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Fake clique: fraudes em publicidade digital geram prejuízos de US$ 42 bilhões de dólares

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A indústria de cliques fraudulentos em publicidade digital deve causar um prejuízo de US$ 42 bilhões em 2019, de acordo com a consultoria Juniper Research. O número é 21% maior do que os US$ 35 bilhões registrados no ano passado, o que deixa claro como esse filão tem se tornado sofisticado. Por meio de uma série de técnicas que envolvem desde bots até fazendas de cliques em países pobres, os criminosos faturam em cima de empresas que veem seu orçamento de marketing ser desperdiçado.
“O Brasil é um dos principais mercados mundiais na publicidade digital, então é natural que seja um alvo valioso para esse tipo de golpe”, diz Michel Primo da Clickcease (www.clickcease.com.br), martech israelense especializada na defesa contra ações desse tipo. Não há dados sobre o prejuízo com problemas do tipo no Brasil, mas a estimativa é de que as perdas correspondam a 20% do orçamento total dos anunciantes.
Como os fake cliques acontecem
De modo geral, as fraudes se dividem em duas categorias. As chamadas Click Frauds envolvem ações que forçam o anunciante a gastar com cliques que não foram feitos por consumidores reais. Nesse caso, robôs, por exemplo, clicam de maneira consecutiva em anúncios e fazem o responsável por ele pagar por visualizações que não atingiram potenciais clientes verdadeiros – ou seja, não há ganho direto para o responsável pelo golpe. “É comum que isso seja feito por concorrentes, por exemplo”, afirma Primo.
Ad Frauds, por outro lado, são estratégias que fazem com que as empresas paguem por visualizações e interações com anúncios em sites maliciosos sem obter qualquer retorno publicitário com isso. Um exemplo são páginas com conteúdo fake que recebem um volume alto de tráfego por redirecionamento de links automáticos, mas que não entregam qualquer retorno para o anunciante – aqui sim os fraudadores lucram.
Segundo a Clickcease, as Click Frauds têm crescido a uma taxa de 50% ao ano. No que tange às Ad Frauds, para se ter uma ideia do quanto eles movimentam, o FBI desmontou em 2017 a quadrilha especializada 3ve, cujo faturamento foi estimado em US$ 250 bilhões. “É um panorama preocupante, que exige de empresas que investem em marketing digital que tenham cuidado e tomem medidas de proteção”, explica Primo.
Entre as melhores estratégias para evitar golpes na publicidade digital, estão softwares que monitoram o tráfego e identificam comportamentos anormais, assim como a escolha adequado dos parceiros que fazem parte do ecossistema de marketing da empresa. Por conta própria, o problema não irá embora. Ainda de acordo com a Juniper Research, o prejuízo causado por cliques fraudulentos deve bater a marca dos US$ 100 bilhões anuais em 2023.

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Decisão do Supremo Tribunal Federal mantém autonomia de município contratar escritório de advocacia

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O Supremo Tribunal Federal (STF) negou recurso impetrado pelo Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul, que pedia o reexame de ação civil pública que deliberava pela criação de cargo e realização concurso público no município Sidrolandia (MS). O relator do processo foi o ministro Marco Aurélio, que manteve o entendimento sobre a impossibilidade de interferência do poder judiciário – princípio da separação dos poderes – na criação de cargo de procurador jurídico do município. As entidades municipalistas comemoraram a decisão.

“Para nós é mais um reforço no entendimento sobre a legitimidade dos municípios contratarem profissionais da advocacia, e também da contabilidade, para prestarem serviços às administrações. A decisão assegura que essa seja uma escolha exclusivamente do Executivo, sem dar brechas para interferência de outros poderes”, comentou o presidente da Federação das Associações dos Municípios Paraibanos (Famup), George Coelho.

O presidente da Associação Paraibana de Advocacia Municipalista (Apam), Marco Villar, também ressaltou a decisão e disse que ela cria uma jurisprudência importante, sendo mais uma deliberação pela autonomia dos municípios. “Mais uma decisão de grande relevância para os municípios, em especial, pois assegura sua autonomia administrativa” frisou.

Relator – Na decisão do relator, o ministro Marco Aurélio, entende que a “criação de cargos, funções ou empregos públicos da administração direta ou indireta e a realização de concurso para preenchimento de referidas vagas depende de iniciativa do Poder Executivo, restrita ao exercício do poder discricionário do Chefe do Executivo, não podendo o Judiciário se sobrepor àquele, sob pena de afronta aos princípios da separação dos poderes”.

O ministro cita ainda que a decisão recorrida está em sintonia com a jurisprudência do Supremo, “segundo a qual inexiste, considerada a Constituição Federal, obrigatoriedade dos Municípios criarem órgãos de Advocacia Pública”.

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Conab analisa potencial do cajá produzido na Paraíba para inclusão em política de apoio ao produto

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O cajá produzido na Paraíba poderá fazer parte dos produtos extrativistas inseridos na Política de Garantia de Preços Mínimos para a Biodiversidade (PGPM-Bio), operacionalizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Uma roda de negócios programada para esta quarta-feira (21), na sede da Companhia, em João Pessoa, com participação de pesquisadores da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai fazer um diagnóstico da produção do fruto no estado.

A discussão vai girar em torno da possibilidade de estender o apoio da política ao fruto, que é nativo do litoral, como alternativa para a complementação de renda dos catadores. A ideia também é oferecer condições para a exploração dos recursos naturais, com a valorização da floresta nativa na região.

A Conab oferece, pela PGPM-Bio, uma subvenção direta, pagando um bônus ao extrativista, depois que ele comprova a venda de seu produto por um preço inferior ao mínimo fixado pelo governo federal. Itens extraídos das florestas de todas as regiões brasileiras, como açaí, babaçu, baru, borracha natural, castanha-do-brasil, mangaba, pequi, entre outros, já recebem esses recursos.

