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A merecida nomeação de Octávio Paulo Neto na PGR é um prêmio para todos do GAECO

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Alan Kardec – Polítika

Não conheço pessoalmente o procurador Octávio Paulo Neto, coordenador do Gaeco. No máximo trocamos algumas mensagens de interesse jornalístico. Logo, o reconhecimento que farei a seguir é desprovido de qualquer relação pessoal.

A nomeação de Octávio Paulo Neto para atuar na Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise, da Procuradoria Geral da República, é antes de tudo o reconhecimento ao excelente trabalho realizado por todos servidores que atuam no GAECO, grupo do Ministério Público que combate a corrupção.

Acredito que Octávio possui o mesmo sentimento de coletividade.

É preciso ressaltar que a Operação Calvário é uma Lava Jato melhorada. Aprendeu com a irmã mais velha e não tem rasgado a Constituição, muito menos o CPP, como estava fazendo a República de Curitiba.

A Calvário é mais cautelosa e Octávio Paulo Neto parece não ter vontade de virar herói. Seu comedimento é perceptível e a falta de vaidade é o seu ponto forte e ajuda na manutenção da neutralidade.

Diferente de Deltan Dinheirol e companhia, Octávio Paulo Neto não quer aparecer com Power Point’s nem lucrar com palestras, quer apenas cumprir seu dever e combater a corrupção, mesmo que isso atinja poderosos como Ricardo Coutinho e membros do judiciário.

Mesmo sem desejar holofotes, Octávio Paulo Neto está escrevendo o seu nome na história, e ao lado do desembargador Ricardo Vital, ficará reconhecido por acabar com umas das maiores organizações criminosas do Brasil.

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Boas Festas: RádioBlog inicia período de recesso e retoma atividades no dia 13 de janeiro

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Após um ano intenso, pautado em matérias jornalísticas que trouxeram os mais inúmeros escândalos de corrupção por todo o estado da Paraíba, o dia a dia da política local e nacional, o RádioBlog inicia nesta terça-feira (24) período de recesso.  Retomaremos as atividades a partir do dia 13 de janeiro de 2020, eventualmente, caso acontecimentos importantes ocorram, faremos a publicação no sentido de manter nossos leitores sempre bem informados.

Boas Festas

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Artigo: É preciso estourar os tumores do Judiciário, retirar o pus, eliminar micróbios e bactérias

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Gilvan Freire

Estamos atolados num imenso mar de lama que só aumenta e mais fede. Não há esperanças de que uma democracia tão débil e frouxa seja capaz de regenerar-se através de seus mecanismos de controle . As estruturas de Poder ruíram e há evidente colapso e falência múltipla dos órgãos estatais. E a cada dia surgem sinais de que ainda possa ficar pior.

Não é nada fácil restabelecer a República , o Estado e a Nação em meio a uma devastação tão apocalíptica tendo como epicentro das destruições e ruínas logo o conjunto das autoridades que formam as elites dirigentes do país. Parece até coisa de maldição Biblica, ou de castigo de deuses pagãos.

Uma nação sem líderes conscientes e lúcidos, responsáveis e maduros , sem leis e sem juízes honrados, equivale a um trem desgovernado de ladeira a baixo, carregado de dinamites, cuja explosão é cem por cento inevitável. Esse trem, essa Maria Fumaça fumegante, já está à beira do abismo, enquanto os passageiros nobres, nos vagões de primeira classe, farram e se banqueteiam e nem percebem que o maquinista morreu de gordo e jaz na velha poltrona quente.

Tempos de grandes tensões sociais estes, no que parece ser o prenúncio de uma verdadeira revolução de massas com guilhotinas e cadafalsos armados à porta de todos os palácios grã-finos do país, onde o povo mendiga atenção e direitos e os poderosos cuidam de seus próprios privilégios. Enlouqueceram todos com a ganância, a cobiça e o enriquecimento fácil de dinheiro vil.

