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Negócios

Hospital Alberto Urquiza Wanderley recebe certificação inédita na Paraíba

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O cliente da Unimed João Pessoa tem mais uma garantia de que seu atendimento é seguro e focado no bem-estar. É que o Hospital Alberto Urquiza Wanderley recebeu uma certificação internacional inédita na Paraíba, na área de Tecnologia da Informação. A divulgação oficial aconteceu nesta quinta-feira, 16, no auditório do Hospital.

A unidade hospitalar agora é validada no modelo de maturidade Emram estágio 6, da Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS). Isso significa que a Tecnologia da Informação utilizada tem o mesmo nível que os melhores hospitais no mundo. No Brasil, apenas outros 21 hospitais têm a mesma certificação.

A Unimed João Pessoa está investindo em tecnologia para os Serviços Hospitalares da Cooperativa. Isso acontece para que todo o atendimento ao paciente, desde sua admissão até sua alta, seja feito da maneira mais segura possível.

Tecnologia para saúde

A evolução da Tecnologia da Informação está presente no dia a dia da equipe do Hospital Alberto Urquiza. Um desses exemplos é o aplicativo que dá mais segurança no atendimento ao paciente que precisa de transfusão de sangue, coletar exames de laboratório e doar ou receber leite materno. Esse aplicativo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da Informação do Hospital, possibilita que os recipientes com leite, sangue e material para laboratório recebam um código de barras ou QRCode.

Após escaneadas, todas as informações aparecem no telefone celular, garantindo mais segurança e otimizando o tempo dos profissionais envolvidos. Tudo isso de forma integrada, utilizando o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP).

Sustentabilidade

Essas mudanças implantadas também ajudam na sustentabilidade da Cooperativa e na preservação do meio-ambiente. Em um período de 18 meses, oito milhões de folhas de papel deixaram de ser impressas e armazenadas. Com esta redução, estima-se que pelo menos 800 árvores deixaram de ser derrubadas.

A utilização do PEP gera muito mais que economia em papel, ele impacta diretamente no atendimento ao paciente. No sistema, todos os profissionais envolvidos no atendimento têm acesso a guias de internação, relatórios médicos, histórico de atendimento e demais documentos emitidos eletronicamente, relacionados ao mesmo paciente, seja da internação atual ou antiga. Tudo isso com segurança da informação garantida.

Também eletronicamente, há a checagem de exames e medicamentos beira leito, barreiras para evitar eventos de alergia e a interação medicamentosa. Todos os processos livres de papel.

Certificação Himss

Todo o processo para receber a certificação HIMSS – a mais desejada quando o assunto é Tecnologia da Informação em Saúde – é voluntário. Esta é a primeira vez que o Hospital Alberto Urquiza se submeteu a esta avaliação e já conseguiu atingir o nível 6, quando a escala de avaliação chega a sete.

Ter esta validação garante que todos os processos do hospital estão utilizando as boas práticas de Tecnologia da informação alinhada à saúde. “É de extrema importância que possamos contar com inovações tecnológicas para o atendimento do nosso paciente. O Hospital Alberto Urquiza sempre foi pioneiro em utilizar novas tecnologias e ser referência em equipamentos modernos e cirurgias de alta complexidade. O cliente da Unimed João Pessoa sempre é beneficiado com nosso pioneirismo. Ser o primeiro hospital da Paraíba com a certificação HIMSS é mais uma conquista não apenas nossa, mas um benefício para todos os paraibanos”, disse o Gestor de Serviços Hospitalares, Norberto de Castro Nogueira Filho.

A HIMSS é uma associação internacional com o objetivo principal de estimular o uso da Tecnologia da Informação(TI) pelo setor da Saúde.

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Artigos

RádioBlog faz pausa carnavalesca, cai na folia e retoma atividades na próxima quinta-feira

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Em ritmo carnavalesco, o Paraíba RádioBlog fará uma breve pausa, cairá na folia e retoma as atividades na próxima quinta-feira (27).

