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Calvário: Quem ainda falta ser enquadrado no maior esquema de corrupção da História da Paraíba?

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A Operação Calvário, a mais bem-sucedida ofensiva para desbaratar esquema de corrupção na Paraíba, já enquadrou muita gente. A coincidência, meu caro Paiakan, é que praticamente todos flagrados pelo Gaeco eram do círculo mais fiel ao ex Ricardo Coutinho. Até mesmo do chamado núcleo duro do ricardismo.

Os ex-assessores Leandro Nunes Azevedo e Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro, por exemplo, acompanham o ex-governador desde muito tempo, como pessoas de sua confiança. Presos, eles delataram e deram detalhes do esquema e de outros agentes envolvidos.

E há os pesos-pesados. O ex-procurador Gilberto Carneiro, considerado a interface de Ricardo Coutinho junto ao Judiciário é um deles. Já condenado em ação de falsificação de documentos, Gilberto responde no âmbito da Calvário por crime de peculato, entre outros, afora envolvimento no escândalo do Propinoduto, destaca artigo do Blog do Hélder Moura.

Segundo revelação de Michelle Louzada, secretária particular do chefe da organização criminosa, Daniel Gomes da Silva, ela mesma veio à Paraíba em avião fretado, em 2018, com propina para irrigar a campanha da chapa do PSB, então coordenada pelo ex-secretário… Waldson de Sousa. Outro peso-pesado.

A ex-secretária Livânia Farias, presa numa das fases da Calvário. Era o braço financeiro da organização criminosa, e uma das auxiliares mais próximas de Ricardo Coutinho. De sua extrema confiança. Delatou e também contou detalhes dos porões do esquema corrupto, com direito a botija de grife e tudo mais.

Mais recentemente, o ex-secretário Ivan Burity. Considerado um dos operadores mais ativos do esquema criminoso. Operava em parceria com outros secretários como Livânia e Aléssio Trindade, este também alvo da Calvário e exonerado da pasta de Educação. Propinas, propinas e mais propinas eram o combustível.

Fala-se em outros auxiliares e até mesmo em parentes, deputados estaduais e até federais. Por enquanto, apenas no campo da especulação. De qualquer sorte são esperados mais atores, dada a dimensão do esquema criminoso, que assaltou os cofres públicos para enriquecimento ilícito e financiamento de eleições fraudadas.

Mas, o que há em comum com todos os atores até agora enquadrados? A proximidade com o ex Ricardo Coutinho. Os laços solidificados ao longo de anos de compadrio. Eram pessoas de sua confiança, e nem mesmo os pombinhos da Praça dos Três Poderes acreditam que o ex-governador não sabia das traquinagens comandadas por eles.

Muito difícil, meu caro Paiakan, acreditar que eles comandaram o maior esquema de corrupção da História da Paraíba, onde movimentaram bilhões de reais, sem o conhecimento de seu chefe que, além de muito bem informado, sempre se jactou de ter o controle integral de seu governo.

Então, resta apenas indagar: quem falta ainda ser enquadrado pela Operação Calvário para fechar o firo?

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Por que investir no mercado de saúde do Brasil?

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Ao longo da última década, o setor privado de saúde tornou-se um dos pilares da assistência médico-hospitalar no Brasil, responsável pela cobertura de quase um quarto da população.

É certo que o setor precisa de um choque de eficiência em todos os elos de sua cadeia e são constantes os desafios para melhorar a relação entre seus atores e clientes. No entanto, é preciso, também, destacar as notáveis contribuições que o setor privado oferece à saúde dos brasileiros.

Mas o que torna esse mercado atrativo para investimentos?

Nos últimos dez anos, a taxa de aumento de beneficiários de planos privados chegou a 5,6 % ao ano. Em 2019, foram mais de 47 milhões de beneficiários de planos privados de saúde, apesar do ápice ter ocorrido em 2014, com a existência de mais de 50 milhões de beneficiários.

Ou seja, apesar das incertezas do quadro macroeconômico brasileiro atual, há claramente um potencial imediato para o crescimento de beneficiários com a melhora da economia nos próximos anos.

E não é só isso. Outros fatores apontam para o crescimento do setor privado da saúde, quais sejam:

  • Investimento em tecnologias e equipamentos;
  • Parceria entre os setores público e privado, que atrairá investimentos, buscando aumentar a eficiência do sistema público;
  • Expansão dos planos privados de saúde, especialmente aqueles de baixo custo;
  • Grande número de fusões e aquisições, impulsionados pela enorme fragmentação do setor e pelo ambiente regulatório;
  • Abertura do mercado de saúde para o capital estrangeiro;
  • Aumento da produção local de medicamentos.

Além disso, as clínicas e pronto atendimentos populares têm tornado ainda mais acessíveis à população de baixa renda a assistência privada à saúde, em que pese ainda demandar para o Sistema Único de Saúde (SUS) os casos de média e alta complexidades.

De certo, os avanços tecnológicos estimulados, principalmente, pelas Health Techs aliados à expertise em gestão de unidades hospitalares de entidades conceituadas no mercado como a Pró-Saúde (www.prosaude.org.br) e a margem de expansão do mercado privado de saúde existente no Brasil, tornam o segmento como um dos mercados mais promissores para investimentos nos próximos anos.