A carnificina moral alastrou-se e irradia seus efeitos maléficos sobre uma sociedade entorpecida mas de algum tempo vomitando fogo pelas narinas de tanto ataques torpes à sua honra e dignidade. As organizações criminosas dos engravatados, além de insaciáveis , são decididamente afrontosas e insultuosas, talvez por que confiam na complacência e conivência de toda a cadeia de poder estatal.

O Executivo é uma antro de promiscuidade e relações incestuosas com um Legislativo prostituído que ainda cobra pedágios para manter um governante incapaz e desatinado, vítima do pátrio poder invertido , em que filhos idiotas tutelam um pai adolescente . E no Judiciário, em seu topo, oscilando entre muitos juízes honestos e os expoentes influentes da criminalidade togada, todos vão se tolerando para que o crime triunfe sobre a lei e os processos sejam negócios mercantis em favor dos transgressores e seus ramos parentais.

Esta reflexão sintética é apenas para não deixar sem resposta clara os absurdos cometidas por uma das tramoias mais bem urdidas este ano dentro do suntuoso palácio do STJ , onde juízes vestais e juízes criminosos se cumpliciam e celebram um Natal Feliz à custa dos bolsões de miséria de paraibanos traídos por seus líderes, que assaltaram os cofres públicos e entregam parte dos roubos a ninguém menos que seus libertadores em família.

Do ponto de vista dos códigos de indecências, parece razoável que os assaltantes percam parte de seus assaltos para os que lhes dão a liberdade . Esquisito, contudo, que essa reciprocidade ocorra nos salões nobres do poder judiciário. O argumento deriva da seguinte pergunta : por quê os cardeais da organização criminosa desbaratada pela Calvário contrataram logo ex ministro e filhos de ministros do STJ, senão porque ali há um ambiente permeável a ação do dinheiro vil ? Quem paga a tanta gente poderosa e influente senão o tesouro da organização ? Por quê as marolas regimentais para o HC cair no colo de um ministro impuro ? Tem algo de decente e limpo nisso ?

Mas, ao contrário do que muita gente pode imaginar, botaram mais fezes no ventilador e os problemas identificados pela Calvário tomaram nova dimensão. A organização criminosa entrou em órbita nacional através do ANTAGONISTA , o mais prestigiado site da atualidade atuando contra a corrupção no Brasil. Leiam.

Teremos , nos próximos dias, a decretação do fim da organização criminosa que já agoniza mas ainda respira por aparelhos artificiais vendidos pelo Judiciário brasileiro de ponta, tão apodrecido quanto. Magistrados incorruptíveis como o des. Ricardo Vital , à semelhança de Moro e outros, vão salvar a pele de uma Justiça combalida e gravemente enferma, que nem percebe a mortalidade de sua doença.

Ainda veremos , não muito longe, que a reconstrução da Paraíba, pelo destroçamento que vai ocorrer, onde pedra não ficará sobre pedra, que o nosso encontro com a Força Tarefa e o juiz-mor da Calvário será, possivelmente, no ano de 2020. Pela via eleitoral limpa, sem essa importunação suja e cara da justiça eleitoral, vendilhona de outros templos.

Ex-deputado federal, ex-presidente da AL/PB, advogado, analista político

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Artigo: Com Ricardo Coutinho preso, na Paraíba, a política avança de calvário em calvário

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Thiago Moraes

Que a História é uma ciência fundamental a quem acompanha a política, ninguém questiona. Trata-se de um truísmo, ou seja, uma obviedade, uma verdade tão banal que não mereceria nem ser mencionada. O que poucos sabem, talvez, é o porquê da afirmação. Não estudamos o passado para repeti-lo, mas para nos libertarmos dele. Se a História, é verdade, não diz quais devem ser as nossas escolhas futuras, ao menos, nos dá opções de quais caminhos não seguir.

Dito isto, vamos ao encontro de Nicolae Ceauşescu, político romeno que serviu como secretário geral do Partido Comunista do seu país, de 1965 a 1989, assumindo, a partir de 1974, a presidência da República Socialista da Romênia.

Nicolae fez muito pelo prestígio da Romênia, sabia costurar acordos, liderar situações e conduzia primorosamente a política externa de seu país. Com efeito, a popularidade conquistada sugeria que seu poder fosse ilimitado, poucos questionavam seu lado obscuro e autoritário.

