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Paraíba

Prefeituras da Paraíba gastam quase R$ 2,5 milhões para doar peixes à população carente

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Uma prática que já virou tradição irá se renovar em mais uma Semana Santa na Paraíba: a distribuição de peixes à famílias carentes. Pelo menos 36 prefeituras paraibanas já contrataram ou vão contratar fornecedores para a aquisição do produto. Em algumas deles, inclusive, a mesa da população beneficiada ainda é incrementada com outros itens, como arroz, macarrão e leite de coco para garantir a ceia farta do Domingo de Páscoa. O valor desembolsado chega a quase R$ 2,5 milhões.

Ano passado, as prefeituras paraibanas gastaram mais de R$ 1 milhão na compra de itens da Páscoa para entregar à população na Semana Santa. Para este ano, a projeção é de que mais que duplique, já que para além do R$ 2,4 milhões já licitados pelas prefeituras, há ainda outras nove prefeituras que esboçaram interesse em contratar empresas para compra de peixe para distribuir na Semana Santa e apenas uma antecipou o valor global do contrato: Arara, no Cariri paraibano, que deve gastar R$ 87 mil com a distribuição de 10 mil unidades de peixe espada, informa reportagem do Jornal da Paraíba.

Dentre as que vão distribuir os kits de Páscoa, a Prefeitura de Alhandra, no Litoral Sul da Paraíba, é que vai desembolsar o maior montante dos cofres públicos para atender a população. A gestão vai repetir a quantidade do ano passado e distribuir 22 toneladas de peixe à população. O valor investido, no entanto, é um pouco mais ‘salgado’. Em 2018, a gestão de Renato Mendes gastou R$ 213 mil para a aquisição do produto. Este ano, a Prefeitura terá que desembolsar R$ 372,6 mil para comprar a mesma quantia.

Em seguida vem a Prefeitura de Cabedelo, na região Metropolitana de João Pessoa, que deve gastar R$ 286,6 mil para compra de 17 toneladas de peixe tipo corvina, divididos em dois lotes, sendo o primeiro 12.750 quilos e o segundo com 4.250 quilos.

Tradição

Caso curioso é da Prefeitura de Sertãozinho, que abriu dois processos licitatórios: um pregão presencial e um outro na modalidade convite. No primeiro, com valor global de R$ 33.510, a previsão é de comprar 3 toneladas de peixes do tipo corvina. No segundo, tipo convite (em que a gestão escolhe o comprador), a prefeitura terá que desembolsar R$ 41.490 para aquisição de 3 mil peixes do mesmo tipo. O cadastro dos moradores que irão ganhar o pescado foi feito na última semana.

A prefeitura de Alagoinha também caprichou no volume e vai gastar R$ 136,2 mil na compra dos peixes para as famílias carentes do município. Serão distribuídos 12 mil kits de corvina inteira congelada com cabeça, com pesos individuais variáveis de 1 a 2 KG. Em Pedro Régis, a Prefeitura estabeleceu como critério o cadastro do Bolsa Família, para assegurar que os peixes sejam distribuídos para as pessoas carentes. Lá serão entregues cerca de duas toneladas de tainha.

Cesta farta

Para agradar ainda mais a população carente do seu município, algumas prefeituras optam por incrementar a entrega do peixe com algum outro produto que sirva de acompanhamento, como o arroz e o macarrão, ou auxilie no preparo, como o leite de coco. É o caso, por exemplo, da Prefeitura de Montadas que pretende distribuir dois mil kits à população com peixe fresco em posta, arroz parbolizado e uma garrafinha com 200ml de leite de coco. O valor que será gasto ainda não foi disponibilizado no mural de licitações do Tribunal de Contas do Estado, tendo em vista que a licitação ainda não ocorreu.

Além do peixe e arroz, a Prefeitura de Curral de Cima resolveu este ano incrementar o cardápio acrescentando macarrão. Mais de duas mil famílias, cadastradas previamente pelas secretarias de Saúde e de Assistência Social devem receber o kit Páscoa na próxima quarta-feira (17). Para o kit incrementado a gestão teve que desembolsar R$ 95.960. A distribuição será realizada em escolas do município.

