver seus produtos ou serviços para essa nova realidade.”

Raphael Caldas, CEO da Inteligov: 

“É uma obviedade que crises trazem oportunidades. No caso da Inteligov, contudo, isso está literalmente no nosso DNA.

A empresa surgiu justamente por conta de uma das maiores crises do sistema político brasileiro e que culminou na Lava Jato. Percebemos que o lobby iria mudar. Os setores público e privado não poderiam mais se relacionar da mesma maneira – muitas vezes informal, baseada em relacionamentos pessoais e “gut feeling”.

As mudanças sociais e econômicas, por vezes profundas, ocasionadas por todo tipo de crise, têm o condão de catalisar novos modelos de negócio.”

Isaac Paes, CEO do OiMenu

Com a atual crise da Covid-19 que estamos vivendo, todo o time do OiMenu precisou aprender algumas lições urgentes e “na marra”.

A necessidade de reinvenção nos forçou a rapidamente achar tempo para criar alternativas para um novo momento que chegou abruptamente. Em poucos dias, tivemos que parar todo o setor de desenvolvimento e mirar as nossas forças numa solução de delivery – um spin off para a empresa. Essa ideia já estava no forno há meses, mas não encontrávamos tempo para desenvolvê-la.

Além disso, nos últimos meses pudemos aprender também que podemos ser mais resilientes do que imaginávamos. Mesmo com o faturamento com uma queda muito grande, bem abaixo das nossas piores projeções, ainda conseguimos nos reinventar para continuar trabalhando com poucos recursos e ainda ajudando nossos clientes.

Ana Paula Pisaneschi, CEO do Uffa.com.vc

Com a pandemia da Covid-19, os principais desafios trazidos à nossa empresa foram com relação ao planejamento de ações operacionais para médio e longo prazo, uma vez que não sabemos ao certo quanto tempo durará esta crise. Nosso time adaptou os planos com maior flexibilidade, tendo como foco priorizar as ações que possuem capacidade de resposta em curto e médio prazo. Como resultado, concentramos os nossos esforços em dois pilares que, daqui em diante, terão muita atenção por parte do nosso time e importância no planejamento das futuras ações. São eles:

  1. Gerenciamento de crise: com o atual cenário, focamos os nossos esforços em capital humano, tendo como objetivo cuidar da reputação da marca, dar maior atenção aos nossos clientes e gerenciar o caixa em rédeas curtas.
  2. Análise de oportunidades estratégicas: com a necessidade eminente do uso de plataformas digitais para resolver problemas sem sair de casa, nos últimos meses o Uffa.com.vc tem recebido cada vez mais acessos. Não somente isso, a crise nos despertou para o desenvolvimento de um novo produto – ainda em sigilo – com foco em uma importante demanda reprimida de mercado.

Fernando Franco, CEO da Provi

O cuidado com o engajamento da equipe no home office é uma lição importante para o CEO e cofundador da fintech que tem o objetivo de simplificar o crédito educacional no  Brasil. “Um cenário de crise é um momento em que é fundamental ter um time engajado com o propósito da empresa e que faz as coisas acontecerem. Esse momento também evidenciou a importância de sermos uma empresa ágil na tomada de decisões e com um modelo de negócios sólido.”

João Canhada, CEO da Foxbit

O executivo destacou os seguintes pontos:

1) Se tiver que tomar decisões duras faça rápido, não espere.

2) Demitir é sempre a última opção.

3) Se tiver que demitir, 1, 10 ou 30, demita de uma vez só, não faça 1 a 1 em vários dias, pois só vai piorar a situação.

4) Não trate os sintomas, acabe com a doença de uma vez e rápido.

5) Respire, tem sempre um novo dia. Coloque uma frase do lado da sua cama “Isso também passa” e leia todo dia quando acordar.  (fases boas, ruins, ótimas, festas, tristeza, alegria, Isso também passam)

Dra. Claudia Cavalcanti, Sócia da HEALTHLINE nutracêuticos

A Dra. Claudia Cavalcanti destacou alguns pontos:

1) Transformação digital: Veio pra ficar e toda empresa deve otimiza-la, tornando-a rápida e eficiente. As vendas passarão a ser cada vez mais, menos presenciais.

