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Por que investir no mercado de saúde do Brasil?

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Ao longo da última década, o setor privado de saúde tornou-se um dos pilares da assistência médico-hospitalar no Brasil, responsável pela cobertura de quase um quarto da população.

É certo que o setor precisa de um choque de eficiência em todos os elos de sua cadeia e são constantes os desafios para melhorar a relação entre seus atores e clientes. No entanto, é preciso, também, destacar as notáveis contribuições que o setor privado oferece à saúde dos brasileiros.

Mas o que torna esse mercado atrativo para investimentos?

Nos últimos dez anos, a taxa de aumento de beneficiários de planos privados chegou a 5,6 % ao ano. Em 2019, foram mais de 47 milhões de beneficiários de planos privados de saúde, apesar do ápice ter ocorrido em 2014, com a existência de mais de 50 milhões de beneficiários.

Ou seja, apesar das incertezas do quadro macroeconômico brasileiro atual, há claramente um potencial imediato para o crescimento de beneficiários com a melhora da economia nos próximos anos.

E não é só isso. Outros fatores apontam para o crescimento do setor privado da saúde, quais sejam:

  • Investimento em tecnologias e equipamentos;
  • Parceria entre os setores público e privado, que atrairá investimentos, buscando aumentar a eficiência do sistema público;
  • Expansão dos planos privados de saúde, especialmente aqueles de baixo custo;
  • Grande número de fusões e aquisições, impulsionados pela enorme fragmentação do setor e pelo ambiente regulatório;
  • Abertura do mercado de saúde para o capital estrangeiro;
  • Aumento da produção local de medicamentos.

Além disso, as clínicas e pronto atendimentos populares têm tornado ainda mais acessíveis à população de baixa renda a assistência privada à saúde, em que pese ainda demandar para o Sistema Único de Saúde (SUS) os casos de média e alta complexidades.

De certo, os avanços tecnológicos estimulados, principalmente, pelas Health Techs aliados à expertise em gestão de unidades hospitalares de entidades conceituadas no mercado como a Pró-Saúde (www.prosaude.org.br) e a margem de expansão do mercado privado de saúde existente no Brasil, tornam o segmento como um dos mercados mais promissores para investimentos nos próximos anos.

Temos estudos e cases de sucesso que garantem a possibilidade de resultados operacionais expressivos, em unidades hospitalares recém-adquiridas com a consequente melhoria da qualidade da assistência aos pacientes, preparação para certificações internacionais, melhorias na infraestrutura física, tecnológica e nos serviços de hotelaria, tudo graças a redução dos desperdícios de insumos, por meio de controles mais efetivos, implantação de protocolos assistenciais rígidos, controle orçamentário e planejamento a médio e longo prazos, compras de suprimentos em larga escala, entre outras medidas, tornando a aquisição destas unidades privadas um grande atrativo aos grandes fundos de investimentos nacionais e internacionais nos últimos três anos e certamente para os próximos anos.

As expectativas para o mercado são promissoras e as oportunidades de investimentos vastas, mas por ser um mercado extremamente regulado, com grande carência de profissionais especializados em gestão hospitalar, as parcerias com os grandes players do mercado de saúde serão fundamentais para o sucesso nos investimentos.

Quer entender um pouco mais sobre o mercado de saúde no Brasil? Siga a Pró-Saúde nas redes sociais e entre em contato conosco pelos nossos canais de atendimento.

 

Daniel Bulha de Carvalho, Advogado e Coordenador de Projetos Públicos e Privados da Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar

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Artigo – Como anda a relação do governo Bolsonaro com o Congresso?

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Quando Jair Bolsonaro afirmou que não formaria uma coalizão de partidos para sustentação de seu governo no Congresso, muitos diagnósticos pessimistas afirmaram que o governo não teria sucesso para aprovar a sua agenda, pois tal estratégia contrariava as experiências precedentes, na qual os mandatários montavam uma coalizão multipartidária no legislativo.

A contar pelos resultados do primeiro ano de mandato, aqueles diagnósticos não se confirmaram. Conforme os dados do Observatório do Legislativo Brasileiro do IESP-UERJ, o governo Bolsonaro tem obtido relativo sucesso legislativo e taxas significativas de disciplina partidária, acima da média histórica de 75%. Isso significa que os deputados tendem a votar de modo coeso, respeitando a orientação da liderança e sintonizados com a maioria de sua bancada. No caso do PSL e do NOVO, esses valores ultrapassam 97%. Outros partidos, que compartilham da agenda econômica do Planalto, como o MDB e o DEM e o PP, têm exibido taxas de disciplina entre 80 e 90%. A oposição ao governo também tem se mostrado disciplinada, votando contra o governo em níveis de 90% ou mais, casos como o PSOL, o PT e o PCdoB.

