Nos acompanhe

Artigos

Artigo: O naufrágio do Mito Bolsonaro e o afogamento de Julien Lemos

Publicado

em

Gilvan Freire

Essa história do povo fabricar Mito é um atraso colossal. Ao longo dos tempos, os mitos foram o falseamento da verdade real e só serviram para causar assombros, transtornos e danos materiais e sociais em toda a humanidade. São causa da infelicidade, infortúnios e frustrações dos povos.

Elevar homens à categoria de mito é uma tragédia à parte na mitologia, que começa e termina em geral na enganação e na exploração do homem pelo homem e na fantasmagorização da realidade humana.

No Brasil, a esquerdofrenia jurássica tirou a condição humana de Lula e o transformou em mito maquiado, uma obra ilusionista e cosmética de maus resultados estéticos que agravou seus desvios de caráter – foi de santo de barro cru a fantasma assustador. Nem ele próprio sabe hoje quem é, de tão disforme e remendado que ficou.

Enquanto os marxistas enfeitam Lula com rosas vermelhas murchas e o povo brasileiro em sua maioria o abomina, o resto do mundo derruba até as estátuas de bronze dos ex-mitos que criaram em tempos de alucinação coletiva e regimes de opressão. O lixo da história está repleto deles.

O mais recente produto da mitologia brasileira é Bolsonaro, outro santo de argila que não resiste a um tombo do andor e que nem o povo nem ele próprio sabem direito quem é . Trata-se, sem dúvida, de um fenômeno de ocasião, fruto da imaginação coletiva engenhosa que queria inventar um mito-espantalho para afugentar os maus agouros do mito-assombração. Nada mais que isso.

O bolsonarismo, sim, é o maior contingente ativo que o Brasil possui em estado permanente de ebulição política, até que sejam resolvidas as cobranças de sua cruzada eleitoral vitoriosa. Bolsonaro, com toda as suas precariedades, é apenas o instrumento da mudança, se não se revelar, prematuramente, precário demais.

Claramente despreparado para governar o país, mas mesmo assim ungido para cumprir a missão, Bolsonaro precisa ter dois governos : um para gerir os gravíssimos conflitos que cria com suas próprias palavras e atitudes impensadas e com o amadorismo e exibicionismo perigoso dos filhos e principais membros da equipe ( quase todos tisnados ); e outro governo para uma sociedade que não quer perder a esperança reconquistada e o voto posto na urna.

Ainda bem que o mito Bolsonaro está morrendo precocemente, dando lugar ao líder que emergiu das urnas cheio de cobranças e compromissos, desafiado a por ordem e sabedoria na governança a partir de sua própria casa, sob pena de um naufrágio de dimensões tsunâmicas.

Casos como o do deputado Julien Lemos, que demonstra ralo preparo na condução de seu papel parlamentar, queimando em pouco tempo prestígio junto à corte presidencial, possivelmente causando muitos danos aos colaboradores paraibanos que levou à equipe de transição, é uma forte evidência de que mitologia começa matando os seus próprios adoradores. É preciso ir devagar com o andor.

Continue Lendo

Artigos

Quando o assunto é vereador, os de Bayeux, Cabedelo e Santa Rita não têm dado bons exemplos

Publicado

em

Quando o assunto é vereador, os que integram as Câmaras de Bayeux, Cabedelo e Santa Rita – Região Metrolitana de João Pessoa – não têm dado bons exemplos aos eleitores. Ontem, em mais uma operação do Gaeco, Ministérios Públicos da Paraíba, Pernambuco e do Rio Grande do Sul, com apoio da polícia,, prendeu em flagrante 11 vereadores da Câmara de Santa Rita, entre eles o presidente do Legislativo, Anésio Miranda.

