Nos acompanhe

Paraíba

Insegurança: Um mês após o ataque ao Presídio PB-1 obras de reparo estão paradas

Publicado

em

Pouca coisa mudou no presídio PB1, em Jacarapé (João Pessoa), um mês após a unidade ser invadida por bandidos, que resgataram quatro presos e permitiram a fuga de outros 88 detentos. O presídio de segurança máxima não ofereceu resistência ao ataque e, em cerca de 20 minutos, 92 presos saíram por um dos portões principais. Após a fuga, representantes do Governo do Estado falaram em providências para reforçar a segurança do presídio, mas o acesso à unidade continua com muita facilidade.

Segundo o secretário executivo de Administração Penitenciária, João Paulo Barros, o PB1 está recebendo reforço na estrutura frontal, com construção de paredes de concreto para evitar perfurações de tiros de grosso calibre, como aconteceu no dia do resgate. “Também mudamos o armamento dos policiais que ficam nas guaritas e estamos reforçando a iluminação no entorno do presídio”, disse. Quanto ao efetivo, o secretário disse que o número já é suficiente para fazer a segurança da unidade, informa reportagem do Correio da Paraíba.

Em uma visita ao PB1, a reportagem do Correio constatou que, de fato, está sendo construída uma parede com cerca de 40cm de espessura e um vão preenchido de concreto. No entanto, nos locais onde a parede já foi concluída e está sendo pintada com a cor do prédio, o reforço tem pouco mais de um metro de altura. Em outro trecho a parede chega a cerca de dois metros de altura, revestindo a estrutura original.

No alojamento dos policiais militares que fazem a segurança externa do presídio e os plantões das guaritas, a construção do reforço na parede está paralisada. Sem se identificar, um dos militares contou que faltou material e não há previsão de quando o serviço será concluído. “O que percebemos é que eles estão em suas casas, em segurança com suas famílias e não estão preocupados com a vida dos pais de família que estão aqui. Estamos pedindo ao nosso comandante assuma esse serviço e providencie material para terminar, porque corremos muito risco aqui no dia da fuga”, reclamou.

O alojamento foi a parte do presídio que ficou mais vulnerável aos tiros disparados pelo bando que atacou a unidade. É o primeiro compartimento visto por quem chega ao local. Na parte de cima do muro, onde ficam as guaritas e uma passarela entre elas, não foi feito nenhum reforço. Essa parte foi onde mais os bandidos atiraram durante o ataque. Um policial precisou deitar no chão, por quase 20 minutos, para não ser atingido pelos tiros, que atravessaram as paredes.

O armamento utilizado nas guaritas foi trocado pela PM, por armas mais modernas, mas os policiais ainda reclamam da pouca quantidade.

“No dia da fuga a gente só tinha o “pau de fogo” (apelido do FAL – fuzil automático leve, que precisa de acionamento de um ferrolho para cada disparo a ser feito). Agora trouxeram esse fuzil 556, que também não dá rajada de tiro, como acontece com o armamento dos bandidos. Mas pelo menos é semi-automático. O problema é que só tem um por guarita e cada guarita só tem 90 munições. Aqui no dia da fuga, foram recolhidos mais de mil cartuchos. Além disso, quando vamos trocar de serviço, entregamos o fuzil para o companheiro que assume e descemos para o alojamento só com a pistola”, contou outro militar, que também não quis ser identificado. O armamento das guaritas é de responsabilidade da PM e a reportagem não conseguiu contato com o comando do 5º Batalhão, responsável pelo policiamento do PB1.

No portão por onde os presos fugiram, escolhido estrategicamente pelo bando por ser o acesso mais frágil, nada foi modificado. Por ele, usando apenas um alicate tesoura, semelhante ao que foi usado na fuga, é possível entrar no presídio e ir até os pavilhões. “Os tiros e a explosão do portão principal foram apenas para intimidar o efetivo que fazia a guarda do presídio. Porque para entrar e resgatar os presos, eles precisaram apenas desse alicate”, explicou um PM.

No acesso ao presídio também não houve mudança, como instalação de barreiras físicas que impeça veículos de trafegar em alta velocidade. O secretário João Paulo disse que isso ainda está sendo estudado.