2) Home office: É possível, sem perda de produtividade.

3) Otimizar o fluxo de caixa: As vendas devem ser estimuladas (metas possíveis, criar novas formas) e custos renegociados.

4) Pensando na pós pandemia, as lojas deverão ter um atrativo diferenciado, passar segurança e limpeza. Deverá ter um estudo de preços para cenário recessivo também.

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Novo Normal – Como agir após a pandemia

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Por Conceiyção Montserrat

Refletindo sobre este termo “NOVO NORMAL” tenho a sensação de que estas palavras significam “houve uma interrupção e que tudo continuará da mesma forma”, após a pandemia.

Mas, não é verdade! Não queremos que tudo seja “NORMAL” após todas as experiências que tivemos e o quanto crescemos emocionalmente e pessoalmente!

Queremos que tudo seja reformulado, melhorado, que tenha uma evolução em nossas atitudes, proporcionando ao entorno uma qualidade superior à que estava antes desta pandemia, favorecendo nosso equilíbrio e atenção às questões que nos incomodam e que possamos evoluir com tudo isso.

Ter um olhar mais humano, dedicando mais tempo a o que nos faz bem. Tendo uma conduta mais equilibrada e a cada dia, que nossa evolução caminhe mais e mais…

Queremos poder olhar para trás e ver com olhos firmes que este processo serviu para nos fortalecer, para evoluirmos, trazendo a cada um de nós uma palavra chamada RESSIGNIFICAR.

É desta forma que vejo tudo hoje pois, algumas coisas que antes usávamos como condução social, hoje perdeu totalmente o sentido e o porquê! Atitudes que antes tinham propósito, hoje se perderam completamente e tudo mudou para melhor.

Tivemos que nos reinventar, trocar nossos hábitos, mudar nossos comportamentos e com isto vieram novas descobertas, aprendizados, crescimento pessoal e profissional. Portanto, acredito que mudamos para melhor e não vamos voltar ao “normal” após tantas experiências e vivências.

RESSIGNIFICAMOS nossas vidas, nossos trabalhos, a maneira de atender nossos clientes e prestar nossos serviços!

Com isso, nos tornamos pessoas melhores, com olhar mais atento as nossas qualidades e capacidades, onde pudemos nos superar, crescer emocionalmente mesmo tendo ao nosso entorno todas as adversidades físicas e emocionais, com quantidades absurdas de informações e situações angustiantes e limitadoras, fomos fortes e resilientes para superar tudo e todos.

Aprendemos que juntos somos mais fortes e que cada um possui uma capacidade de superação maior que imaginava.

Então acredito que devemos criar uma palavra que defina este novo momento após a pandemia, que não seja “ NORMAL”, mas sim, um recomeço, uma fase para aplicar tudo que aprendemos e crescemos e possamos utilizar isto de forma saudável.

E você, consegue compreender o RESSIGNIFICADO em sua vida?

*Conceiyção Montserrat – Atenta as transformações do mercado brasileiro, Conceiyção Montserrat reuniu ao longo da sua carreira em mais de 25 anos (atuando no mercado nacional e internacional à frente de gestão e fomentação de negócios), grandes experiências, pois teve a oportunidade de desenvolver trabalhos nas áreas de gestão de projetos, comunicação, criação e design gráfico, produção audiovisual, marcas e patentes, eventos corporativos, acompanhando as questões jurídicas e gerenciamento de crise nos projetos, vivenciando a oportunidade de trabalhar com profissionais altamente capacitados e atuando junto a empresas com parceiros de larga experiência nas áreas de assessoria de imprensa, planejamento estratégico e conteúdos educacionais .

Sempre desenvolve projetos que valorizam os produtos e serviços acompanhando todos os processos até sua conclusão e resultado planejado.Em sua trajetória profissional, em grandes projetos, sempre aplica um olhar muito atento aos acontecimentos e novidades em geral.

