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Paraíba

Religioso recebe honrarias pelos relevantes serviços prestados à Igreja

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Natural da cidade de Cajazeiras, o padre José Paulo Pires Braga recebeu, na tarde desta quarta-feira (15), o Título de Cidadão Pessoense e a Medalha João Paulo II, pelos relevantes serviços prestados como evangelizador e pelo incansável trabalho em favor da família. A sessão solene, proposta pela da vereadora Raíssa Lacerda (PSD), reuniu familiares e amigos do religioso na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).
José Paulo Pires inciou seus estudos no Colégio Salesiano Padre Rolim, em Cajazeiras. Alguns anos depois, veio para a Capital paraibana estudar no Seminário Diocesano. Em seguida, foi para Roma, onde começou a estudar filosofia e teologia na Universidade Gregoriana. Antes de ingressar na vida sacerdotal, o religioso foi casado com Aline Guedes Pereira, com a qual teve três filhos: Paulo Cézar, Paulo Augusto e Angelina Maria. Sua esposa teve problemas de saúde e faleceu três anos depois.
O sacerdote, então, retornou a Roma para concluir seus estudos, e dois anos depois voltou ao Brasil para prestar vestibular para Direito. Em João Pessoa, começou a lecionar filosofia e teologia, fundou a Faculdade de Filosofia na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e ajudou na interiorização da instituição federal. Como padre, desenvolve um trabalho social importante de aconselhamento de casais e fortalecimento dos princípios familiares.
Com o apoio do então arcebispo Dom José Maria Pires, o homenageado foi o responsável pela organização de algumas igrejas na Capital, como a Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, no bairro do Bessa. Ele também participou efetivamente da organização do Santuário Mãe Rainha e realizou outras atividades importantes em várias pastorais, como a carcerária e a que atuava no antigo Manicômio Judiciário. O padre José Paulo Pires chega aos 85 anos de idade com uma vida intensa dedicada à Igreja e à evangelização.
“A Câmara dos Vereadores de João Pessoa não está, nesse momento, homenageando apenas o padre José Paulo, mas também toda a Igreja. Este reconhecimento é motivo de muito orgulho. Ele prestou relevantes serviços às paróquias como missionário, monsenhor e homem de fé”, comentou o arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson. “Sou muito grato a todos os vereadores que tiveram essa iniciativa”, acrescentou o arcebispo.
A vereador Raíssa Lacerda fez um pronunciamento emocionado, ao falar sobre a trajetória de vida do religioso. “A história desse padre [José Paulo Pires] é muita rica e de muito amor às pessoas. Essa Casa estava, há muito tempo, devendo esta justa homenagem a esse homem caridoso, que entregou sua vida a Deus para servir os mais humildes”, ressaltou a parlamentar. “Agradeço a Deus e a Nossa Senhora por terem me proporcionado esse momento tão lindo e maravilhoso”, reforçou.
Os filhos do homenageado, Paulo Cézar e Angelina Maria Pires, usaram a tribuna para falar em seu nome. “Agradecemos aos presentes por essa merecida homenagem ao meu pai, que tem uma história dedicada à Igreja e às pessoas, um sacerdote que cumpriu magistralmente sua missão”, declarou Paulo. “Você, meu pai, é um verdadeiro exemplo para todos nós”, afirmou Angelina.
A mesa da sessão foi composta pela vereadora Raíssa Lacerda e sua mãe, Denise Lacerda; pelo arcebispo Dom Delson; pelo vereador Carlão (PSL), que secretariou os trabalhos; e pelos filhos do homenageado. O coral Antônio Leite de Figueiredo, da CMJP, regido pela maestrina Socorro Estrela e com a participação do solista Paulo Brasil, cantou as músicas “Con Te Partirò” (Andrea Bocelli) e “Oração Pela Família” (Padre Zezinho).

