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Ricardo ordenou a Burity aplicar R$ 1 milhão da propina em reforma de imóvel da família Coutinho

Em 2011, no primeiro ano como governador do estado da Paraíba, Ricardo Coutinho , em reunião com Livânia Farias e Ivan Burity, determinou que fossem arrecadados recursos oriundos de propina, na ordem de mais de R$ 1 milhão, para reformar um imóvel de propriedade do “Clã Coutinho”, onde funcionava o Canal 40, espécie de “QG-Quartel Continuar Lendo

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Em 2011, no primeiro ano como governador do estado da Paraíba, Ricardo Coutinho , em reunião com Livânia Farias e Ivan Burity, determinou que fossem arrecadados recursos oriundos de propina, na ordem de mais de R$ 1 milhão, para reformar um imóvel de propriedade do “Clã Coutinho”, onde funcionava o Canal 40, espécie de “QG-Quartel General” para as campanhas políticas dos socialistas. A megaestrutura foi inaugurada na campanha de Estela Bezerra à Prefeitura de João Pessoa em 2012. A informação foi divulgada pelo Blog do Marcelo José.

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Notícias

Calvário: Ricardo Coutinho foi gravado afirmando ter força para colocar “poste” nas eleições 2018

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Mais um capítulo de gravação feita pelo delator da Operação Calvário, Daniel Gomes, com o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), vem à tona. Durante conversa sobre as eleições passadas ao Governo do Estado, Ricardo Coutinho foi gravado afirmando ter força para colocar “poste” na disputa.

Durante a conversa, Ricardo diz que não decidiu se vai ser candidato, mas que ele terá candidato. Daniel diz que de um jeito ou de outro estará junto nisso.

Se referindo a políticos da oposição, Ricardo Coutinho diz que não entregará essa “porra” de um jeito ou de outro para “bandido”. Daniel diz que ele vai ter que escolher um nome para começar com antecedência.
Ricardo diz que o governo tem força para colocar no segundo turno um “poste”, mas o complemento tem que ser de um candidato.

Sobre o futuro político de Ricardo Coutinho, Daniel diz que o então governador deveria ir para o Senado. Ricardo diz que se ele sair acabará tendo o governo de oposição e que só sairia como senador se tivesse todas as garantias que o governo seria dele até 31 de dezembro

A gravação foi feita pelo próprio Daniel Gomes, no ano de 2017.

Confira o áudio:

Confira a transcrição:

RICARDO COUTINHO: … eu não decidi se sou ou não candidato, mas eu terei candidato…

DANIEL: Não, claro… e a gente vai tá junto… de um jeito ou de outro nisso…

RICARDO COUTINHO: Porque… eu não vou entregar esta PORRA nem a PAU para um bando de incompetentes desse não…

DANIEL: É o senhor tem que… trabalhar forte ainda…

RICARDO COUTINHO: É!

DANIEL: Principalmente escolher um nome que vai ser pra começar com antecedência…

RICARDO COUTINHO: É… é… eu… eu tenho que fazer isso… agora o governo tem força pra botar no segundo turno… um POSTE…

DANIEL: Sem dúvida!

RICARDO COUTINHO: Tem força pra isso… agora… o complemento tem que vir do candidato…

DANIEL: É… não, tem que…

RICARDO COUTINHO: … mesmo o cabra apostando num lado e vê que não dar, então eu tenho que recompor… tem que…

DANIEL: O senhor é craque nisso… vai… vai dar um jeito… eu acho que tem que ir pro senado… o senhor também, não vai ficar sem… o senhor precisa tá numa representatividade melhor lá for… lá em BRASILIA, né…

RICARDO COUTINHO: É, mas eu tenho que ter cuidado porque… se não eu… eu… eu além de sair…

DANIEL: Não garante… é… não garante a entrada…

RICARDO COUTINHO: Eu… eu tendo… eu termino tendo… tendo o governo de oposição…

DANIEL: É…

RICARDO COUTINHO: Eu só sairia se eu tivesse todos os instrumentos que garantissem que o governo seria o meu até 31 de dezembro…

DANIEL: Entendi!

RICARDO COUTINHO: … ou seja, “olha tu vai ganhar como… como GOVERNADOR… tu vai assinar aqui os negócios como GOVERNADOR e vai… enfim, mas tu não vai decidir as coisas”… eu fico…

DANIEL: É… e pelo que eu soube eles já tão… já tão sedentos né… pelo 8 meses aí né?

