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Previdência: “Temos de votar a reforma, mas com ajustes”, diz líder do PR, Wellington Roberto

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Quase dois meses após a apresentação da reforma da Previdência, apenas dois partidos decidiram votar em bloco a favor da proposta do governo: o Novo e o PSL, do presidente Jair Bolsonaro.

Nas últimas semanas, Bolsonaro se reuniu com líderes partidários em busca de votos.

Mas as siglas resistem a fechar questão —ato que força os parlamentares a votarem de acordo com a orientação do partido. Quem descumprir a decisão pode ser punido ou até expulso da legenda.

O fechamento de questão é uma prática adotada em assuntos relevantes e, em alguns casos, quando há divisão da bancada no Congresso.

Juntos, PSL e Novo têm 62 votos na Câmara —o governo precisa do apoio de 308 dos 513 deputados para passar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Previdência, informa reportagem da Folha.

Com postura independente ao governo Bolsonaro, PP, PSD e PR não devem fechar uma posição favorável à reforma, deixando parlamentares livres para se posicionarem.

Após cem dias na Presidência, Bolsonaro ainda enfrenta dificuldades em formar uma base de apoio no Congresso.

“O PR não vai fechar [questão]. O PR não é da base do governo. Temos de votar a reforma, mas com ajustes”, afirmou o líder da sigla, Wellington Roberto (PB).

Integrantes do PR, PP, Solidariedade, PRB e DEM têm se movimentado para impor derrotas políticas ao governo.

É uma estratégia para que o presidente mude de postura em relação a partidos, dialogue mais e abra espaço nos ministérios para cargos políticos.

Mesmo em siglas de forte tendência favorável à reforma há cautela.

Clique AQUI e confira a reportagem completa

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Ruy Carneiro volta a cobrar transparência sobre os dados da Previdência

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Acompanhando o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, durante a palestra inaugural do VII Fórum Jurídico de Lisboa, o deputado federal paraibano Ruy Carneiro voltou a cobrar a abertura dos dados sobre déficits da Previdência e de onde sairá R$ 1 trilhão que o governo pretende economizar com a reforma enviada ao Congresso Nacional. O governo decidiu dar um caráter de sigilo às informações, que, na avaliação do parlamentar, deveriam ser públicas.
Ruy é autor de um requerimento solicitando transparência do governo nos debates do tema, sobretudo na indicação das informações técnicas e de uma radiografia por setor do déficit na Previdência. “Toda essa discussão tem que ser conduzida com transparência e respeito às pessoas”, afirmou Ruy.
Vice-líder do PSDB na Câmara Federal, Ruy Carneiro fez a defesa do tema, ao lado do presidente da Casa, durante abertura do Fórum, nesta segunda-feira (22). O evento acontece nesta semana e é promovido pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), Instituto de Ciências Jurídico-políticas (CJP)  e Centro de Investigação de Direito Público (CIDP).
Na pauta, o debate de questões como o combate ao crime organizado e à corrupção, segurança pública, reformas no Judiciário, relações entre poderes, redes sociais, informação e democracia. O fórum reúne autoridades como o ministro da Justiça e Segurança do Brasil, Sérgio Moro; os governadores do Ceará, Camilo Santana, e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha; os ministros do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes; o ex-ministro de Segurança Raul Jungmann; o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva; além de parlamentares, especialistas, advogados e professores de universidades brasileiras e portuguesas.

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Artigo: O que fazer quando 30% das cidades mais violentas estão no Brasil?

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Marco Antônio Barbosa

O Brasil concentra somente 5,7% de todo o território do mundo, mesmo sendo o quinto maior país em extensão. Entretanto, este espaço é suficiente para concentrarmos 30% das cidades mais perigosas, segundo o estudo da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal. Dos 50 municípios mais violentos de 2018, 14 deles estão dentro das nossas fronteiras.

A cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, está em 8º lugar com taxa de 74,67 homicídios por 100.000 habitantes. Já Fortaleza, no Ceará, vem em seguida, na posição 9, com taxa de 69,15 por 100.000 habitantes. Outras 12 cidades do Brasil estão no ranking: Aracaju (SE), Belém (PA), Campos dos Goytacazes (RJ), Feira de Santana (BA), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Recife (PE), Salvador (BA), Teresina (PI) e Vitória da Conquista (BA).

Ao analisar estes dados, percebe-se a desigualdade social que reflete diretamente na segurança pública. A maioria destas cidades estão no Nordeste, assim como os principais índices negativos de IDH, educação, falta de saneamento básico e moradia. Tudo com conhecimento e diagnosticado há muitos anos por milhões de dados de ONGs, Associações, Instituições e até agências governamentais.

Mas então, se temos as informações, o que nos impede de mudar este cenário que vem sendo repetido por anos e anos?

O primeiro fator é a falta de políticas públicas de longo prazo para todas as áreas. Sem oportunidades na saúde, educação, moradia e outros pontos básicos de sobrevivência, o crime surge como única opção. Não é com agressão ou aumento da violência policial que vamos mudar esta situação crítica. É um ciclo que só será quebrado com planejamento e investimento.