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Artigo: Conhecimento e pesquisa frente à pandemia

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A pandemia provacado pelo Novo Coronavírus (Covid-19) trouxe impactos significativos em várias esferas da sociedade. O isolamento social veio à tona e, com ele, novas formas de se entreter e se informar ganharam vazão.  Assim sendo, as lives realizadas nas redes sociais e os artigos veiculados na imprensa, por parte de profissionais de diversos segmentos, foram uma forma contínua de permear conhecimento e informação – e contribuir para uma melhor orientação aos cidadãos sobre os aspectos do vírus que norteam a sociedade.
Taiana Jung e Rui Marcos, pesquisadores, professores e diretores da Logos Consultoria, disseminaram conteúdos com embasamento cientítico e entrevistas digitais embasadas por conhecimentos literários, trazendo à tona temáticas acerca da humanização em temos de crise, a liderança resiliente, comunicação assertiva, comunicação educional, criação de cidades resilientes,  bem a análise dos dados de coleta da Covid-19 tiveram papel essencial no conjunto de estratégias e ações voltadas para esclarecer e orintar  à popoulação sobre a situação causa pela pandemia, seus desdobramentos e como agir nesse cenário.
Os profissionais lançaram um ebook (file:///C:/Users/ronaldo%20e%20gra%C3%A7a/Downloads/E-BOOK%20LOGOS.pdf) no qual reunem todos os  textos  que produziram e disseminaram no período de março a junho de 2020, os quais foram veiculados em diferentes mídias. Os conteúdos – curtos e objetivos – trazem reflexões de resposta à crise e vão alterando o teor dos  temas de acordo com as mudanças provocadas pelo novo modo de viver e gerir as organizações impostos pelo COVID-19, durante a pandemia.
Com sólida atuação nos mercados público e privado, Taiana e Rui acreditam ser de extrema importância a popoulação entender o atual cenários e obter diretrizes para traçar os melhores caminhos para os seus respectivos negócios.
“O processo do ‘novo normal’ foi imposto pela circunstância de uma pandemia e, por isso, a comunicação precisa ser educativa, acompanhada e avaliada para que as medidas sejam adequadas e efetivas. Por isso, não só o acesso à informação salvará vidas, mas o quanto essa informação será transformada em conhecimentos e passará a fazer sentido para a sociedade”, afirmou Taiana em relação à uma comunicação educativa no processo de retomada.
A importância da coleta de dados do Covid-19
Em artigo produzindo por Taiana e Rui,  eles analisam que, passados quase quatro meses da pandemia no Brasil, os entes municipais, estaduais e o Governo Federal já criaram uma metodologia que no decorrer do tempo está sendo consolidada, surgindo assim uma série histórica de números, gráficos e análises.
Essas informações, de acordo com eles, são divulgadas para que sejam aplicadas na elaboração de planejamentos não apenas na área da saúde pública, mas vinculadas a ampliação ou não do isolamento social, abertura ou fechamento do comércio e serviços, além  ações de planejamento de transporte urbano, assistência social e controle social, entre outras aplicações.
“Em um momento que temos uma volatilidade tão acentuada, a transparência e responsabilidade com os dados são dimensão obrigatórias – e que devem ser seguidas de forma rigorosa. Só podemos combater, de forma eficaz e eficiente, o Covid-19 com um planejamento construído com dados, informações e conhecimentos que tenham parâmetros científicos e métodos consistentes”, salientam.
A humanização da gestão e o cuidado com as pessoas e os resultados 
Rui Marcos apontou para os conhecimentos abordados acerca de uma gestão humanizada no cuidados com as pessoas e com os resultados nesse cenário atual, onde o home-office tem predominado como forma de trabalho das empresas.
“A construção de um novo modelo mental de gestão das organizações que alie tecnologia e humanização será um dos alicerces para o êxito das metas e resultados de qualquer negócio. Os hábitos individuais e coletivos, já aplicados para aumentar a eficiência e a produtividade do trabalho, devem passar por um processo de análise, viabilidade e equilíbrio nos âmbitos da vida privada e profissional. Assim, podem surgir novos hábitos e outros serão adaptados ou até mesmo perderão o valor”, explica Rui.
 A criação de novos costumes no ambiente home office, segundo Rui, irá exigir atenção especial dos gestores, já que terão de recriar modelos de análise em relação a temas como quantidade de horas trabalhadas por dia, regras de interrupções e gargalos, Kpis de produtividade individual e da equipe, bem como normas de segurança da informação posturas e comportamentos.
líder resiliente e a proteção do seu negócio
O papel do líder resiliente que busca alternativas de proteção ao seu negócio em meio à grande crise foi um conteúdo muito trabalho pelos profisisonais, os quais consideram essa questão de grande importância, avaliando que os gestores  precisam estar mais atentos com o contexto, estudar como a crise interfere e dialogar conjuntamente com a equipe, visto que  já  a crise possui alta complexidade e impacto, o que produz maior esforço e diferentes perspectivas para encontrar uma solução.
