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Paraíba

Geração Alfabetizada: Luciano Cartaxo assina termo de cooperação com o Programa Educação Pra Valer

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Baseado na experiência exitosa do município de Sobral, no Ceará, que tem a maior nota do país no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), com nota 9,1 nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, firmou, na tarde desta quarta-feira (12), um acordo de cooperação entre a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) e o Programa Educação Pra Valer. O objetivo é a realização de uma parceria pedagógica para ampliar os resultados do programa Geração Alfabetizada, realizado pela Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), da Capital. O programa visa melhorar os índices da educação na Capital a partir da alfabetização das crianças na idade certa.

De acordo com o prefeito Luciano Cartaxo, mais do que transformar a estrutura de todas as escolas do município, montar a maior rede de creches, ampliando de 4 mil para 13 mil vagas, e implantar um novo padrão na educação, a gestão busca novas ferramentas para garantir o avanço nos resultados alcançados. “Sabemos que é preciso ter ousadia para não ficar na zona de conforto com os resultados já alcançados e podermos avançar para chegarmos ao que planejamos para a Capital”, afirmou o prefeito Luciano Cartaxo.

Segundo ele, em reuniões com a equipe da educação e o coordenador executivo do Programa Educação Pra Valer, o ex-prefeito de Sobral, José Clodoveu de Arruda Coelho Neto, foi possível observar que o projeto se aproxima do que já vem sendo executado na Capital através do programa Geração Alfabetizada e que esta parceria terá a capacidade de ampliar os horizontes do projeto de alfabetização na Capital. “Vou acompanhar de perto o programa porque acredito na educação e no potencial dos nossos profissionais para fazer este projeto pensando no futuro das nossas crianças”, disse.

Durante a solenidade de assinatura do termo, que aconteceu no auditório do Centro Administrativo Municipal (CAM), Clodoveu de Arruda explicou que o Projeto Educação Pra Valer, que é coordenado pela Associação Bem Comum, com apoio da Fundação Lemann, viu em João Pessoa um potencial de professores capacitados, uma equipe técnica de qualidade dentro das unidades de ensino, avanços na educação, e que poderá elevar os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em João Pessoa, a nota do último Ideb dos anos iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) foi de 4,9 enquanto a meta era 4,6.

A assessoria pedagógica da Associação irá realizar formação com os professores dos 2º e 5º anos do Ensino Fundamental I, além do acompanhamento das avaliações. São 166 professores do 2º ano e 157 do 5º ano que já tiveram uma primeira formação e ainda terão mais duas durante o ano letivo. O Educar Pra Valer envia todo o material didático que será usado nas salas de aula, além de, durante a formação, orientar os professores de como trabalhar com esses cadernos de atividades no dia a dia. Ele explicou que o trabalho se baseia na avaliação, estabelecimento de metas, formação dos profissionais e monitoramento colaborativo.

“Luciano Cartaxo é um gestor comprometido com a educação e demonstrou interesse em executar o programa em João Pessoa para ampliar o trabalho que ele já vem desenvolvendo aqui. A gente se anima de compartilhar nossa experiência que já deu grandes resultados em Sobral com outros municípios que já realizam ações importantes na área, como é o caso de João Pessoa, porque sabemos do terreno fértil que temos aqui pela liderança de Luciano. Se a gente não alfabetizar as crianças na idade certa, este será um problema que será levado para os demais anos, prejudicando a educação destas crianças”, explicou.

A secretária de Educação e Cultura da Capital, Edilma da Costa Freire, afirmou que o Programa Educação pra Valer tem uma proposta diferenciada que, quando aplicada à Capital paraibana, respeitará a realidade local e se somará aos investimentos da atual gestão. “Nós teremos capacidade de avançar ainda mais unindo esforços, experiências e a expertise que Clodoveu trará juntamente com sua equipe para João Pessoa. Trabalhamos com toda a dedicação para garantir que João Pessoa seja a primeira Capital do Nordeste com 100% das crianças alfabetizadas na idade certa”, disse.

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Paraíba

Presa há quase dois meses, “braço direito” de Gilberto Carneiro é abandonada por socialistas

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Presa desde o dia 30 de abril na quarta etapa da Operação Calvário, a assessora e braço direito do ex-procurador do Estado, Gilberto Carneiro, Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro, foi abandonada pelo grupo girassol na carceragem da Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, em João Pessoa. Isolada pelos socialistas, Maria Laura só pode receber visitas dos familiares de 1º e 2º grau e seus advogados legalmente constituídos.

Indícios de grande movimentação de dinheiro em espécie na casa de Maria Laura, em João Pessoa, foram encontrados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), na terceira fase da Operação Calvário. De acordo com o MP, fitas de “maços” de dinheiro, utilizadas para amarrar grandes quantias, foram encontradas na residência no bairro Costa e Silva.

Uma semana após a prisão, o Diário Oficial do Estado trouxe, na edição do dia 07 de abril, a exoneração de Maria Laura Caldas, então assistente de gabinete da Procuradoria-Geral do Estado, como dito anteriormente, diretamente ligada ao ex-procurador Gilberto Carneiro, citado nas investigações alvo de mandado de busca e apreensão. Carneiro foi exonerado na mesma manhã em que a assistente foi presa.

A Operação Calvário expõe um esquema responsável pelo desvio de mais de R$ 1 bilhão da Saúde pública estadual. Conforme investigações do Gaeco/MPPB, as fraudes envolviam agentes públicos e Organizações Sociais (OS) que gerenciavam hospitais.

