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Eleições 2020: Por que Nilvan Ferreira assusta os políticos de carteirinha

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Artigo  – Renato Martins

Poderia falar no episódio constrangedor da entrevista com Berg Lima prefeito de Bayeux, onde numa sinceridade incontida, Nilvan falou que o melhor para a cidade seria um afastamento do próprio prefeito entrevistado e de parte da câmara eleita. Sugeriu que a população votasse com mais reflexão e deixou um prefeito cabisbaixo falar ruminando, pra dentro. Na mesma linha vem seu embate com a poderosa deputada Estela, que teve sua companheira à frente da saúde do estado no período investigado pela Calvário, e muitas outras indicações afinadas íntimas em secretárias de estado, como a das Mulheres e, também, na presidência do “sagaz” projeto Cruz Vermelha-PB. Perfazendo para ela, um estado cheio de afins, e foi assim, forte de poder e em outra classe social, “peitar” Nilvan, Talvez pensando que ele agiria como fez a vitimada senhora do celular destroçado por ela, num simples debate partidário do PSB.

Como saída dela do verdadeiro debate de relevância pública (os comprovados roubos na saúde do estado) optou falar da loja de roupas, do empreendedor Nilvan, que vendia roupas com preço competitivo, como muitos até hoje fazem e eu e milhares compramos nelas. Entretanto, ela, sem saída para tratar do roubos de medicamentos, na pasta de sua companheira de lar, tratou o suposto problema de marcas da loja de Nilvan, como um problema público. Nilvan, de pronto revelou a armação do grupo dela contra ele, posto que é o único a enfrentar a ORCRIM girassol sem medo. Provando sua inocência e defendendo sua condição de trabalhador e empreendedor desde cedo, diferente dos que enricam na politicagem como pessoas que passaram pelo caso Cuiá, Helicópteros, china-gate, Funetec, Codata, rádio-transmissores e outros mais aí por vir. O resultado deste imbróglio é que Nilvan foi inçado pela vontade da cidade, à condição de nome citado em pesquisas e nas ruas. Dali nascia a opção Nilvan. Da própria ação da politicagem contra ele, nascia sem ele saber, o desejo popular de fazer justiça lembrando seu nome.

Porém, Quis o destino que mesmo depois que a nobre deputada, esforçada em se autointitular normal e serena (repito: ignorando que estourou celular de uma mulher indefesa e humilde, coisa de autoritarismo criminoso – onde estava a delegacia da mulher e o MPT nesta hora? neste ataque de fúria de caráter de classe social elevada contra uma senhora PS do estado – muita coisa ainda surgirá daí, a senhora tá bem atenta e nas asas do governo João; o jogo virou…). A mesma deputada em decisão do Desembargador Ricardo Vital foi colocada na linha investigativa, na fase que levou à prisão Burity e outras medidas contra suspeitos, por ser ela a figura com foro privilegiado. E assim, ensejar a decisão de um desembargador. Em suma, a reclusão dos últimos 3 presos pela Calvário, somente se deu na segunda instância, por ser Estela a motivadora que toda a fase fosse dirigida a decisão do desembargador ante tanta coisa ainda por ser publicizada. Enfim amigos, ela nem “anda andando” na assembleia, como me disse o deputado Jutahy. Mais um round onde a voz dos que escutam o povo venceu sem mesmo precisar mais do que seu distintivo de verdade frente as dissimulações frágeis em evaporação.

Entretanto, este texto vai mais além do que a postura anti-ORCRIM Girassol de Nilvan. Este texto quer falar do efeito que as pesquisas para 2020 à PMJP causaram, e o faremos de forma objetiva e pontuada:

Por que a classe política, o status quo de sempre, em rodízio de encontros e desencontros entre si, não entendem o fenômeno Nilvan Ferreira? E pior, passam a temê-lo?

Enumeremos as evidências e suas causas:

1- EVIDÊNCIAS: considerando as pesquisas onde nomes de longa trajetória política estão atrás de Nilvan, desgastados com a política, todos os postulantes correm pra cima de máquinas públicas por apoio (João no governo ou Cartaxo na PMJP), para tentarem compensar seus inacessos espontâneos junto à população em geral. Todos têm teto bem curto. Curtíssimo, as pesquisas confirmam. Não andam aplaudidos por populares nem tem redes sociais punjantes. Sem máquina para fazer uma militância de “amor” eles nem sabe se serão candidatos. O establishment é tudo para eles. Para o povo, até o momento, eles são meros engravatados sem mensagem própria alguma, e tão na pesquisa pra baixo. Dependem totalmente dos acordos de bastidores.

