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Paraíba

Operação interdita duas fábricas irregulares de álcool na Grande João Pessoa e proprietário é preso

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Uma operação conjunta deflagrada nesta quarta-feira (25) resultou na interdição de duas fábricas de álcool líquido, com indicação de que seria de 70%, nos municípios de Santa Rita e João Pessoa, após constatar uma série e graves irregularidades nas áreas fiscal, sanitária, ambiental, segurança e até de funcionamento. Participaram da operação a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), o Ministério Público da Paraíba, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a Secretaria da Segurança e da Defesa Social, com a Polícia Civil, incluindo Instituto de Polícia Científica, e a Polícia Militar, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente do Estado (Sudema),  além da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa).

Após uma ação fiscal da Gerência Executiva de Combate à Fraude Fiscal da Sefaz detectar irregularidades fiscais na compra de álcool por distribuidores de medicamentos, envolvendo uma fábrica em Santa Rita, os auditores encontraram também outras graves irregularidades, o que levou a acionar outros órgãos como Polícia Civil, o Gaeco, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente do Estado (Sudema), além de técnicos do Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen), para ampliar as investigações. Durante a ação, o proprietário do primeiro alvo no município de Santa Rita foi preso e conduzido à delegacia.

Mais de 100 mil litros vendidos – Segundo o gerente executivo de Combate à Fraude Fiscal, Francisco Cirilo Nunes, a fábrica de álcool líquido estava há oito meses sem declarar ao Fisco o seu faturamento, mas a maior gravidade encontrada foi no acondicionamento do líquido inflamável e nas instalações precárias do galpão onde funcionava a fábrica, colocando em risco não apenas a vida dos funcionários, mas a da população.

“Cerca de 90% das bombonas, recipientes de grande porte para armazenar o álcool líquido, estavam com tarjas e selos de que tinham sido já usados por produtos corrosivos e que foram reutilizados sem qualquer higienização necessária, o que pode trazer grandes riscos à saúde da população. Essa fábrica em apenas 23 dias neste mês de março já havia comercializado 101 mil litros para hospitais, farmácias e distribuidores de medicamentos do Estado. No local, era visível a falta de higiene, além da falta de acondicionamento do produto, que é extremamente inflamável e de risco. No galpão, não encontramos também qualquer comprovação técnica de que essas bombonas passaram por ações de higienização corretas e necessárias para armazenar o produto, muito procurado agora diante da pandemia do coronavírus, pois tem sido usado cotidianamente para desinfecção de superfícies, equipamentos hospitalares e de pessoas”, detalhou Cirilo, acrescentando que, além do cancelamento da inscrição estadual do estabelecimento, que funcionava com uma série de irregularidades, a fábrica foi também lacrada pelos auditores fiscais.

Fábrica em JP não tinha alvará de funcionamento – A partir dos documentos encontrados na fábrica de Santa Rita foi possível identificar o segundo alvo da operação, na tarde desta quarta-feira, que era uma fábrica na Rua da Areia, no centro histórico de João Pessoa. “O caso ainda era mais grave. O estabelecimento funcionava sem alvará de funcionamento, com instalações e equipamentos extremamente precários, com fortes indícios de sonegação fiscal. O proprietário não estava no local, mas apenas um responsável técnico”, explicou o secretário executivo da Sefaz, Bruno Frade, que liderou a operação do 2º alvo.

O secretário da Segurança e da Defesa Social, Jean Nunes, reforçou a integração dos órgãos do sistema de Segurança da Paraíba, com o objetivo de fiscalizar a fabricação desse tipo de produto e recolher o que não estiver dentro dos padrões necessários. “Estamos empenhados no trabalho de prevenção do coronavírus e de conscientização da sociedade, mas também mantendo o foco nas ações policiais como esta, que retirou de circulação um material que está sendo extremamente procurado, em virtude da pandemia, mas não atendia às recomendações das autoridades sanitárias e nem às questões fiscais. Não é a primeira vez que realizamos ações integradas com a Secretaria da Fazenda, Gaeco e, mais uma vez, a presença da Polícia Civil e da Polícia Militar foi de extrema importância. Continuaremos, o quanto for preciso nas ruas, atuando em diversas esferas”, destacou Jean Nunes.

Qualidade do produto será testada – O gerente executivo completou que os técnicos do Lacen e do Instituto de Polícia Científica da Paraíba vão investigar ainda a qualidade e a eficiência do produto, que informa ter a composição a 70% para a sua comercialização. “A localização e o endereço da fábrica foram as etapas mais difíceis da ação fiscal. No galpão, não havia placa ou qualquer informação de funcionamento de uma fábrica de álcool naquele local, por isso houve dificuldade da equipe do Gecof localizá-la”, acrescentou Cirilo Nunes, informando que o estabelecimento não tinha autorização para fabricar álcool em gel, mas apenas líquido.