Medo de novo ataque

Um mês após o ataque, o clima é de apreensão entre os policiais que fazem a guarda do presídio. Segundo informação de um dos PMs, confirmada também por um agente penitenciário, que não quis se identificar, a Secretaria de Administração Penitenciária decidiu juntar no PB1 todos os assaltantes que têm ligação com o bando que atacou a unidade e resgatou os presos. “Tinha aqueles que foram presos aqui na orla, que ajudaram no resgate e outros que estavam presos em Campina Grande foram transferidos para cá. Temos uns 30 assaltantes de banco aí dentro”, disse um PM.

Por conta disso, existe um temor que aconteça um novo resgate. Nesses 30 dias, homens já foram vistos dentro da mata, olhando para o presídio. “Dia desses a cachorrinha que vive aqui começou a latir para a mata. Um companheiro se aproximou e viu que tinha um grupo no mato. Efetuou três disparos e ouvimos barulho de motos saindo em velocidade. Acionamos a viatura da área que cercou pelo outro lado e ouvimos quando as motos passaram de volta, fugindo da viatura. Já nos chegou informações de que haveria outro resgate. Estamos aqui esperando”, disse.

Relembre

A presídio de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1), localizado em Jacarapé, João Pessoa, foi atacado na virada da noite do dia 9 para o dia 10 do último mês de setembro. Um grupo estimado em 15 homens, armados com fuzis e uma metralhadora calibre ponto 50, instalada em cima de uma caminhoneta, cercou a unidade e atirou, durante cerca de 20 minutos, nas guaritas e na torre de vigia, que fica acima da entrada principal. Também explodiram o portão principal da unidade prisional. Enquanto isso, parte do bando, usando um alicate tesoura, cortou os arames da cerca de fora, os cadeados do portão lateral, por onde veículos de suprimentos, cortaram a cerca interna e chegaram aos pavilhões, onde abriram os cadeados com o mesmo alicate.

Fazendo esse caminho inverso, 92 presos fugiram, quatro deles integrantes de uma quadrilha que pratica roubo a bancos, presos no município de Lucena, Litoral Norte do Estado, após roubar um carro-forte, no mês de agosto. Esse grupo era o alvo do resgate. Os demais presos aproveitaram a abertura das celas para escapar.

Continue Lendo

Brasil

União cobra R$ 65 milhões de novos senadores

Publicado

em

Pelo menos 12 dos 54 senadores eleitos ou reeleitos devem, juntos, cerca de R$ 65 milhões à União. Segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) levantados pelo Jornal Estado de São Paulo (Estadão), os parlamentares estão inscritos na dívida ativa por pendências previdenciárias e outros tipos de tributo não pagos. O levantamento inclui dívidas vinculadas ao CPF dos eleitos e ao CNPJ de empresas das quais aparecem como sócios.

Só foram considerados os 54 senadores que saíram vitoriosos das urnas neste ano, quando os eleitores escolheram dois representantes por Estado. Eles se juntarão aos outros 27 parlamentares que já estão na Casa desde 2014, ano em que cada unidade da Federação elegeu um senador.

Além de dívidas com a União, alguns dos novos senadores também são alvo de ações na Justiça do Trabalho.Os processos são referentes, na maioria das vezes, a ex-empregados que alegam falta de pagamento de verbas de rescisão ou depósitos previdenciários por empresas em que os senadores têm participação societária. Veneziano, senador eleito pelo PSB da Paraíba, por exemplo, é réu em processo no Tribunal Regional do Trabalho da 13.ª Região, na Paraíba, de quando era prefeito de Campina Grande, em 2007.

Clique AQUI e confira a reportagem na íntegra

Continue Lendo

Brasil

Jair Bolsonaro condena mentiras e diz que não privatizará Hospitais Universitários

Publicado

em

O candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, rebateu em entrevista ao Correio Debate, da 98,3 FM, as acusações de adversários políticos de que em um eventual governo seu, vá privatizar hospitais universitários e acabar com o programa Bolsa Família. O presidenciável garantiu que tudo isso faz parte do jogo de mentiras criadas pelo PT.

Ele afirmou que é a favor da privatização de outras estatais, mas garante que, caso chegue à Presidência, os hospitais universitários, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Petrobras e outras estatais não serão privatizadas. Além disso, afirmou que vai ampliar o Bolsa Família, com a implantação do 13º salário para os beneficiários do programa, cujos recursos serão assegurados com o que será economizado nos desvios em casos de corrupção, destaca reportagem do Correio da Paraíba.

