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Espaços corporativos compartilhados são tendência no mundo empresarial

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Em constante processo de evolução, a sociedade busca atualmente o conceito da experiência ao invés da posse, e é nessa premissa que os espaços compartilhados nas empresas ganham cada mais vez pessoas ao redor do mundo. O censo realizado pelo Coworking Brasil deste ano, revela que o número de espaços de trabalho compartilhados aumentou de 810 para 1.194 em todo o País. Embora novos empreendedores sejam os mais adeptos a essa tendência, grandes empresas como Apple e Google já migraram para esse setor.

Na Paraíba, algumas empresas não apenas resolveram adotar a prática quanto estão inovando neste sentido. O HUB 360, em João Pessoa, é um exemplo. Com uma estrutura contemporânea e inovadora, com espaços para coworking, salas empresariais e espaços de treinamento, o local conta com os ambientes comuns a todos os que frequentam o HUB360. No prédio, todos podem compartilhar áreas como o espaço Café São Braz  e o rooftop da Heineken. O ambiente é favorável para troca de ideias e networking. O sócio-fundador do HUB 360, Tiago Costa, que morou nos Estados Unidos e conheceu espaços assim, trouxe a ideia para João Pessoa e abriu o HUB 360, no bairro de Manaíra. “Desde que abrimos, há quatro meses, das sete salas disponíveis, seis já foram ocupadas”, comemora Tiago. Para trabalhar no local, Tiago comenta que é importante a afinidade entre as empresas e pessoas que circulam no local – no caso dele, como o HUB 360 é um centro de inovação e educação, são bem vindos os negócios que norteiam o ecossistema do empreendedorismo. “Já temos aqui no HUB 360 empresas de branding, tecnologia, design, consultoria empresarial, entre outros. E quase todos já fizeram negócios entre si”, disse Tiago.

De fato, a prática de compartilhar espaços entre empresas e profissionais se mostra efetiva também nas relações interpessoais, tornando possível o contato, a troca de experiência e parcerias de ramos semelhantes, como ocorre do Massai Empresarial. O prédio onde funciona a Construtora Massai, em Manaíra, passou por um retrofit e virou prédio empresarial. Os espaços internos, elegantes e arrojados, foram transformados em salas para aluguel. “A Massai existe há 22 anos e, quando construímos esse prédio, já tínhamos essa ideia. Na verdade, é muito mais confortável os fornecedores mais próximos. É uma tendência mundial!”, comentou o sócio-diretor Allison Delmas Nunes.

A ideia de juntar alguns dos principais parceiros funcionou. Mal o Massai Empresarial abriu as portas e todas as salas já foram ocupadas. BR Audit & Consulting, PJI Consulting, Maranata Administração de Condomínios, Vladimir Miná – Advocacia, Live Results – Publicidade dividem os espaços comuns entre si, como sala de treinamento, copa e sala de cafezinho, como também serviços, como recepção, segurança e estacionamento. “Como as empresas tem afinidade entre si, a prática faz com fiquemos mais integrados. Isso faz surgir novas parcerias e gerando uma maior interação profissional”, comenta Allison.

Mais sustentabilidade- Se integração é palavra de ordem nesse novo modelo de trabalho, a economia também é. Entre os benefícios econômicos de quem decide compartilhar espaços, estão a divisão dos custos. A dentista e empresária Taís Cristina da Rosa, proprietária da Odontogalerie, clínica odontológica de atendimento premium em João Pessoa, decidiu apostar em outros profissionais para estar junto de seu negócio. A economia passa pela internet, segurança e limpeza da clínica, que fica em Manaíra.   “Essa prática traz vantagens como o aproveitamento dos funcionários e dos materiais, que são de alto investimento e vencem rápido. Preferimos ter um material de alta qualidade e que atenda os mais raros casos, que é compartilhado entre todos os dentistas da Odontogalerie, reduzindo as chances de desperdício de material”, explica.

A clínica de Taís, uma das mais bem equipadas da Paraíba, conta com 15 profissionais de diversas áreas da Odontologia, além de psicólogo e fonoaudiólogo. A assessoria de comunicação também fica localizada no mesmo prédio. Serviços como hipnose para quem tem pânico de dentista, recolhimento de células-tronco e sistema Ertty  – técnica altamente avançada em Ortodontia – são oferecidos no local.  Desta forma, mais uma palavra entra no vocabulário do compartilhamento: a colaboração. “Para nós, além do compartilhamento e da troca de experiências na convivência com outros profissionais, existe um clima de colaboração, o que enriquece não apenas o trabalho, mas o crescimento humano e pessoal”, destaca Taís.

 

Onde encontrar:

Massai Empresarial: Av. Monteiro da Franca, 1092 – Manaíra, João Pessoa – PB, 58015-680. O telefone é (83) 3044-7881. @massaioficial

OdontoGalerie:  Avenida Monteiro da Franca, 424 – Manaíra. O telefone é (83) 3031-0055. @odontogalerie

Hub 360: Avenida Bananeiras, 361 – Manaíra. O telefone é (83) 3023-0360.  @hub360network

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Agora é Lei: Empresa ‘ficha suja’ está proibida de participar de licitações na Paraíba

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A Lei 11.365/2019, de autoria do deputado Eduardo Carneiro (PRTB), publicada nesta quarta-feira (19) no Diário Oficial do Estado, proíbe que pessoas jurídicas envolvidas em ações criminais praticadas contra a administração pública, possam participar de processos licitatórios no Estado da Paraíba.

Segundo Eduardo Carneiro, o Brasil tem sido alvo de investigações jamais vistas em momento anterior da sua história. Casos de corrupção têm sido comum na vida pública brasileira e a Lei tem o objetivo de suplementar a legislação federal com vistas a endurecer ainda mais, com sanções administrativas, aqueles que forem envolvidos em práticas ilícitas contra a administração pública.