“O líder em tempos de gestão de crise, entre outras competências, precisa ser resiliente. Resumidamente a resiliência pode ser compreendida como a capacidade de pessoas e organizações superarem à crise e construírem ações positivas a partir de eventos negativos, isso permitirá a construção de novos aprendizados, o fortalecimento do negócio, das pessoas e contribuirá com a percepção positiva da empresa perante ao mercado”, esclarece Rui.
Atuação multissetorial e sustentável no novo cenário
Os pesquisadores eslareceram também sobre a maneira de lidar de forma multissetorial e sustentável com o cenário atual.  No artigo produzido, sugerem ser fundamental que as empresas de grande porte intensifiquem os meios de apoio a sua cadeia de valor, honrando com os pagamentos, contratando serviços, comprando produtos de pequenas e médias empresas do território de atuação e flexibilizando normas de contratos que inviabilizam uma pequena empresa estabelecer uma relação comercial.
Eles avaliam que, a exemplo do movimento orquestrado pela Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), as empresas deveriam fazer de forma pública o pacto de não demisão.
“Esse movimento de articulações e criação de parcerias multissetoriais pode contribuir diretamente com os objetivos do desenvolvimento sustentável da drganização das Nações Unidas acerca de parcerias e meios de implementação que fortalecem o compromisso social das diferentes instituições”,esclarecem, acreditando que isso pode auxiliar no fortalecimento das parcerias (públicas, público-privado e com a sociedade civil) a partir da mobilização de recursos e dos relacionamentos.
Construção de cidades resilientes a partir do nosso cenário
Os especialistas pontuaram também, em seus estudos veículados na internet, que as crises atuais nos mostram que as cidades brasileiras estão mais expostas e vulneráveis a problemas relacionados com a saúde pública, as poluições, as violências, a intolerância à diversidade, a compreensão de coletividade,  entre outras. Sendo assim, avaliam que deva se repensar um novo modelo de cidade, analisar a fundo como mitigar e evitar o surgimento de cenários de incerteza e práticas ineficazes.
“Fica evidente que, em diferentes países, inclusive no Brasil, as cidades possuem baixa resiliência social, ou seja, nesse novo urbano, não foi levado em consideração elevar a capacidade das comunidades, bairros e municípios para lidarem com tensões, forças adversas e mudanças drásticas tanto em uma perspectiva ambiental, socioemocional, material ou biológica. O capital econômico continua a sobrepor e aumentar a desigualdade, que agora também  é tecnológica”, analisam.
Sobre os autores
Taiana Jung
Sócia-gestora Técnica da Logos Consultoria
Atua há mais de 15 anos nas áreas de planejamento estratégico, pesquisa, docência e avaliação. Possui larga experiência em práticas colaborativas por meio de facilitação e mediação. É Mestre em Estudos Populacionais e Pesquisa Social (ENCE/IBGE), Personal Coach (SBC), Mediadora de conflitos (EMERJ), Comunicadora (ER), Especialista em Organização Espacial do Rio de Janeiro e Licenciada em Geografia (UFF). Na área acadêmica, atuou como professora no curso de graduação em Geografia (UERJ-FFP), coordenou e ministrou cursos na Universidade Petrobras (UP), desenvolveu curso de gestão de relacionamento com stakeholders para a Universidade corporativa do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP). Já ocupou diferentes funções de liderança: no setor público, foi chefe do Centro Social da Fundação Leão XIII, pesquisadora convidada no Departamento de Endemias (ENSP/Fiocruz), onde coordenou a pesquisa em projeto da Amazônia Ocidental. Engajada em causas sociais, foi gestora do Grupo “Somos Empreendedoras” e compõe o grupo de orientadores da 3ª maior ONG do Brasil – CIEDS. Atualmente, é diretora técnica na Logos Consultoria.
Rui Marcos
Sócio-gestor Administrativo-Financeiro da Logos Consultoria
Possui 20 anos de experiência nas áreas de educação e ensino, planejamento com ênfase em ordenamento territorial urbano e ambiental. Conhecimentos sólidos em gestão e planejamento estratégico. É Mestre em Engenharia de Transportes (COPPE-UFRJ). Especialista em Gestão e Planejamento Ambiental (UVA). Graduado em Geografia (UFF) e Administração (UCAM). Na área de planejamento urbano foi chefe do departamento de urbanismo da Prefeitura de Niterói-RJ, sendo gestor de equipe e responsável por projetos de gestão ambiental e delimitação de áreas de preservação. No campo acadêmico foi professor da pós-graduação no Curso de Especialização em Gestão, Planejamento e Licenciamento Ambiental da Universidade Salgado de Oliveira/Niterói-RJ. Desde 2008, é sócio da Logos Consultoria, atua como diretor administrativo e implementou o modelo de gestão da empresa.