Aos poucos, porém, os romenos começaram a descobrir quem era ele: um ditador implacável que transformou o Estado em um altar para ser adulado. Megalomaníaco e egocêntrico, como todos os ditadores, incentivava o culto à personalidade, distribuindo, por todo o país, dúzias de quadros e esculturas construídas a partir de uma imagem idealizada de si. Círculos de bajuladores massageavam o seu ego a ponto de isolá-lo da realidade. Conta-se que Nicolae Ceauşescu era um caçador apaixonado com péssima mira. Por isso, os guardas florestais matavam animais para que ele fosse campeão de caça. O tirano começava a viver num mundo de fantasia, onde não admitia perder.

Talvez, por isso, além de controlar o presente com mãos de ferro, apoiado pela rede de milhares de informantes que perfaziam o instrumento de repressão da Romênia, a temida Securitate, Nicolae tentou reescrever o passado. Assim, ele assinou um decreto que bania todas as máquinas de escrever não autorizadas e obrigou que todos os textos datilografados fossem enviados ao governo para prévia avaliação. Tal qual os demais ditadores, ele temia, sobretudo, uma imprensa livre e crítica.

Mas os absurdos não terminam por aí. Ele exigiu que as fotos que revelassem muitas rugas em seu rosto fossem descartadas. As poucas que sobravam eram retocadas com spray e um pequeno pincel para uniformizar e atenuar algum defeito que, porventura, insistisse em permanecer em seu severo rosto. Em uma época sem fotos digitais e Photoshop, imaginem o trabalho dos núcleos de comunicação do governo para suavizar o semblante do déspota que, dizem, era famoso pela feiura.

Nicolae chegou ao cúmulo de ordenar que pintassem faixas em apoio ao governo nas fotografias de grandes solenidades e de inserir imagens dele mesmo nos instantâneos para “provar” que esteve presente com o povo nas manifestações de rua. A verdade é que enquanto o povo vivia na miséria, o ditador relaxava no esplendor de suas mansões e banquetes nababescos.

“O Escolhido”, “o Salvador”, “o Gênio”, era assim que gostava de autorreferir-se. Ocorre que o reflexo da megalomaníaca opinião de si mesmo privava-o do senso da realidade. Nicolae não viu que as fundações de seu governo começavam a ceder, não viu que brotavam trincas na armadura de seu staff, não viu que a libertação do povo se aproximava. Em 1989, uma onda de revolta ao comunismo alastrou-se pela Europa e a frustração de milhões de pessoas materializou-se na destruição do muro de Berlim.

O ditador romeno tentava ignorar o que se passava na Europa, erro de estratégia fatal que o deixou vulnerável. Isolado em fantasias de bajuladores e admiradores falsos, que simplesmente aniquilaram o seu senso de realidade, ele não viu que os diques de seu governo iriam desabar em um mês, poucos dias antes do Natal de 1989.

Já debilitado politicamente, Nicolae acreditava que bastava aparecer em público para voltar aos velhos tempos de calmaria e aprovação de sua liderança. Assim, para mostrar sua força, organizou um enorme comício. A claque contratada, como de costume, aplaudia mecanicamente, mas os demais, extremamente decepcionados e cansados com os (des)caminhos da direção política, começaram a vaiá-lo e a insultá-lo.

O discurso foi televisionado e não será difícil encontrá-lo no Youtube. Trata-se de um vídeo relativamente curto, menos de 10 minutos, durante os quais é possível ver os olhos estupefatos e expressão estarrecida de um déspota que enxerga, atônito, o poder desmoronar como um castelo de areia a sua frente.

Há quem ignore a História. Já sabemos, no entanto, que se cercar de bajuladores, cercear a liberdade de expressão e ignorar os anseios de uma população sedenta por justiça não é o caminho mais inteligente a seguir.

Enquanto isso, na Paraíba, o ex-ditador está preso e a política estadual avança de calvário em calvário. Aguardemos 2020.

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