1.1- CAUSAS: Somente Nilvan e RC tem hoje tamanho de pesquisa para dispensarem essas traquinações por máquinas administrativas – que estão em Cheque-Mate e Calvário. Ricardo, rompido com João, parece dispensar acordo de bastidores. Tenta andar em reuniões com seu staff, ainda assim, só junta pouca gente e opta ignorar as investigações em curso sob sua gestão. Os outros pré-candidatos nem isso. Querem uma máquina para chamar de sua; aparelhos respiratórios. Neste ponto da autonomia, não merecem sequer menção. Nilvan anda sem estrutura da Correio em feiras, praças esportivas, universidades, entidades sociais, visitas diretas e, parece que o povo sem ver as câmeras o abraça ainda mais. Com mais desinibição e intimidade. Uma espontaneidade que mostra tendência fortíssima bem acima dos outros. E sem rejeição alguma.

2.- EVIDÊNCIAS: vejamos o tamanho nas Redes Sociais que os pré-candidatos conseguem ter. Considerando rede social um filtro decisivo nas “novas eleições”. Quem tá já tachado de profissional da política ou suspeito de algum desvio, não tende a ter muita interatividade e vivacidade com as massas na mídia social. Redes sociais não mentem sobre o sentimento das pessoas, são pesquisas vivas, em tempo real. Inequívocas, empresas privadas só trabalham com pesquisas de tecnologia de Big Data, pois só consideram cientificamente hoje, essas interações dadas no fluxo real da vida, sem questionários e de forma voluntária.

2.2- CAUSA: Aqui, neste ponto, os dados da onda que se forma são esmagadores. Trata-se de mil adesões no Instagram de Nilvan por dia. Hoje ele tem 275 mil seguidores contra cerca de 75 mil de RC, pouco mais de 100 de Walber e os quase 200 mil do preparado e ético Helton René, o segundo lugar disparado dentre os prefeitáveis, mas, ainda assim, bem distante do primeiro. Outro registro especial pró Nilvan, cabe para seu recorde geral: um vídeo de sexta-feira (06/12) no seu Instagram, em resposta aos deboches de RC para com ele em entrevista em Sousa; até agora já foram mais de 31 mil visualizações; 870 comentários (95% a favor de Nilvan); quase 6 mil curtidas e 1 ,3 milhões de acessos semanais. Invejável mesmo para políticos majoritários de grandes centro do sudeste e sul do país, como SP por exemplo. Falamos de um vídeo sem Rede Correio, sem produção. Um vídeo simples, caseiro, pessoal, focado só na resposta a RC, o chamando para o debate. Com o título: RICARDO, GAECO E EU. Uma opinião do cidadão Nilvan – vá lá no Instagram dele verificar tudo isso. E Nilvan não tem PS, comissionado e nem codificados. Zero suporte deste tipo. Fato!!!

3.- EVIDÊNCIAS: A história de vida destes pretensos prefeitáveis, somados a trajetória experiente na política local, estadual e nacional dos nomes em questão, de alguma forma pode ajudar a soterrar Nilvan no decorrer do processo?

3.2- CAUSA: Análise você mesmo e tire suas conclusões. Nilvan é nome limpo. Pessoa da iniciativa privada. Minoria por tudo desde o nascimento, não só na cor. Não se deixou fazer vítima de nada nem de ninguém. Foi de esquerda na juventude, mas trabalhando para vencer. Não entrou no discurso fácil de ser político para enricar e roubar com discurso igualitário de fachada – como muitos fizeram de seu tempo. A militância não foi meio de vida para ele. Um vencedor sem a enrolação da politicagem. Trabalhador de verdade e de bem cedinho, e pasmem ainda não tá aposentado. Como outro por aí. Sem benesses. Acorda cedo e dorme tarde há décadas. Sem gostos sofisticados e sem sonhos encubados de ser burguesia as custas de privilégios públicos. Pessoa realizada por méritos próprios, em toda rádio fez-se primeiro lugar, tudo isso sem ódio no coração contra ninguém. Portanto, menos propenso às tentações que levam pessoas militantes de ideais suspeitos nos quais seus desejos pessoais e familiares dependam desse “ideal utópico” prosperar a qualquer preço… E depois passam a gostar de vinhos, e proteger o movimentar de suas caixas com recursos desviados de medicamentos e livros, em hangar e com escolta policial.