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Artigo: O novo novo

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em

Ana Zattar

Não estou lembrada, em meus anos de vida, de ter aprendido tanta coisa em tão pouco tempo. Em minha memória não surge nenhum indício de ter me lançado a tantos desafios, privações e com toda a certeza, galgado tantos degraus e vivenciado situações de superação.

De um dia para o outro, a rotina de cada um de nós, professores, mudou drasticamente. Toda aquela movimentação do mundo da educação, de repente, ficou resumida ao nosso espaço doméstico. E dali, do cenário improvisado, com os requintes da decoração caseira e sujeitos aos acontecimentos da rotina da casa é que as aulas e o trabalho do professor se desenharam, ganharam forma e conteúdo, chegando na casa de milhares de pessoas.

Apesar de todos os aplicativos, programas e eteceteras que permitiam a comunicação, as aulas à distância, ainda, pela falta da necessidade, não eram de domínio do corpo docente brasileiro (e talvez do mundo, arrisco dizer). Fomos dormir analógicos, com o giz e apagador na mão, e acordamos digitais, gravando videoaulas. Querendo ou não, era o que tínhamos para o momento… Google Meet, Microsoft Teams, Streamyard, Hangout, chroma key e muitas outras ferramentas que antes eram apenas um desconhecido ícone em nossa barra de possíveis tarefas se tornaram nossos melhores amigos de todos os dias. Da noite para o dia, tivemos que nos reinventar para não deixar de atender a nossos alunos. Caímos de paraquedas nessa sopa de tecnologia. A mesa de trabalho virou cenário, o celular um importante equipamento de gravação e edição de vídeo e nós, professores, atores principais da grande novela da educação.

Trocamos dicas e ideias entre nós, procurando achar a melhor alternativa nesse período que teve data para começar e não tem ainda data para acabar. Nossas vulnerabilidades fortaleceram os laços de equipe. Também tivemos que deixar de lado o abraço para encontrar nossos alunos e colegas apenas virtualmente.

As salas de nossas casas viraram estúdios de produção, onde somos sempre protagonistas da história, com direito, de vez em quando, a participações especiais de nossos filhos, cônjuges e até do cachorro ou do gato, que vez ou outra roubavam a cena e a atenção dos alunos. Essas situações trouxeram leveza e humanizaram esse momento tão peculiar. Por inúmeras vezes foram o foco do atento público pela afetividade que estava contida nas entrelinhas da cena principal. O professor foi visto como ser humano – mais mensagens nas entrelinhas.

Então, o que aprendemos com essa vivência do isolamento?

Provoco a reflexão para esse grande e importante momento de aprendermos a ler mais do que palavras e textos. Devemos desenvolver a sensibilidade da leitura de mundo, analisando as situações que a nós se apresentam, as possibilidades. Repensar o velho que deve ser deixado para trás, sem dó, e a oportunidade da experimentação do novo que está batendo na nossa porta. É um momento de pausa. De ralento. É a trilha para o novo eu, o novo nós, o novo mundo, o novo novo.

Autora: Ana Zattar é professora do curso de Educação Física – Área de Linguagens Cultural e Corporal do Centro Universitário Internacional Uninter 

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