O motivo: farra de diárias para pagamento de um suposto congresso realizado para agentes públicos, em Gramado (RS). Neste período do ano, a cidade, que é turística, abre seu ‘Natal Luz’, que dá nome a operação. Coincidência? De jeito maneira. Eu começo a achar que ser “cara de pau” é pré-requisito para político que busca mandatos – vamos salvaguardar alguns, claro, destaca coluna da jornalista Lena Guimarães, no Correio da Paraíba.

Primeiro, os únicos inscritos nesse tal congresso eram os vereadores paraibanos, mais o contador da Câmara. Ah! Um colega de Largato (SE) também fez companhia. A única palestrante vem a ser uma servidora da Câmara de Barra de Coqueiro, também em Sergipe, e que no dia da palestra estava no Ceará. Deve ter o dom da onipresença.

O pior de tudo: a sensação de impunidade que faz com que políticos dessa natureza riam da cara do eleitor. Será que você, caro eleitor, anda tão bem das pernas de forma a financiar essa brincadeira com recursos públicos. Tenho para mim que não. Então, vamos ter mais consciência. Ao invés de charminho de foto na urna votando, vamos prestar mais atenção ao voto dado.

Os vereadores, claro, se defendem. Só um adendo: todos estavam acompanhados de familiares. Eles juram de pé junto que estavam sim participando de um congresso, mas foram vigiados de perto por membros do MP do Rio Grande do Sul. Eu só sei que foram pagos mais de R$ 69 mil em diárias, sem falar em passagens, hospedagens e sabe-se lá o que mais. Para vocês terem uma ideia, desde que assumiram o mandato em 2017, até o momento, os 19 vereadores da Câmara já embolsaram mais de R$ 1,3 milhão em diárias.

Vocês podem até perguntar: esses vereadores perderão o mandato? Quase impossível porque, como diria um companheiro de redação, oito não cassam 11, né verdade. Há pouco menos de um ano para as eleições de 2020 vamos assistindo a essas aberrações sem poder fazer quase nada. Seguem o mesmo exemplo de Cabedelo, 11 foram presos por envolvimento na operação Xeque mate, mas continuam escapando da cassação e ainda recebendo salários. É desmantelo, viu?

Clique AQUI e confira a coluna completa

Continue Lendo

Artigos

Bancada federal garante R$ 247,6 milhões em emendas impositivas ao estado da Paraíba

Publicado

em

A bancada federal paraibana concluiu ontem a elaboração de emendas impositivas ao Orçamento Geral da União para o próximo ano, no total de R$ 247,6 milhões. Destaque positivo foi o esforço coletivo e o diálogo entre parlamentares de oposição e o governador João Azevêdo para que os recursos cheguem ao Estado em investimentos estruturantes.

O Governo do Estado conseguiu o montante de R$ 71,2 milhões, nas cinco prioridades apresentadas. A principal é a construção do Centro de Convenções de Campina Grande (R$ 23 milhões), seguido de ações em segurança hídrica (R$ 29,5 milhões) e equipamentos para Segurança Pública (R$ 18,7 milhões).

Em visita um a um, o governador discutiu com deputados e senadores os valores necessários ao Estado, destinados por meio de emendas parlamentares. “Esse contato individual tem o objetivo de viabilizar projetos importantes que vão de obras de custeio até resíduos sólidos, hospitais, intervenções em estradas e perfurações de poços. A nossa discussão é sobre o que podemos fazer juntos pelo povo paraibano e é o que estamos buscando em cada gabinete de parlamentar: o compromisso com o seu povo”, disse Azevêdo.

A conversa individual e em grupo já foi prática do governador eleito com vistas ao orçamento em execução. A diferença é que naquela ocasião, era tratada com parlamentares reeleitos, não eleitos ou eleitos para outros cargos. Dos 12 que estão hoje no Congresso, sete (Daniella, Edna, Gervásio, Anastácio, Ruy, Julian e Wilson) não estavam ano passado e agora têm a oportunidade de apresentar emendas após contato com João, destaca publicação da jornalista Lena Guimarães, no Correio da Paraíba.