A diferença de postura de Nilvan é grande, e a esperança que se gera em torno disso é outra… Agora analise um a um e veja o que deu ou estar para dar na trajetória deles. Alguns em potenciais casos policiais. E os raros isentos de problemas na sua conduta, como Nilvan é, tão bem atrás; um sem popularidade e outro sem ser visto pelo líder de seu grupo, como o caso de Deusdete por João Azevedo e o de Helton René por Cartaxo, respectivamente.

O tal “Rouba Mas Faz” – na verdade é fazer de menos, deixar quantidade e qualidade de lado, tirar o valor alto da propina, e o que sobrou entregam para um povo carente, imerso com muita propaganda, mais cara que os benefícios as vezes – as redes sociais vem transformando muito isso.

4 – EVIDÊNCIA: O curriculum acadêmico potencialmente superior dos pré-candidatos pode afetar Nilvan? O poderio financeiro de alguns deles também? .

4.1- CAUSA: Nilvan tem uma meritocracia inquestionável, consagrada pelo mercado que só elege os melhores. E a qualquer tempo, não só de 4 em 4 anos. É primeiro lugar no IBOPE há tempos. Campeão das redes sociais como vimos. Radialista, jornalista e hoje acadêmico de direito. No entanto, podem-se ressaltar três características que ele tem que o distingue dos outros candidatos: (a) é a pessoa que mais escutou problemas dos moradores da cidade de João Pessoa disparadamente; (b) é, portanto, o pré-candidato, que mais busca soluções pela cidade de João Pessoa há décadas; (c) É mister reconhecer, por ser a pessoa na cidade que mais conhece o seu mapa, suas ruas, os moradores com seus reclames e já ouviu muitas ideias de soluções, seja de gestores, especialistas nos problemas e entidades nas causas. Mais que qualquer um, Nilvan pode julgar as prioridades das demandas, unir as ideias e os idealistas que já existem e, assim, poder implantar um governo meritocrático, como foi a sua vida. Com todos que já ouviu e ouvirá para buscar soluções factíveis para avanços em todas as áreas. Modernizando e desburocratizando com inovadores instrumentos de Gestão Pública como indicadores de desempenho, transparência e controle social, incrementando tanto os setores meios como fins da gestão.

Um choque de gestão anticorrupção capaz de conciliar quantidade de obras e serviços com qualidade. Honestidade gera quantidade e qualidade. Isso é outro axioma da ciência da Gestão Pública na qual, ele, no seu desempenho pela cidade na rádio, acaba por renovar as esperanças do município de que isso seja possível.

É esse conjunto de valores, fatos sociais novos da cidade, que chegam sem recurso algum, sem oficialidade alguma, mas que crescem tanto a cada dia, que fazem os políticos “medalhões” de vinho e telefones indiscretos se perguntarem, o que fazer perante isso: os telefones de uns devem entrar em desuso, ou não; e os vinhos de outros tão entupidos pelos “homi”. Melhor ouvir o que a cidade quer dizer a vocês enquanto as ondas tão só agitadas e o vento apenas fazendo barulho. O tsunami tá chegando e não será somente o da calvário não. Corrupção sem que a população busque novas alternativas é mesmo que botar o GAECO pra enxugar gelo. E tudo leva a crer que a cidade tá se levantando junto com os escândalos da cidade.

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Coronavírus: como ficam as regras contratuais previamente estabelecidas?

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Vários governos municipais e estaduais estão recomendando o fechamento de estabelecimentos como escolas, lojas, shoppings e academias para tentar conter o surto de coronavírus no país. A maioria dos estabelecimentos estão aderindo aos pedidos. Isso faz com que possam ocorrer atrasos de entrega de mercadorias, alongamento de obrigações ou a paralisação de atividades previstas em contrato.

Não é só no mundo do comércio varejista. No cenário empresarial, o mesmo acontece. Contratos firmados entre empresas, fornecimento, importação, exportação, distribuição, e diversos outros certamente sofrerão impactos em seu cumprimento em decorrência da Covid-19.

A questão é: como ficam as regras contratuais previamente estabelecidas?