Informações de fontes ligadas ao RádioBlog dão conta de que em breve nova fase da Operação Calvário tomará às ruas da Paraíba e, desta vez, grandes figuras do meio político devem ser “visitadas” por agentes do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).

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Paraíba

Confira o vídeo: Esposa de ex-deputado é rendida e tem carro levado por bandido no Altiplano

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A esposa do ex-deputado Pedro Medeiros foi vítima de assalto na manhã desta quarta-feira (19), quando chegava na residência onde mora, no bairro do Altiplano, em João Pessoa. Rendida, a vítima teve o automóvel levado por um criminoso. A informação foi divulgada em primeira mão no programa Correio Debate, da 98,3 FM.

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Cruz Vermelha desviou dinheiro público a partir da cozinha do Hospital de Trauma

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A Paraíba Não Cala Dia 30 de setembro de 2015, Ana Luísa de Assis Ramalho abriu uma empresa – a Gastronomia Nordeste, com capital inicial declarado de R$ 80 mil. Exatamente um mês depois, a empresa formalizaria seu primeiro contrato.

Em um processo sem licitação – e sem precisar comprovar competência técnica ou financeira – a então pequena empresa se tornaria um gigante, ao ser escolhida para fornecer refeições para o Hospital de Trauma da Capital e também para seu anexo, o HTOP. Naquele ano, a recém criada Gastronomia Nordeste faturaria R$ 492.937,54 por dois meses de serviços.

O avanço financeiro da empresa seria mais vertiginoso nos anos seguintes (valores em milhões):

Em 2016, faturou R$ 8.656.871,31.

Em 2017,  R$ 9.487.423,40.

Em 2018, R$ 10.326.972,48.

A antecessora da Gastronomia Nordeste no fornecimento de refeições ao Trauma da Capital – a Papatudo – tinha faturamento muito aquém da nova contratada:

2012 – R$ 1.354.044,91

2013 – R$ 2.145.945,00

2014 – R$ 4.911.072,18

2015 – R$ 4.045.492,66

​​​​​​​Tudo acontece numa cozinha muito especial – Técnicos do Tribunal de Contas descortinaram lances surpreendentes na jornada da Gastronomia Nordeste, até esta chegar ao gigantismo financeiro.

O primeiro deles foi a entrada em cena de um sócio milionário tão logo a empresa celebrou o contrato com a Cruz Vermelha. O novo dono declarou capital de R$ 800 mil. Detalhe: Ana Luísa continuou com seus míseros R$ 80 mil.

“Essa situação é intrigante, pois não se verifica em transações comerciais normais a empresa, já detentora de faturamento garantido com margem de lucro de 80%, aceitar sócio e permanecer com o mesmo capital inicial”, observam técnicos do TCE em relatório que concluiu pela necessidade de cancelamento imediato do contrato entre Cruz Vermelha e Gastronomia Nordeste.

O enredo tem mais lances estranhos:

Ana Luísa decide sair da sociedade para se tornar empregada. Vende sua parte pelos R$ 80 mil declarados inicialmente.

Os técnicos do TCE voltam a se assombrar e relatam:

“Sai e declara que vendeu sua participação pelos mesmos R$ 80.000,00 (oitenta mil reais), mesmo tendo faturado ate a data da saída em torno de R$ 18.637.232,25 (dezoito milhões, seiscentos e trinta e sete mil, duzentos e trinta e dois reais e vinte e cinco centavos), com lucro estimado de 80%, ou seja, R$ 14.909.785,80 (quatorze milhões, novecentos e nove mil, setecentos e oitenta e cinco reais e oitenta centavos)”.

A equipe do TCE ainda detectou intensa entrada e saída de sócios ao longo dos quatro anos em que forneceu alimentos ao Trauma.

Em quatro anos, a Gastronomia Nordeste saiu dos R$ 80 mil iniciais para atingir, ao final de 2018, faturamento de R$ 28.964.204,73.

Como conseguiu a façanha? Lucrando muito!

As contas feitas pelos técnicos do TCE apontaram que a empresa tinha um custo mensal médio de R$ 348.265,01 (R$ 160.186,80 com insumos e R$ 188.078,21 com mão de obra). O faturamento médio mensal, porém, ultrapassava R$ 800 mil. Média de lucro mensal na casa dos R$ 500 mil.

“Pelos dados anteriores, e possível concluir que a lucratividade da empresa Gastronomia Nordeste tem crescido em desfavor das verbas publicas – aplicadas em um serviço que poderia ser executado diretamente pela Cruz Vermelha Brasileira, com a contratação direta do pessoal e aquisição dos insumos. Urge ainda destacar que a Cruz Vermelha detém a possibilidade de não contribuição de verbas previdenciárias em contratações diretas de pessoal por possuir o CEBAS  – Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social na Área de Saúde”, grifam os técnicos do TCE”, conclui o sucinto relatório do Tribunal de Contas.

A Paraíba Não Cala

O bloco de oposição na Assembleia Legislativa iniciou nesta quarta-feira, 19, o movimento A Paraíba não Cala – ação suprapartidária para monitorar, através de plataformas digitais, os escândalos de corrupção no Governo do Estado. Além de propor projetos em defesa da Paraíba, receber denúncias e cobrar respostas às instituições.

A iniciativa, inédita, reúne onze deputados (veja relação abaixo), unidos pelo desejo de expor e cobrar respostas sobre os indícios de superfaturamentos e desvios de recursos públicos na administração estadual – vislumbrados a partir da Operação Calvário, que desbarata esquema de corrupção instalado no Hospital de Trauma de João Pessoa.

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