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Negócios

Setor produtivo pede crédito especial, prorrogação de impostos e criação de Observatório Econômico

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A Frente Parlamentar de Empreendedorismo e Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) ouviu nesta quarta-feira (25), de forma remota, representantes dos setores produtivos da Paraíba sobre medidas que podem ser adotadas diante das dificuldades causadas pelo enfrentamento ao coronavírus. Entre as propostas, a liberação de crédito especial, prorrogação de prazos para pagamento de impostos, suspensão dos protestos da dívida ativa e a criação de um Observatório Econômico para acompanhar a situação do setor produtivo do Estado.

“Empresários e autônomos estão enfrentando uma situação difícil nesse momento e precisamos, como poder público, intermediar uma solução para evitar uma quebradeira geral na Paraíba e garantir a manutenção dos empregos. Essa reunião serviu para elaborarmos um documento que será levado ao governador João Azevêdo contendo propostas que podem contribuir para enfrentar esse momento em que o comércio está fechado. A Frente Parlamentar de Empreendedorismo está fazendo a sua parte nesse momento”, disse o presidente da Frente, Eduardo Carneiro (PRTB), destacando que o momento é de união.

Nas propostas, o deputado sugeriu a não cobrança do Refis ou a abertura de um novo Programa de Recuperação Fiscal, para quem precisar refinanciar; liberação crédito especial para pequenos e micro empreendedores e paralisação de cobrança; prorrogação do prazo para emplacamento de carros de quem trabalha para sobreviver; suspensão dos protestos da dívida ativa; diminuição da bandeira da energia elétrica e também uma sinalização do Governo do Estado ao setor de quando voltará a normalidade para que exista um planejamento por parte dos empresários.

O presidente do Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação da Paraíba, Graco Parente, revelou que o setor gera 10 mil empregos. Para ele, é fundamental a adoção de medidas para salvar o setor durante esse momento de paralisia. Entre suas sugestões estão uma suspensão dos contratos de trabalho desde que o Governo Federal faça o pagamento de como um seguro desemprego, além da abertura de crédito, redução de taxa de juros e redução da burocracia para que o dinheiro chegue às mãos dos empresários e a elaboração de um plano de retomada por meio do turismo.

O presidente da Associação Comercial de Campina Grande, Marcos Procópio, destacou a preocupação com os autônomos e fez sugestões como a postergação do Simples Nacional, o parcelamento do pagamento do ICMS, também defendendo uma data de retorno das atividades para que as empresas possam se preparar. Da mesa forma, defendeu o representante da Embaixada de Negócios da Paraíba, Paulo Junior. Para ele, é necessário se gerar demanda com a facilitação para obtenção de crédito sem juros e prazo elástico para pagamento com até 24 meses de carência, além de linha de crédito emergencial a fundo perdido e a liberação de até 60% do FGTS para os trabalhadores.

Também participaram da reunião da Frente Parlamentar de Empreendedorismo e Desenvolvimento Econômico, o presidente do Sinduscon-PB, José William Montenegro; o presidente do Conselho de Contabilidade da Paraíba, Bruno Sitônio; além dos deputados Camila Toscano (PSDB), Pollyanna Dutra (PSB), Raniery Paulino (MDB), Anderson Monteiro (PSC), Wilson Filho (PTB) e o presidente da ALPB, Adriano Galdino (PSB) que parabenizou o deputado Eduardo Carneiro pela realização da reunião.

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Negócios

Coronavirus: Deputado pede ao governador e prefeitos a reabertura do comércio em toda a Paraíba

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O deputado estadual Cabo Gilberto Silva (PSL), utilizou as redes sociais para solicitar ao governador João Azevedo e prefeitos de toda a Paraíba que autorizem a reabertura gradativa das atividades do comércio, como forma de amenizar os prejuízos já contabilizados em decorrência da pandemia do novo coronavírus que assola todo o mundo.

“Faço um apelo ao senhor governador e aos prefeitos do Estado da Paraíba, para permitir que o comércio volte de forma gradativa às suas atividades. Precisamos de um meio termo, da forma que está não iremos aguentar”, disse Cabo Gilberto Silva. “Não paro de receber ligações e mensagens dos comerciantes e das pessoas que estão sem pagar suas contas. Toda Paraíba está sofrendo com essa situação, vamos evitar um colapso no abastecimento”, completou.

Confira a publicação:

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Brasil

Coronavírus já fez comércio perder R$ 53,3 bilhões até o momento, indica CNC

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Segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as perdas diretas impostas ao comércio pela crise do coronavírus devem chegar a R$ 53,3 bilhões nesta terça-feira, dia 7 de abril, em dez unidades da Federação: Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo (responsáveis por 72,5% do volume de vendas do varejo nacional). O valor representa uma retração de 46,1% no faturamento do setor, em comparação com o mesmo período do ano passado.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, reforça que a Confederação enviou ao Governo Federal um documento com sugestões de medidas que possibilitam minimizar os impactos negativos da crise nas empresas, visando à manutenção dos empregos. “Com o impedimento da operação de estabelecimentos comerciais no País, é preciso dar às empresas as condições para que possam atravessar este difícil momento, mantendo seus negócios e preservando os empregos”, afirma Tadros. “A CNC vem cumprindo o seu papel de buscar e propor soluções para que os empresários possam enfrentar esta crise sem precedentes.”