Aí entra o segundo fator. Pensar a frente dos quatro anos de mandato é uma grande dificuldade dos nossos governantes. Não rende votos e ainda pode ajudar a eleger o próximo. Enquanto não pensarem no bem da população a frente dos próprios bens, estes tristes dados não irão mudar.

O terceiro fator é o investimento nas nossas policiais. Integração de informação em todo o país, educação para lidar com situações adversas (não basta somente atirar, precisa estar bem treinado para minimizar danos), remuneração aceitável (arriscar a vida precisa ser valorizado) e estrutura física e de inteligência. Entretanto, estes investimentos precisam estar em todo o Brasil, inclusive no Nordeste.

O quarto e último fator é a fiscalização. Legislativa, Executiva e, principalmente da sociedade para que tudo aconteça. A corrupção sempre irá existir, mas é responsabilidade destes três âmbitos punir. Mas como a sociedade pode punir corruptos? Simples: não os elegendo mais. Voto consciente é a melhor forma de evitar que acusados de crimes assumam mandatos e continuem roubando.

Sem estes quatro fatores funcionando de forma cíclica, não conseguiremos evitar que a cada ano ocupemos uma porcentagem maior dentro dos estudos de violência, homicídios e pobreza.

 

Marco Antônio Barbosa é especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil. Possui mestrado em administração de empresas, MBA em finanças e diversas pós-graduações nas áreas de marketing e negócios.

Sobre a CAME do Brasil

Presente no Brasil desde 2010, com sede em Indaiatuba/SP, a CAME Group é uma empresa de origem italiana com mais de 40 anos no mercado e líder mundial em produtos para automação de acesso, com certificações ISO 9001 e ISO 14001. A empresa dedica-se à excelência em equipamentos e assistência técnica de alta qualidade, inovação e performance no segmento de controle de acesso e automação predial, desenvolvendo projetos customizados para clientes de diferentes segmentos de mercado. Com filiais em 17 países e mais de 350 distribuidores exclusivos no mundo todo, a CAME controla três empresas produtivas (CAME Cancelli Automatici, BPT Sistemas de automação residencial e industrial, e Urbaco), além da CAME Service Itália, especializada em assistência aos clientes. No seu portfólio de produtos, oferece o que há de mais moderno e robusto em cancelas, portas e pilares automáticos, correntes e automatizadores pivotantes ou deslizantes, entre outros. Veja mais em: www.came-brasil.com . Siga nossas redes sociais no Facebook, Instagram e LinkedIn.

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Trabalhador do nordeste é o que menos gasta para almoçar fora de casa

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A pesquisa “Preço Médio da Refeição Fora do Lar”, realizada anualmente pela ABBT – Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador, aponta que o trabalhador nordestino desembolsa, em média, R$ 32,66 para almoçar fora de casa. O preço está abaixo da média nacional, de R$ 34,84 e levou a região Nordeste a se tornar a mais barata para almoçar fora de casa. O estudo foi feito em 22 Estados e no Distrito Federal, num total de 51 municípios, e coletou quase 6,2 mil preços de pratos, no período de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019.

Os dados foram apurados para a entidade pela GS & Inteligência, empresa do Grupo Gouvêa de Souza. Foi considerado o preço da refeição composta por: prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café, na hora do almoço, em estabelecimentos que aceitam voucher refeição como forma de pagamento. “O estudo é um termômetro importante que auxilia as empresas a ponderar sobre o valor do auxílio concedido ao trabalhador. Além disso, serve como referencial para garantir que quem recebe o benefício possa ter acesso a refeições de qualidade, nutritivas e equilibradas”, afirma Jessica Srour, diretora-executiva da ABBT.

Resultados da pesquisa – Os preços da alimentação variam muito de cidade para cidade e refletem a realidade econômica local. “É importante ressaltar que a pesquisa é um retrato do momento avaliado. As oscilações podem mostrar reposição de perdas nos anos anteriores ou acomodação dos valores de acordo com o momento econômico vivido em cada município”, comenta Jéssica.

Das dez cidades pesquisadas do Nordeste, 7 apresentaram retração nos preços. Somente Salvador (BA), Jaboatão dos Guararapes (PE) e Fortaleza (CE) tiveram reajuste. Ainda assim, na capital cearense, o percentual de variação ficou abaixo do índice de inflação de 3,75% apurado pelo IPCA/IBGE no mesmo período (veja tabela). Nesta edição da pesquisa, posto de cidade mais barata ficou com Recife. No ano passado, o menor preço de almoço da região era de Jaboatão dos Guararapes. A cidade mais cara é capital baiana, ocupando o lugar que era de Aracaju (SE), segundo os dados anteriores. De acordo com a pesquisa, a variação de preço de um ano para outro foi diretamente impactada pela realidade econômica de cada município. “O país vem atravessando uma fase de econômica pouco aquecida, o emprego e a renda ainda não se fortaleceram e isso afeta diretamente o desempenho dos estabelecimentos. Mais do que qualquer outro segmento, restaurantes são sensíveis a qualquer oscilação”, pondera a diretora-executiva da ABBT.

Confira a tabela:

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