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BuzzFeed News: Aliado de Bolsonaro é acusado de usar parentes como laranjas

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Um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro no Nordeste, o deputado eleito Gulliem Lemos (PSL) é suspeito de ter sido dono oculto de empresas de segurança que abriram e fecharam as portas na Paraíba, deixando um rastro de dívidas trabalhistas e indícios de fraude e relatos de ameaças a ex-funcionários.

Bem-relacionado na nova elite política de Brasília, Gulliem, que é conhecido como Julian Lemos, foi nomeado na primeira leva de integrantes da equipe de transição de Bolsonaro. Em seu estado de origem, é suspeito de ter usado parentes – mãe, irmã, ex-mulher e atual mulher – como laranjas para operar as firmas, de acordo com ex-funcionários de empresas de segurança, informa reportagem do site BuzzFeed News

Leia também – O Antagonista: Aliado de Bolsonaro é acusado de usar parentes como laranjas

Num dos casos, o deputado do PSL conseguiu embaraçar a penhora judicial de um imóvel para pagar ex-funcionários graças a uma intrincada operação cartorial que tornou o próprio avô dono do prédio. Esse mesmo prédio serviu como uma de suas bases na campanha para a Câmara dos Deputados.

Eleito com pouco mais de 70 mil votos, Julian é conhecido como proprietário de firmas de segurança na Paraíba sem que elas formalmente lhe pertençam.

A história começou em 2003, quando ele foi trabalhar numa empresa chamada GAT Segurança. Em 2004, quando a companhia passou por dificuldades, o antigo dono, Antonio de Pádua, a vendeu para Julian.

Foi na condição de empresário que teve seu primeiro problema com a Justiça. Numa licitação da Secretaria Estadual de Educação, foi condenado por apresentar documentos falsos no certame. Julian não teve de cumprir pena pois o caso acabou prescrito durante a fase de recursos.

Em sua defesa, Julian disse ter sido usado como laranja por Pádua.

Na defesa, ele alegou que não falsificou documentos e que nunca imaginara que a empresa estava em vias de quebrar.

Desde então, dezenas de ex-funcionários ingressaram na Justiça para cobrar suas dívidas. Julian só deixou a empresa em 2010.

Como Julian já tem uma condenação por uso de documento falso, advogados que tentam fazer com que ele pague suas dívidas olham com desconfiança para a saída dele da GAT. Isso porque ele deixou a empresa através de alterações no contrato com algumas supostas inconsistências.

Foram duas as alterações que tiraram Julian da sociedade e colocaram em seu lugar Jailson Targino da Silva, que não foi encontrado pela reportagem.

A luz amarela piscou para os advogados que defendem seus ex-trabalhadores quando olharam mais atentamente as assinaturas dos documentos.

Entre as duas alterações, num espaço de três dias, há uma letra diferente na assinatura do novo sócio, que ingressou na empresa para que Julian pudesse sair. Apesar da aparente inconsistência, nem o cartório que autenticou a firma nem a Junta notaram nada de anormal.

Pistola na maleta

De acordo com Josenildo de Araújo, que desde 2005 tenta receber dinheiro de Julian, o ex-patrão sempre teve comportamento explosivo. Diz que Julian ameaçava quem falava em recorrer à Justiça para garantir direitos e que andava com uma maleta com uma pistola para intimidar a equipe. (Veja vídeo abaixo)

Ao tentar entrevistar ex-funcionários que movem ações contra Julian, pelo menos outros dois disseram ao BuzzFeed News ter receio de aparecer devido à fama do deputado eleito. O seu perfil agressivo, no entanto, não é novo para quem acompanha o noticiário político.

Ele já foi acusado por três vezes na Lei Maria da Penha. Duas por agressões à ex-mulher e uma à irmã (veja trecho do depoimento da ex-mulher à Justiça no link para outra reportagem no final deste texto). Os casos ocorreram entre 2013 e 2016.

