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Governo teme greve e fará nova rodada de conversas com caminhoneiros na próxima semana

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O governo tem monitorado as diversas lideranças de caminhoneiros espalhadas pelo país, mas admite a dificuldade de negociar com todas devido à falta de coesão. Uma ala mais radical, que não tem participado das conversas com o Palácio do Planalto, fala em uma paralisação a partir de 29 de abril após o anúncio de aumento de R$ 0,10 no preço do diesel. Outra, mais ponderada e que tem sido recebida, considera a medida precipitada e voltará a se reunir com ministros e técnicos da equipe de Jair Bolsonaro na próxima semana para avaliar o cenário.

Wallace Landim, presidente da Cooperativa dos Transportadores Autônomos do Brasil (Brascoop), ressalta a necessidade de respostas rápidas. “Nos estamos buscando a solução para os problemas da categoria junto ao governo . Sei que estamos todos na UTI, mas vamos tentar segurar o máximo possível. O governo está trabalhando, mas precisamos de ações urgentes. Espero que consigamos resolver todas as questões a tempo de salvar a todos”, afirmou ao Congresso em Foco nesta sexta (19).

Landim explicou que, desde a greve de maio do ano passado, a categoria começou a se organizar mais, mas ainda não há “lideranças estabelecidas” e muitas das conversas são feitas pelas centenas de grupos de WhatsApp que monitoram os caminhoneiros por estado. Ele disse que estará em Brasília na próxima semana com os ministros de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, da Agricultura, Tereza Cristina, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Em sua avaliação, apesar de ainda não haver coesão e da sensação geral de descontentamento, o sentimento ainda é de que “o governo está disposto a conversas”. “O governo está super aberto ao diálogo. Estamos mostrando isso para a categoria. Não acredito nessa greve sugerida para o fim do mês”, ponderou Walace Landim.

A mesma sensação foi manifetada pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM) – parceira de 54 entidades da classe e que afirma representar 600 mil caminhoneiros autônomos. Em nota, a entidade afirmou estar recebendo, desde o anúncio do aumento do combustível, inúmeras reclamações, mas ” ainda não é possível afirmar que a categoria está se organizando para uma nova paralisação”.

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Bolsonaro: ‘Nordeste é minha terra, ando em qualquer lugar do território’

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo, 21, não temer visitar a região Nordeste devido às críticas que fez na sexta-feira, quando ele chamou a região de “paraíba” e disse que não devia ter “nada” para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Ele afirmou ainda que o Nordeste é sua terra e que ele pode andar por qualquer lugar do território brasileiro.

“A Bahia é Brasil. Sem problemas. Sou amigo do Nordeste, poxa. Se eu tenho um problema no Sul não se fala região Sul, Centro-Oeste e Norte. Por que essa história? Vocês mesmos da mídia querem separar o Nordeste do Brasil. O Nordeste é Brasil, é minha terra e eu ando qualquer lugar do território brasileiro”, disse.

No sábado, ele afirmou que os governadores do Nordeste têm ideologia e tentam manipular os eleitores da região por meio de desinformação. Na próxima terça-feira, 23, ele viajará à Bahia para a cidade de Vitória da Conquista onde inaugurará um aeroporto, informa reportagem do Estadão.

Questionado por jornalistas se poderia pedir desculpa, ele se irritou. “Ah, meus Deus do céu. Ficaram? Quem ficou ofendido? Quem?”, disse. Sobre a possibilidade de visitar o Maranhão durante o seu governo, Bolsonaro afirmou que, se tiver um evento, iria. “Devo estar. Se tiver um evento, por que não? Agora, o governo que mais dispensou recursos para o Nordeste fui eu até agora, apesar dos dados e do contingenciamento”, disse.

Bolsonaro deu as declarações ao chegar no Palácio da Alvorada após ter participado de um culto evangélico e de ter almoçado em uma galeteria de Brasília. Ele parou para falar com jornalistas e com pessoas que o aguardavam na porta. Às pessoas, ele perguntou se havia algum Nordestino ali e se algum deles estava chateado com ele. As pessoas responderam negativamente.

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Greve à vista: Nova tabela de frete desagrada caminhoneiros

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As novas regras para o cálculo do frete mínimo de transporte de cargas que entraram em vigor no sábado (20) não agradam os caminhoneiros. As alterações, publicadas publicadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na quinta-feira (18), determinam que o cálculo do frete mínimo passará a considerar 11 categorias na metodologia para os diferentes cálculos dos pisos mínimos e amplia os itens levados em consideração para o cálculo.

A nova maneira de calcular o valor do piso a ser pago para os transportadores de carga foi baseado em estudo feito pela Esalq Log, grupo de pesquisa e extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura da USP, mas os caminhoneiros reclamam dos parâmetros adotados.

“Nós apontamos nas audiências públicas que a velocidade média que eles estavam colocando no cálculo estava muito alta, eles colocaram 75km por hora, quando que um caminhão carregado anda a 75km por hora? A média numa estrada boa é de 50 Km por hora, e a carga horária de 155 ou 160 horas é normal, e não 220 como foi colocado”, explica Wallace Landim, que preside a Cooperativa dos Transportadores Autônomos do Brasil.

Os caminhoneiros reclamam que a nova tabela reduziu o piso a um valor abaixo do custo de trabalho e sem margem para a remuneração do trabalhador.

Segundo a norma, o cálculo do piso mínimo de frete levará em consideração o tipo de carga; também serão aplicados dois coeficientes de custo: um envolvendo o custo de deslocamento (CCD) e, outro, de carga e descarga (CC) que levará em consideração o número de eixos carregados. A resolução determina ainda que será levada em consideração a distância percorrida pelo caminhoneiro

“O estudo tem de ser revisto, o ministro [de infraestrutura, Tarcísio de Freitas] tem que rever com sua equipe técnica junto com a ANTT, tem chamar a Esalq e pedir uma explicação, porque do jeito que está não tem condições, não adianta a gente querer falar de paralisação, porque o projeto sistema, o estudo, está fazendo a categoria parar, porque ninguém vai ter condições de trabalhar”, comenta Wallace Landim.

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Explicação de presidente sobre Nordeste já sofre críticas

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Extremamente ativo nas redes sociais, Jair Bolsonaro levou 48 horas para usar essa ferramenta e negar que tenha criticado os nordestinos. Antes de começar o café da manhã correspondentes estrangeiros, uma gravação mostra o presidente conversando com o ministro Onyx Lorenzoni e citando a expressão “governadores de Paraíba”, além de dizer que o governador do Maranhão, Flávio Dino, era o pior deles e que o governo não tinha de ter nada com ele. Perguntado pela imprensa na porta do Palácio da Alvorada, o presidente chegou a falar do assunto, negando ter criticado os nordestinos. Mas depois ele fez uma postagem formal sobre o problema.

Parlamentares da oposição contestaram as explicações. “Você diz textualmente: “Daqueles governadores de PARAÍBA, o pior é o do Maranhão”. Quem tem amor pelo Brasil sabe que sua fala é atentatória à Pátria”, atacou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

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