Clique AQUI e confira os municípios em que terá distribuição de peixe

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Paraíba

João Azevêdo discute Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste

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O governador João Azevêdo recebeu, nesta segunda-feira (22), na Granja Santana, em João Pessoa, o superintendente da Sudene, Mário de Paula Guimarães Gordilho. O encontro teve o objetivo de discutir a elaboração do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste. Participaram da reunião o secretário da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente, Deusdete Queiroga; o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Waldson Souza; o secretário executivo da Receita, Bruno Frade; o procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro; além do geógrafo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, Robson Brandão.

Na ocasião, o chefe do Executivo estadual apresentou as propostas que o Governo da Paraíba entende como fundamentais para o desenvolvimento da Região. “Existem alguns eixos que são importantes para nós, a exemplo da priorização da posição dos Estados na definição dos investimentos do Banco do Nordeste e a implantação de uma malha ferroviária interligando todas as Capitais e parte da Região, passando por João Pessoa, Natal, Maceió, Recife, Aracaju e Salvador que seria de uma urgência muito grande para que a gente possa ter transportes de cargas e de passageiros porque possibilitaria, por meio de Pernambuco, a interligação com a Transnordestina; esses são investimentos que entendemos ser importantes e que precisamos discutir e colocar nesse Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste”, pontuou.

O gestor também ressaltou a importância de fortalecer órgãos envolvidos com o crescimento do Nordeste. “Essa reunião de hoje teve a intenção de fortalecer esse Plano, o Conselho Deliberativo da Sudene e a própria Sudene, por meio de uma maior participação dos governadores do Nordeste nessas reuniões, definindo as prioridades e investimentos por parte do Banco do Nordeste”, avaliou.

O superintendente da Sudene, Mário de Paula Guimarães Gordilho, disse que o encontro teve a finalidade de conhecer as principais demandas da Paraíba. “O grande fator do nosso levantamento são as grandes carências de recursos hídricos dos Estados; além das questões relacionadas à educação e à saúde. Esses dados irão para o Plano de Desenvolvimento que será levado para a presidência da República que encaixará esse planejamento que a Sudene está fazendo no Plano Plurianual do Governo Federal; em seguida, este Plano irá ser votado no Congresso Nacional”, explicou.

Ele também informou que o resumo final do Plano de Desenvolvimento do Nordeste será apresentado aos governadores e às bancadas federais de todos os Estados da Região durante uma reunião que ocorrerá no dia 24 de maio, em Recife.

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Paraíba

Também pode sair: Ainda na defesa de Livânia, Sheyner Asfora se reúne com ex-secretária nesta terça

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Alegando questões de foro íntimo, o advogado Solon Benevides se afastou da defesa da ex-secretária de estado, Livânia Farias, alvo da Operação Calvário, do Ministério Público Estadual. Solon esteve na tarde de hoje (22) na 6º Companhia de Polícia Militar, em Cabedelo, onde oficializou à cliente o afastamento do caso.

Outro advogado de Livânia Farias, Sheyner Asfora, confirmou que ainda se manterá na defesa da cliente e que irá conversar com a ex-gestora nesta terça-feira (23).

Apesar de confirmar a reunião, não revelou o teor da conversa, o que leva a acreditar que também deve deixar o caso.

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“CPI do Feminicídio deve unir oposição e situação na Assembleia”, acredita deputado

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O tom é mais ameno, contudo, o deputado estadual Felipe Leitão (DEM) comunga, em parte, com os argumentos da sua colega Cida Ramos (PSB), quando expõe que a CPI do Feminicídio vai além de convicções políticas e partidárias, e que o tema vai unir oposição e situação em defesa da mulher.

Ele cita o artigo 5º da Constituição Federal, que discorre: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

Leitão também observa com certa restrição a posse de arma, por entender que se trata de um ponto muito polêmico e que deve ser discutido à exaustão em qualquer esfera dos poderes constituídos. Para ele, tolher o cidadão de bem, legalmente capaz de ter em sua residência uma arma de fogo, é algo delicado.

“Por outro lado, é evidente que uma arma de fogo, sendo portada por alguém que não tem capacidade psicológica e técnica para manuseá-la, foge completamente de qualquer discussão. Essa pessoa não pode ter algo desse tipo em suas mãos. É preciso ir à exaustão nesta discussão em todas as esferas de poder”, analisou.

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