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Na Paraíba, em 80% dos abatedouros, trabalhadores laboram sem equipamentos de proteção individual

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Mais de 80% dos trabalhadores que atuam em abatedouros na Paraíba não usam equipamentos de proteção individual (EPIs) e acidentes de trabalho são comuns nesses locais. Na maioria deles, o ambiente é insalubre, degradante e perigoso. Em vários locais, há situação análoga à escravidão. Apesar disso, há crianças trabalhando em pelo menos 30% desses estabelecimentos, a maioria funciona em condições precárias de higiene e de trabalho.

O assunto foi novamente tema de uma audiência coletiva, no último dia 29 de agosto, na sede do MPT, em João Pessoa, com a presença de prefeitos e representantes de 16 municípios paraibanos e, ainda, de três abatedouros privados.

A audiência foi conduzida pela procuradora Edlene Lins Felizardo, com a presença dos procuradores Eduardo Varandas Araruna e Ramon Bezerra dos Santos. Novas audiências foram agendadas para o dia 26 de setembro, na sede do MPT, na Capital, destaca publicação do MPT.

As irregularidades foram detectadas em pesquisa divulgada em março deste ano, no Ministério Público do Trabalho na Paraíba durante uma audiência coletiva na sua sede, em João Pessoa. As denúncias foram levadas pelo professor da UFPB Francisco Garcia Figueiredo, que apresentou a “Situação dos Matadouros Públicos e Privados do Estado da Paraíba”.

A procuradora Edlene Lins explicou que foram instaurados 29 procedimentos investigatórios na área de abrangência da Capital e outros 49 referentes às regiões de Campina Grande e Patos, com base nas pesquisas científicas apresentadas e em relatórios de fiscalização do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV).80 estabelecimentos em 66 cidades

O professor Francisco Garcia informou que, nas pesquisas científicas, foram analisados abatedouros públicos e privados de 66 municípios, resultando em quase 80 estabelecimentos pesquisados. Segundo ele, as pesquisadoras identificaram trabalho infantil em todos os abatedouros visitados, com crianças de 10 anos esfolando animais anteriormente ao abate.

“Além disso, foi identificada situação de trabalho em condições degradantes, análogas à de escravidão; que os animais são abatidos e estendidos pelo chão, sendo as carnes manejadas no chão, com sangue em contato com trabalhadores e crianças”, ressaltou o professor durante a audiência.

CRMV: “Situação é gravíssima”

O represente do Conselho Regional de Medicina Veterinária e coordenador do serviço de fiscalização do Conselho Regional em Campina Grande, Gláucio Maracajá, destacou que, em pleno século XXI, não há como continuar negligenciando a saúde humana. Ele ressaltou que “a situação do Estado é gravíssima”.

Ele deu explicações sobre o Serviço de Inspeção Sanitária e citou uma alternativa para pequenos municípios: realizar consórcios intermunicipais com outras cidades, para aprovação de projeto e implantação de abatedouros, com o rateio dos custos. Segundo ele, um abatedouro mediano com todas as necessidades atendidas gira em torno de R$ 3 milhões, que podem ser financiados pela Caixa Econômica Federal.

TAC

A procuradora Edlene Lins Felizardo enfatizou a gravidade da situação, que ameaça toda a população, seja do ponto de vista da saúde pública, dos trabalhadores e das crianças, vítimas da exploração do trabalho infantil.

Segundo ela, as graves irregularidades violam a dignidade humana e colocam em risco a saúde da população que está consumindo as carnes e também dos trabalhadores que laboram nesses locais.

Ela informou que foi formulado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que será proposto aos representantes dos abatedouros públicos e privados, na próxima audiência.

“Com a assinatura do TAC, os representantes dos abatedouros terão a oportunidade de sanar as irregularidades sem terem que enfrentar uma ação judicial”, afirmou Edlene Lins Felizardo. “Mas, se houver recusa na subscrição do TAC, todas as ilegalidades encontradas serão judicializadas, oportunidade em que o Poder Judiciário poderá compelir os réus em Ação Civil Pública a regularizar a sua conduta, sem prejuízo de indenização por danos morais coletivos pelas ilicitudes praticadas”, acrescentou.

MUNICÍPIOS PRESENTES

1- Natuba

2- Belém

3- Mamanguape

4- Rio Tinto

5- Itapororoca

6- Pedras de Fogo

7- Caaporã

8- Itabaiana

9- Araçagi

10- Ingá

11- Gurinhém

12- Sapé

13- Mari

14- Araruna

15- Bananeiras

16- Alagoa Grande

MUNICÍPIOS AUSENTES

1- Cacimba de Dentro

2- Juripiranga

3- Alhandra

4- Guarabira

5- Mogeiro

ABATEDOUROS PRIVADOS PRESENTES

– Abatedouro de Bovinos Santa Rita (em Santa Rita)

– Procarne Abatedouro Bovino (em João Pessoa)

– Guaraves – Abatedouro de Aves (em Guarabira)

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Câmara de Lucena aprova mudança de horário de eventos comemorativos e fomenta economia na cidade

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Vereadores da Câmara Municipal de Lucena aprovaram, pela maioria dos votos, Projeto de Lei n°10/2019, que visa a mudança de horário de festas comemorativas do município.

