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Paraíba

Parlamentares, historiadores e arquivologistas debatem criação de Arquivo Público Municipal

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A implantação de um arquivo público na Capital paraibana foi o assunto debatido, nesta terça-feira (11), durante audiência pública realizada na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). A propositura foi da vereadora Sandra Marrocos (PSB). Historiadores, professores universitários e arquivologistas, entre outros participantes, destacaram a importância da criação de um equipamento como esse para preservar a história, a cultura e a memória da cidade e do seu povo.

Sandra Marrocos ocupou a tribuna para destacar que a memória de uma cidade depende, em grande parte, das condições com que seus registros documentais, fotográficos e históricos são mantidos, organizados e guardados. Ela lembrou que João Pessoa é uma cidade com mais de 400 anos, sendo uma das mais antigas do país, com acervo histórico invejável e rico em detalhes. “Por esses motivos, a cidade precisa manter para a posterioridade toda sua história”, afirmou.

A parlamentar entende que a criação de um arquivo público municipal é a melhor forma de garantir uma estrutura adequada para preservação documental da cidade. “Um arquivo aberto para a conservação de documentos e pesquisas, no qual a população e pesquisadores ou pesquisadoras, de qualquer lugar do mundo, tenham acesso facilitado e organizado”, ressaltou.

A vereadora anunciou que já está em tramitação na CMJP um projeto de lei, de sua autoria, que dispõe sobre a criação do Arquivo Público Municipal de João Pessoa, define diretrizes da Política Municipal de Arquivos Públicos e Privados e cria o Sistema Municipal de Arquivo (Sismarq).

Sandra Marrocos também destacou a Lei Estadual 11.263, de 29 de dezembro de 2018, que trata do mesmo assunto, em âmbito estadual. A parlamentar deixou claro, entretanto, que sua proposta foi idealizada coletivamente, envolvendo representantes da área de arquivologia e tendo à frente o estudante Paulo Henrique. Na ocasião, a vereadora sugeriu que o Arquivo Público Municipal seja batizado com o nome da professora Jemima Marques de Oliveira (in memoriam), do Curso de Biblioteconomia, que, conforme revelou, era uma pessoa muito querida e humana, uma entusiasta e militante do resgate da identidade, cultura e história da cidade de João Pessoa.

Preservação da memória

O vereador Marcos Henriques (PT) enalteceu a importância da audiência pública e da luta dos representantes de arquivologia do município. Para ele, é por meio da memória que nós recordamos a cultura e a identidade representam o povo. O estudante Paulo Henrique reforçou que o projeto de lei apresentado pelo mandato de Sandra Marrocos foi construído de forma coletiva, e partiu do Centro Acadêmico de Arquivologia, entre 2016 e 2017. O professor Sânderson Lopes considera a Capital como um destaque nacional, por ter dois cursos de qualificação profissional de nível superior em arquivologia, um na UFPB, outro na UEPB.

A professora Julianne Teixeira disse que os alunos da UFPB estão de parabéns pela ousadia de buscar a criação de um arquivo público municipal. Ela propôs, entretanto, o acréscimo de pontos importantes à proposta para que algumas lacunas existentes sejam supridas. “Pontos como a transparência e o acesso à cidadania e preservação da memória, além de apoio à gestão e à administração pública”, revelou Julianne. Já o professor Luiz Eduardo acredita que a arquivologia paraibana fica mais fortalecida por meio de diálogos assim. O professor Josemar Henrique acredita que o arquivo público municipal deve suprir um grande problema enfrentado pela Capital, que é o de ter o arquivo histórico de pesquisa a partir de 1930.

Por sua vez, a professora Jacqueline Echeverría Barrancos parabenizou a inciativa da vereadora Sandra. Como historiadora e militante dos direitos humanos, a professora Lúcia Guerra falou da importância de um arquivo público, “principalmente no momento em que o país vive, com sua história sendo atacada e o Estado passando por problemas de transparência”. O estudante Iago Oliveira agradeceu a inciativa da vereadora e dos professores de homenagear a sua mãe, Jemima Marques. As arquivologistas Esmeralda Porfílio e Walterleide Andrade também destacaram a importância da criação do Arquivo Público Municipal.

Presenças

Além de Sandra Marrocos, compuseram a mesa do debate o vereador Marcos Henriques; a diretora do Departamento de Documentação e Arquivo da Fundação Casa de José Américo, Lúcia de Fátima Guerra; a diretora do Campus V da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Jacqueline Echeverría Barrancos; a representante da Associação dos Arquivistas, Esmeralda Porfílio; Juliane Teixeira, representando a Reitora da UFPB, Margarethi Diniz; os professores Sânderson Lopes Dornelas e Luiz Eduardo Ferreira, da Coordenação do Curso de Arquivologia da UFPB; Josemar Henrique, representando os docentes da UFPB; a gerente operacional de Arquivo e Documentação da Secretaria de Administração do Estado, Walterleide Andrade; e os estudantes universitários Paulo Henrique, Lúcia Guerra e Iago Oliveira.