RICARDO COUTINHO: Sabe… não funciona… comigo não funciona… eu… eu também não morro de amores para ir pro SENADO…

DANIEL: Eu sei…

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Negócios

Grampo: Presos na Calvário pretendiam plantar maconha em terras da Universidade Federal da Paraíba

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Desde que foi deflagrada a 7ª fase da Operação Calvário, inúmeros vídeos, áudios e documentos circulam diariamente na imprensa e nas redes sociais. Gravações escondidas, interceptações e trechos de delações dominam a internet na Paraíba.

O RádioBlog traz nesta terça-feira (21) aos leitores, trecho de gravação entre o presidente da Cruz Vermelha, Daniel Gomes, e o irmão do ex-governador Ricardo Coutinho, Coriolano Coutinho. Na conversa, eles tratam de esquema para o plantio de maconha em terras da Universidade Federal da Paraíba.

A gravação revela que o plano dos criminosos com o plantio da maconha, passaria pelo estudo das propriedades farmacêuticas da erva, a sintetização e até mesmo a venda da maconha para laboratórios que produzem medicamentos a base de canabidiol.

“Você planta uma plantação de maconha e daqui um mês você extrai…tira o canabidiol”, explicou Daniel Gomes a Coriolano Coutinho. “Teve uma reunião comigo… a gente tá há um ano e pouco trabalhando nesse projeto… conseguimos um negócio fabuloso… o Ministério Público Federal o doutor GODOY daqui… da Paraíba, comprou a ideia e tá nos defendendo junto a ANVISA pra que a gente possa fazer a produção na Paraíba…”, completou Daniel em outro trecho.

Ainda durante a conversa com Coriolano, Daniel Gomes explica que a maconha deve ser plantada em terras da Universidade Federal da Paraíba, no Sertão Paraibano.

“Que a erva aqui ela cresce bem no sertão… só pode plantar no sertão… pra poder arredondar o projeto a gente… já tá pronto… já tá em vias de assinatura do acordo… então a UFPB tem uma fazenda enorme, ela vai ceder essa fazenda pro LIFESA a gente vai plantar numa área federal, numa área da UFPB, com apoio do MPF…”, comemorou.

As gravações foram feitas pelo próprio Daniel Gomes.

Confira o áudio:

 

Confira a transcrição:

DANIEL: (…) o canabidiol é a maconha…

CORIOLANO: Hum…

DANIEL: (…) nome comercial… você planta uma plantação de maconha e daqui um mês você extrai… tira o canabidiol… tem um negócio que…

CORIOLANO: Pra que serve a bichinha mesmo? (risos)

DANIEL: É (risos)… eu sei que na realidade é exatamente igual, a única coisa é que a gente leva pra uma estufa…

CORIOLANO: Sei…

DANIEL: (…) e faz o tratamento para tirar… tira o barato e você usa a erva, só para fazer o tratamento… que hoje é um… é incrível o que tá acontecendo… hoje o que acontece, cada pessoa pode fazer uma plantação em casa, consegue eliminar… planta em casa…

CORIOLANO: Hum… hum…

DANIEL: E o Ministério Público Federal tá ajudando essas pessoas a fazerem… mas imagina… a pessoa planta qualquer coisa sabe-se lá pra quê se usa!

CORIOLANO: É!

DANIEL: Segundo… não sabe… não sabe… depois ela bota na panela pra ferver e não sabe a temperatura certa… enfim, sai tudo errado… a dosagem sai errada, sai tudo errado… 

CORIOLANO: Com certeza!

DANIEL: (…) até piora o tratamento… isso é um grande “bum no mundo” cara! Hoje só a CHINA tem uma produção dessa,  mais ninguém… teve uma reunião comigo… a gente tá a um ano e pouco trabalhando nesse projeto… conseguimos um negócio fabuloso… o Ministério Público Federal o doutor GODOY daqui da… da Paraíba, comprou a ideia e tá nos defendendo junto a ANVISA pra que a gente possa fazer a produção na Paraíba…

CORIOLANO: Hum…

DANIEL: …que a erva aqui ela cresce bem (ininteligível) no sertão… só pode plantar no sertão… pra poder arredondar o projeto a gente… já tá pronto… já tá em vias de assinatura do acordo… então a UFPB tem uma fazenda enorme, ela vai ceder essa fazenda pro LIFESA a gente vai plantar numa área federal, numa área da UFPB, com apoio do MPF…

CORIOLANO: Entendi!

