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Artigo: Vitor Hugo, prefeito interino de Cabedelo, não lembra ou prefere esquecer…

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Blog do Guto Brandão

Vitor Hugo (PRB), prefeito interino de Cabedelo, tem divulgado que foi eleito presidente da Câmara Municipal para o biênio 2019/2020, nas eleições antecipadas da mesa diretora que aconteceram em 08 de março de 2018, menos de um mês antes da deflagração da Operação Xeque-mate que mudaria para sempre a história política de Cabedelo.

O prefeito interino tem “alertado” que a oposição tentará anular a eleição na qual ele teria sido eleito Presidente, como propaga, a fim de que, com o adiamento, um outro vereador pudesse se tornar prefeito no primeiro dia de 2019, antes da realização das eleições adiadas.

Em entrevista à uma rádio FM, Hugo disse que mobilizou seu “staff” jurídico para garantir-lhe a presidência da casa, inclusive, por meio de brigas judiciais e, chegando a afirmar que retomaria seu mandato de vereador, abandonando o cargo de prefeito-interino em favor de um juiz interventor. (Até que está bem disposto para assegurar-se do poder, não é mesmo?)

Reforço que na Câmara de Cabedelo a eleição para presidente do biênio 2019/2020 já aconteceu e a pessoa eleita é a então primeira-dama, que se encontra afastada e presa, Jacqueline França. Vitor Hugo fez parte da chapa como segundo vice-presidente. Na época à base do então prefeito Leto contava com 12 vereadores. A composição da mesa diretora que Vítor Hugo promete defender com total vigor não é a que ele seria presidente, mas aquela na qual Jacqueline Franca, esposa do ex-prefeito preso Leto Viana, foi eleita Presidente. O que chama atenção é que de todas as pessoas que faziam parte da chapa, Vitor foi o único que não foi preso, por isso ele avalia talvez, que deva ser o presidente.

Abaixo segue a resolução que antecipou a votação da mesa diretora em 8 de março.

Resolução nº 216 2018-Antecipação Eleição Mesa Diretora

O regimento interno da Câmara de Cabedelo prevê que a eleição para renovação da mesa diretora, deve acontecer sempre na primeira sessão ordinária do mês de dezembro da segunda sessão legislativa.
A eleição foi antecipada através de uma “manobra” no dia 08 de março 2018, quando aprovada uma resolução que antecipava o pleito, inclusive, convocando sessão extraordinária para aquele mesmo dia, tudo na forma do requerimento de urgência-urgentíssima.

Se de fato a Câmara Municipal de Cabedelo decidir por anular a eleição em que os vereadores presos, Jacqueline França, Lúcio José, Antonio do Vale e Tércio Dornelas,  foram eleitos, não estará cometendo nenhum golpe, como diz Vitor Hugo, mas apenas restaurando a legalidade do processo de escolha da mesa dentro do poder legislativo cabedelense.

A votação realizada logo após as prisões em Cabedelo, aconteceu para eleger uma mesa provisória, a votação do biênio 2019-2020 pode sim ser anulada e convocada novamente, nada mais justo depois de tantas coisas que a cidade passou. É preciso transparência, é preciso civilidade, aceitar o jogo, fazer com que o legislativo possa eleger uma outra mesa diretora de maneira democrática. Não se pode deixar espaço para mais dúvidas, arrumadinhos, ginásticas de cargos.

Não se sabe porque à todo custo sempre alguém quer alterar as coisas na lógica da política em Cabedelo.

Já percebeu que tudo muda, todo instante? Seja pela circunstância, vantagens, conveniências, compulsão mórbida ou delírio.

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Crise no PSB: Dos 58 prefeitos da legenda, pelo menos 40 já teriam hipotecado solidariedade a João

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Será que o ex-governador Ricardo Coutinho imaginou o tamanho do racha que a tomada à força do Diretório Estadual do PSB provocaria? Apostou que ainda teria força política para conter qualquer tipo de rebelião e fazer as coisas ao seu modo?

Não funcionou assim. Ao que tudo indica, o PSB pode repetir o PMDB, que em 1998 rachou. Uma parte seguiu o ex-governador Ronaldo Cunha Lima e depois fundou o PSDB, e a grande maioria ficou com o governador José Maranhão, que obteve a reeleição com a maior votação da história recente: 80,72% dos votos válidos, no 1° turno.

João Azevedo ainda não fez declaração após a reunião de ontem que nomeou uma Comissão Provisória para a Paraíba, tendo Ricardo como presidente e ele como vice, proposta que tinha recusado por antecipação. Mas, para o seu entorno, a questão está resolvida e será questão de tempo a troca de legenda. Seu líder, o deputado Ricardo Barbosa diz que não existe mais clima para ele ficar no PSB, destaca publicação da jornalista Lena Guimarães, no Correio da Paraíba.

O PSB não corre o risco de perder apenas o governador. O presidente do Poder Legislativo, deputado Adriano Galdino disse que assim que a legislação permitir, irá para outra legenda. Dos oito deputados estaduais do PSB, quatro se posicionaram a favor de João, dois estão indecisos e dois com Ricardo.

O único senador da legenda, Veneziano Vital do Rêgo, cuja esposa Ana Claudia é secretária de Articulação Municipal e cotada para candidata a prefeita de Campina, também recusou compor a Comissão Provisória. Ricardo mantém o apoio do deputado Gervásio Maia.