Bom carnaval a todos e, se beber, não dirijam!

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Negócios

R$ 5 mil: Companhia aérea indenizará passageiro da PB que adiou compromisso devido a atraso de voo

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A empresa Oceanair Linhas Aéreas S/A foi condenada a pagar uma indenização, a título de danos morais, no valor de R$ 5 mil, em favor de um passageiro que adiou um compromisso em São Paulo devido ao atraso no voo com saída de Recife. A decisão é do juiz Josivaldo Félix de Oliveira, da 1ª Vara Cível de João Pessoa, nos autos da ação nº  0807422-54.2016.8.15.2001.

O autor da ação alegou que comprou uma passagem aérea no trecho Recife/São Paulo, no dia 29/07/2013, com saída prevista para as 10h17 e com chegada às 13h45 do mesmo dia. Aduziu que, por morar em João Pessoa, foi necessário se deslocar por volta das 6h  com destino a Recife, local do embarque. Relatou que os problemas com a viagem começaram logo no check in, oportunidade em que tomou conhecimento sobre o atraso. Procurou esclarecimento e foi muito mal atendido, inclusive ameaçado pelo atendente da companhia.

Ainda conforme os autos, após uma longa espera de mais de 12 horas, somente às 20h15 o autor conseguiu embarcar em um voo da congênere GOL, chegando ao seu destino somente às 23h20, razão pela qual, foi necessário adiar todos os seus compromissos marcados para aquele dia. Além do mais, o voo de retorno teria sido alterado para o dia seguinte, o que obrigou o passageiro a pagar mais uma diária de hotel, destaca publicação do TJPB.

Na contestação, a empresa alegou a ausência de falha na prestação do serviço e responsabilidade pelo fato diante da ocorrência de caso fortuito e força maior, motivo pelo qual, pugnou pela improcedência da demanda.

Na sentença, o juiz Josivaldo Félix destacou que restaram evidenciados os pressupostos da responsabilidade civil, principalmente os danos reclamados, posto que o atraso do voo  provocou dano de natureza moral. Acrescentou, ainda, que apesar de a empresa ter alegado a ocorrência de manutenção não programada por medida de segurança, tal alegação não deve ser acolhida.  “Ora, é certo que falhas estão sujeitas a acontecer nas aeronaves, impondo-se o seu conserto e adiamento do voo por questão de segurança, porém, tais ocorrências fazem parte do risco do negócio, que não pode ser transferido ao consumidor”, ressaltou.

A parte autora pleiteou uma indenização no valor de R$ 100 mil, mas o magistrado entendeu como demasiadamente alto e desproporcional ao caso em questão, tendo fixado o quantum devido, a título de danos morais, no patamar de R$ 5 mil.

Cabe recurso da decisão.

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Negócios

“Trabalho por aplicativo não é um avanço, é retrocesso”, diz desembargador da Paraíba

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Em uma conversa sobre as três décadas e meia de existência do Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (TRT-13ª Região), o presidente, o desembargador Wolney de Macedo Cordeiro, traçou um panorama sobre os avanços da Justiça Trabalhista e falou sobre os riscos que a atual tendência das ocupações por aplicativo trazem para o trabalhador.

Qual a avaliação destes 35 anos de atuação do TRT?

Foram muitas mudanças e desafios por que o tribunal passou. Na década de 1980, quando foi criado, a sua jurisdição englobava os estados da Paraíba e Rio Grande do Norte; a partir de 1993, volta-se para a jurisdição exclusiva da Paraíba. Ao longo de todo este percurso, o TRT atravessou crises (sobretudo de cunho político-econômico) e soube se refazer. Hoje, sem falsa modéstia, se firma como um dos melhores tribunais do país em termos de eficiência, gestão e produtividade.

Quais são as maiores motivações das causas trabalhistas?