Em São Paulo, onde o Governo do Estado decretou o fechamento de lojas de diversos segmentos do comércio a partir de 20 de março, a CNC estima que a perda no volume de vendas chegue a R$ 25,64 bilhões. Já no Rio de Janeiro, as perdas devem alcançar R$ 6,75 bilhões, em decorrência de decreto estadual estabelecendo o fechamento de shopping centers desde o dia 17 de março e de decisão da prefeitura da capital fluminense – no fim de março – obrigando o fechamento de todo o comércio, exceto os considerados essenciais. Minas Gerais (R$ 8,34 bilhões), Santa Catarina (R$ 4,8 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 2,15 bilhões) fecham a lista das cinco UFs que mais registrarão queda do faturamento no período.

De acordo com o serviço de georreferenciamento do Google, a mobilidade de pessoas nos estabelecimentos comerciais ao final de março foi reduzida drasticamente. No varejo de rua, em shopping centers, livrarias e cinemas, houve queda de 71% na circulação de consumidores, em todo o Brasil. As maiores quedas regionais ocorreram nos Estados de Santa Catarina (-80%), Sergipe (-78%) e Alagoas (-77%). “Mesmo no varejo essencial, como supermercados, minimercados, mercearias e farmácias, o número de visitantes encolheu 35% em relação à movimentação usual”, destacou Fabio Bentes, economista da CNC responsável pelo estudo.

De acordo com Bentes, por mais que o varejo eletrônico e os serviços de delivery tenham contribuído para diminuir as perdas nas vendas, a participação das receitas baseadas nesses serviços ainda é pequena se comparada ao consumo presencial. “O efeito da retração econômica sobre a renda dos consumidores, em especial daqueles que trabalham por conta própria ou exercem informalmente algum tipo de atividade remunerada, certamente contribuiu para o recuo na movimentação e no consumo após o agravamento da covid-19 no País”, avalia o economista.

PMC: ainda sem projeção anual

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de janeiro de 2020, divulgada nesta terça-feira (07/04) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 1,2% no volume de vendas do varejo em fevereiro, na comparação com janeiro – já computados os ajustes sazonais. No período analisado, entretanto, não houve registro de interrupção tão drástica das atividades comerciais como a que o setor tem experimentado desde o aumento no número de casos de coronavírus no Brasil. “Este, que foi o melhor resultado para meses de fevereiro desde 2016 (+1,6%), seguramente terá antecedido o pior resultado da série histórica desta pesquisa, iniciada há mais de vinte anos”, diz Fabio Bentes.

Diante desse cenário, a CNC, assim como na última PMC, não apresentará projeções com base na pesquisa do IBGE, como faz normalmente.

Confira a análise completa da Divisão Econômica da CNC.

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Brasil

Atividade do comércio cai 16,2% em março e registra recorde histórico, revela Serasa Experian

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A atividade do comércio brasileiro em março deste ano teve a maior queda no comparativo mensal da série histórica, iniciada em 2000. A redução foi de 16,2%, na comparação com fevereiro/20, feitos os devidos ajustes sazonais, segundo o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa ExperianClique aqui e confira os dados.

O economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, diz que este movimento era esperado e que deve ser uma tendência para os próximos meses. “Com as pessoas ficando mais em casa e muitas lojas físicas fechadas, cai automaticamente o consumo de itens, principalmente os não essenciais, como Veículos e Materiais de Construção, que apresentaram a maior retração em março. Na contramão estão áreas essenciais, como Supermercados e Combustíveis, cujo impacto foi menor pelo consumo e necessidade de abastecimento das cidades”.

Atividade fraca em todos os segmentos

Todos os setores registraram declínio na variação mensal, sendo os mais significativos naqueles em que a compra pode ser postergada – Veículos, Motos e Peças (-23,1%) e Materiais de Construção (-21,9%). Combustíveis e Lubrificantes tiveram a menor diferença com relação a fevereiro/20, com -5,5%. Confira no gráfico abaixo todas as informações por setor:

Na análise interanual – março/20 x março/19 – as vendas no varejo tiveram retração de 13,7%, puxada por Veículos, Motos e Peças (-26,3%) e Materiais de Construção (-17,9%). Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática (-15,1%) e Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios (-11,1%) aparecem na sequência, com Combustíveis e Lubrificantes (-8,7%) e Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas (-2,4%).

Acesse o link abaixo e confira todos os dados do indicador:

www.serasaexperian.com.br/amplie-seus-conhecimentos/indicadores-economicos.

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