Segundo o projeto, os eventos que encerravam às 2h da manhã, passariam para às 4h, em festas oficiais do calendário como Natal, Ano Novo, Carnaval, Festa do Coco, abertura de verão, emancipação política, entre outros. Além da extensão do horário dos festejos, a inciativa também possui o objetivo de melhorar o comércio de Lucena, diante do maior volume de pessoas no município fomentando a economia.

O vereador Cláudio das tintas ressalta que em dias de festejos a quantidade de pessoas duplica na cidade. “Estamos cumprindo nosso papel de escutar a população e zelamos por interesses coletivos”, disse. “A aprovação dessa Lei vai fomentar o turismo e com certeza melhorar o comércio em Lucena”, completou.

A emenda segue para análise, sanção ou veto do prefeito Marcelo Monteiro.

Assessoria de Imprensa

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Grupo Elfa celebra crescimento contínuo e inaugura nova sede da empresa em João Pessoa

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O Grupo Elfa, referência no setor de distribuição de medicamentos no Brasil, vai inaugurar na próxima segunda-feira, 9, às 17h, a nova sede da empresa no DCT- Duo Corporate Towers, que fica situado às margens da BR-230, em João Pessoa. Com um espaço ainda mais moderno, a nova sede do grupo ocupa três pavimentos do empresarial, totalizando uma área de cerca de 1.200 m².

Na oportunidade, diretores, convidados da indústria, parceiros comerciais, gerentes e demais lideranças estarão presentes no evento para celebrar a nova conquista da empresa, que em fevereiro deste ano passou a ser liderada pelo CEO José Antônio  Vieira, que vai receber os convidados.  Os fundadores do Grupo, Edalmo Leite e Elmo Assis, que fazem parte do Conselho Administrativo, também estarão presentes.

O Grupo Elfa nasceu na capital paraibana há 30 anos. Com unidades em Recife, Fortaleza, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Florianópolis, o Grupo tem 11 centros de distribuição e representantes por todo o país, mas decidiu manter sua sede em João Pessoa, local de onde partem todos os direcionamentos do grupo.

Crescimento contínuo e reconhecimento nos últimos anos 

O Grupo Elfa vem passando por um crescimento exponencial contínuo nos últimos 10 anos.  Atualmente a organização absorve as operações de empresas como Prescrita, Jaw, Cristal Pharma, Majela Medicamentos, Ágilfarma e o Grupo CDM. As aquisições fortaleceram ainda mais a marca e aumentaram o seu mix de produtos e presença de mercado. A previsão de faturamento para este ano é de R$ 2 bilhões.

A cultura da empresa também é bastante focada no cuidado com as pessoas. Prova disto é que desde 2016 o Grupo é ranqueado no Great Place to Work (GPTW – Melhores Empresas para Trabalhar) no segmento Nacional da Saúde. São quatro anos consecutivos no ranking nacional. Na Paraíba, o Grupo Elfa está entre as 10 melhores empresas do GPTW.

Sempre figurando entre os principais prêmios de Gestão de Pessoas, a empresa também foi reconhecida com os prêmios ABRH de Desenvolvimento Humano, Prêmio Valor 1000 e o selo de As Maiores e Melhores Empresas da Revista Exame, publicação especializada em negócios.

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HUB 360 lança campanha de arrecadação de doações para o Natal

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O HUB 360, espaço colaborativo voltado para inovação e empreendedorismo, responsável por instigar a criatividade e oferecer soluções em educação e tecnologia, lançou uma campanha especial, voltada para o social. A partir desta semana, o local destina um espaço para arrecadação de doações em alimentos para a Vila Vicentina. A iniciativa tem a intenção de auxiliar a instituição que acolhe idosos a mais de 75 anos, em João Pessoa.

“Vamos aproveitar a época do Natal para começarmos uma campanha permanente, durante todo o ano, para ajudar a quem precisa. Temos um grande fluxo de pessoas que passam pelo prédio, sejam empreendedores, visitantes ou alunos dos cursos e esta é uma oportunidade para que todos possam se engajar e oferecer donativos aos mais carentes. Acreditamos muito na generosidade das pessoas neste sentido ”,  disse Tiago Costa, co-fundador do HUB. A campanha recebe doação de alimentos, roupas, materiais de higiene pessoal e fraldas geriátricas que poderão ser entregues na recepção do HUB 360, de segunda a sexta, das 8h até as 21h.

O HUB 360 fica na Rua Bananeiras, 361 – Manaíra. O telefone é (83) 3023-0360. O site é o www.hub360network.com , no instagram: @hub360network .

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