Temos estudos e cases de sucesso que garantem a possibilidade de resultados operacionais expressivos, em unidades hospitalares recém-adquiridas com a consequente melhoria da qualidade da assistência aos pacientes, preparação para certificações internacionais, melhorias na infraestrutura física, tecnológica e nos serviços de hotelaria, tudo graças a redução dos desperdícios de insumos, por meio de controles mais efetivos, implantação de protocolos assistenciais rígidos, controle orçamentário e planejamento a médio e longo prazos, compras de suprimentos em larga escala, entre outras medidas, tornando a aquisição destas unidades privadas um grande atrativo aos grandes fundos de investimentos nacionais e internacionais nos últimos três anos e certamente para os próximos anos.

As expectativas para o mercado são promissoras e as oportunidades de investimentos vastas, mas por ser um mercado extremamente regulado, com grande carência de profissionais especializados em gestão hospitalar, as parcerias com os grandes players do mercado de saúde serão fundamentais para o sucesso nos investimentos.

Quer entender um pouco mais sobre o mercado de saúde no Brasil? Siga a Pró-Saúde nas redes sociais e entre em contato conosco pelos nossos canais de atendimento.

 

Daniel Bulha de Carvalho, Advogado e Coordenador de Projetos Públicos e Privados da Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar

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Onde estavam as vozes que defendem Glenn quando Ricardo Coutinho perseguia jornalistas paraibanos?

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Hélder Moura

Recebi com grande júbilo, meu caro Paiakan, a manifestação de algumas vozes na Imprensa, em defesa da liberdade de expressão, no caso do jornalista Glenn Greenwald, que foi denunciado pelo Ministério Público Federal por conta da utilização de material hackeado dos celulares de várias autoridades do País. O episódio ficou conhecido como Vaza Jato, já que envolvia integrantes da Operação Lava Jato. Fiquei comovido.

Mas, poderia ter ficado ainda mais feliz, meu caro Paiakan, se essas mesmas vozes tivessem se manifestado nos últimos anos, quando da perseguição fascista imposta pelo ex Ricardo Coutinho contra vários jornalistas e mulheres, entre as quais Pâmela Bório e Laura Berquó.

Houve de tudo nesse período particularmente perverso da História recente da Paraíba: intimidação de jornalistas, talvez cooptações, coação de empresas para demitir profissionais, constrangimentos em coletivas e um festival de ações movidas contra profissionais de Imprensa. Aos montes.

Havia, inclusive, um mecanismo em que um dos advogados, Francisco das Chagas Ferreira, era remunerado pelo governo do Estado e também mantinha contratos com organizações criminosas e prefeitos aliados do ex-governador, para processar jornalistas. Ele se tornou especialista em processar jornalistas. Informação que, aliás, consta dos documentos do Gaeco e do despacho do desembargador Ricardo Vital, no âmbito da Operação Calvário 7.

E o mais grave: todos os processos movidos pelo ex-governador e Chagas eram motivados por denúncias que, agora, estão todas comprovadas pelas investigações. Ou seja, o mecanismo funcionava para tentar calar os profissionais de Imprensa que ousavam dizer a verdade sobre o que Ricardo Coutinho, na condição de chefe da organização criminosa (segundo seu comparsa Daniel Gomes), patrocinava de saque aos cofres públicos.

Mesmo assim, meu caro Paiakan, não me recordo dessas vozes terem se manifestado em defesa da liberdade de Imprensa dos profissionais que eram massacrados pelo ex-governador com sua prática fascista. Que pena estivessem tão afônicos quando tantos profissionais eram supliciados pelo chefão da organização criminosa desbaratada pela Operação Calvário. Hoje, são vozes tão estridentes…

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A merecida nomeação de Octávio Paulo Neto na PGR é um prêmio para todos do GAECO

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Alan Kardec – Polítika

Não conheço pessoalmente o procurador Octávio Paulo Neto, coordenador do Gaeco. No máximo trocamos algumas mensagens de interesse jornalístico. Logo, o reconhecimento que farei a seguir é desprovido de qualquer relação pessoal.

A nomeação de Octávio Paulo Neto para atuar na Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise, da Procuradoria Geral da República, é antes de tudo o reconhecimento ao excelente trabalho realizado por todos servidores que atuam no GAECO, grupo do Ministério Público que combate a corrupção.

Acredito que Octávio possui o mesmo sentimento de coletividade.

É preciso ressaltar que a Operação Calvário é uma Lava Jato melhorada. Aprendeu com a irmã mais velha e não tem rasgado a Constituição, muito menos o CPP, como estava fazendo a República de Curitiba.

A Calvário é mais cautelosa e Octávio Paulo Neto parece não ter vontade de virar herói. Seu comedimento é perceptível e a falta de vaidade é o seu ponto forte e ajuda na manutenção da neutralidade.

Diferente de Deltan Dinheirol e companhia, Octávio Paulo Neto não quer aparecer com Power Point’s nem lucrar com palestras, quer apenas cumprir seu dever e combater a corrupção, mesmo que isso atinja poderosos como Ricardo Coutinho e membros do judiciário.

Mesmo sem desejar holofotes, Octávio Paulo Neto está escrevendo o seu nome na história, e ao lado do desembargador Ricardo Vital, ficará reconhecido por acabar com umas das maiores organizações criminosas do Brasil.

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