Esses dados asseveram a força da liderança partidária sobre as bancadas, reafirmando um padrão de interação governo-oposição ordenado e previsível, condizente com os padrões que nos acostumamos a observar para os últimos presidentes.

Por outro lado, do total de projetos aprovados na Câmara em 2019, apenas 21% teve origem no Executivo (Basômetro/Estadão), a menor proporção entre todos os últimos presidentes. A queda na taxa de dominância do presidente sobre o Congresso indica que a opção por manter um governo minoritário tem uma consequência: o controle sobre a agenda legislativa agora pertence às lideranças partidárias da Câmara, dirigidas pelo presidente da Casa, por Rodrigo Maia (DEM). Essa situação é diferente daquela observada no governo de Michel Temer, no qual a agenda era compartilhada entre os poderes, coordenados por uma ampla coalizão de centro-direita.

Em termos mais práticos, a preferência por não dominar e nem compartilhar a agenda com o legislativo trouxe ao mandato de Bolsonaro um contraste muito claro de desempenho entre as pautas econômicas, de um lado, e de costumes, do outro. Enquanto naquela o presidente consegue amplo apoio dos legisladores, nesta ele tem obtido derrotas importantes, seja nos projetos sobre o porte de armas, nas alterações do Pacote Anticrime ou os vetos presidenciais derrubados pelo plenário. A opção presidencial por não formar uma maioria parlamentar gerou, na prática, a perda do controle do processo decisório. Nesse sentido, o governo abre mão de parte da sua agenda defendida na eleição. Nos trabalhos legislativos de 2020, as reformas tributária e administrativa testarão a extensão da força presidencial e a regularidade da convergência ideológica do congresso com a agenda econômica do governo.

Autores: Luiz Domingos Costa e Karolina Mattos Roeder são membros do Observatório de Conjuntura e professores de Ciência Política do Centro Universitário Internacional Uninter.

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Artigo – Como anda a relação do governo Bolsonaro com o Congresso?

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Quando Jair Bolsonaro afirmou que não formaria uma coalizão de partidos para sustentação de seu governo no Congresso, muitos diagnósticos pessimistas afirmaram que o governo não teria sucesso para aprovar a sua agenda, pois tal estratégia contrariava as experiências precedentes, na qual os mandatários montavam uma coalizão multipartidária no legislativo.

A contar pelos resultados do primeiro ano de mandato, aqueles diagnósticos não se confirmaram. Conforme os dados do Observatório do Legislativo Brasileiro do IESP-UERJ, o governo Bolsonaro tem obtido relativo sucesso legislativo e taxas significativas de disciplina partidária, acima da média histórica de 75%. Isso significa que os deputados tendem a votar de modo coeso, respeitando a orientação da liderança e sintonizados com a maioria de sua bancada. No caso do PSL e do NOVO, esses valores ultrapassam 97%. Outros partidos, que compartilham da agenda econômica do Planalto, como o MDB e o DEM e o PP, têm exibido taxas de disciplina entre 80 e 90%. A oposição ao governo também tem se mostrado disciplinada, votando contra o governo em níveis de 90% ou mais, casos como o PSOL, o PT e o PCdoB.

Esses dados asseveram a força da liderança partidária sobre as bancadas, reafirmando um padrão de interação governo-oposição ordenado e previsível, condizente com os padrões que nos acostumamos a observar para os últimos presidentes.

Por outro lado, do total de projetos aprovados na Câmara em 2019, apenas 21% teve origem no Executivo (Basômetro/Estadão), a menor proporção entre todos os últimos presidentes. A queda na taxa de dominância do presidente sobre o Congresso indica que a opção por manter um governo minoritário tem uma consequência: o controle sobre a agenda legislativa agora pertence às lideranças partidárias da Câmara, dirigidas pelo presidente da Casa, por Rodrigo Maia (DEM). Essa situação é diferente daquela observada no governo de Michel Temer, no qual a agenda era compartilhada entre os poderes, coordenados por uma ampla coalizão de centro-direita.