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Tarifa de energia fica 4,27% mais barata na Paraíba

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Foi aprovado nesta terça, 20 de agosto, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a redução da tarifa de energia para os consumidores da Energisa Paraíba. O efeito médio a ser percebido pelo consumidor é de menos 4,27%. Para os clientes de baixa tensão, a redução será de 4,23%. Já para os clientes de alta e média tensão, a exemplo das indústrias, a redução será de 4,40%. A nova tarifa passa a vigorar a partir de 28 de agosto do corrente ano, sendo aplicada na energia consumida a partir desta data.

Ricardo José Charbel, diretor-presidente da Energisa Paraíba, lembra que a conta de energia está relacionada ao consumo do cliente. E que, mesmo a tarifa estando mais baixa, é necessário ter hábitos de consumo eficiente. “A forma como utilizamos a energia impacta diretamente no nosso orçamento familiar e empresarial. Ter atitudes que contribuam para a redução da conta de energia deve ser parte da rotina de todos nós”, comentou.

O reajuste tarifário é um processo regulado pela Aneel, previsto no contrato de concessão da empresa. Estes contratos apresentam regras bem definidas a respeito das contas de luz, bem como a metodologia de cálculo dos reajustes. Pela norma, o valor da tarifa poderá ser reajustado anualmente – o chamado Reajuste Tarifário Anual – e a cada quatro anos, no processo de Revisão Tarifária Periódica.

COMPOSIÇÃO DA TARIFA DE ENERGIA

A tarifa de energia elétrica é composta por custos da distribuição, que formam a Parcela B da tarifa, e os custos de transmissão e geração de energia, além de encargos e impostos, chamados de Parcela A. O preço final da tarifa é dividido, portanto, em duas parcelas:

  • Parcela A – trata-se de custos cujos montantes e preços escapam à vontade ou gestão da distribuidora, que atua apenas como arrecadadora;
  • Parcela B – custos diretamente gerenciáveis, administrados pela própria distribuidora, como operação e manutenção e remuneração dos investimentos.
Na conta de luz reproduzida abaixo, é possível conferir a composição da tarifa residencial antes e depois da correção:


Nos processos de Reajustes Tarifários Anuais, a Aneel promove um reajuste na tarifa vigente a fim de corrigir seu valor pelo índice de inflação acumulado no último ano. Além disso, nesse processo a Aneel aplica um fator de ajuste que visa compartilhar com seus consumidores o ganho de eficiência obtido pela empresa, que no caso da Paraíba é a Energisa, e, com isso, diminuir o impacto do índice de reajuste anual.

ENCARGOS E IMPOSTOS NA TARIFA

A ilustração abaixo mostra a divisão da fatura de energia elétrica em cada um dos itens que compõem a cadeia do setor elétrico brasileiro, considerando a receita da concessionária acrescida dos impostos e tributos (ICMS, PIS/COFINS). A tarifa final do consumidor da Energisa Paraíba contém 42,26% de encargos e impostos.

A parte que cabe à distribuidora de energia representa apenas 22,21% da composição da tarifa. É por meio dessa parcela que a Energisa Paraíba distribui energia a todos os clientes, paga funcionários, fornecedores e prestadores de serviço, mantém e amplia a rede e os sistemas elétricos, além de investir na modernização e melhoria crescente da qualidade dos serviços prestados. A nova tarifa entra em vigor a partir de 28 de agosto de 2019, sendo aplicada na energia consumida a partir desta data.

A Energisa Paraíba é responsável pela distribuição de energia a 216 municípios do estado, totalizando 1,42 milhão de unidades consumidoras. Em 2018, a empresa foi considerada, pelo segundo ano consecutivo, a melhor distribuidora de energia do Nordeste pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). A pesquisa apurou também a satisfação dos mais de 4 milhões de paraibanos com o serviço prestado e, na opinião de mais de 80% de seus clientes, a empresa presta um excelente serviço (Índice Satisfação da Qualidade Percebida – ISQP).

DICAS: CONSUMO CONSCIENTE E TARIFA SOCIAL

Vale lembrar que existem alternativas para reduzir ainda mais a conta de luz, como a Tarifa Social de Energia Elétrica onde famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa têm direito ao benefício, concedido pelo Governo Federal, e podem obter descontos de até 65% na tarifa. Para se cadastrar no programa é preciso procurar o Centro de Referência em Assistência Social da cidade com documentos pessoais e o número de NIS. Após realizado o cadastro, o cliente deve procurar um posto de atendimento da EPB para finalizar o processo.

Outra forma é reduzir o consumo de energia, e pequenas ações no dia a dia podem fazer a diferença. Além do site da EPB, o cliente pode obter dicas nos canais nas redes sociais – principalmente o Twitter, Facebook e o canal no You Tube –, fontes importantes de informação sobre consumo consciente. No site da Energisa é possível encontrar ainda vídeos explicativos que facilitam o entendimento do consumidor a respeito da conta, da composição da tarifa e sobre como é possível economizar.

Um aspecto fundamental que pressiona a tarifa é o furto de energia. Para se ter uma tarifa de energia mais barata no futuro, é necessário que as pessoas não façam e não aceitem o furto de energia. Essas irregularidades, além de impactarem o valor da conta de luz, prejudicam a qualidade do fornecimento, provocam acidentes que podem ser fatais e reduzem a arrecadação de impostos que poderiam ser revertidos em benefícios para toda a população. Na Paraíba, o cidadão pode denunciar o furto de energia de maneira sigilosa pelo 0800 083 0196, site www.energisa.com.br ou pelo app Energisa On.

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