Como tudo começou – As investigações da Gerência Executiva de Combate à Fraude Fiscal da Sefaz começaram por uma ação fiscal numa distribuidora de medicamentos da Grande João Pessoa, que havia comprado 30 mil litros de álcool líquido de um fornecedor, mas que em seu depósito não havia qualquer recipiente. Após levantamento de documentos fiscais, foi descoberto que entre 1º e 23 deste mês de março, essa fábrica de Santa Rita, que fornecia o produto, havia vendido 101 mil litros de álcool a 70% para farmácias, hospitais e distribuidoras e medicamentos. Contudo, foi encontrada uma grave irregularidade do estabelecimento: há oito meses a fábrica não declarava seu faturamento ao Fisco. Com base nas investigações e informação, montou-se uma ação fiscal que desencadeou na descoberta in loco de uma série de irregularidades.  A localização do estabelecimento foi uma das etapas mais complicada para os auditores fiscais da Gecof na ação fiscal, pois o estabelecimento, uma espécie de galpão, não tinha qualquer identificação que indicasse de ser tratar de uma fábrica de álcool.

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Paraíba

Prefeitura de João Pessoa orienta sobre o que deve fazer quem apresentar sintomas da Covid-19

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Quando os sintomas da Covid-19 aparecem – febre, tosse, cansaço e dificuldade para respirar (em casos graves), muitas pessoas não sabem o que fazer. Diante disso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) orienta a população como agir e quais são os procedimentos necessários para procurar um atendimento médico em João Pessoa.

A primeira orientação é que antes de procurar um serviço médico, a pessoa ligue para a Central de Orientações da PMJP (3218-9214), que funciona 24 horas, ou ainda buscar atendimento na Unidade da Saúde da Família mais próxima de onde mora. Nesses serviços, a população pode tirar dúvidas sobre a Covid-19 e ter orientações de como proceder no período em que está sentido os sintomas.

Caso a situação não melhore e o paciente sentir dificuldade para respirar, a sugestão é buscar uma das quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPA). As UPAs estão localizadas nos seguintes endereços: UPA Oceania, na Avenida Governador Flávio Ribeiro Coutinho, nº 70, Aeroclube (3214-9287); UPA Dr. Luiz Lindbergh Farias (UPA-E dos Bancários), na rua Empresário João Rodrigues Alves Bancários (3255-5111); UPA de Cruz das Armas, na  Avenida Cruz das Armas, nº 1.280 (3214-3774); e a UPA Célio Pires de Sá, na rua Estêvão Lopes Galvão, s/n, Valentina Figueiredo (3237-7068).

Se a pessoa sentir forte dificuldade para respirar, pode também acionar o Samu pelo número 192. “É importante destacar que a população só deve procurar o Samu em caso de urgência, mas se não for, o melhor a se fazer em caso de suspeita da Covid-19 é ficar em casa por 14 dias”, explica a coordenadora geral do Samu em João Pessoa, Erika Andrade.

A médica destaca também os serviços da PMJP para casos do novo Coronavírus, que atendem desde aos que estão em situação leve ou até as graves. “A prefeitura preparou tudo para receber qualquer pessoa que tiver com sintomas de gripe, seja leve ou grave. Estamos com uma central para ajudar com informações a população, além das Unidade da Saúde da Família funcionando, e as UPAs e o Samu para casos de urgência”, disse.

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Paraíba

Coronavírus: Governo da Paraíba vai alugar antigo Hospital Santa Paula com mais 150 leitos

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O governador João Azevêdo anunciou, nesta quinta-feira (9), que o Estado está alugando o antigo Hospital Santa Paula, em João Pessoa, que irá disponibilizar 150 leitos para o tratamento exclusivo da Covid-19. O contrato de locação já foi assinado com os proprietários e os serviços de manutenção começam esta semana. Essa é mais uma ação do Governo da Paraíba para fortalecer a rede hospitalar e assegurar atendimento de qualidade às pessoas que precisarão de auxílio médico.

Os novos leitos do Hospital Santa Paula se somam aos 130 que estarão disponíveis nos próximos dias no Hospital Solidário, montado no estacionamento do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita.

