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Rede e PSOL dão guarida para candidaturas independentes em 2018

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Os movimentos que surgiram no caldeirão da Lava Jato e no esfarelamento dos partidos políticos têm como principal bandeira a possibilidade de participar das eleições com candidaturas independentes, sem a necessidade de abrigo em qualquer “legenda guarda-chuva”. Mas, enquanto não há previsão legal das chamadas “candidaturas avulsas”, esses grupos procuraram manter sua independência programática dentro de siglas “amigas”. Rede e PSOL já estão com as portas abertas.

Os movimentos chamam a estratégia de “candidaturas cívicas”, ou legendas democráticas. A Rede prevê este tipo de iniciativa em estatuto, desde sua criação e recentemente aprovou um texto que incentiva a ideia. Nos últimos meses, a ex-ministra Marina Silva tem se reunido pessoalmente com alguns grupos para atrair candidatos.

“Esta sempre foi desde a criação uma das razões de ser da Rede”, disse o coordenador da legenda, Bazileu Margarido.

Bancadas. O PSOL também se prepara para receber este tipo de candidatura. O objetivo primeiro é engrossar as bancadas da sigla, mas, além disso, o PSOL espera sair na frente de outros partidos de esquerda, como o PT, na disputa por atrair as novas formas de organização política. “Hoje o lugar mais confortável para esse tipo de experiência é o PSOL”, disse o presidente da Fundação Lauro Campos, Juliano Medeiros.

Grupos. O Brasil 21, por exemplo, planeja lançar 36 candidatos – dos quais mais da metade será mulheres. O movimento deve se espalhar pela Rede e PSOL. “Não ouve oxigenação no cenário político desde 1988. Por isso, é necessário mudar os mecanismos de escolha dos candidatos”, disse o porta-voz do 21, Pedro Henrique de Cristo.

Já o Acredito planeja lançar candidatos em pelo menos oito Estados. Os nomes que irão representar o movimento serão definidos em um processo de prévias. “A ideia é que a gente esteja em mais de um partido – tendo a nossa plataforma como ponto de convergência”, disse Zé Frederico, coordenador nacional.

Com uma linha de atuação política definida, o Agora! pretende lançar 30 candidatos “viáveis” e ocupar cargos técnicos ou de confiança na máquina pública. “A ideia de ‘partidos’ é antiga. As legendas de esquerda precisam de uma reconexão com a sociedade”, disse o cientista político e coordenador do Agora!, Leandro Machado.

De acordo com publicação do Estadão, EGrupos como a Bancada Ativista e Muit@s já tiveram experiências vitoriosas em 2016. Em São Paulo, a Bancada conseguiu eleger a vereadora Sâmia Bomfim (PSOL). “Os partidos políticos precisam no geral se oxigenar e se abrir para experiências independente para acompanharem a necessária renovação política”, disse Sâmia. Em Belo Horizonte, o Muit@s fez a vereadora mais votada, Áurea Carolina (PSOL): “A lógica tradicional dos partidos está obsoleta, eles não têm mais capacidade de movimentação e construção coletiva”.

Com uma proposta de atuação diferente, a Frente Favela Brasil passou a recolher assinaturas para se formalizar como partido político. O grupo ainda não sabe se vai procurar as legendas tradicionais para lançar candidatos identificados com a frente.

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“Liberdade de expressão é ser livre pra dizer o que pensa, não para criar fake news”, diz Julian

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O deputado federal Julian Lemos (PSL) comentou a operação contra fake news, da Polícia Federal, solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra jornalistas, empresários e influenciadores digitais suspeitos de disseminarem notícias falsas (fake news). A maioria deles apoia o presidente da República, Jair Bolsonaro. A operação foi realizada na quarta-feira (28).

“Liberdade de expressão é você ser livre pra dizer o que pensa, não para criar fakes, destruir reputações, forjar áudios e narrativas mentirosas”, disse o deputado. “Eu sei o que já passei vindo de certo gabinete de um “reizinho” e seus assessores”, completou.

Nas redes sociais, Julian reafirmou defesa da liberdade de expressão.

“É o direito que permite as pessoas manifestarem suas opiniões sem medo de represálias. Igualmente, autoriza que as informações sejam recebidas por diversos meios, de forma independente e sem censura” disse. “Não é para você criar contas ou perfis fakes, destruir reputações, forjar áudios e narrativas mentirosas contra quem quer que seja, isso é crime! Não seja manipulado ao ponto de achar que isso é a mesma coisa de você dizer o que pensa”, completou.