Em termos mais práticos, a preferência por não dominar e nem compartilhar a agenda com o legislativo trouxe ao mandato de Bolsonaro um contraste muito claro de desempenho entre as pautas econômicas, de um lado, e de costumes, do outro. Enquanto naquela o presidente consegue amplo apoio dos legisladores, nesta ele tem obtido derrotas importantes, seja nos projetos sobre o porte de armas, nas alterações do Pacote Anticrime ou os vetos presidenciais derrubados pelo plenário. A opção presidencial por não formar uma maioria parlamentar gerou, na prática, a perda do controle do processo decisório. Nesse sentido, o governo abre mão de parte da sua agenda defendida na eleição. Nos trabalhos legislativos de 2020, as reformas tributária e administrativa testarão a extensão da força presidencial e a regularidade da convergência ideológica do congresso com a agenda econômica do governo.

Autores: Luiz Domingos Costa e Karolina Mattos Roeder são membros do Observatório de Conjuntura e professores de Ciência Política do Centro Universitário Internacional Uninter.

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Artigo: Investir em segurança para reduzir custos de produção

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A discussão atual sobre a Reforma Tributária incide diretamente na capacidade e no custo de produção brasileira e, consequentemente no crescimento do PIB do país. Entretanto, outro fator importantíssimo para o desenvolvimento econômico, que precisa ser discutido, é a diminuição da violência. A falta de segurança do empresário – seja por roubos de cargas ou assaltos nas fábricas e empresas – aumenta em até 20% o custo do produto que chega até o consumidor.

Apesar das recentes quedas, em 2018 foram registrados 22 mil roubos de carga, impactando em um prejuízo de 2 bilhões para as empresas. No ano passado, segundo as primeiras estimativas do governo, os registros devem cair 23%, fechando em 18 mil roubos em todo o país. São dois assaltos por hora. Destes, mais de 80% estão concentrados na região Sudeste, maior polo industrial do Brasil.

Soma-se a esse prejuízo bilionário os investimentos em segurança particular feito pelas empresas. Quem paga essa conta? O consumidor. Além dos impostos embutidos no custo final, o valor ainda aumenta pela insegurança.

Mas se a conta estoura no trabalhador, também inibe o empresário. Levantamentos feitos por um comitê de cargas do Reino Unido apontaram o Brasil como o 7º lugar no ranking de roubo de cargas entre 57 analisados. Em outro relatório, a BSI Supply Chain Services and Solutions pesquisou o roubo de cargas na América do Sul. No primeiro semestre, o Brasil concentrou 90% das ocorrências, sendo que em 88% dos casos se tratava de ataques a caminhões.

Você, empresário, traria o seu negócio para o Brasil? E se trouxesse, qual seria o custo final? Seria o mesmo praticado na Europa ou Estados Unidos, por exemplo? A matemática é cruel e a conta não fecha.

É importantíssimo olharmos para os impostos cobrados – que nesse ano já somam 333 bilhões -, entretanto existem outros fatores, como a segurança, que precisam de investimento financeiro e também investimento em discussão e projetos no nosso legislativo. A redução nos números ainda é muito baixa perto do saldo do crime. As reformas tributária e da previdência melhoram o cenário, mas a violência ainda é um fator decisivo na hora do investimento empresarial, como já constatou pesquisas anteriores até mesmo da Federação das Indústrias.

Segurança é qualidade de vida para a população, para o mercado e para as empresas. Todo mundo ganha.

(*) Marco Antônio Barbosa é especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil. Possui mestrado em administração de empresas, MBA em finanças e diversas pós-graduações nas áreas de marketing e negócios.

Sobre a CAME do Brasil

Presente no Brasil desde 2010, com sede em Indaiatuba/SP, o Grupo CAME é de origem italiana com mais de 50 anos no mercado e líder mundial em produtos para automação de acesso, com certificações ISO 9001 e ISO 14001. A empresa dedica-se à excelência em equipamentos e assistência técnica de alta qualidade, inovação e performance no segmento de controle de acesso e automação predial, desenvolvendo projetos customizados para clientes de diferentes segmentos de mercado. Com filiais em mais 20 países e cerca de 350 distribuidores exclusivos no mundo todo, a CAME controla quatro empresas produtivas (CAME Cancelli Automatici, BPT Sistemas de automação residencial e industrial, Urbaco e Ozak), além da CAME Service Itália, especializada em assistência aos clientes. No seu portfólio de produtos, oferece o que há de mais moderno e robusto em cancelas, portas e pilares automáticos, correntes e automatizadores pivotantes ou deslizantes, entre outros. Siga as nossas redes sociais no Facebook, Instagram e LinkedIn.

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