Nos acompanhe

Negócios

Artigo: Para que serve o DANFE se temos a NF-e?

Publicado

em

Em meus artigos, constantemente falo sobre a importância da digitalização de documentos e de como o futuro da documentação é o universo intangível do digital. Basicamente, toda transação comercial já migrou ou está em processo de migração. Não só pela praticidade em armazenamento, segurança, mas acima de tudo pela gestão. Esse é o caminho. Logo, parece uma contradição do nosso novo modelo de obrigações fiscais exigir que ainda exista um documento como o DANFE.

Para aqueles que não estão familiarizados com a sigla, DANFE significa Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Ele, nada mais é do que a representação gráfica da NF-e, ou seja, é um documento de papel, que não chega a ser uma NF-e impressa, mas se aproxima bastante disso. Na verdade, ele contém apenas os dados principais da NF-e.

Por ser impresso, sua função está ligada ao transporte de cargas comercializadas e documentadas através da NF-e. O DANFE viaja com as mercadorias durante o transporte da compra do vendedor até a chegada ao cliente. Um caminhão não pode trafegar sem o DANFE. São geradas multas pesadas caso o motorista seja pego em uma fiscalização trafegando sem o documento.

Como não contém todos os dados da NF-e, o DANFE serve para facilitar o acesso aos dados principais, como a chave numérica de acesso, ou código de barras do produto, e permite que o fiscal, consultando esse número, verifique se há mesmo uma NF-e que comprove aquela transação, online. Ou seja, no fim de contas o DANFE serve à fiscalização, pois na prática não serve como nota nem para vendedor e nem para cliente.

Sendo assim, apesar da gestão ser feita de forma digital, a prática do trânsito de mercadorias precisa de uma documentação que esteja legível, à mão, independente de qualquer equipamento eletrônico e que permita fiscalização de forma rápida. A necessidade momentânea daquela situação demanda um papel.

Pode parecer um retrocesso, mas não é. O DANFE é emitido junto da NF-e, tem caráter oficial, e a consulta numérica permite que ele seja colocado à prova de fraude. Mas um motorista não poderia ter um tablet onde ele mostrasse a NF-e, por exemplo? Talvez em um futuro próximo. O caso é que não é dever do transportador manejar documentos fiscais, ou mesmo transitar com equipamentos do tipo na rodovia. Pode ser um problema em diversas instâncias.

Não falo apenas de roubos, mas a simples falta de bateria já bastaria para parar o trânsito da mercadoria. A inabilidade de um motorista ou outro em mexer no equipamento, pode ser outro fator. Nem todas as transações podem ser feitas de forma digital de maneira fácil, ainda. Talvez mais para frente haja meios. Hoje, a impressão de uma única folha é a maneira mais barata, direta e prática, sem contar que o DANFE não precisa ser usado após o transporte.

O documento pode ser usado ainda com o auxílio na escrituração contábil da transação realizada. Neste caso, o documento deve ser arquivado pelo prazo legal exigido para as notas fiscais, para ser apresentado quando solicitado. Isso em casos especiais, onde é preciso garantias de algumas transações de valores altos, por exemplo. Por último e não menos importante, o documento ainda é utilizado para colher a assinatura do cliente no ato da entrega da mercadoria ou prestação do serviço, servindo de comprovante da entrega.

Ao transitar com o DANFE, o motorista possui de maneira fácil dados referentes à saída da mercadoria, dados da transportadora e do veículo, descrição do produto, etc. A ideia é fiscalizar possíveis ilegalidades, permitindo conferência e garantindo a transação para a empresa, cliente e transportadora. O DANFE serve, sobretudo para quem fiscaliza ilegalidades, para garantir entregas e permitir facilidade do trabalho do transportador.

Talvez hajam soluções mais digitais e que mantenham praticidade e custo futuramente. Por hora, usar o DANFE é o mais prático. Importante é lembrar que as funções de DANFE e NF-e são distintas e não adianta achar que um é inútil em detrimento do outro. Cada um tem sua função e auxilia a cadeia do processo comercial.

Adão Lopes é mestre em tecnologia e negócios eletrônicos e CEO da VARITUS BRASIL.

