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Paraíba

Empreender: Em pauta do TRE, prefeitos de todo o Estado estão investindo em programas semelhantes

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Em pauta no Tribunal de Contas do Estado, no Tribunal Regional Eleitoral e nos partidos, o debate sobre os impactos do programa Empreender-PB na economia (geração de emprego e renda) e eleitoral (garantia de apoio político e votos que teriam facilitado a reeleição de Ricardo Coutinho em 2014), está produzindo um terceiro resultado: prefeitos de todo o Estado estão investindo em programas semelhantes.

Sendo 2019 véspera de ano eleitoral, o sinal vermelho já está aceso no TCE, porque muitos estariam travestidos de programas de incentivo ao empreendedorismo, mas sem normas que garantam que não serão administrados como programas sociais, ou seja, sem obrigações a cumprir em troca do benefício.

O primeiro alerta foi feito no Tribunal de Contas do Estado pelo conselheiro Fernando Catão, quando do julgamento das Contas do Empreender-PB de 2017. Na ocasião, fez um histórico do programa desde que foi criado em pela Lei 5.718/04, com o nome de “Meu Trabalho”, passando pelas modificações corridas em 2008, 2011 (quando virou Empreender-PB), 2015 e 2016, esta última um achado, destaca publicação da jornalista Lena Guimarães, no Correio da Paraíba.

Se a Prefeitura não dispõe, como João Pessoa, de quase R$ 50 milhões para investir (valor aplicado pelo Banco cidadão entre 2013 e maio/2019, conforme consta no site oficial da PMJP), não precisa se desesperar: *pela última modificação feita, o Empreender-PB pode emprestar as Prefeituras para que elas emprestem a quem quiser.* Darão como garantir ao Estado créditos de ICMS.

Fernando Cartão, na ocasião, considerou a modalidade ilegal; que o previsto no artigo 2° era usar recursos públicos para prestigiar relações políticas”.

Na prestação de contas de 2017, véspera de eleições gerais, a Auditoria do TCE constatou “concentração de empréstimos em microrregiões específicas. Dos 223 municípios paraibanos, apenas 104 (46,64%) foram beneficiados com créditos do Empreender-PB”, que investiu forte nos 10 maiores municípios do Estado (R$ 4.572.410,00 ou 34,41% dos total de contratos do ano). Em João Pessoa foram quase R$ 2 bi.

Os prefeitos das maiores cidades já têm seus próprios programas para fazer contraponto ou estabelecer uma vantagem. Mas o TCE está de olho. Uso eleitoral não ficará impune.

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Paraíba

Calvário: Partidos de esquerda atacam Ricardo Vital e questionam o uso de tornozeleira pela Orcrim

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Em nota enviada à imprensa nesta quinta-feira (27) o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Partido Socialista Brasileiro (PSB), além do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a Marcha Mundial das Mulheres, a Associação Brasileira e Juristas pela Democracia e o Levante Popular da Juventude atacam a Operação Calvário, o desembargador Ricardo Vital e questionam o uso de tornozeleira eletrônica pelos membros da organização criminosa comandada pelo ex-governador e ex-presidiário Ricardo Coutinho (PSB), responsável por desviar milhões da Saúde e Educação estadual.

Confira a nota

NOTA PÚBLICA

Os partidos e entidades da sociedade civil paraibana que subscrevem esta nota dirigem-se ao povo paraibano para expressarem sua estranheza e ao mesmo tempo manifestarem seu protesto e indignação, contra a determinação do Desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba, Ricardo Vital, de obrigar os investigados na Operação Calvário a usarem tornozeleira eletrônica, mesmo após o Superior Tribunal de Justiça conceder Habeas Corpus aos mesmos.

Esse ato explicita ainda mais o caráter persecutório que, desde o início,caracteriza a Operação Calvário: prisões cautelares, delações premiadas, vazamentos seletivos para setores da imprensa adversária dos inquéritos contra os investigados, prisões às vésperas do recesso judiciário, com o objetivo de dificultar a reversão da medida, divulgação para a imprensa de trechos de delações em inquéritos que tramitam em “segredo de Justiça”, antes mesmo que seja garantida a defesa destes, o legal acesso a estas deleções premiadas.

