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Senador Veneziano Vital defende projeto que estabelece normas para sites, blogs e páginas virtuais

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O Senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) está preocupado com a disseminação desenfreada de sites, blogs ou páginas virtuais que disponibilizam conteúdo sobre saúde, muitos deles sem comprovação de que realmente são da área médica. Esta preocupação foi externada por ele na tribuna do Senado Federal, oportunidade em que defendeu o Projeto de Lei 723/2019, de sua autoria, que visa diminuir o número de pessoas que buscam diagnóstico na internet e, por consequência, a automedicação.

Ele afirmou que, de forma alguma, está indo de encontro às novas tecnologias que auxiliam a Medicina, o que é muito válido para a conquista de avanços em diversos tratamentos. Mas a sua intenção é trazer o tema ao debate, para que não haja espaços, inclusive, para o charlatanismo, fato também reconhecido pelo próprio Conselho Federal de Medicina – CRM, quando revogou, no dia 22 de fevereiro último, a resolução que regulamenta a prática da Telemedicina no País.

A regra permitia a realização de consultas, exames e até cirurgias à distância. A medida do CRM ocorreu após uma série de críticas de conselhos regionais, que consideraram o texto pouco claro e com pontos que poderiam, em última análise, trazer risco à qualidade do atendimento de pacientes e ao sigilo das informações médicas. Entidades apontaram ainda a falta de debate sobre a normatização.

“Nada contra o reconhecimento àquilo que os avanços tecnológicos possam oferecer à saúde, mas nós não podemos trocar, ou desconhecer, o lado humano das relações entre o profissional da área de saúde, no caso o médico, com o paciente. Por isso propomos um debate sobre a Telemedicina aqui no Congresso Nacional, mais cuidadoso, mais acautelado, não apenas com os que fazem a saúde, os profissionais médicos, mas nós também, que somos representantes dos cidadãos brasileiros”, destacou Veneziano.

O que pode mudar – Pelo Projeto de Veneziano, esses sites, blogs ou páginas virtuais poderão ser obrigados a detalhar as informações e solicitar ao cidadão que procure um profissional competente para sua avaliação clínica. “Atualmente está muito em voga o chamado ‘Doutor Google’, em que pessoas vão atrás de informações sobre saúde, incluindo diagnóstico e tratamentos. Mas o lado negativo desse fenômeno é de resultados imprevisíveis. A finalidade é que esse projeto tenha um efeito de alerta para os usuários da internet”, justificou Veneziano Vital.

Ele destacou ainda que as informações encontradas na internet podem induzir as pessoas aos riscos de um tratamento por conta própria, sem a avaliação de um profissional de saúde. “Todas as profissões pressupõem um período de aprendizado, que é realizado em etapas. O aprendizado nas áreas de Saúde é, como se sabe, mais longo que o da maioria das outras profissões e o leigo, ainda que muito inteligente e muito competente em sua própria área de atuação, não terá a bagagem do profissional, nem seu discernimento”.

Ainda de acordo com o texto, quem desobedecer às determinações previstas terá a publicação suspensa até que seja efetuada a devida correção. O projeto está em análise na Comissão de Assuntos Sociais – CAS e aguarda a designação de um relator.

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Há expectativa de que o relatório da Previdência seja votado até quinta-feira, diz Maia

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira, 24, que a comissão especial da reforma da Previdência deverá votar o parecer do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) até quinta-feira, 27, e o plenário da Casa pode analisar a proposta nas duas primeiras semanas de julho. Ele também informou que instalará a comissão especial para analisar a reforma tributária até o fim da semana.

Maia deu as informações em um podcast lançado por ele nesta segunda, 24. Intitulado “Resenha com Rodrigo”, a publicação será semanal e a previsão é de que seja publicado às segundas-feiras nas redes sociais do deputado, informa reportagem do Estadão.

A comissão especial da reforma da Previdência deve encerrar a discussão sobre o relatório nesta terça, 25, e a expectativa é que a votação comece na quarta, 26. Mas como Moreira deverá já apresentar alterações em seu relatório, parlamentares avaliam que será necessário um tempo a mais para que ele seja votado.

