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Para líderes do Congresso, Bolsonaro mina sua credibilidade com as próprias mãos

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Ressaca maior do que a festa Líderes de partidos de centro e centro-direita do Congresso oscilaram entre a incredulidade e o deboche diante do vídeo obsceno e escatológico postado no perfil de Jair Bolsonaro, no Twitter, na terça (5). O presidente foi, primeiro, alvo de chacota. Depois, de cobrança. No fim desta quarta (6), o saldo era amplamente negativo. Integrantes da cúpula do Parlamento avaliam que Bolsonaro está, aos poucos, ele mesmo, minando a credibilidade que tem para liderar mudanças estruturais, destaca publicação da Coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

Tô fora A decisão do presidente de publicar o filme na rede que centraliza os anúncios de sua gestão foi alvo de debate. Deputados questionavam se a mensagem tinha mesmo sido escrita por Bolsonaro. Aliados de Carlos, o 02, trataram de dizer que ele estava longe do pai, em Florianópolis.

Retrovisor Dois ex-secretários de Comunicação da Presidência veem Bolsonaro replicando a estratégia eleitoral. “Na campanha, certos embates são permitidos, mas agora é diferente”, diz Márcio Freitas, que atuou na gestão Temer.

Posteridade “Por mais que seja uma tática para manter inflado o grupo que o apoia, ele entrou numa seara complicada, a do debate abaixo da linha da cintura. E este é um cargo que se exerce sabendo que todos os dias você está fazendo história”, conclui Freitas.

Me basto Para Thomas Traumann, que integrou o governo Dilma, Bolsonaro quer a base em “estado de campanha permanente”. “Mas o momento não é o melhor. Há a reforma da Previdência, e esse discurso só reforça antipatias. Não há comunicação de governo. Há a do presidente.”

Mea culpa Aliados de Bolsonaro dizem que ele reconheceu que a postagem “não foi oportuna”. Esse grupo torce para que o episódio reforce o cuidado no manejo das redes.

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Daniella Ribeiro defende direito de trabalhador se ausentar por motivo de crença religiosa

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A senadora Daniella Ribeiro (PB), líder do Progressistas no Senado, defendeu, na sessão de ontem à noite no plenário, o direito do trabalhador de comemorar festividades e cerimônias de acordo com sua religião ou crença. A discussão ocorreu na votação da Medida Provisória 881/2019, conhecida como a MP da Liberdade Econômica que, entre outras providências, pretendia acabar com as restrições ao trabalho nos domingos. “Ninguém pode ser privado de direitos por motivo de crença religiosa”, disse ela.

Durante a sessão, Daniella Ribeiro informou aos senadores que a equipe técnica do Ministério da Economia já trabalha na elaboração de uma Portaria, que trata sobre este assunto. A Portaria, além de garantir o direito do trabalhador de frequentar as cerimônias religiosas, determina que, para os contratos de trabalho já celebrados, o empregador e o empregado devem fazer um acordo para compensar os dias e horários destinados a observação de preceitos de religião ou crença em dias alternativos.

Para os novos contratos de trabalho, a Portaria determina que o empregado deverá informar ao empregador a necessidade de observar os dias de descanso específicos para comemorar festividades e cerimônias religiosas. A portaria deverá ser publicada nos próximos dias, segundo informação dos técnicos do ministério.

A senadora compartilhou a preocupação da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) ao lembrar que os adventistas não trabalham aos sábados. “É uma preocupação minha também. Por isso entrei em contato com o Ministério da Economia e fui informada sobre esta portaria”, disse Daniella Ribeiro.

A aprovação da MP da Liberdade Econômica se deu após acordo para suprimir do texto artigos que acabavam com a restrição ao trabalho nos domingos. O projeto (PLV 21/2019), decorrente da Medida Provisória, depende da sanção presidencial para entrar em vigor.

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Tucano presidirá comissão do Médicos pelo Brasil

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Na tentativa de segurar o PSDB longe da oposição, a comissão que analisará a medida provisória do Médicos pelo Brasil será presidida pelo tucano Ruy Carneiro (PB). O relator será o senador Confúcio Moura (MDB-RO). A comissão será instalada logo mais no Congresso Nacional.

Não é a primeira pauta importante do governo de Jair Bolsonaro na qual o PSDB recebe cargos de destaque. Os relatores da reforma da Previdência tanto na Câmara quanto no Senado são do partido — Samuel Moreira (SP) e Tasso Jereisatti (CE), respectivamente.

O PSDB tem ensaiado integrar a oposição a Jair Bolsonaro. O governador de São Paulo, João Doria, articula sua candidatura à presidência em 2022, destaca publicação da Coluna Estadão.

O Médicos pelo Brasil é o programa do Ministério da Saúde que substituirá o Mais Médicos, criado por governos petistas. Prevê salários de até R$ 21 mil e contratação via CLT para os profissionais que atenderem em áreas mais carentes.

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Comissão pede que TCU analise contratação de sistema privado para fiscalização na Amazônia

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A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou requerimento para que o Tribunal de Contas da União (TCU) realize ato de fiscalização e controle no Ministério do Meio Ambiente. O objetivo é analisar os procedimentos de contratação de sistema privado de monitoramento para fiscalizar o desmatamento na Amazônia.

Os deputados federais Nilto Tatto (PT-SP), Airton Faleiro (PT-PA) e Frei Anastácio (PT-PB) lembraram da reportagem publicada pelo Estadão sobre o assunto. A matéria mostrou que o sistema privado de monitoramento que o governo pretende usar para fiscalizar desmate na Amazônia já é usado como um “teste gratuito” dentro do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O sistema, conforme apurou o Estado, é o mesmo que começa a rodar no Estado do Mato Grosso e já foi testado no Pará.

Os parlamentares disseram compreender como necessário a fiscalização do TCU para que os atos tenha a regularidade apurada. “O MMA precisa esclarecer à sociedade se está em curso um processo de cartas marcadas com eventual favorecimento a pessoas ou empresas com a escolha de novo sistema de monitoramento de desmatamento na Amazônia, e explicar porque o governo pretende abandonar um sistema efetivo e de custos menores”, afirma o deputado Nilto Tatto, um dos proponentes da iniciativa, em nota enviada à imprensa, informa reportagem do Estadão.

Questionado na semana passada sobre o uso da tecnologia privada, o Ibama não comentou. O ministro Ricardo Salles também foi questionado na oportunidade sobre os termos do acordo que permitiu fazer o uso prévio da tecnologia privada, mas não deu detalhes. A reportagem não conseguiu contatar o ministério na noite desta quarta.

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