DANIEL: É um negócio… a gente vai fazer um investimento de um milhão e meio nessa plantação e uma pesquisa de um ano…  uma pesquisadora da UFPB, que é doura KÁTIA, que é uma das sumidades que tem no Brasil desse negócio… negócio… 

CORIOLANO: É, né?

DANIEL: (…) então do caramba… deu tudo certo,  fizemos bonitinho e tá andando… então esse negócio ele deve tá assinando nos próximos dias e eu combinei com RICARDO… o RICARDO inclusive fazer uma entrevista na Valor Econômico, a gente fazer uma boa divulgação pra ele é bom e pro laboratório também…

CORIOLANO: Hum…hum…

DANIEL: (…) pra gente ficar…

CORIOLANO: Hum…hum…

DANIEL: …mais visível para o mercado aí fora… assinamos com os portugueses… com um la… um acordo com uma empresa de tecnologia e os portugueses junto com a Cristália vão transferir uma fabrica deles aqui pra Paraíba…

CORIOLANO: Uma fábrica de?…

DANIEL: (…) Fabrica de… de…

dicamento?

DANIEL: Ele é de imuno… tem um nome específico… tem um… são dois medicamentos de esclerose múltipla… é de medicamento!

CORIOLANO: Hum…hum…

DANIEL: Então muito legal, então a gente consegui também fazer esse acordo… ia pedi só pro RICARDO agilizar o negócio do…

CORIOLANO: São medicamentos que a… utiliza nas farmácias, mas pro estado?…

DANIEL: O estado compra também!

CORIOLANO: Compra!

DANIEL: Só que eles tem um grande comprador, o principal é o Ministério…

CORIOLANO: Ministério da Saúde!

DANIEL: É! E tão trabalhando com outros dois acordos de PDP’s com o Ministério… então o que a gente fez, a gente botou o Maurício pra ir pro Estados Unidos, porque de lá a gente tá trazendo os laboratórios americanos que ainda não estão no Brasil, para eles fazerem o registro das patentes pelo LIFESA… tá tudo caminhando bem pra isso…  a gente já tá fazendo dois… isso tudo demora, não são coisas rápidas, mas estão andando bem… então… estariam melhor se a gente não tivesse perdido tempo com a Roberta, mas tudo bem… então, com a Roberta naquele ponto pra gente botar o dia a dia…  que é pra gente já começar ter resultado mais rápido da operação, mas o resultado melhor que é o da produção e a gente vai ter que…

CORIOLANO: E aí… a produção dentro do… do contexto geral e da ideia…

DANIEL: Isso… é… é o negócio!

CORIOLANO: (…) (ininteligível) porque pegar um laboratório desse e tornar um produto empresarial (ininteligível)…

DANIEL: Faz sentido… faz sentido…

CORIOLANO: … se não a coisa fica furada…

DANIEL: E o objeto do laboratório ele é distribuição, logística e produção, tá bom! Mas a finalidade principal é produção… fazer…

Ricardo Coutinho seria sócio oculto do LIFESA

Após ser preso, em delação ao Ministério Público, Daniel Gomes deu detalhes de um esquema envolvendo a compra do Laboratório Público da Paraíba (Lifesa), numa “sociedade oculta” com o ex-governador Ricardo Coutinho. A operação foi feita por meio da empresa Troy SP Participações, em nome de dois funcionários seus: Sergio Motta e Maurício Neves.

Confira documentos

Pesquisa com canabidiol

O canabidiol (CBD) é uma das 113 substâncias químicas canabinoides encontradas na Cannabis, e que constitui grande parte da planta, chegando a representar mais de 40% de seus extratos.

Diferente do principal canabinoide psicoativo na maconha, o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC), o canabidiol não produz euforia nem intoxicação. Canabinoides têm seu efeito principalmente ao interagir com receptores específicos nas células do cérebro e do corpo.

No Brasil, o canabidiol já pode ser prescrito por médicos psiquiatras, neurologistas e neuro-cirurgiões em receita especial de duas vias. Em 2015 a ANVISA remanejou a substância para a Lista C1 do Controle Especial, fazendo com que a mesma deixasse de fazer parte da lista de substâncias proibidas

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Paraíba

Correio Debate: Associação dos Magistrados divulga nota criticando comentário de Nilvan Ferreira

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A Associação dos Magistrados da Paraíba divulgou nota criticando o comentário do comunicador Nilvan Ferreira, na segunda-feira (20), no programa Correio Debate, sobre decisão da justiça de enviar para a Corte Eleitoral processo da Operação Calvário que tem como réu o ex-procurador do Estado, Gilberto Carneiro.