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Paraíba

Balanço: Deputado Wallber Virgolino é o mais atuante do primeiro semestre na Assembleia

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Nos seis primeiros meses de mandato, o deputado estadual Wallber Virgolino (Patriotas), foi o parlamentar com maior atuação e representatividade da Assembleia Legislativa da Paraíba.

Levantamento realizado junto aos sistemas da Casa de Epitácio Pessoa, revelam que, no período, Wallber Virgolino apresentou mais de 500 proposituras, projetos de lei, projetos de indicação, entre outros. Segundo os dados, foram apresentados por Wallber Virgolino no primeiro semestre do mandato 369 requerimentos, 93 projetos de lei ordinária, 19 projetos de indicação, 08 pedidos de informação, 04 ofícios e projetos de resolução, 03 recursos, 02 requerimentos de sessão especial e 01 projeto de lei complementar.

Detentor de primeiro mandato, em entrevista à imprensa paraibana, Wallber Virgolino fez um balanço positivo dos primeiros meses como parlamentar. “Este é meu primeiro mandato como deputado estadual e tivemos um ano difícil para alguns setores partidários diante do atual cenário político que chegou às páginas policiais na Paraíba”, disse. “Apresentamos nos seis primeiros meses do ano 503 iniciativas na Casa, participamos de visitas a autoridades, reuniões técnicas, encontros lideranças, representantes de categorias, entre outros, sem contar a agenda de gabinete e demais atividades”, completou.

Wallber Virgolino disse ainda que o resultado da atuação parlamentar no primeiro semestre é apenas um “aperitivo” do que está por vir. “Estamos motivados, em sintonia com as demandas da sociedade”, disse o deputado. “Vamos continuar trabalhando, com foco, ouvindo a população e atuando em prol daqueles que acreditaram em nosso nome e confiaram seu voto ao nosso mandato”, garantiu.

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) fechou na terça-feira (18) o primeiro semestre de 2019 com aumento de 361% na produção de matérias com relação ao mesmo período do ano passado e encerra o semestre com um número recorde de apreciação e aprovação de matérias.

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Paraíba

Presa há quase dois meses, “braço direito” de Gilberto Carneiro é abandonada por socialistas

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Presa desde o dia 30 de abril na quarta etapa da Operação Calvário, a assessora e braço direito do ex-procurador do Estado, Gilberto Carneiro, Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro, foi abandonada pelo grupo girassol na carceragem da Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, em João Pessoa. Isolada pelos socialistas, Maria Laura só pode receber visitas dos familiares de 1º e 2º grau e seus advogados legalmente constituídos.

Indícios de grande movimentação de dinheiro em espécie na casa de Maria Laura, em João Pessoa, foram encontrados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), na terceira fase da Operação Calvário. De acordo com o MP, fitas de “maços” de dinheiro, utilizadas para amarrar grandes quantias, foram encontradas na residência no bairro Costa e Silva.

Uma semana após a prisão, o Diário Oficial do Estado trouxe, na edição do dia 07 de abril, a exoneração de Maria Laura Caldas, então assistente de gabinete da Procuradoria-Geral do Estado, como dito anteriormente, diretamente ligada ao ex-procurador Gilberto Carneiro, citado nas investigações alvo de mandado de busca e apreensão. Carneiro foi exonerado na mesma manhã em que a assistente foi presa.

A Operação Calvário expõe um esquema responsável pelo desvio de mais de R$ 1 bilhão da Saúde pública estadual. Conforme investigações do Gaeco/MPPB, as fraudes envolviam agentes públicos e Organizações Sociais (OS) que gerenciavam hospitais.

Informações de fontes ligadas ao RádioBlog dão conta de que em breve nova fase da Operação Calvário tomará às ruas da Paraíba e, desta vez, grandes figuras do meio político devem ser “visitadas” por agentes do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).

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Paraíba

Confira o vídeo: Esposa de ex-deputado é rendida e tem carro levado por bandido no Altiplano

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A esposa do ex-deputado Pedro Medeiros foi vítima de assalto na manhã desta quarta-feira (19), quando chegava na residência onde mora, no bairro do Altiplano, em João Pessoa. Rendida, a vítima teve o automóvel levado por um criminoso. A informação foi divulgada em primeira mão no programa Correio Debate, da 98,3 FM.

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