Procurada pelo BuzzFeed News, a ex-mulher, Ravena, afirmou ter medo de possíveis reações de Gulliem e se negou a dar uma entrevista relatando sua separação, a situação de suas empresas e o processo da Maria da Penha.

Empresas em nome da mãe, da irmã e da mulher

Os casos de agressão, contudo, acabaram sendo retirados pelas vítimas. Amigos de Ravena que acompanharam os processos dizem que foram elas mudaram suas versões, isentando Julian e encerrando os inquéritos após apelos da mãe do deputado eleito, dona Maria Dalva Bezerra.

Enquanto a empresa de segurança GAT vinha apresentando problemas para pagar as dívidas, uma outra firma, a TMS, foi aberta ainda em 2004. Formalmente, as proprietárias são a mãe de Julian e Kamila Lemos, uma irmã do deputado eleito.

Em 2009, foi aberta a Perímetro, cuja dona formal era a então mulher de Julian, Ravena Coura. No abre e fecha de empresas, os contratos foram migrando: primeiro da GAT para a TMS, em nome da mãe e da irmã de Julian, e, depois, da TMS para a Perímetro, em nome da mulher.

Essa é uma das evidências de que, embora seus parentes figurem como proprietários, o dono oculto das empresas seria Julian, conforme relatos de ex-funcionários nos processos trabalhistas movidos contra as empresas.

Outra mulher, outra empresa

Durante a operação da Perímetro, Julian conheceu Manuela Ximenes, com quem manteve um relacionamento. Tal situação levou ao fim do casamento com Ravena, com quem tem dois filhos.

A desavença entre o casal desembocou nos casos da Lei Maria da Penha, e Ravena, após alegar ter sido agredida, pediu a separação e se recusou a seguir como dona cartorial da empresa Perímetro, que acabou abandonada.

Julian, em prédio no terreno que acabou tendo como proprietário o próprio avô.

Ao fim do casamento e da empresa Perímetro sucedeu-se a criação de uma empresa de segurança chamada M24, em 2013. A proprietária: Manuela Ximenes, a nova mulher de Julian. Ao menos, um dos contratos da Perímetro passou a ser executado pela M24.

E aí aparece o avô

Mais recentemente, e com a Justiça do Trabalho apertando o cerco contra Julian, um novo episódio de mudanças cartoriais surgiu na família do deputado eleito.

Além da abertura de empresas, o padrão da troca de proprietários se repetiu, dessa vez, com um terreno.

Apesar de os processos iniciais contra Julian terem como alvo ele mesmo e a GAT, não demorou para que a Justiça o colocasse no pólo passivo em ações na TMS e na Perímetro, da qual ele não é formalmente sócio, mas apontado por ex-funcionários como o verdadeiro dono.

Num dos poucos bens que já figuraram na vida familiar – oficialmente, Gulliem declarou à Justiça Eleitoral não possuir nenhum bem em seu registro de candidatura – surgiu um terreno localizado em Cabedelo, município colado à capital João Pessoa.

Ele foi comprado por sua ex-esposa, Ravena, em 2010, para ser a sede de uma empresa de segurança. Foi negociada uma entrada de R$ 20 mil e 12 parcelas de R$ 2 mil.

Quatro anos depois, em 2014, o terreno já deveria estar pago, mas, com a Justiça Trabalhista procurando bens para pagar os direitos dos ex-funcionários, houve uma reviravolta.

Oficialmente, o antigo proprietário disse que o terreno não havia sido pago e alega tê-lo retomado. Formalmente, o dono revendeu o terreno para um novo comprador: o aposentado João Bezerra… o avô de Julian.

A sede da Perímetro

Para o avô do deputado, o terreno oficialmente saiu por R$ 80 mil. No mesmo papel, a prefeitura diz que ele era avaliado em R$ 684 mil. No terreno, está o prédio que foi sede da Perímetro, onde Julian realizou reuniões políticas e concedeu entrevistas durante a candidatura. Os ex-funcionários esperam que o prédio possa ser vendido para que recebam o que é devido.