A principal demanda trabalhista, sem dúvida, são as verbas rescisórias, ou seja, aquelas devidas ao trabalhador recém-demitido (direitos como aviso prévio, férias proporcionais e FGTS). Em segundo lugar, vem a cobrança por horas extras não pagas e, por último, as questões indenizatórias (por dano moral ou material).

A maior parte dos dissídios é resolvida na fase de conciliação (local das varas do Trabalho, a 1ª instância, ou grau) ou segue para os tribunais (a 2ª instância, fase dos recursos)?

Em 2019, recebemos 25 mil processos trabalhistas no 1º grau e 9 mil no 2º. Ainda que seja um volume 30% menor do que o registrado nos últimos dois anos, é bastante expressivo e reflete a quantidade de conflitos trabalhistas existentes na nossa sociedade, especialmente na Paraíba. A Justiça do Trabalho tem uma tradição de conciliar os conflitos: entre 30% e 40% das causas são resolvidas já nas Varas do Trabalho. O processo que não é conciliado é julgado por um juiz de 1º grau (e tem uma média de tramitação de 60 dias) e, para os casos em que não se chega a um acordo, as partes recorrem ao tribunal (mais 60 dias até o julgamento, a depender da natureza da causa).

Sendo a Justiça do Trabalho tão célere, então, como explicar os precatórios?

O precatório é uma distorção do sistema constitucional e processual brasileiro. Antes de chegar a esta fase, uma ação passou pelas primeiras duas instâncias. Quando um juiz emana uma decisão de bloqueio ou de penhora de bens públicos para saldar uma dívida à parte credora (a conhecida fase de execução), e o devedor (no caso, o ente público) não os tem, esta ação pode se arrastar por anos a fio. Como, por regra geral, os bens dos municípios, estados e federação não podem ser penhorados, a saída é o poder público requisitar este valor, que será incluído no seu orçamento. Em suma, na minha opinião, o precatório é uma instituição que serve para tornar o ente público um grande inadimplente, na medida em que se escuda neste dispositivo para descumprir com as suas obrigações.

A aprovação da Reforma Trabalhista (2017), com a eliminação de direitos historicamente conquistados (como com a ampliação de oito para até 12 horas de jornada diária, a diminuição das folgas e do pagamento de horas extras, maior abertura para a terceirização e de contratos temporários, entre outros) pode acirrar os conflitos entre patrão e empregado?

Temos que analisar a questão com cautela porque as pessoas costumam se posicionar com muita passionalidade. Há setores da sociedade que enxergam na reforma a solução para os males do desemprego no Brasil e a pacificação das relações trabalhistas – o que é uma inverdade. Não há nenhuma prova de que a diminuição dos direitos resulte na geração de vagas: prova disso é que estamos vendo, nesses últimos dois anos, o boom da informalidade. Emprego resulta do crescimento econômico, e vimos passando por um momento de profunda recessão. De fato, a Justiça do Trabalho recebe um número menor de causas, o que até criaria uma falsa impressão de que os conflitos diminuíram – se você não atentasse que essa queda advém não só dos obstáculos trazidos pela própria reforma para o trabalhador, como do aprofundamento de demissões e do desemprego.

E quanto ao crescimento da ocupação por aplicativos?

Os serviços de entrega ou de motoristas por aplicativo são um tipo de emprego informal extremamente precarizado e sem nenhum tipo de garantia. Não se trata de empregados, aliás, e sim de trabalhadores. São pessoas que se submetem a jornadas extenuantes, mal pagas e de exploração. Estamos assistindo à formação de um contingente de trabalhadores sem qualquer proteção social, não só aqui, mas no mundo. Não vejo um avanço, e sim um retrocesso. E a maior distorção é tentarem enxergar nesta falta de opção uma vocação empreendedora. Não existe autonomia na medida em que ficar parado, nem que seja por algumas horas, implique perder dinheiro. Urge quebrar este raciocínio simplista e encararmos que só uma parcela de poucos que concentram a maior parte da renda vai se beneficiar com o fim do emprego.

TRT-PB

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