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Paraíba

Calvário: Tribunal de Contas do Estado desmonta a Cruz Vermelha

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O relatório da Auditoria e o parecer do MP de Contas eram demolidores, mas foi a defesa da Cruz Vermelha Brasileira, que falou antes do relator, Nominando Diniz, que permitiu a quem acompanhava a sessão do TCE antecipar que a gestora do Hospital de Trauma seria condenada, e por unanimidade, por várias irregularidades, inclusive despesas não comprovadas de R$ 8,9 milhões no exercício de 2013.

Os técnicos do TCE identificaram 40 irregularidades graves, com prejuízo para o Estado de mais de R$ 9 milhões só no exercício de 2013, a exemplo de contratos com até três empresas para prestar o mesmo serviço; altos pagamentos sem comprovação da realização dos serviços; R$ 604,4 mil só em despesas com passagens aéreas; e contratações de empresas de outros Estados, inclusive para fornecimento de alimentação, destaca Coluna da jornalista Lena Guimarães, no Jornal Correio da Paraíba.

O que disse a defesa da Cruz Vermelha? Que o TCE tem primado por prevenir ao invés de punir, mas que no caso da OS, não fez alertas ou recomendou mudanças nos seus procedimentos. Que os gestores estavam comprometidos com boas práticas, tanto que conquistaram acreditação hospitalar para o Trauma.

A culpa seria do TCE, que não alertou para as irregularidades? O conselheiro André Carlos só precisou de três consultas ao sistema da Corte para responder. Lá estão registradas 28 decisões apenas em relação à Cruz Vermelha, 78 sobre OS em geral, e 219 relatórios que estão disponíveis para consultas pelo MPPB, MPF, PF e o público em geral.

Em criterioso voto, Nominando Diniz não deixou uma única brecha para contestação. Foram quase duas horas detalhando os achados e e explicando-os à luz da legislação. Disse que ao permitir a terceirização no serviço público, o STF deixou claro que estava sujeita às normas que regem a administração pública, entre elas a da economicidade. Que a terceirização não pode apenas transferir gestão, mas tem que apresentar ganhos para o Estado e para os cidadãos.

Nominando disse que nenhum dos contratos firmados pelo Estado com organizações sociais foi aprovado pelo TCE por falta de critérios na escolha. Recomendou que o governador João Azevedo desqualifique a OS, no que foi seguido à unanimidade.

O governador pode ignorar, mas o TCE aprovou o envio do relatório e do voto ao MPPB, MPF, MPT, PF, Receita Federal e até ao Ministério da Justiça, que é quem qualifica OS em nível nacional.

Clique AQUI e confira a coluna na íntegra.

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Paraíba

Calvário: Deputado reapresenta requerimento convocando secretária de saúde para dar esclarecimentos

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O deputado estadual e líder da oposição na Assembleia Legislativa, Raniery Paulino (MDB), reapresenta nesta quarta-feira (27), requerimento convocando a secretária estadual de Saúde, Cláudia Veras, para prestar esclarecimentos sobre a relação entre o Governo do Estado e a Organização Social Cruz Vermelha. Investigações do Ministério Público da Paraíba, através do GAECO, identificaram organização criminosa formada para desvio de recursos da saúde estadual, propina e caixa 2 nas últimas eleições.

“Vamos reapresentar o requerimento enquanto Cláudia Veras ainda pode prestar esclarecimentos aqui na Assembleia, o que já não é o caso da ex-secretária Livânia Farias, atualmente presa”, observou Raniery.

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Paraíba

Deputado apresenta imagem da caixa do ar condicionado que teria sido instalado em cela de Santiago

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Procurado pelo RádioBlog, o deputado estadual Wallber Virgolino (Patriota) comentou a polêmica em torno da possível instalação de um aparelho de ar condicionado no 1º Batalhão de Polícia Militar, mais precisamente na cela onde está preso o empresário Roberto Santiago, dono do Manaíra Shopping, alvo da Operação Xeque-Mate, do Ministério Público através do GAECO.

Segundo o parlamentar, a denúncia da instalação do ar condicionado na cela de Santiago partiu de policiais lotados no próprio batalhão. O Comando do 1º Batalhão de Polícia Militar nega que a instalação tenha ocorrido.