Dos 58 prefeitos da legenda, pelo menos 40 já teriam hipotecado solidariedade a João, sentimento que levou os presidentes do PSB de Santa Rita, Cabedelo e Bayeux a renunciarem aos cargos. Dos quatro vereadores do partido na Capital, dois – Léo Bezerra e Tibério Limeira assinaram nota se comprometendo com o governador.

Até o PT, que tem Luiz Couto no secretariado e espera que Anísio Maia volte à Assembleia, divulgou nota afirmando que seguirá fazendo parte do governo de João, por entender que “está sintonizado com nossos anseios, lutas e sonhos de dias melhores para nosso povo”.

Até aqui, os números favorecem João. “Vitória de Pirro” para Ricardo.

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Crise no PSB: João sabe que está em posição privilegiada e tem base política forte na Assembleia

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A dissolução do Diretório Estadual do PSB da Paraíba foi feita à revelia do governador João Azevedo, que tinha sido convidado para uma reunião de conciliação, que diante do fato consumado, não aconteceu. Ele não foi para a segunda tentativa, ontem. Mandou uma carta condicionando o diálogo à revogação da medida e a recondução de Edvaldo Rosas à presidência.

Com mais três anos e quatro meses de governo, João sabe que está em posição privilegiada, tem base política forte na Assembleia, e que se portar como pau-mandado de Ricardo Coutinho destruiria suas chances futuras na política. Usou a sabedoria do “mata-se o galo na primeira noite” ou será para sempre um submisso.

Tentou se impor, mas em nenhum momento agrediu ninguém do partido. Evitou fechar portas. Esperou um reconhecimento, já que a dissolução do Diretório Estadual ocorreu sem um fato que justificasse, a não uma reação de insatisfação à nomeação de Edvaldo Rosas para a Secretaria de Governo, destaca publicação da jornalista Lena Guimarães, no Correio da Paraíba.

O ex-secretário do PSB, Flávio Moreira postou no Twitter que não iria à reunião porque “não seria producente alimentar um debate em uma crise que foi causada por um ato inexplicável, covarde e vil. Incompreensível”.

E prossegue: “Por que destituir um presidente leal e correto em todos os sentidos? João é de fato muito diferente de Ricardo. Respeita as pessoas, busca administrar sem permissividade personalista e lidera pelo exemplo, não pelo medo. O povo saberá julgar o melhor para os destinos do Estado”.

A proposta de conciliação do PSB dificilmente atingirá seu objetivo: garante a presidência estadual a Ricardo Coutinho (sugestão do deputado federal Gervásio Maia) e mais três cargos na Executiva Estadual, e outros quatro menores – consolação? – ao governador João Azevedo.

Se faltava um ingrediente para tornar essa crise ainda mais explosiva, o ex-governador Roberto Paulino acrescentou: convidou publicamente João Azevedo para ingressar no MDB.

João não tem pressa porque só será candidato em 2022. Pode tanto esperar o cenário ficar mais claro ou ser agente de transformação. O tempo dirá. Por enquanto, concentra todos os holofotes.

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SOS Transposição: João Azevedo mostrou sua força sem precisar usar a caneta

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Os vendedores de picolé e bebidas estavam nas ruas, na expectativa de renda extra, mas a multidão registrada na “inauguração popular” da Transposição do São Francisco, com as presenças de Lula, Dilma e outras estrelas da esquerda, não se repetiu. E não foi unicamente pela ausência de João Azevedo. Nenhum governador do Nordeste compareceu ao SOS Transposição, convocado por Ricardo Coutinho.

Os movimentos sociais ligados ao PT, que levou sua caravana “Lula Livre” para Monteiro, sob o comando do ex-candidato a presidente da República Fernando Haddad, garantiram o público diante do palco – insignificante sendo um domingo e em defesa de obra marcante para a cidade – conforme registram os vídeos do evento.

Dois ex não têm a força política de um titular. Haddad e Ricardo eram as “estrelas”. O ex-governador paraibano não conseguiu levar sequer todos os eleitos pelo seu partido. Estavam lá apenas o senador Veneziano Vital do Rêgo, o deputado federal Gervásio Maia, e os deputados estaduais Buba Germano, Estela Bezerra, Cida Ramos e Jeová Campos. Da base estavam Frei Anastácio e Anísio Maia (PT), e mais Damião Feliciano (PDT) e Chió ( Rede), destaca publicação da jornalista Lena Guimarães, no Correio da Paraíba.

Foram anotados 10, quando a base do governo é formada por 31, sendo 24 deputados estaduais, seis deputados federais e um senador. Os outros 21 certamente preferiram acompanhar o governador João Azevedo, que considerou que o movimento SOS Transposição não era baseado em argumentos técnicos, mas políticos.

Ele não estaria disposto a comprometer projetos da Paraíba se indispondo com interlocutores do governo federal por questões meramente políticas, quando sequer é ano eleitoral ainda.

João Azevedo mostrou sua força sem precisar usar a caneta, símbolo do poder que tem. Aliás, mostrou poder justamente por não usá-la. A estrutura disponível para o evento de Monteiro estaria longe da que se viu na “inauguração popular” da Transposição.

A maior repercussão foi da exposição política de Ricardo Coutinho e a postura de João Azevedo, que mais uma vez se impôs de forma silenciosa mas com impacto estrondoso.

“Já pensou isso [efeito João Azevedo] na eleição? Ricardo agora sabe que não é inteligente confrontá-lo”, resumiu um deputado. É, o poder sempre foi mais amado que a maioria dos governantes.

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