No mundo do Direito Civil brasileiro, existem dois institutos já bastante antigos chamados “caso fortuito” e “força maior”, detalha a sócia da Innocenti Advogados, Karina Penna Neves. Apesar de certa divergência teórica em relação à definição, na prática os conceitos definem uma excludente de responsabilidade decorrente de situação inevitável, imprevisível ou não, decorrente de ato humano ou da natureza, suficiente para que uma obrigação não possa ser cumprida, como por exemplo a eclosão de uma guerra, de uma greve geral, uma grande tempestade, um tsunami, um terremoto, ordens de autoridades ou finalmente, uma grave epidemia.

Ambos, caso fortuito e força maior, estão previstos em nosso Código Civil e funcionam como uma espécie de justificativa plausível para eventual inadimplemento de uma obrigação. É o caso da Covid-19.

A sócia da Innocenti Advogados lembra que episódios como o coronavírus podem assim ser classificados, garantindo que empresas não sejam penalizadas por eventuais descumprimentos de prazos ou obrigações contratuais, desde que, claro, relacionados diretamente às consequências do surto da pandemia. “Muitos contratos já trazem a previsão de excludente de responsabilidade em situações de caso fortuito ou força maior, mas, ainda que não esteja no papel, o Código Civil possui essa previsão expressamente. No entanto, a excludente não poderá ser suscitada de forma geral e sem critério. É necessário comprovar que não houve negligência e demonstrar a relação direta do inadimplemento da obrigação com a epidemia”.

Para Karina, é preciso analisar caso a caso, agir com bom senso e evitar litígios não razoáveis entre as partes. “É um momento excepcional. Assim, ainda que se busque incansavelmente a estabilidade dos contratos e das relações comerciais e empresariais, é certo que fornecedores e consumidores, ou mesmo empresas entre si, devem estar conscientes das restrições e limitações que estão sendo impostas pela dinâmica da Covid-19”. Isto quer dizer que suscitar pura e simplesmente inadimplemento contratual não faz sentido, afinal o não-cumprimento do contrato não se dá por opção, sendo o melhor caminho uma renegociação entre os contratantes.

 

Sobre Innocenti Advogados Associados

Com 37 anos de experiência, a Innocenti Advogados Associados conta com uma equipe de profissionais especializados que atendem aos mais diferentes interesses de pessoas, instituições e empresas de diversos segmentos e perfis.

Atua de maneira abrangente, com visão estratégica, inteligência jurídica e perspectiva global nas áreas consultiva, preventiva e contenciosa para empresas nacionais e multinacionais, bancos e fundos de investimento, fundos de pensão e organizações sem fins lucrativos.

Sempre procurando eficiência e transparência, a Innocenti alia o seu conhecimento tradicional às mais inovadoras formas de gestão e governança, dentro de parâmetros éticos e legais.

Sobre Karina Penna Neves

Karina Penna Neves é mestre em Direito Civil, professora colaboradora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e presidente da 20ª Turma Disciplinar do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-SP.

Com expressivo trabalho em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, ela é advogada inscrita na OAB-SP, na OAB-MG e na OAB-RJ. É, ainda, palestrante no TEDx e em institutos jurídicos e universidades.

Pós-graduada e graduada pela PUC-SP, também é pós-graduada em Direito Societário pela GVLaw e especialista em Previdência Privada.

É sócia na Innocenti Advogados Associados, coordenando as áreas de Direito Privado e Previdência Privada. Conduz temas envolvendo consultivo e contencioso cível (especialmente ligados ao Direito Empresarial) e grandes associações. Possui experiência de mais de 15 anos atuando em questões ligadas aos maiores fundos de pensão brasileiros e seus beneficiários.

Autora dos livros “Deveres de Consideração – Responsabilidade Pré e Pós-Contratual” (ed. Almedina Brasil, 2015) e “Estatuto da Advocacia e Novo Código de Ética e Disciplina da OAB Comentados” (ed. GEN, 2016), este último em sua 5ª edição. Possui publicações em jornais e revistas jurídicas especializadas.

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Artigo: MP 927/2020 – 8 principais pontos que podem alterar as condições de trabalho

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Publicada no último dia 22 de março, a MP (Medida Provisória) nº 927/2020 dispõe sobre as medidas trabalhistas que poderão ser adotadas para enfrentamento da COVID-19. Tal situação é reconhecida como calamidade até 31 de dezembro deste ano, em razão da pandemia do novo coronavírus.