Continue Lendo

Negócios

Sindicato dos Artistas nega registro para Juliette por falta de “embasamento profissional”

Publicado

em

O Sindicato dos Artistas negou registro profissional para a ex-BBB paraibana Juliette Freire por “falta de embasamento profissional”.

De acordo com informações da colunista Fábia Oliveira, do jornal O Dia, a tentativa de adquirir um registro da Delegacia Regional de Trabalho (DRT) que permitiria que a ex-BBB fosse considerada uma profissional do campo artístico teria partido da equipe de assessoria da paraibana.

Ainda segundo a colunista, a justificativa para o pedido seria adquirir a licença para que Juliette pudesse atuar no remake da novela Pantanal cujo lançamento está programado para o próximo ano nas telinhas da Globo, emissora que, por sua vez, nega a informação.

Para a coluna, Hugo Gross, atual presidente do órgão, justificou a decisão.

“A gente não pode liberar o registro para Juliette porque não há trabalhos suficientes que comprovem que ela seja atriz, portanto não há embasamento profissional para que ela detenha um DRT. O documento enviado pela equipe de Juliette, com objetivo de comprovar seus trabalhos como atriz, tinha apenas imagens da cantora fazendo comerciais para algumas lojas, após sua saída do ‘BBB’”, explicou.

De acordo com informações de bastidores, a notícia da suposta tentativa da paraibana tentar adquirir um DRT às pressas teria desagradado a estudantes e profissionais do setor que dedicam anos da própria vida para tornarem-se profissionais do setor.

Continue Lendo

Negócios

Paraíba tem 15 cachaças premiadas no Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil

Publicado

em

Quinze cachaças paraibanas foram premiadas na 20ª Edição do Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil – Premiação 2021. Para o deputado estadual e presidente da Frente Parlamentar de Empreendedorismo e Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Eduardo Carneiro, essa premiação evidencia o potencial que o estado possui na produção da bebida.

“A Paraíba sempre foi destaque quando o assunto é cachaça. Essa premiação só afirmar o potencial do estado para produção desse produto que agrada cada vez mais o paladar, não só dos brasileiros, mas também de estrangeiros, tendo em vista que o produto também é exportado. Além de contribuir para o setor econômico paraibano, gerando emprego e renda”, avaliou Eduardo.

O concurso, que foi realizado entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro, teve o resultado divulgado na última sexta-feira (17) por meio de uma live. Entre as paraibanas premiadas estão: o Engenho São Paulo, em Cruz do Espírito Santo, que levou cinco prêmios com a cachaça São Paulo Cristal recebendo a medalha duplo ouro, a Cigana Heritage e Cigana Carvalho que receberam a medalha de ouro; Já a cachaça São Paulo Original e a Caipira foram medalha de prata. O Engenho Nobre, também em Cruz do Espírito Santo, levou a medalha de ouro com a cachaça Nobre Sensações Carvalho e a medalha de prata com a cachaça Nobre Sensações Umburana.

O Engenho Triunfo, localizado na cidade de Areia – município que foi reconhecido como capital paraibana da cachaça por meio da lei nº 11.879/21, de autoria de Eduardo Carneiro – ganhou um total de três medalhas, sendo elas: medalha duplo ouro com a Triunfo Jaqueira, a medalha de ouro com a cachaça Triunfo Prata, e medalha de prata com a cachaça Triunfo Castanheira.

Já a cachaça Saqueira Prata Freijó, do município de Sousa, garantiu a medalha de duplo ouro. As cachaças Pai Vovô Amburana Prata, de Sousa; Cobiçada Premium, de Serraria; Baraúna Umburana, de Alhandra; e Turmalina da Serra, de Areia, garantiram a medalha de prata.

Concurso – Valorizar a produção nacional, estimular a procura pela qualidade e servir de referência segura ao consumidor, são os objetivos do Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil, que este ano chegou a sua 20ª Edição. Cerca de 120 rótulos de vinhos e 300 de destilados participaram da disputa, que contou com degustações às cegas do júri formado de 16 pessoas, entre jornalistas e compradores de bebidas mundiais, garantindo isenção e divulgação das análises. Para conferir o resultado completo do concurso é só acessar o site vwww.vinhosedestiladosdobrasil.com.br.