 

Confira o comentário de Nilvan Ferreira:

A AMPB não gostou das declarações do comunicador e nesta terça-feira (21) divulgou nota à imprensa e à sociedade paraibana.

 

Confira a nota:

A Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB) vem a público se contrapor aos comentários feitos no dia 20 de janeiro pelo radialista Nilvan Ferreira na rádio 98 FM, em razão de tal fala não reportar com isenção e responsabilidade a realidade processual existente nos autos do recurso em sentido estrito n.° 0000684-67.2019.815.0000, esclarecendo o seguinte:

1 – A liberdade de imprensa é um direito constitucional que deve ser respeitado (art. 220 da CF). Contudo, deve ser exercido com responsabilidade e atendendo preceitos éticos, transmitindo à população informação de credibilidade e que não violem a honra e a imagem das pessoas (art. 5°, X da CF).

2 – A conduta do radialista, ao comentar decisão judicial que está em fase de recurso, sobre ela emitindo juízo de valor, em processo que ainda tramita sob segredo de justiça, distorce a realidade dos fatos em apuração, posto que fala sem ter conhecimento dos elementos discutidos no processo. E se porventura o radialista em questão teve acesso ao conteúdo do processo, o fez através de uma conduta criminosa de violação de sigilo processual, fato que deve ser devidamente apurado.

3 – Uma imprensa séria e de credibilidade não deve se utilizar de fatos não relacionados à causa para insinuar que a decisão de remeter o processo à Justiça Eleitoral foi proferida com parcialidade, conduta que não é adotada pelo juiz Giovanni Magalhães Porto ao longo de seus 21 anos de magistratura no Estado da Paraíba. Ao contrário, o magistrado sempre decidiu com firmeza e coerência, orientado pelo seu livre convencimento, observando, quando é o caso, as decisões vinculantes e jurisprudenciais do Supremo Tribunal Federal.

4 – No processo em questão, a decisão foi proferida desde o mês de setembro de 2019, por entender que os fatos narrados na denúncia não se referiam aos mesmos fatos objetos da “Operação Calvário”, adotando no caso o entendimento proferido pelo Supremo Tribunal Federal, nos atos do Inq 4435 AgR – Quarto/DF, que diz ser competente a Justiça Eleitoral para processar e julgar os crimes comuns conexos com crimes eleitorais. A decisão já foi objeto de recurso pelo Ministério Público do Estado da Paraíba e será decidida na próxima quinta-feira pela Câmara Criminal do TJPB, conforme noticiado no portal institucional do TJPB, causando estranheza estes fatos estarem sendo noticiados de forma deturpada apenas neste momento, insinuado estar o juiz agindo em benefício de determinada parte.

5 – Há outro processo em trâmite contra Gilberto Carneiro sob a jurisdição do Juiz Giovanni Porto, com denúncia já recebida e audiência de instrução agendada, cujo teor dos fatos não convém esmiuçar nesta nota. A decisão de receber a denúncia neste outro processo, igualmente foi tomada com base nas provas dos autos e no livre convencimento do magistrado, de forma imparcial, como deve ser sempre a atuação de um juiz, a demonstrar que o magistrado em questão não decide em razão da pessoa denunciada e sim com base nos fatos narrados e provados nos autos.

6 – Ressalte-se que compete ao Poder Judiciário proferir decisão sobre todos os pedidos das partes, sejam autores da ação penal ou réus/investigados, não se revestindo as denúncias apresentadas pelo Ministério Público como uma verdade incontestável, até que elas sejam devidamente apuradas sob o crivo do contraditório e submetidas à apreciação judicial.

7 – Por fim, a AMPB repudia as declarações afrontosas do radialista à Justiça Eleitoral, afirmando que caso prevaleça a competência daquela justiça especializada, o processo terá o seu devido seguimento em uma das zonas eleitorais da Capital, igualmente integrada por valorosos Juízes que dará seguimento à tramitação do processo.

8 – A AMPB seguirá vigilante na defesa dos direitos e prerrogativas da magistratura paraibana, não permitindo que comentários afrontosos e fora de contexto busquem afastar a credibilidade da Justiça, para o que adotará medidas para resguardar a honra e a imagem de seus juízes.

João Pessoa, 21 de janeiro de 2020.

Max Nunes de França
Presidente da AMPB

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