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Aliados de Bolsonaro afirmam que situação no PSL é ‘insustentável’

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Aliados do presidente Jair Bolsonaro afirmaram nesta quarta-feira, 9, que a situação dele no PSL, partido pelo qual foi eleito, está “insustentável”. Ao sair de uma reunião com o presidente e deputados da bancada do partido, a advogada de Bolsonaro, Karina Kufa, atribuiu a insatisfação à falta de transparência interna por parte da direção do partido.

Presente na reunião, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral Admar Gonzaga, que tem atuado como um conselheiro do presidente, afirmou que Bolsonaro não está confortável no ambiente em que se encontra. O encontro foi pedido pelos parlamentares, que integram o grupo insatisfeito com o presidente da legenda, o também deputado Luciano Bivar (PE).

“Bolsonaro sempre levantou bandeira da ética e da transparência e exigia isso dos dirigentes do partido. Mas foi muito difícil entrar em um acordo quando um partido não está disposto a abrir simplesmente uma votação democrática, seja para alteração de estatuto, seja para eleição dos dirigentes. Ficou insustentável em razão desses motivos internos”, disse Karina à reportagem do Estadão.

À noite, no entanto, Bolsonaro, que havia dito a um simpatizante para “esquecer” a sigla, baixou tom e disse que está “tudo bem” com a legenda. “Por enquanto, tudo bem. Não tem crise. Briga de marido e mulher, de vez em quando acontece. Não tem crise, não tem o que alimentar. Não tem confusão nenhuma”, disse ao deixar o Palácio do Planalto.

O presidente ainda afirmou que a sua declaração a um apoiador que se apresentou como pré-candidato pelo PSL no Recife para que esquecesse a legenda foi um alerta de que a fala do rapaz poderia configurar campanha eleitoral antecipada. “Falei para o garoto: ‘Esquece o PSL’. Por que? Ele é pré-candidato a vereador, se começar a falar em partido é campanha antecipada, isso que eu falei para ele”, explicou.

Bolsonaro afirmou ainda que a insatisfação de uma parte da bancada com a direção do PSL, principalmente com o presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE), não é um problema seu. “O pessoal quer um partido diferente, atuante. Este partido está estagnado”, afirmou.

“Bolsonaro sempre levantou bandeira da ética e da transparência e exigia isso dos dirigentes do partido. Mas foi muito difícil entrar em um acordo quando um partido não está disposto a abrir simplesmente uma votação democrática, seja para alteração de estatuto, seja para eleição dos dirigentes. Ficou insustentável em razão desses motivos internos”, disse Karina.

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À frente de ministério, Moro deu mais ênfase à segurança pública

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Em seu primeiro ano após abandonar a toga, o ex-juiz federal Sérgio Moro foi muito mais ministro da Segurança Pública do que da Justiça. Entre os programas e ações que deram mais visibilidade para o trabalho do ministro em 2019, estão medidas como a transferência de líderes de facções, o envio de homens da Força Nacional para auxiliar cidades e Estados, a criação de centros integrados de inteligência e o registro de apreensões recordes de drogas.

Embora tenha levantado como bandeira da gestão o combate à corrupção e ao crime organizado, os avanços foram mais visíveis nesta segunda. O isolamento de chefes de facções, como Marcos Willians Camacho, o Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), é tratado pela pasta como um dos fatores que levaram à redução de índices de violência – a taxa de homicídios caiu 20% em 2019 em relação ao ano anterior e roubos a bancos foram 36% menores.

A influência da gestão de Moro na queda da criminalidade é contestada por governadores e especialistas, que veem uma tentativa do ministro de capitalizar os bons resultados da área após não conseguir avançar com pautas anticorrupção, como o seu pacote anticrime, desidratado no Congresso, destaca reportagem do Estadão.

Coube justamente aos secretários estaduais levar a Bolsonaro o pedido para recriação do Ministério da Segurança Pública, hoje incorporado ao da Justiça. Se concretizada, a divisão faria Moro perder uma série de atribuições, inclusive o comando da Polícia Federal. A separação foi, por ora, descartada pelo presidente.

Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima avaliou que o fato de Moro ter se voltado mais para ações da Segurança do que para as da Justiça ajudou a alimentar a polêmica do desmembramento.

“O presidente fez um discurso muito forte de segurança que interagiu com o sentimento de medo da população. Criou ambiente favorável para o ministro reivindicar o que os indicadores sinalizam desde 2018. Dá pra dizer que ele (Moro) foi, em 2019, mais ministro da Segurança do que da Justiça”, disse o especialista. “As medidas de Justiça esbarraram no Congresso, no Supremo Tribunal Federal e na lógica da política brasileira.”

Ao aceitar o convite de Bolsonaro e abandonar 22 anos de magistratura para assumir o posto no Executivo, Moro justificou a decisão à época com a possibilidade de endurecer a legislação anticorrupção no País. Logo em fevereiro, enviou ao Congresso uma série de projetos, batizada de pacote anticrime, que previa, como carro-chefe, medidas como a prisão após condenação em segunda instância, o plea bargain – acordo prévio em que o acusado confessa o crime para evitar uma ação judicial – e a criminalização do caixa 2. Nenhuma delas foi aprovada.

Diante de um pacote anticrime desidratado, Moro apostou no combate às facções criminosas para marcar o primeiro ano da gestão. Comemorou o crescimento da arrecadação de Fundo Antidrogas, proveniente da venda de bens de traficantes, de R$ 44,6 milhões para R$ 91,7 milhões; viabilizou 29 delegacias de combate à corrupção nos Estados; e aumentou em 600% a coleta de DNA para apontar autorias de crimes.

Especialistas também citam como ação relevante de Moro para a área de segurança o projeto “Em Frente, Brasil”, medida ainda em fase de teste que prevê o reforço do policiamento com agentes da Força Nacional em cidades que apresentam altos índices de criminalidade. Lançado em agosto, a medida funciona apenas em cinco cidades por enquanto.

Por outro lado, em vídeo institucional no qual apresentou o balanço do ano, o ministério lista como ações que seriam atreladas à parte “Justiça” do ministério a aceleração na naturalização de estrangeiros, a expulsão de condenados e o combate tráfico de pessoas. Na peça, a pasta não apresenta números.

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Calvário: Para irmão de Eduardo Campos, caso da PB é pequeno diante do que pode ocorrer em PE

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Desde o ano passado, o espólio de Eduardo Campos está bloqueado em ação de improbidade administrativa da Lava Jato. Antônio afirmou em entrevista à Época, que havia “preponderância excessiva da Odebrecht em Pernambuco”.

O irmão de Eduardo disse ainda ter procurado as “autoridades competentes” — ele não confirma se foi ao Ministério Público Federal (MPF) ou à Polícia Federal — para contar o que sabe sobre a cunhada e integrantes do PSB. Ele alegou que não pode dar mais detalhes para “não invalidar e frustrar atos”, mas antecipou que o que houve na Paraíba com o PSB — onde o ex-governador Ricardo Coutinho foi preso no fim do ano passado, na Operação Calvário — é pequeno diante do que poderá ocorrer em Pernambuco se as investigações sobre seus relatos forem levadas adiante.

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Bolsonaro nomeia professor paraibano para coordenação da Capes

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O professor paraibano Benedito Guimarães, atual reitor da Faculdade Mackenzie é o novo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O irmão do ex-vereador e atual coordenador do Sine de Campina Grande, Hercules Lafite, foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro, em ato publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (24).

Benedito Guimarães é graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Paraíba (1977), mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Paraíba (1982), doutor em Elektrotechnik/Fernmeldetechnik pela TechnischeUniversität Berlin, Alemanha (1987) e pós-doutor pela Universityof Washington, EUA (2008), destaca publicação do ClickPB.

É Professor Titular aposentado do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande, foi Coordenador do Curso de Engenharia Elétrica da UFPB de 1989 a 1993 e Diretor do Centro de Ciências e Tecnologia da UFPB e UFCG de 1997 a 2005.

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