A MP abrange empregados com contrato de trabalho no regime da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Trabalhadores temporários, regidos sob a lei 6.019, e os que estão em ambiente rural também podem ter alterações no trabalho de acordo com a medida provisória aprovada.

Durante o período de vigência da MP, acordos individuais entre empresa e colaborador podem sobrepor a CLT e acordos anteriormente feitos em convenções coletivas de categoria. Entretanto, devem respeitar o que determina a Constituição Federal.

Abaixo, confira as 8 principais medidas possíveis a serem adotadas pelos empregadores:

 

1) Teletrabalho (aplicável também aos estagiários e aprendizes). Principais disposições:

  • Possibilidade de alteração do regime presencial para o de teletrabalho/remoto/outro tipo de trabalho à distância por mera determinação do empregador (diferentemente do previsto na CLT, não há necessidade de concordância do empregado quanto à adoção do regime, nem de registro da alteração em aditivo contratual).
  • alteração deverá ser comunicada ao empregado com, no mínimo, 48 horas de antecedência, por escrito ou por meio eletrônico.
  • As disposições sobre a responsabilidade pelas despesas de infraestrutura poderão ser previstas em contrato escrito prévio ou no prazo de 30 dias contados da data de alteração do regime de trabalho.
  • Quando o empregado não tiver equipamentos e infraestrutura adequada, o empregador poderá fornecer as máquinas em regime de comodato e pagar pelos serviços de infraestrutura (como internet, por exemplo).
  • Se o empregado não tem equipamentos e infraestrutura e o empregador não pode fornecer nos termos acima, o tempo da jornada será considerado como tempo à disposição. Isto é, a jornada será contada como tempo efetivo de trabalho, já que inviabilizada a realização de serviço remoto.

 

2) Antecipação de férias individuais. Principais disposições:

  • Possibilidade de pagamento da remuneração das férias até o quinto dia útil subsequente ao início delas (CLT prevê que deve ser paga junto com o terço com antecedência de 2 dias ao início da fruição).
  • Possibilidade de pagamento do terço constitucional após a concessão das férias, que deverá ser realizado até 20 de dezembro de 2020.
  • conversão de 1/3 das férias em abono pecuniário se sujeita a concordância do empregador (a CLT dispõe que é faculdade do empregado) e, concordando a empresa, o pagamento pode ser efetuado até 20 de dezembro de 2020.
  • Comunicação das férias poderá ser feira com antecedência mínima de 48 horas (a CLT estabelece 30 dias) por escrito ou por meio eletrônico.
  • O período de férias não poderá ser inferior a 05 dias (conforme previsto na CLT).
  • empregador poderá dar férias ainda que não tenha sido completado o período aquisitivo (ou seja, para aqueles com menos de 12 meses de trabalho), podendo, inclusive, negociar antecipação de períodos futuros.
  • Autoriza a suspensão de férias ou licenças não remuneradas de profissionais da saúde e dos empregados em atividades essenciais – deve ser comunicado por escrito ou eletrônico, com antecedência de 48 horas, preferencialmente (ou seja, pode ser comunicado em período menor).

3) Concessão de férias coletivasPrincipais disposições:

  • Dispensada a comunicação prévia ao Ministério da Economia e aos sindicatos, podendo as férias coletivas serem inferiores a 10 dias e concedidas em mais de dois períodos.
  • Deve ser comunicada com 48 horas de antecedência mínima.

4) Aproveitamento e antecipação de feriados. Principais disposições:

  • Poderá ser antecipado o gozo de feriados não religiosos (federais, estaduais ou municipais), devendo ser comunicado ao empregado por escrito ou eletrônico com, no mínimo, 48 horas. A antecipação depende da concordância do empregado por acordo individual escrito.
  • Esses feriados poderão ser usados para compensar saldo de banco de horas.

5) Banco de horas

  • Autoriza o empregador a interromper as atividades e constituir regime especial de compensação de jornada por banco de horas por acordo coletivo ou individual escrito, com compensação em até 18 meses, contados do fim do estado de calamidade. Ou seja, as horas não trabalhadas durante o período de cessação das atividades poderão ser compensadas posteriormente, acrescentando-se 2 horas extras, até o limite de 10 diárias.