Clique AQUI e confira a reportagem completa

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Cadastro Positivo: dados de consumidores serão enviados às empresas gestoras a partir de 9 de julho

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A partir de 9 de julho, instituições financeiras, varejistas e empresas diversas como as de serviços continuados, responsáveis pelo fornecimento de energia elétrica, água, gás e telefonia, passam a enviar para as Gestoras de Bancos de Dados – GBD, as informações de pagamentos de seus clientes (pessoas físicas e jurídicas). A Boa Vista, como gestora do Cadastro Positivo, já está pronta para receber essas informações, e mais, para fornecer ao mercado soluções que contribuam para uma análise creditícia mais justa, completa e exata, beneficiando, assim, o consumidor que está em busca de crédito.

Como explica Dirceu Gardel, presidente da Boa Vista, os consumidores precisam ter ciência que a partir de 9 de julho, todos aqueles que são economicamente ativos passam a ter os seus dados de pagamento enviados às Gestoras de Banco de Dados. Ou seja, aqueles que têm uma conta de luz no próprio nome, ou um crediário em uma varejista, um cartão de crédito, celular pós-pago ou mesmo uma conta simples em algum banco, terão suas informações de pagamento (como o valor da dívida e a data do pagamento), enviadas às Gestoras, como a Boa Vista e, posteriormente apresentadas ao mercado, quando houver alguma solicitação.

O envio destas informações às GBD está amparado na nova lei do Cadastro Positivo (166/2019) sancionada pela Presidência da República em 8 de abril. Antes desta aprovação, a nova lei foi avaliada tanto pela Câmara dos Deputados, quanto pelo Senado Federal, e em ambos os casos o projeto de lei foi aprovado após algumas adequações.

Após o envio dessas informações, em mais 30 dias os consumidores começarão a ser avisados de que fazem parte do Cadastro Positivo, porém, sem que tenham suas informações apresentadas ao mercado. Assim, poderão avaliar seus dados e sua pontuação de crédito (score). Já após 60 dias da inserção no cadastro, a pontuação de crédito poderá ser consultada pelo mercado (comércio, serviços, bancos, financeiras).

Segundo Gardel, não estarão disponíveis para consulta informações relativas à saúde, bens que foram adquiridos, informações de conta corrente e investimentos, ou mesmo interações nas redes sociais, garantindo o sigilo das informações dos consumidores. Essas informações, a propósito, sequer serão enviadas às GBDs.

“O que vem para o nosso banco de dados é o quanto uma determinada pessoa tem de financiamento de veículo, por exemplo. Se ela tem um contrato de 24 parcelas no valor de R$ 1 mil e todo mês tem o vencimento que está sendo pago, nós seremos informados”, detalha o executivo. Consumidores que não desejarem ter os dados de pagamento expostos poderão solicitar a exclusão do seu nome a uma das empresas GBD que, por sua vez, comunicará às demais.

Na avaliação do presidente da Boa Vista, o Cadastro Positivo será extremamente benéfico não só para o mercado, mas também para os consumidores, por isso não é aconselhável ficar de fora. “Um bom exemplo para entende-lo é compará-lo a um boletim escolar. Imagine que se durante um ano todas as notas de um aluno foram maiores que oito com exceção de uma, na qual tirou quatro, e por conta disso esse estudante repetisse de ano somente por conta disso. Não parece justo, não é mesmo? Então, o Cadastro Positivo é o “boletim” da vida financeira do consumidor. Com ele, todas as contas pagas em dia contam a favor e podem ajudar na obtenção de crédito, mesmo que eventualmente tenha ficado com o nome sujo”, exemplifica.

Além disso, Gardel esclarece que gradualmente, o histórico de pagamento do consumidor será mais robusto, o que lhe permitirá usá-lo para negociar empréstimos ou financiamentos em condições melhores do que as atuais. Espera-se que, em pouco tempo, o Cadastro Positivo influencie e muito as relações de crédito dos brasileiros, como já acontece em outros países.