“A questão dos Hospitais Universitários é mais um ato de terrorismo praticado pelo PT, dizem que eu quero acabar com o Bolsa Família e o décimo terceiro, é mentira o tempo todo. O PT sem mentir não existe. Eles mudaram até as cores, não tem mais a cor vermelha, é verde e amarelo, tiraram a fotografia do Lula da página principal”, comentou.

De acordo com as acusações que estão sendo feitas pela oposição, pode ser classificada como uma onda de terror “junto às pessoas mais humildes”, por parte do PT, que segundo ele, precisa ganhar mais confiança, para assim ganhar mais votos. “Eu quero é paz, tranquilidade, empregos, abrir a economia, jogar pesado na segurança”, afirmou.

Estando a menos de duas semanas para o segundo turno, Bolsonaro disse que está sendo constantemente desafiado para debate pelo candidato do PT. “Estou me recuperando de um problema grave. Haddad quando era prefeito de São Paulo, ficou uma semana afastado por causa de uma rinite”, comentou.

Armamento

Sobre a proposta de armamento da população, ele acredita que é uma das saídas para o problema de segurança pública. “Quero o direito à posse não ao porte, é diferente”, explicou.

Bolsonaro disse que, nos últimos dias, o candidato derrotado no primeiro turno, Guilherme Boulos do Psol, teria ameaçado invadir a sua casa, dizendo que não parece muito produtiva. Ele se refere a uma declaração de Boulos em um ato público na última quarta-feira. “E agora qual deve ser o comportamento se um bando quer invadir a sua casa, se quiser fazer maldade com a nossa esposa e nossos filhos? Por isso eu quero dar a posse para que o cidadão de bem possa garantir que ninguém entre na sua casa”, argumentou.

Congresso no governo. Ao ser questionado sobre o papel do Congresso no seu governo, Bolsonaro criticou o apoio do PT à Venezuela e disse que “apagaram no site oficial o apoio” ao governo venezuelano e que “eles vivem frequentando Cuba e tem um amor por Fidel Castro e Raul Castro”.

Jair garante que seguirá a Constituição, e ainda disse que “militar é escravo da Constituição. Se não concordamos com alguma coisa, vamos apresentar uma proposta de emenda e resolver”, como no caso da proposta de redução da maioridade penal.

Críticas ao PT

Bolsonaro também criticou duramente a corrupção no PT. “Nunca, o Brasil, o mundo viu uma corrupção dessa magnitude. O PT comprou voto de parlamentares para aprovar seu projeto, e depois não contente, mesmo descoberto, entrou em uma outra grande corrupção chamada Petrolão”, comentou, afirmando que o PT diz respeitar a democracia, mas apoia o Governo da Venezuela.

Outro ponto contestado pelo candidato foi a “ideologia de gênero” nas escolas. “Escola é lugar da criança ser respeitada e aprender algo para o futuro, e não ficar ensinando sexo para a garotada”, declarou.

Continue Lendo

Negócios

Energisa lança cordel, com versão em braile, em comemoração aos 15 anos da Usina Cultural

Publicado

em

A noite de ontem, 16, foi de celebração na Usina Cultural Energisa. Em mais uma comemoração dos 15 anos do espaço, a empresa lançou um cordel sobre a história da Usina, com versão em braile. “Esse cordel comprova o quanto a arte é inclusiva. A literatura de folheto conta histórias com começo, meio e fim e a Usina Cultural é um lugar efervescente, gostoso de ocupar”, disse Marco di Aurélio, autor do cordel.

Alunos de oficinas do Instituto dos Cegos da Paraíba foram convidados para participar da cerimônia e fizeram uma apresentação musical. A programação incluiu a assinatura de um termo de doação de exemplares do cordel em braile para a instituição. A noite foi conduzida pelo repentista Oliveira de Panelas.

“Essa iniciativa valoriza o sistema em braile e incentiva a leitura. Com as mídias digitais e redes sociais, que os deficientes visuais têm acesso por meio de tradutores com áudio, o interesse deles pela leitura vem diminuindo”, ponderou o professor de música do Instituto do Cegos, Marco Lima.

Já o presidente da Energisa, André Theobald, destacou a satisfação de que a Usina cumpra seu propósito: ser acessível a todos e dar oportunidade à todas expressões artísticas. “Há um ano lançamos a conta de energia em braile e não podíamos parar nisso. Esse cordel ‘Usina Cultural 15 anos’ une a cultura nordestina e os deficientes visuais. Acreditamos que a cultura transforma pessoas, negócios, relações e a sociedade. É isso que queremos promover”, afirmou.

Continue Lendo