6) Suspensão de exigências administrativas em segurança e saúde do trabalho. Principais disposições:

  • Suspensão da realização de exames ocupacionais, salvo os demissionais e aqueles que o médico considerar essenciais a realização, por risco à saúde do empregado. Serão realizados em 60 dias após o fim do estado de calamidade.
  • Os demissionais poderão ser dispensados se o exame periódico mais recente tiver sido realizado a menos de 180 dias.
  • Suspensão de treinamentos de funcionários previstos em normas de Saúde e Segurança do Trabalho, devendo ser realizados até 90 dias do fim da calamidade. Pode-se optar pela realização dos treinamentos por ensino à distância.
  • Autorização de prorrogação dos mandatos dos cipeiros.

7) Diferimento do recolhimento do FGTSPrincipais disposições:

  • Suspenso recolhimento de FGTS referente as competências de março, abril e maio (vencimento em abril, maio e junho). O recolhimento desses meses será efetuado a partir de julho de 2020 e poderá ser parcelado em até 06 vezes, sem incidência de atualização ou multa.

8) Outras disposições:

  • Autorização para estabelecimentos de saúde, por acordo escrito, prorrogarem a jornada para até 12 horas de serviço (artigo 61 da CLT– força maior), inclusive nas atividades insalubres.
  • Possibilidade de adoção de escala de horas suplementares (entre a 13ª hora e a24ª hora do descanso interjornada) para os trabalhadores em escala 12×36, garantido o descanso semanal remunerado de 24h. Essas horas podem ser pagas como extras ou inseridas em banco de horas.
  • Acordos e convenções coletivas (vencidos ou vincendos no prazo de 180 dias) poderão ser prorrogados a critério do empregador por 90 dias.
  • Convalida as medidas adotadas pelos empregadores nos trinta dias antecedentes que não contrariem o disposto na MP.

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Artigo: O que pode acontecer à uma empresa se o coronavírus manter os colaboradores em casa?

Publicado

em

Por Leonel Oliveira, diretor-geral da Nutanix no Brasil

Não é segredo que a maneira como os líderes de negócios apoiam e capacitam seus funcionários pode ter um impacto profundo na produtividade de uma empresa. De fato, estudos mostram que, quando os funcionários estão altamente envolvidos, eles têm 38% mais chances de ter uma produtividade acima da média.

O envolvimento e a capacitação dos funcionários por meio da tecnologia é ainda mais crítico para os líderes de TI durante o que está se tornando uma mudança significativa para o trabalho remoto devido à crise que ocorre em escala global. As manchetes da semana passada mostram os principais gigantes da tecnologia adiando viagens “não essenciais” e incentivando os funcionários a trabalhar em casa a curto prazo – a lista inclui Twitter, Google, Salesforce e outros.

Na medida em que os funcionários interagem cada vez mais com a tecnologia em suas casas, sua facilidade de uso, design e utilidade se tornam um fator ainda mais crucial para o trabalho produtivo. As pessoas não são máquinas – elas têm emoções e frustrações e elas ficam sobrecarregadas – e, para os líderes organizacionais e de TI, isso significa oferecer as ferramentas certas para esse novo paradigma, usando tecnologia que habilita – não a que desabilita.

Então, como os líderes de negócios e de TI devem permitir que seus colaboradores trabalhem de qualquer lugar, em escala? Aqui estão três maneiras:

  1. Planeje todos os cenários e teste a escalabilidade da rede

A TI vem arquitetando e fornecendo tecnologias para trabalho remoto há algum tempo – afinal, 74% das pessoas acreditam que o trabalho flexível se tornou “normal” de acordo com pesquisa de 2019. Mas uma coisa é ter parte da força de trabalho em casa – é um cenário totalmente diferente quando milhares de pessoas estão se conectando remotamente a uma VPN ao mesmo tempo. Isso torna-se um teste para determinar se o sistema será dimensionado.

Muitas ferramentas corporativas foram criadas para operar apenas internamente, por isso é tarefa do departamento de TI garantir que todos possam acessar aplicações e dados com segurança de seus dispositivos (móveis e computadores) em casa. Em um momento de crise global, quando há medo do desconhecido e falta geral de informações, é imperativo que os líderes de TI da empresa forneçam informações, ferramentas e processos específicos nos quais as pessoas possam confiar.

Pensar em eventualidades e planejamento é um primeiro passo crítico. E se, sem aviso prévio, toda a empresa precisar voltar para casa? E se a rede ficar sobrecarregada? Qual é o plano de backup? As ferramentas de colaboração existentes no momento serão dimensionadas? As pessoas têm instruções sobre como acessar os sistemas necessários para realizar seu trabalho?