O Judiciário cada vez mais vem sendo transformado em aparelho da política, transformando as investigações em espetáculo, destinado apenas a produzir condenações antecipadas, linchamento moral e assassinato de reputações de cidadãos e cidadãs que estão em pleno gozo de seus direitos constitucionais, e que estão sendo tratados de forma ilegal, imoral, aética pelos seus adversários políticos.

Os procedimentos adotados localmente tanto pelo Ministério Público quanto pelo desembargador responsável pela Operação Calvário, são explícitos o suficiente para mostrar que, nessas investigações, o que menos importa é seguir a Constituição, o rito processual dos tribunais e as leis do país, porque foram identificadas ilegalidades cometidas ao longo de mais de um ano de investigações, cujos resultados se resumem a ilações obtidas por delações premiadas adquiridas através de assédios morais e torturas psicológicas, sem a devida prova material.

A última decisão de obrigar os/as investigados/as na Operação Calvário a usarem tornozeleiras eletrônicas é apenas mais um capítulo dessa sequência de persecutórias ilegalidades cometidas no decorrer da Operação. Além de não haver nenhuma justificativa para a medida, a não ser expor os/as atingidos/as à humilhação pública, reforçando ainda mais a percepção por parte da sociedade civil organizada, de que há inaceitáveis motivações políticas e arrivista que movem a Operação Calvário!

João Pessoa, 28 de Fevereiro de 2020.

ASSINAM
Partido dos Trabalhadores – PT
Partido Comunista do Brasil – PCdoB
Partido Socialista Brasileiro – PSB
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST
Marcha Mundial das Mulheres
Associação Brasileira de Juristas pela Democracia/PB
Consulta Popular
Levante Popular da Juventude

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Assembleia Legislativa receberá novo pedido de impeachment de João Azevedo

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Após o anúncio de que o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, arquivou o pedido de impeachment do governador João Azevedo, e da vice, Lígia Feliciano, o deputado estadual Wallber Virgolino (Patriotas), autor da matéria, disse que apresentará novo pedido na Casa de Epitácio Pessoa.

“Quem está no jogo da política não pode se surpreender com nada. Recebo com naturalidade a medida do presidente Adriano Galdino, mas estamos adotando outra estratégia e a Assembleia não irá se furtar a analisar”, disse Wallber.

Segundo o deputado, a Assembleia não pode ser um “puxadinho” do Palácio da Redenção e o pedido de impeachment estaria baseado em fatos graves. “O Governo do Estado, além de não rescindir o contrato com as organizações sociais, ainda realizou pagamentos”, disse. “A Cruz Vermelha e a Acqua receberam dinheiro do Estado, deram um calote nos funcionários e foram embora, isso é crime de responsabilidade”, afirmou o parlamentar.

Ainda segundo Wallber Virgolino, após analisar o fundamento apresentado por Adriano Galdino para arquivar o pedido de impeachment, um novo pedido deve ser apresentado ao legislativo. “Não tenho nada pessoal contra o governador ou a vice. Quero apenas que a Lei seja aplicada”, concluiu Virgolino.

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Raoni finaliza nomes para compor equipe responsável por plano de metas

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O pré-candidato à prefeitura de João Pessoa, Raoni Mendes (DEM), afirmou, na manhã desta quinta-feira (27), que está finalizando a escolha dos nomes que vão compor a sua equipe para realizar o plano de metas, que pretende apresentar durante o período eleitoral.

A ideia de Raoni é formalizar as principais metas em áreas de grande interesse da cidade, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, através de um documento. Segundo o democrata, o plano de metas será estruturado levando em consideração a opinião daquilo que é vontade da população da Capital em ter como realidade no município.

Ele explicou que as opiniões serão coletadas junto ao povo e adequadas dentro de uma viabilidade técnica pela equipe que está sendo montada. “O principal objetivo é discutir um novo modelo de gestão que seja mais eficiente e transparente. Está sendo montado um time de excelência para, juntos, enfrentarmos o desafio de promover as mudanças que João Pessoa precisa”, destacou.

Raoni Mendes também acrescentou, que a burocracia da Prefeitura Municipal, atualmente, atrapalha o crescimento das empresas privadas e a capacidade de gerar emprego. Para desburocratizar os serviços públicos, Raoni tem defendido a necessidade de implantação de uma governança digital em todas as áreas de atuação do poder público municipal.

“O eu sozinho não faz muita diferença. O nós une, fortalece. Eu tenho uma fé. E tenho uma equipe. Uma equipe do bem, preparada para os desafios que virão”, ressaltou Raoni.

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