Até o ano que vem, o deputado eleito fará parte da equipe de transição e seguirá com poder junto ao núcleo de Bolsonaro. Ele foi visto com futuros ministros, como Sergio Moro.

Em fevereiro do ano que vem ele será o deputado Julian Lemos, oficialmente um empresário sem empresas, irmão, filho, ex-marido e marido de empresárias que hoje respondem a processos na Justiça do Trabalho.

Procurado pelo BuzzFeed News, Julian Lemos preferiu não se manifestar sobre o caso. Por meio de uma mensagem de WhatsApp, ele escreveu: “Devem estar sem notícias relevantes, ou ao menos importantes, nada que eu fale ou diga lhes interessa, vão distorcer ou omitir os fatos, na realidade eu nem sabia que vocês [BuzzFeed News] existiam até o dia em que li uma matéria capciosa, maldosa e caluniosa a meu respeito.”

A referência é ao texto logo abaixo sobre brigas no comando de campanha de Bolsonaro. Segundo o artigo 138 do Código Penal, caluniar alguém significa “imputar falsamente fato definido como crime.” Ele não explicou o considerou “calunioso” a seu respeito.

Na mensagem ao repórter, Julian prossegue: “(…) particularmente tenho desprezo por esse tipo de matérias e jornalismo que tem um único viés, destruir reputações. Portanto, Severino, me faça um favor, delete meu número da sua lista.”

Logo depois, o deputado apagou a mensagem enviada ao repórter.

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Ação da ANA para implantar plano da bacia Piancó-Piranhas-Açu resulta em quatro plantas no RN e PB

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As ações para garantir a segurança hídrica das populações brasileiras não estão restritas ao controle de quanto cada usuário de água retira dos rios. As medidas de reúso da água têm papel importante na melhoria da disponibilidade hídrica. O Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Piancó-Piranhas-Açu, no Rio Grande do Norte e Paraíba, trouxe entre as ações prioritárias quatro projetos de reúso de água, que estão saindo do papel com recursos e atuação da Agência Nacional de Águas (ANA).

O plano do Piancó Piranhas-Açu foi concluído pela ANA em 2016, trazendo o planejamento da gestão hídrica para a bacia e ações a serem implantadas em vinte anos, para garantir água às populações da região. Entre as ações previstas, já estão em andamento quatro projetos de reúso de água para fins agrícolas, três no Rio Grande do Norte (Jucurutu, São Fernando e Serra Negra) e um na Paraíba (Itaporanga).

O efluente tratado, mesmo que de baixa qualidade para uso potável, pode estar dentro dos parâmetros exigidos para a agricultura com o emprego das técnicas corretas. Assim, ao invés dessa água ser lançada em um rio, ela será reutilizada diretamente pelos agricultores para irrigar culturas e manter o setor em funcionamento mesmo em períodos de seca, já que mesmo nestes períodos a produção de esgoto da população local se mantém. Isso permite deixar de utilizar na irrigação água potável, poupando água.

No dia 23 de janeiro ocorre a primeira reunião do grupo que irá estudar e implantar os projetos nos quatro municípios atendidos, com base nos estudos da ANA no plano da bacia, coordenados pela Agência de Desenvolvimento Sustentável do Seridó (ADESE). Participam do encontro, que ocorre em Caicó (RN), os membros do comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Piancó-Piranhas-Açu (CBH PPA), as instituições parceiras e os gestores municipais das localidades abarcadas pelo projeto. A reunião contará com participantes conectados também por videoconferência.

Os projetos definirão as tecnologias e as culturas que poderão ser utilizadas por aqueles municípios, levando em consideração os aspectos ambientais, locais, os custos e o volume de água a ser reutilizada e, tendo como premissa a garantia da qualidade da água, sem que existam riscos à saúde do usuário final e do meio ambiente. Os projetos depois de finalizados, as respectivas obras poderão ser feitas com recursos públicos ou privados.