O Plano de Contingência estadual já preparou outros Hospitais de Referência, que estão distribuídos por macrorregião de saúde, sendo o Hospital Clementino Fraga, Santa Izabel e Hospital Municipal do Valentina na primeira Macro, em João Pessoa. Na segunda Macrorregião, o Hospital Pedro I e o Hospital de Emergência e Trauma Dom Luís Gonzaga Fernandes, em Campina Grande; e no Sertão e Alto Sertão, os hospitais Regionais de Cajazeiras, Pombal, Regional de Patos e o Infantil Noaldo Leite, também em Patos, garantindo, dessa forma, atendimento e, caso necessário, o deslocamento seguro dos pacientes de todas as regiões do Estado.

Convocação de profissionais de Saúde – Nesta quinta-feira (9), a gestão estadual publicou, no Diário Oficial do Estado, mais uma lista de convocação dos profissionais de saúde que trabalharão nos hospitais que estão sendo abertos para o atendimento  aos casos da Covid-19.  Eles foram  aprovados, recentemente, no processo seletivo promovido pelo Governo do Estado para suprir a demanda emergencial de atendimento na rede hospitalar durante a pandemia.

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Negócios

Empreendedoras investem em marketing, novos produtos e entregas para garantir vendas na Páscoa

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Falou em Páscoa, lembramos logo em ovos de chocolate. O período é, para muitos lojistas e empreendedores do ramo um dos mais promissores durante o ano para as vendas, mas isso tudo em tempos normais. Hoje, diante da pandemia causada pela proliferação do coronavírus e com isso, o consequente isolamento social, a realidade é outra. Apesar das dificuldades, empreendedoras de João Pessoa têm garantido suas vendas depois de inovarem com investimento em marketing, produtos novos e entregas gratuitas para atrair os clientes.

É o caso da nutricionista e empreendedora Cylanne Vasconcelos, proprietária da ShowColatte há cinco anos. De acordo com ela, as vendas caíram em torno de 15% em comparação ao ano passado e para não cair mais, decidiu adotar algumas medidas que garantissem a manutenção dos pedidos de ovos de chocolate. Entre elas, investiu pesado no marketing e nas entregas dos produtos sem custo para os clientes.

“Esse ano foi bastante complicado para as vendas, pois tivemos dificuldade de comprar produtos aos fornecedores. As vendas caíram já que muita gente está com medo de receber alimentos em casa e com base nisso investimos no marketig mostrando que sou nutricionista e prezo pela qualidade e segurança alimentar dos produtos, passando mais segurança. Tentando driblar essa problemática também passamos a adotar o delivery. Esse ano tivemos que montar uma rota de entrega e sem custo adicional para estimular as pessoas a realizar a compra dos ovos de páscoa”, revelou, afirmando que a incerteza das pessoas em relação a economia para os meses seguintes também foi causa para a queda das vendas.

Sara Lígia Oliveira, proprietária da Sara Cake, inovou este ano ao decidir trabalhar agregando valor ao seu produto, a colomba pascal (pão doce italiano que leva laranja e é moldado em formato de pomba). A empreendedora decidiu apostar na união e reunião das famílias em tempo de pandemia. “Estamos investindo na comunhão, na paz, na esperança e assim estamos oferecendo as nossas colombas”, revelou.

Assim como Cylanne Vasconcelos, a empreendedora Sara também teve que se reorganizar para atender as pessoas em casa e garantir aos clientes todos os cuidados de segurança alimentar. Para reduzir os custos, a proprietária da Sara Cake disse que elabora uma planilha com rotas dos bairros em que serão realizados as entregas. “Temos muitos clientes idosos e de grupos de risco e por isso, também nos cuidamos por aqui evitando sairmos de casa ao máximo e protegendo nossos produtos para que cheguem com segurança até os nossos clientes”, afirmou.

Com base nas histórias das empreendedoras, a Frente Parlamentar de Empreendedorismo e Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), presidida pelo deputado Eduardo Carneiro (PRTB), estimula a população a consumir dos pequenos negócios para manter a economia girando. Eduardo pede também que as pessoas utilizem redes sociais para divulgar os produtos e serviços desses empreendedores com a hastag #ApoiePequenosNegócios.

“Não é fácil enfrentar o coronavírus, mas precisamos unir forças e sempre pensar no outro, praticando a empatia. Vamos ajudar também os artistas que com tantas feiras e eventos cancelados ficam sem opção para vender seus produtos, lembrando que a compra on-line é recomendada e não traz riscos”, disse Eduardo.

Dados – Segundo dados do Sebrae, micro e pequenas empresas (MPE) respondem por 99% dos negócios brasileiros e geram mais empregos no Brasil (Responderam por mais de 730 mil vagas de trabalho ano passado). Os pequenos negócios geraram 12 milhões postos de trabalho nos últimos anos, respondendo por todo o saldo positivo de empregos no país.

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