“Precisamos ‘fechar o cerco’ contra a corrupção e criar mecanismos que possam impedir os praticantes de crimes dessa natureza de permanecerem atuando na administração pública. Esse é um mal que precisa ser cortado pela raiz. Não pode mais haver espaço nas gestões para corruptos. Ou a gente protege o erário com leis rígidas ou nada avança ”, comentou.

Eduardo lembrou que esse mesmo princípio foi adotado no Projeto de Lei 53/2019,  que impede a contratação de pessoas condenadas na lei de Ficha Limpa de serem contratadas para cargos no primeiro e no segundo escalão no Governo do Estado. “Este projeto foi vetado pelo governador. A lógica é a mesma. Agora esperamos a revogação desse veto”, lembrou.

Contratos – De acordo com Eduardo Carneiro, a Lei  11.365/2019, impede ainda que as empresas condenadas em crimes contra a administração pública, sejam impedidas de também firmarem contratos de qualquer ordem com o governo estadual.

A nova lei prevê que caberá aos órgãos da administração direta e indireta verificar se as empresas interessadas em participar dos procedimentos licitatórios do poder público possuem, em seus quadros societários, sócios com condenação de crimes praticados contra a administração pública em decisão confirmada em órgão judicial colegiado.

 

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Mandado de Segurança garante contratação de escritório via inexigibilidade de licitação

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) considerou, por meio de voto do desembargador Leandro dos Santos, ao Mandado de Segurança 0001842-31.2017.815.0000, regular a contratação de advogado por inexigibilidade de licitação pelo Município de São Miguel de Taipú. A decisão afastou ato do Presidente da Primeira Câmara do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), que havia determinado a suspensão do pagamento de honorários advocatícios por meio de cautelar.

O escritório Paraguay Ribeiro Coutinho Advogados Associados, Sociedade de Advogados, impetrou um Mandado de Segurança junto ao TJPB para recorrer da decisão da Primeira Câmara do TCE, que havia acatado o entendimento do relator, o conselheiro substituto Renato Sérgio, para suspender o contrato celebrado entre o escritório e a Prefeitura de São Miguel de Taipú.

Porém, no voto, o desembargador Leandro dos Santos disse, observando o teor do Mandado de Segurança, “que fica evidente que não se exige, na espécie, que o escritório que apresentou a ação seja o único prestador possível dos serviços advocatícios. Simplesmente, não é essa a exigência que a Lei de Licitações faz” Para ele, o fundamento para a inexigibilidade de licitação utilizado neste caso específico, é o constante no artigo 25, II, da Lei de Licitações.

“Os pressupostos legais, para a inexigibilidade no caso, são dois: singularidade objetiva do objetivo a ser contratado e especialmente subjetiva da pessoa contratada; e a não singularidade subjetiva, ou seja, haver somente um escritório de advocacia habilitado na matéria. Insistir nesse ponto é francamente posicionar-se contra o texto expresso de lei”, atestou o desembargador no voto.

Com base nos argumentos, o desembargador concordou com o voto do relator que demonstra a presença de diversos precedentes judiciais em favor da tese defendida pelo escritório que impetrou a ação, isto é, corroborando a estrita legalidade da contratação via inexigibilidade de licitação de serviços advocatícios singular por sociedade.

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Assembleia aprova projeto que proíbe a cobrança da taxa de religação da água

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O consumidor paraibano obteve uma notícia que agrada o seu bolso. Foi aprovado na manhã desta terça-feira (18), na Assembleia Legislativa, o projeto de lei que versa sobre a proibição da cobrança da taxa de religação dos serviços de abastecimento de água e esgoto sanitário em caso de suspensão (o corte). O dispositivo é direcionado à população de baixa renda, e foi apresentado pelo deputado estadual Felipe Leitão (DEM).

Por ampla maioria de votos, o projeto foi aprovado, explicando Felipe Leitão que “não está se criando nenhuma despesa, nem onerando o Estado. Aqui é um projeto de lei, e quem me conhece sabe disso; é para aqueles que mais precisam”, discorreu o parlamentar na tribuna da Casa de Epitácio Pessoa.

Felipe Leitão lembrou o constrangimento e as dificuldades quando a água é cortada por falta de pagamento, observando que a taxa de religação “é matar quem já está morto”. Ele salientou que o consumidor, ao ficar inadimplente, e não conseguir pagar o débito por não ter recursos, ao normalizar sua situação na Companhia de Água e Esgoto (Cagepa), ainda tem que arcar com a taxa de religação.

“Depois que ele (o consumidor) obtiver o dinheiro, ou através de um empréstimo, ou fez um ‘bico’ e conseguiu pagar e religar a sua água, ainda é penalizado com a taxa de religação que custa seis vezes mais do que a tarifa social, pois esse projeto é só para aqueles que pagam a tarifa social; aqueles que realmente mais precisam. Então eu acho uma injustiça, e nós estamos reparando, nós estamos corrigindo essa distorção que há hoje por parte da Cagepa com os consumidores de baixa renda”, justificou Felipe Leitão.

O deputado ainda observou que praticamente não haverá impacto orçamentário na arrecadação da Cagepa, pois o projeto visa tão somente os consumidores de baixa renda. Na sua fala, Leitão pediu o apoio dos colegas para a aprovação da matéria, o que de fato ocorreu, obtendo o apoio, inclusive, do bloco de oposição.

Agora o Projeto de Lei 127/2019 segue para aprovação ou veto  do governador João Azevedo. “O projeto está bem embasado juridicamente, tem papel social, por isso estou confiante que o governador João Azevedo, homem sensível com as causas do povo, sancione o projeto”, observou Leitão.

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