Ainda segundo Wallber Virgolino, é duvidosa a negativa do Comando do 1º Batalhão de Polícia Militar. Munidos de imagem das caixas do aparelho supostamente instalado, o parlamentar disparou. “Difícil acreditar em um governo conhecido pelas mentiras”.

Walber Virgolino disse ainda que irá pessoalmente ao 1º Batalhão de Polícia Militar conferir a veracidade, ou não, da denúncia feita por policiais.

“Depois que foi feita a denúncia, o tenente Lucas, comandante do 1 BPM, veio correndo de UBER e pediu pra tirar o aparelho da cela e colocar na sala do PROERDE”, disse o denunciante, segundo o parlamentar.

Confira a imagem

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Brasil

Fórum de Governadores: João Azevedo discute medidas para melhorar a situação econômica dos estados

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O governador João Azevêdo participou, nesta terça-feira (26), do Fórum de Governadores realizado em Brasília, que contou também com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes. Na ocasião, foram discutidas medidas para melhorar a condição econômica dos estados, securitização das dívidas, a questão da cessão onerosa, do bônus por assinatura de petróleo, déficit da previdência, entre outros assuntos.

Após o Fórum de Governadores, João Azevêdo comentou que a intenção da reunião era que o Governo Federal apresentasse um plano emergencial com ações para socorrer os estados neste momento de dificuldade. “Os governadores colocaram questões com relação à securitização, à Lei Kandir, à cessão onerosa, bônus por assinatura de petróleo, isso que vinha sendo tratado desde a última reunião”, disse.

Na ocasião, o ministro Paulo Guedes informou que dois eixos serão tratados com os estados: a possibilidade de antecipação de um crédito para os estados que aderirem à recuperação fiscal de 50% do valor previsto e que a cessão onerosa poderia vir a partir de setembro ou outubro. “Essas propostas não resolvem os problemas do estado, a Paraíba tem questões emergenciais que precisam também ter uma resposta muito mais rápida. Não podemos vincular, porque já está em tramitação no Congresso a questão da cessão onerosa com a aprovação da previdência, como foi colocado pelo ministro Paulo Guedes, as coisas podem andar em paralelo, independente da aprovação de uma ou outra. Ou seja, as questões que esperávamos ver definitivamente resolvidas ficaram para o futuro. Isso nos preocupa porque cada estado continua com seu déficit e seus problemas”, ponderou o governador.

Ainda segundo João Azevêdo, a Paraíba tem que enfrentar um ponto comum a todos os estados, que é a questão do déficit previdenciário. “Existe um déficit da previdência estadual que precisa ser enfrentado com medidas objetivas, com a criação de um fundo de compensação para que este déficit possa ser minimizado e indicando quais são as fontes para alimentar este fundo. O Estado precisa ter também, com indicação do Governo Federal, onde fazer captação de recursos para investimentos”, afirmou o governador.

O chefe do Executivo estadual acrescentou que a Paraíba tem feito o seu dever de casa para que o servidor e fornecedores recebam em dia e as obras continuem, entretanto, “isso tem um limite no suporte do caixa do Governo e a gente espera que o Governo Federal possa apresentar soluções para enfrentar esse questionamento que todos os estados têm colocado”.

João Azevêdo ainda relatou que foi criada uma comissão dentro do próprio Fórum a qual levará, em outra oportunidade, para o Governo Federal os pleitos que entendem que são possíveis de serem atendidos com mais agilidade, porque não impactam o orçamento federal. “A questão da securitização das dívidas, a questão da cessão onerosa, do bônus por assinatura de petróleo, são coisas que precisam estar definidas”, observou.

Além disso, o governador comentou que é importante que a Federação tenha uma consciência em relação ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb),que poderá acabar no próximo ano. “Como o Governo Federal vai enfrentar isso, como é que efetivamente vamos tratar essa questão? Porque se o Fundeb acabar no próximo ano, como é que vamos financiar a educação em estados e municípios? Enfim, esta foi mais uma questão que discutimos”, finalizou.

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