Confira a publicação:

 

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Antes que um desavisado me pergunte o óbvio, afirmo e reafirmo. Sou radicalmente a favor da livre Liberdade de expressão ! Liberdade de expressão ” É o direito que permite as pessoas manifestarem suas opiniões sem medo de represálias. Igualmente, autoriza que as informações sejam recebidas por diversos meios, de forma independente e sem censura” Não é para você criar contas ou perfis fakes, destruir reputações, forjar áudios e narrativas metirosas contra quem quer que seja, isso é crime ! Não seja manipulado ao ponto de achar que isso é a mesma coisa de você dizer o que pensa. Sou um democrata, e jamais irei admitir que um cidadão seja impedido de dizer o que pensa, mas ninguém está a cima da lei, nem eu que sou político nem você. #JulianLemosDeputadoFederaldaParaiba #NaoeUmMandatoeUmaMissao #DeputadodaSegurancaPublica #OFederaldaSegurancaPublica #AvozdaParaiba

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Câmara aprova MP que altera regras trabalhistas durante pandemia

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (28) a Medida Provisória 936/20, que permite a redução de salários e da jornada de trabalho ou a suspensão do contrato trabalhista durante o estado de calamidade pública relacionada ao coronavírus. A MP será enviada ao Senado.

O texto prevê o pagamento de um benefício emergencial pelo governo aos trabalhadores. As regras valem para quem tem carteira assinada e para os contratos de aprendizagem e de jornada parcial.

Segundo o texto, o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda garantirá o pagamento de uma parte do seguro-desemprego por até 60 dias ao trabalhador que tiver o contrato suspenso ou por até 90 dias se o salário e a jornada forem reduzidos, informa publicação da Agência Câmara.

De acordo com o projeto de lei de conversão do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), o Poder Executivo poderá prorrogar esses prazos durante o período do estado de calamidade pública decorrente da pandemia.

O valor do benefício dependerá de quanto for a redução. Se o acordo entre empregador e empregado for individual, sem participação do sindicato, a redução poderá ser somente de 25%, 50% ou 70%, tanto do salário quanto da jornada de trabalho.

Nessa situação, se houver redução de 50%, o trabalhador terá direito a 50% do salário e a 50% do seguro-desemprego por mês. Como o seguro é calculado sobre a média dos salários dentro de alguns limites, o valor não chega a ser o mesmo que o reduzido.

Assim, por exemplo, quem tiver uma média de R$ 1,5 mil nos últimos três meses receberá de benefício R$ 600,00 (50% do seguro, de R$ 1,2 mil).
Para o relator, embora o texto não tenha sido aprovado como ele queria, ainda assim é motivo de comemoração. “Celebro cada vitória em um país em que mandatários evocam a ditadura para resolver conflitos políticos”, disse Orlando Silva.

Inicialmente, no cálculo do benefício emergencial, a versão de Silva para a MP usava a média aritmética simples dos três últimos salários, limitada a três salários mínimos (R$ 3.135,00). Mas um destaque do PP retomou o texto original da medida provisória, prevalecendo o seguro-desemprego como base.

Cálculo do benefício

Quem recebe uma média de R$ 2,5 mil terá direito a cerca de R$ 945,00 (50% de R$ 1.890,00). Se a média for maior que R$ 2.669,29, o valor fixo do seguro-desemprego é de R$ 1.813,03 e o trabalhador receberia metade disso como benefício emergencial (cerca de R$ 906,00).

Inicialmente, por meio da MP 928/20, o governo previa apenas a suspensão do contrato de trabalho sem recebimento de benefício.

Outras reduções
A MP permite a redução de salário e de jornada também por outros índices, mas isso pode ser desvantajoso para o trabalhador. Se o acordo coletivo prever redução menor que 25%, o empregado não recebe nada do governo.

O benefício será de 25% do seguro-desemprego para reduções de 25% até 50%. Diminuições de salários maiores que 50% e até 70% resultarão em um benefício de metade do seguro-desemprego mensalmente. Redução maior que 70% do salário e da jornada resultará em benefício de 70% do seguro-desemprego a que teria direito.

O relatório aprovado especifica que a redução ou a suspensão poderão ocorrer por setores ou departamentos dentro de uma empresa, abrangendo a totalidade ou apenas parte dos postos de trabalho.

Os acordos já realizados seguirão as regras da redação original da MP. A exceção é para a prevalência das cláusulas do acordo coletivo no que não entrarem em conflito com possível acordo individual anterior.