Depois de desenvolver um pequeno conjunto de cenários possíveis, a próxima etapa é testar para garantir desempenho e escalabilidade. Se você está em uma empresa que não fez muito progresso aqui, faça-o agora. Planeje um dia em que toda a TI funcione em casa. Se algo não funcionar, esta é uma excelente oportunidade para aprender e consertar. Entender como é depender de sua própria tecnologia como equipe informará a interação e os fluxos de trabalho criados como resultado.

  1. Alinhar a tecnologia – não apenas em quais ferramentas usar, mas em como usá-las

Muitas pessoas falam sobre tecnologias de colaboração remota – da videoconferência ao desktop as a service – mas o que não está sendo enfatizado é a importância da configuração. As questões de como usar a tecnologia são tão importantes quanto a tecnologia a ser usada.

Na Nutanix, criamos um site de intranet em constante expansão intitulado “Como trabalhar em casa”. Incluímos detalhes sobre como acessar a VPN, fazer login em nossos aplicativos em toda a empresa, sobre nossa ferramenta de videoconferência e como habilitar os funcionários a usar seus telefones móveis em nosso PBX (sistema de telefone privado) baseado em nuvem.

Este site compila informações em um local central para trabalho remoto, enquanto serve como um recurso para todos os novos funcionários que ingressam na empresa. Também trabalhamos duro para habilitar colaboradores (e clientes) por meio de nossas soluções baseadas em nuvem, frame e espaço de trabalho virtual (que permite que indivíduos, equipes, clientes e parceiros acessem sua área de trabalho e arquivos e redes para trabalhar sem precisar estar no escritório). Por meio dessa solução, a equipe remota tem acesso seguro e confiável a qualquer aplicativo a partir do navegador da web em casa, sem a necessidade de download de software.

No momento em que eles podem estar isolados um do outro e continuar fazendo o trabalho diário, a maneira como os líderes de TI os apoiam e habilitam através da tecnologia terá um impacto profundo na produtividade da empresa em geral.

Por fim, orientamos os funcionários sobre interações e engajamento ideais. Esse conjunto de orientações sobre “higiene tecnológica” significa decidir coletivamente sobre questões como: “Todas as reuniões devem ser gravadas?”, “Oferecemos transcrições escritas de reuniões gravadas (úteis para quem não fala inglês)?” e “Como garantiremos que os participantes estejam envolvidos?”.

Embora as respostas a essas perguntas vão além da TI, elas geralmente são influenciadas por quais ferramentas a equipe de TI seleciona – por exemplo, algumas ferramentas de videoconferência oferecem recursos de transcrição (como Zoom ou Huddl.ai), enquanto outras não. Manter toda a equipe alinhada não apenas com as ferramentas que você está usando, mas também como usá-las, ajudará os funcionários a se conectarem e trabalharem de maneira mais produtiva.

  1. Prepare a documentação correta para permitir que todos tenham acesso

Os “runbooks” são um princípio básico do gerenciamento de TI que descreve onde um sistema está sendo executado – no local, na nuvem etc. – como acessá-lo, contas e senhas de administrador, operações e desempenho esperados, orientações de monitoramento e como para parar e iniciar um sistema. No pior cenário, um colaborador principal pode estar inacessível e todos os membros da equipe precisam ser ativados por meio dessas informações.

Hoje, praticamente qualquer runbook e seus fluxos de trabalho associados podem ser automatizados. A extensão em que sua organização progrediu na execução autônoma de coisas é um fator enorme que contribui para sua capacidade de enfrentar uma “tempestade” como essa, mesmo que uma parte significativa da equipe seja impactada ou incapaz de trabalhar. Se você não iniciou a jornada de automação, apenas atualizar as informações do runbook é um bom passo para garantir consistência e desempenho. Use parte do tempo que você economiza diariamente para aplicar código baixo ou nenhuma ferramenta de código ao processo de automação do runbook atualizado. Substituir até 5% de suas operações manuais por código pode contribuir significativamente para a sua capacidade de escalar em tempos de pressão.

O ponto principal da liderança de TI é que o principal valor de uma organização vem de seus funcionários. No momento em que eles podem estar isolados um do outro e continuar fazendo o trabalho diário, a maneira como os líderes de TI os apoiam e habilitam através da tecnologia terá um impacto profundo na produtividade da empresa em geral.

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