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Firjan: Em 2018, Paraíba gastou mais com pessoal do que o teto de 60% da receita previsto em lei

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O elevado nível de desemprego ampliou a diferença entre os salários médios dos empregados nos setores público e privado no país. Enquanto estes vêm sofrendo com o corte de vagas formais, aqueles conseguiram obter ganhos reais mesmo em meio à crise.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica), desde que o Brasil entrou oficialmente em recessão, no segundo trimestre de 2014, o rendimento médio do setor privado ficou estagnado, enquanto o do setor público teve ganho real de 10%.

No primeiro trimestre de 2019, o rendimento médio dos empregados no setor público chegou a R$ 3.706, enquanto trabalhadores do setor privado ganharam, em média, R$ 1.960. É a maior diferença desde o início da série da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, em 2012, informa reportagem da Folha.

Para especialistas, a maior diferença é fruto do aumento da informalidade no mercado de trabalho, que afeta apenas trabalhadores do setor privado, enquanto os trabalhadores do setor público estão protegidos por estabilidade.

Para economistas, o aumento dos rendimentos do setor público é um fator adicional de pressão sobre as contas dos governos em meio à crise de arrecadação. “Se tenho despesa crescente e arrecadação ou estagnada ou decrescente, a conta não fecha”, afirma Almeida, do Ibmec.

Segundo estudo da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), em 2018 cinco estados – Paraíba, Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins e Roraima – gastaram mais com pessoal do que o teto de 60% da receita previsto em lei.

Outros quatro, embora tenham divulgado gastos com pessoal dentro do limite estabelecido, já declararam calamidade financeira diante de dificuldades para fechar as contas: Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Goiás.

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Paraíba

40,70%: Dos 59.370 servidores na ativa que estão na folha do Estado, 24.168 não fizeram concurso

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Será que o substantivo neófito (aprendiz, novato, principiante), ainda cabe para o governador João Azevedo, no que diz respeito à política?

Em agosto de 2017, quando foi lançado ao governo por Ricardo Coutinho, ele era um técnico respeitado, reconhecido como responsável pelo legado de obras das gestões do PSB. Seria sua primeira campanha, enfrentando o mais votado ex-governador pós redemocratização – José Maranhão -, e o candidato das oposições, Lucélio Cartaxo.

Contra as expectativas, João não apenas venceu, mas garantiu o governo no 1° turno, com 58,18% dos votos válidos. E sua coligação elegeu a maioria absoluta dos deputados estaduais, destaca publicação da jornalista Lena Guimarães, no jornal Correio da Paraíba.

As dúvidas persistiam: quem vai mandar no governo? O eleito ou o antecessor?

No 5° mês de gestão e com uma Operação Calvário que passou a testar suas habilidades políticas com apenas 31 dias no cargo, João está, aos poucos, impondo sua marca. Aproveitou as exonerações dos ocupantes de cinco das principais secretarias do governo – Administração, Procuradoria-Geral do Estado, Planejamento, Saúde e Finanças – para colocar técnicos ou nomes de sua confiança.

Ainda na gestão, anunciou concursos para Educação (4.000 vagas, sendo 1.000 a cada ano do mandato), Fundac (400 vagas para agentes socioeducativos), para a Procuradoria-Geral (30 vagas) e Aesa (para engenheiros). É reversão da tendência de contratação sem concurso, que marcou a gestão do antecessor.

Dos 59.370 servidores na ativa que estão na folha do Estado, 24.168 (40,70%) não fizeram concurso. São temporários, prestadores apoio, prestadores professores, prestadores de serviços, contratados de emergência, requisitados, estagiários ou comissionados. E ainda tinha os codificados. Fazer concurso é opção pela meritocracia.

Faltava a base de apoio no Legislativo. O G10, grupo formado por 10 deputados de vários partidos, que pode decidir qualquer votação na Assembleia, após impor derrotas ao governo, saiu de uma conversa com João proclamando que estão “afinados”. Teve deputado que disse ser o grupo a verdadeira base do governador, ou a confiável. Venceu mais um obstáculo.