Ajuda voluntária

Se o empregador desejar, poderá pagar uma ajuda compensatória mensal ao empregado, seja no caso de redução de jornada ou de suspensão temporária.
Essa ajuda terá caráter indenizatório e não poderá sofrer descontos para imposto de renda ou Previdência Social ou Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Por parte do empregador, não integrará a base de cálculo para demais tributos incidentes sobre a folha de salários e para o imposto de renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Orlando Silva incluiu ainda a possibilidade de dedução da ajuda compensatória da base de cálculo do imposto de renda na declaração de ajuste anual por parte de quem recebe rendimentos não assalariados (autônomos, por exemplo), por parte do empregador doméstico e por parte de produtores rurais.

Todas as deduções serão aplicáveis para as ajudas pagas a partir de abril de 2020.

Individual ou coletivo

Segundo o texto aprovado, a aplicação do acordo individual ou coletivo dependerá do valor do salário e da receita da empresa.

Empresas médias ou grandes (receita bruta maior que R$ 4,8 milhões em 2019) poderão fazer contratos individuais ou coletivos para quem ganha até dois salários mínimos (R$ 2.090,00).

As micro e pequenas empresas (receita bruta até o valor citado) poderão firmar acordos individuais ou coletivos com quem ganha até R$ 3.135,00.

O contrato individual escrito poderá ser feito ainda se a redução for de 25% ou se, somados os valores do benefício emergencial e da ajuda compensatória e/ou do salário recebido, o empregado ficar com o mesmo salário de antes.

Quem ganha salário igual ou maior que duas vezes o teto da Previdência Social (equivalente a R$ 12.065,46) e possui diploma de curso superior também pode negociar individual ou coletivamente.

Quem estiver fora dessas condições terá de passar por negociação coletiva.

Aposentados

Como os aposentados que continuam trabalhando com carteira assinada estão impedidos de receber o benefício previdenciário, o relatório de Orlando Silva condiciona o acordo de redução ou suspensão ao modelo individual.

Adicionalmente, o empregador deverá pagar ajuda compensatória igual ao valor a que teria direito de benefício emergencial. Se a empresa for média ou grande (receita bruta maior que R$ 4,8 milhões em 2019), ela terá ainda de pagar mais 30% do salário normal.

Aviso prévio

Para trabalhadores que cumpram o aviso prévio, que antecede à demissão, a MP permite que empregador e empregado desistam desse aviso e adotem o programa emergencial de preservação de empregos.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Inquérito das fake news pode abrir caminho para cassação de Bolsonaro no TSE

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O controverso inquérito que apura ameaças, ofensas e fake news contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pode pavimentar o caminho da cassação do presidente Jair Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A avaliação entre ministros do tribunal é a de que, caso seja autorizado, um compartilhamento das provas do STF com a Justiça Eleitoral deve dar um novo fôlego às investigações que apuram o disparo de mensagens em massa na campanha presidencial de Bolsonaro em 2018. A possibilidade dessas ações serem “turbinadas” com o inquérito das fake news do Supremo já acendeu o sinal de alerta do Palácio do Planalto.

O ministro Alexandre de Moraes é um personagem-chave nos dois tribunais. Relator do inquérito das fake news, o ministro do Supremo determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de empresários bolsonaristas no intervalo de julho de 2018 a abril de 2020, abrangendo, portanto, o período das últimas eleições presidenciais. Na próxima terça-feira, Moraes deixa a vaga de substituto e vai assumir uma cadeira de ministro titular do TSE, o que vai lhe garantir a participação no julgamento das ações que investigam a campanha de Bolsonaro e do seu vice, Hamilton Mourão, destaca reportagem do Estadão.

Moraes é visto com desconfiança e considerado um ministro “militante” por aliados de Bolsonaro devido à sua proximidade com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O ministro também é relator de um inquérito que investiga atos antidemocráticos que ocorreram em abril em todo o País – Bolsonaro participou de um deles em Brasília, diante do quartel general do Exército.

Se a chapa Bolsonaro-Mourão for cassada ainda neste ano pelo TSE, novas eleições deverão ser convocadas e caberá à população brasileira ir às urnas para definir o novo ocupante do Palácio do Planalto. Caso o presidente e o vice sejam cassados pelo tribunal em 2021 ou 2022, o Congresso fica com a escolha do novo chefe do Executivo. Até hoje, o TSE jamais cassou um presidente da República. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o cenário atual dentro do tribunal é favorável à manutenção do mandato de Bolsonaro.

Clique AQUI e confira a reportagem na íntegra

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