Atuação – É buscando valorizar e reconhecer o trabalho desenvolvido por engenhos que atuam no mercado da cachaça de forma legal no Estado da Paraíba, que, o deputado estadual Eduardo Carneiro apresentou na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei nº 2.631/2021, que estabelece parâmetros para fiscalização efetiva sobre engenhos e alambiques clandestinos. A propositura cria um Disque Denúncia de Produção Clandestina, atrelado à Secretaria de Agricultura Familiar e Desenvolvimento do Semiáridos, que receberá as denuncias da produção irregular de cachaça e vai executar as fiscalizações e inspeções.

Continue Lendo

Negócios

Especialista da Unimed esclarece sobre os perigos pela busca de cirurgias estéticas “da moda”

Publicado

em

Os procedimentos estéticos estão cada vez mais acessíveis ao público. Essa facilidade de acesso traz uma preocupação aos profissionais da área: muitas pessoas procuram intervenções “da moda”, que são procedimentos não indicados clinicamente, mas que celebridades propagam e despertam o desejo. Além disso, hoje também tem o chamado “efeito zoom”, causado pelo aumento de reuniões por vídeo.

“Nosso corpo é imperfeito. Temos lados diferentes e essas diferenças têm que ser mostradas para que o paciente leve em consideração e valorize as imperfeições já existentes”, lembra o cirurgião plástico Marcelo Aquino, médico cooperado da Unimed João Pessoa.

De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, a rinoplastia ultrapassou a lipoaspiração como a cirurgia plástica mais realizada em 2020. A busca pelo termo no Google alcançou altas de 4.800% em julho deste ano, devido a famosos que se submeteram ao procedimento como Anitta, Cleo Pires e Kevinho.

Orientação – Marcelo Aquino comenta que sempre irão existir nomes diferentes para técnicas que já existem há anos para torná-las mais evidentes. “Cabe a nós, como cirurgiões, desmistificar isso, assim como entender se a pessoa tem indicação ou não. O fato de ‘estar na moda’ ou por ter sido feito por algum famoso não significa que todos podem fazer”, explica. Esse processo é delicado. “É mais difícil contraindicar do que indicar, pois o paciente chega com um ideal, uma a mentalidade pré-formada”.

O médico ressalta que a cirurgia plástica surgiu para trazer bem-estar ao paciente. A principal finalidade é corrigir ou melhorar algo que o incomoda, seja uma mama grande ou pequena, o abdômen volumoso e vários aspectos que podem interferir na qualidade de vida. “Não são indicadas [as cirurgias] quando as alterações não condizem com a realidade, como uma pessoa que vê um nariz muito pior do que realmente é, ou alguém que procura fazer intervenções em série na tentativa de emagrecer”, exemplifica.

Outras contraindicações, segundo Marcelo Aquino, são pacientes com doenças graves ou muito jovens, que, às vezes, não têm o ideal de corpo bem formado. “Também desaconselho quem pretende fazer, com plástica, procedimentos que só terão resultados com dieta ou bariátrica, por exemplo”, diz.

Com indicação médica, um pré-cirúrgico bem feito e seguindo todos os parâmetros – como a realização em um ambiente hospitalar com estrutura, equipe bem formada com anestesista e outro cirurgião plástico auxiliar – o procedimento terá menor risco. “Nunca é zero, mas é menor quanto melhor for o perfil do paciente e mais bem feito o pré-operatório”, explica.

Sobre a Unimed JP – Com 49 anos de tradição, a Unimed João Pessoa é uma cooperativa de trabalhos médicos que se consolidou como a melhor e maior operadora de planos de saúde da Paraíba. Além de mais de 1,8 mil médicos cooperados, possui a mais completa rede de assistência médico-hospitalar privada do Estado. São diversos hospitais credenciados, sendo dois próprios – um deles referência em alta complexidade -, além de clínicas, prontos-socorros e laboratórios à disposição de 150 mil clientes. Comprometida com o desenvolvimento sustentável, é signatária do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU). Tudo isso garante à Unimed JP a liderança absoluta no segmento de saúde suplementar no mercado paraibano. Acesse www.unimedjp.com.br.

Outras informações:

Instagram: @unimedjoaopessoa

LinkedIn: /company/unimed-joao-pessoa

Facebook: /unimedjoaopessoa

Twitter: @unimed_jp

Continue Lendo