A exceção, por incrível que pareça está dentro de casa. O único deputado do partido do governador, Gervásio Maia, afirma não ter sido procurado por João Azevêdo. Coisas de uma legenda rachada. Resquícios da velha política.

No caso de Julian Lemos (PSL), a conversa rendeu o compromisso de emenda no valor de R$ 16 milhões para investimento em Segurança Pública, área de atuação do parlamentar, que é aliado de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro e presidente estadual do PSL na Paraíba. Em suas redes sociais, o deputado fez questão de atestar no comportamento do atual governador um modo de fazer a nova política, onde as diferenças partidárias são superadas pelos interesses coletivos da população paraibana.

O mesmo atestado de mudança e amadurecimento foi dado pela senadora Daniella Ribeiro, uma das últimas a ser visitada pelo governador. “A postura de amadurecimento, buscar recursos, deixar as diferenças de lado e fazer ações pelo Estado. Esse é o tipo de amadurecimento que a classe política tem que ter de forma geral. (…) Achei muito importante a atitude do governador”, afirmou. Sinais de uma nova Paraíba a caminho.

Clique AQUI e confira a publicação na íntegra

Continue Lendo

Artigos

Europa: Ricardo pode tirar férias da Calvário, mas a Calvário dificilmente fará o mesmo por Ricardo

Publicado

em

Governador por oito anos, ninguém duvida que Ricardo Coutinho está precisando de férias, principalmente após o estresse da operação Calvário, que levou seu sucessor João Azevedo a demitir oito secretários de sua confiança; dos efeitos colaterais de sua intervenção no comando do PSB paraibano, com destituição de Edvaldo Rosas; e do racha subsequente no grupo socialista.

Ricardo Coutinho embarcou ontem para a Europa, deixando para trás as três crises. Vai poder passear com a família e tentar esquecer os problemas – como as prisões de Ivan Burity, Eduardo Simões Coutinho e de Jardel Aderico da Silva, este último acusado de entregar R$ 4 milhões em propinas na Paraíba, para que pudesse fornecer livros para a Secretaria de Educação – mas não será esquecido, destaca artigo da jornalista Lena Guimarães, no Correio da Paraíba.

Sabe-se que o Gaeco/MPPB está analisando o material recolhido nas 5ª e 6ª fases da Calvário, e que o MP do Rio de Janeiro já denunciou os 22 envolvidos no Estado, e cita vários paraibanos, entre eles o irmão de Ricardo Coutinho, Coriolano Coutinho.

O documento produzido pelo MPRJ tem nada menos que 721 páginas. Narra episódios nos quais Michelle Cardoso, secretaria de Daniel Gomes da Silva (Cruz Vermelha), fala sobre seu medo de vir a Paraíba transportando dinheiro como a “caixa de vinhos” que entregou a Leandro Azevedo no Hotel Hilton, no Rio de janeiro.

Além de outros diálogos, a denúncia registra o acompanhamento, voto a voto, das apurações das eleições de 2014, e também fala sobre a “doação eleitoral” de R$ 300 mil feita por um tio de Daniel Gomes, Jaime Gomes da Silva, a campanha de Ricardo Coutinho, em 29 de novembro de 2010. No dia seguinte, 30 de novembro de 2010, foi transferida para a campanha do candidato a governador do PSB.

Argumentam os promotores: “Dado que Jaime Gomes da Silva é português, nunca possuiu domicílio eleitoral na Paraíba, parece improvável que tal contribuição de campanha houvesse decorrido de um impulso espontâneo de participar do debate político paraibano, mas sim do interesse em construir um cenário mais favorável aos interesses comerciais do seu sobrinho”.

É por isso que Ricardo pode tirar férias da Calvário, mas a Calvário dificilmente fará o mesmo por Ricardo.

Clique AQUI e confira a publicação na íntegra

Continue Lendo