O reúso d’água no Brasil

Em um cenário de escassez hídrica, a discussão sobre reúso de água no Brasil está sendo impulsionada pela necessidade de melhorar a disponibilidade hídrica, principalmente no Nordeste e nos grandes centros urbanos brasileiros.

A meta proposta para o reúso não potável direto no Brasil é de aproximadamente 13 m³/s até 2030, frente aos quase 2 m³/s estimados em 2017. Esse número representaria 4% do total de água reusada no mundo, valor que colocaria o Brasil numa posição de destaque nesse quesito, segundo dados do relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2018, produzido pela ANA e divulgado no último mês de dezembro. Os dados foram obtidos pelo Projeto Reúso, coordenado por ministérios que hoje fazem parte do Ministério do Desenvolvimento Regional, em parceria com a ANA e com o Ministério do Meio Ambiente.

No médio prazo (5 a 10 anos), o potencial para reúso planejado de efluente sanitário no Brasil é estimado entre 10 e 15 m³/s, comparando à capacidade instalada atual. No longo prazo, espera-se o alcance de algo em torno de 175 m³/s, valor bastante considerável e que será de grande importância para o incremento das fontes de abastecimento no país. O total de investimentos antecipados para atingir 10 m³/s de água reutilizada até 2030 foi estimado entre R$ 4 e R$ 6 bilhões, o correspondente a algo entre R$ 300 e R$ 500 milhões por ano, em média, de 2018 até 2030.

A agricultura é importante na vida da população do semiárido, pois grande parte da sua população depende economicamente do setor primário. As secas prolongadas e recorrentes se tornam um empecilho que causa falta d’água na região e, consequentemente, a diminuição da produção agrícola. Com isso, a economia se fragiliza e a população se vê forçada a migrar para outros setores.

Com o auxílio de tecnologias e técnicas adequadas para o tratamento de efluentes, é possível reciclar o esgoto tratado e transformá-lo num aliado contra a escassez hídrica. O reúso de efluentes tratados se mostra, então, uma das soluções possíveis para mitigar as crises hídricas, suprindo parte da demanda na irrigação agrícola.

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Movimento do Comércio cresce 1,8% em 2018, revela pesquisa

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O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, subiu 1,8% em 2018, de acordo com dados apurados pela Boa Vista. Na avaliação mensal dessazonalizada, o indicador caiu 1,5% em dezembro. Já na avaliação contra dezembro do ano anterior o varejo cresceu 0,8%.

Apesar do desempenho tímido nos últimos meses, o indicador segue crescendo pelo segundo ano consecutivo. Ainda assim, fatores como alto nível de desocupação e lenta melhora da atividade continuam sendo os principais entraves para uma evolução mais robusta do setor. Com poucos sinais de melhora no cenário econômico, espera-se que o varejo siga em um ritmo gradual de recuperação em 2019.

Setores

Na análise mensal, dentre os principais setores, o setor de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 3,4% em dezembro, descontados os efeitos sazonais. Ao longo de 2018 o segmento cresceu 1,1%, de acordo com os dados sem ajuste sazonal.

A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” cresceu 0,3% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Na comparação da série sazonal, nos dados acumulados do ano houve queda de 1,0%.

A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” registrou queda de 0,1% na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada subiu 2,7% em relação ao ano anterior.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” caiu 0,6% em dezembro considerando dados dessazonalizados, enquanto na série sem ajuste, a variação acumulada do ano avançou 1,3%.

Metodologia

O indicador Movimento do Comércio é elaborado a partir da quantidade de consultas à base de dados da Boa Vista, por empresas do setor varejista. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100, e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em:
ttp://www.boavistaservicos.com.br/economia/movimento-comercio/

SOBRE A BOA VISTA

A Boa Vista é uma empresa brasileira que alia inteligência analítica à alta tecnologia para transformar dados em soluções para os desafios de clientes e consumidores.