O executivo explica ainda que além do mercado, o consumidor, titular do crédito, terá todo o direito de ter acesso aos próprios dados, o que já acontece atualmente. “É direito do consumidor consultar o seu histórico de pagamento”, enfatiza Gardel. A Boa Vista, por exemplo, permite a consulta no Portal Consumidor Positivo (www.consumidorpositivo.com.br). Neste endereço, após um cadastro simples, individual e seguro, é possível fazer, gratuitamente, a consulta do CPF, visualizar o histórico de pagamentos, o score de crédito, e identificar se há algum débito na base do SCPC.

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TSE estreou série de vídeos sobre (Des)Informação e Eleições

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está veiculando, desde a última segunda-feira (17), em seu canal no YouTube, uma série de vídeos intitulada “(Des)Informação e Eleições”. O material reúne depoimentos de especialistas que participaram do Seminário Internacional “Fake News e Eleições”, realizado pelo TSE nos dias 16 e 17 de maio deste ano, com o apoio da União Europeia.

Em sete vídeos de aproximadamente 10 minutos cada, são reunidas as opiniões de especialistas nacionais e internacionais sobre o “fenômeno da desinformação” nas eleições, caracterizado pela disseminação de notícias falsas em processos eleitorais no Brasil e no mundo.

“É um tema que envolve não só as empresas de redes sociais, mas também a liberdade de imprensa, o financiamento de campanhas e também a autoridade eleitoral”, ressalta o diretor do Departamento de Cooperação e Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Gerardo de Icaza.

Na opinião do professor de Marketing Político, Marcelo Vitorino, as opiniões de profissionais multidisciplinares contribuem de forma ímpar na busca de soluções para ajudar a enfrentar o problema. “A discussão acerca do tema é necessária para combater um fenômeno que é global e plural”, complementa o professor de Direito Eleitoral, Diogo Rais.

Termo fake news

Nos vídeos da série lançada pelo TSE, a grande maioria dos especialistas defende a utilização da expressão “desinformação” em vez de fake news. Conforme argumenta a advogada especializada em liberdade de expressão e Internet Taís Gasparian, o termo fake news é ambíguo, impreciso e utilizado por políticos para desacreditar a imprensa.

Na visão da coordenadora do Projeto Credibilidade e ex-presidente do Projeto Projor, Angela Pimenta, usar o termo fake news para rotular a desinformação, a má informação e a informação errada ou equivocada é um atentado ao ofício jornalístico e, por extensão, à democracia. “Maus políticos no mundo inteiro têm tentado rebater informações que não são favoráveis a eles com esse nome [fake news]. Isso também pode incitar a perseguição de jornalistas tentando fazer o seu trabalho. Isso é perigoso e precisa ser rebatido”, alerta.

Papel do governo, empresa e cidadãos

De acordo com os especialistas, tanto os setores público e privado quanto a sociedade civil precisam desempenhar seus papéis para coibir a propagação da desinformação. “Acredito numa estratégia global e positiva que não seja apenas uma política de repressão, mas sim uma política para fortalecer o ecossistema global da informação verdadeira”, propõe o secretário-geral da Federação Europeia de Jornalistas (EFJ), Ricardo Gutiérrez.

Do ponto de vista do Google Brasil, o diretor de Políticas Públicas e Relações Governamentais da empresa, Marcelo Lacerda, diz acreditar em ações e soluções setoriais com foco em duas estratégias: empoderar o eleitor/usuário com informações relevantes para que ele possa tomar a decisão mais acertada possível; e fortalecer o ecossistema do jornalismo profissional.

Eleições Gerais 2018

A Justiça Eleitoral atuou de forma efetiva no pleito de 2018, avalia a procuradora regional da República Raquel Branquinho, em um dos vídeos da série. Segundo ela, foram utilizados todos os instrumentos disponíveis para combater o problema, o que foi capaz de “criar condições de manter a tranquilidade das eleições num ambiente de total intranquilidade”.

Para o diretor de Estratégia e Negócios da Agência Lupa, Gilberto Scofield Jr., a Justiça Eleitoral conseguiu manter a credibilidade de um pleito do tamanho do brasileiro. “O TSE, de um modo geral, trabalhou muito rapidamente no desmonte da falácia, especialmente no que se refere à lisura do processo eleitoral, que é onde está o ponto nevrálgico do problema”, disse.

Confira a playlist da série (Des)Informação e Eleições no canal da Justiça Eleitoral no YouTube.

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