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Paraíba

Victor Hugo e Aguinaldo Silva tomam posse nesta segunda-feira, em Cabedelo

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O prefeito interino de Cabedelo, Vitor Hugo (PRB) e o ativista cultural Aguinaldo Silva (PSB), serão empossados nos cargos de prefeito e vice-prefeito, respectivamente, na segunda-feira, às 18h, pela Câmara Municipal da cidade. A solenidade será no Cabedelo Clube e foi confirmada após a Justiça Eleitoral concluir o julgamento do recurso que pedia o indeferimento do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap) da coligação “A Força do Trabalho”, que foi eleita na eleição suplementar do último dia 17 de março.

Antes da solenidade de posse, haverá a diplomação dos eleitos, também na segunda-feira, às 15h, na sala de audiências do Fórum Eleitoral de Cabedelo, em cerimônia conduzida pelo juiz Salvador Vasconcelos, 57ª Zona Eleitoral.

O magistrado concluiu ontem, o julgamento do processo envolvendo o Drap da coligação vencedora. Ele negou o recurso da chapa encabeçada pelo Vereador José Eudes (PTB), da coligação “É tempo de Mudança”, seguindo o parecer do Ministério Público Eleitoral, que considerou improcedente o pedido de impugnação da chapa dos eleitos. A oposição questionava a regularidade da habilitação do vice-prefeito eleito Aguinaldo Silva ao diretório municipal do PSB, informa reportagem do Correio da Paraíba.

No domingo em que ocorreu a eleição suplementar, a Justiça Eleitoral decidiu divulgar o resultado da votação, mas apenas proclamar e diplomar os eleitos após julgamento DRAP. Vitor Hugo e Aguinaldo Silva foram eleitos com 23.169 votos, 73,07% do total dos votos válidos, na eleição suplementar realizada após prisão e renúncia do então gestor Leto Viana, preso na Operação Xeque-mate.

A diplomação é o ato solene através do qual a Justiça Eleitoral, oficialmente, declara, quem são os candidatos eleitos e os suplentes, entregando aos mesmos os respectivos diplomas devidamente assinados pela autoridade competente (art. 215, parágrafo único do Código Eleitoral). A diplomação é a última etapa que compete à Justiça Eleitoral após a eleição, que com o ato, encerra sua participação no processo eleitoral.

Ascensão. Desde o mês de abril do ano passado, quando foi deflagrada a Operação Xeque-Mate, a cidade de Cabedelo passa por um momento turbulento em sua história política. À época, além da prisão do então prefeito Leto Viana e o do afastamento do já falecido vice-prefeito, Flávio Oliveira, o município ainda presenciou a prisão de cinco vereadores e o afastamento de outros cinco. Servidores da prefeitura e da Câmara Municipal também foram alvos da operação, que identificou um suposto esquema responsável por desviar recursos públicos no município.

Renúncia. Em outubro do ano passado o então prefeito Leto Viana renunciou ao cargo de prefeito. A Justiça Eleitoral então determinou a realização de novas eleições no município. Isso aconteceu porque a renúncia de Leto aconteceu ainda no primeiro biênio de seu mandato. Caso o afastamento em definitivo ocorresse após esse período, a escolha se daria de forma indireta, e o novo prefeito escolhido apenas pelos vereadores.

O PREFEITO

Vítor Hugo Peixoto Castelliano nasceu no Rio de Janeiro no dia 29 de dezembro de 1973. Empresário, casado e com nível superior completo, ele foi eleito em 2016 para vereador de Cabedelo depois de ter ficado na suplência em 2008 e 2012. Como vereador, foi eleito presidente da Câmara Municipal após o esquema de corrupção desbaratado pelo Gaeco, na Operação Xeque-Mate. Após ser eleito presidente, Vítor foi conduzido interinamente à prefeitura onde está desde abril de 2018.

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