Criada há mais de 60 anos como SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), tem contribuído significativamente para o desenvolvimento da atividade de crédito no Brasil, ajudando o País a estabelecer uma relação de consumo mais equilibrada entre empresas e consumidores.

A Boa Vista é precursora do Cadastro Positivo, banco de dados com informações sobre o histórico de pagamentos, que deixa a análise de crédito mais justa e acessível.

Pioneira também em serviços ao consumidor, a Boa Vista responde por iniciativas que cooperam com a sustentabilidade econômica dos brasileiros, como a consulta do CPF com score, dicas de educação financeira e parcerias para negociação de dívidas. Tudo disponível de forma simples, rápida e segura no portal consumidorpositivo.com.br.

Atualmente é referência no apoio à tomada de decisão em todas as fases do ciclo de negócios: prospecção, aquisição, gestão de carteiras e recuperação.

Dados estão em toda parte. O que a Boa Vista faz é usar inteligência analítica para transformá-los em respostas e soluções às necessidades e desejos dos consumidores e empresas.

www.boavistascpc.com.br

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Sala de Crise: redução de vazão nas usinas do São Francisco pode ser determinada

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Em reunião da Sala de Crise do Rio São Francisco realizada nesta segunda feira (21), foi acordada uma nova política de operação para definição da vazão das usinas hidrelétricas de Sobradinho (BA) e Xingó (AL/SE). Os técnicos dos órgãos de operação e acompanhamento olharão para as projeções dos níveis dos reservatórios para o final de abril de 2019 e, se houver piora nas expectativas, medidas de restrição das vazões poderão ser adotadas. A magnitude dessa eventual redução de vazão deverá ser acordada em reunião da Sala de Crise do São Francisco.

Pela regra definida entre os participantes da reunião de hoje, sempre que as simulações da evolução do reservatório equivalente do Sistema Hídrico do Rio São Francisco indicarem um volume superior ou igual a 50% de seu volume útil ao final de abril de 2019, fica mantida a atual defluência de 800 metros cúbicos por segundo (m³/s) em Xingó e de aproximadamente 950 m³/s em Sobradinho.

Os participantes da reunião decidiram também que sempre que as simulações de evolução do armazenamento de Sobradinho indicarem um volume útil inferior a 45% no final de abril será necessário aumentar as vazões liberadas pelo reservatório de Três Marias (MG), de forma a buscar um maior equilíbrio entre os reservatórios do Sistema Hídrico do Rio São Francisco.

A necessidade de prever medidas mais restritivas para reservar mais água nesses reservatórios foi tomada após análise de informações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que apontam que a precipitação acumulada que vem sendo observada em janeiro de 2019 está consideravelmente abaixo da média do mês. Nos primeiros 19 de dias de janeiro foram registrados somente 19 milímetros de chuvas, cerca de 10% da média esperada para o mês, que é o segundo mais chuvoso na bacia historicamente.

Ainda segundo o Cemaden, a existência de uma zona de alta pressão no centro do País inibe a precipitação e a passagem de sistemas frontais que alcancem a bacia do rio São Francisco. Nos próximos 15 dias é esperado que a precipitação acumulada permaneça abaixo da média.

A próxima reunião da Sala de Crise do Rio São Francisco ocorrerá em 4 de fevereiro de 2019.

HISTÓRICO

Em reunião de 17 de dezembro, a Sala de Crise do São Francisco determinou que a partir de 18 de dezembro oreservatório da hidrelétrica de Três Marias passasse a liberar pelo menos 120 m³/s, em vez do patamar mínimo de 100m³/s que vinha sendo praticado. A partir de 1º de janeiro, a vazão mínima defluente subiria para 150 m³/s, limite mínimo de operação para Três Marias na atual situação de armazenamento.

Para o reservatório de Xingó (AL/SE), a vazão defluente foi elevada de uma média mensal de 600 m³/s para 700 m³/s a partir de 18 de dezembro e para 800 m³/s a partir de 11 de janeiro de 2019.

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