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Crescimento da economia depende das eleições, diz CEO do Boticário

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O Grupo Boticário prevê fechar o ano com um crescimento em vendas de 6% em relação a 2016. Para 2018, a expectativa é manter o ritmo de expansão de 2017, ou seja, crescer o dobro da economia do país. A grande incógnita, na avaliação de Artur Grynbaum, presidente do grupo, é prever o desempenho de 2019.

“A grande questão é 2019, pois 2018 a gente já sabe que vai ter um bom desenvolvimento, que a economia tende a crescer mais do que em 2017. A dúvida é saber o que acontece a partir de 2019 mediante o resultado das eleições”, afirmou Grynbaum, segundo reportagem de Fabiana Futema, da Veja.

O executivo disse que a preocupação eleitoral não está ligada aos candidatos que se mostram mais competitivos nas pesquisas de intenção de voto. “A questão é sobre qual plano que se tem para o país. Acredito em empreendedorismo, geração de oportunidades, soluções para o longo prazo e não através de medidas específicas, de canetadas para correção. Me identifico com pensamentos que façam isso. Quem é a pessoa que vai ocupar, isso é a sociedade que tem que eleger.”

Reformas trabalhista e da Previdência

Para o crescimento do varejo, Grynbaum defendeu a adoção de formas de contratação previstas na reforma trabalhista, como o contrato intermitente. Segundo ele, essa modalidade de contratação permitirá a criação de vagas de emprego no varejo.

“O setor tem seus momentos dinâmicos ao longo do mês, da semana e seria importante poder readequar os quadros para isso. Sempre contratamos temporários em datas mais longas, como o Natal. Mas hoje não dá para contratar em períodos mais curtos, como dia das mães. Com a nova lei, adequando os quadros, será possível trazer mais gente.”

Segundo ele, o grupo ainda está se preparando para usar esse sistema de contratação. “Estamos aderindo. A lei foi divulgada e é preciso educar o parceiro para fazer da forma correta. Preciso trabalhar com temporário agora para depois dar esse passo.”

Grynbaum também defendeu a aprovação da reforma da Previdência e criticou as negociações que paralisam sua aprovação. “Todos nós sabemos que essa conta precisa ser alterada. E a demora para tomar essa decisão angustia o lado de cá. Todo mundo sabe o que tem que fazer e estão discutindo coisas que não têm a ver com o bem do país.”

Na avaliação do executivo, a aprovação dessa reforma é essencial para manter o ciclo de crescimento. “Os indicadores melhoraram bastante, a inflação está baixa, o PIB voltando a crescer, os juros caindo. As atitudes é que vão garantir o longo prazo, e a Previdência é fundamental. Passando a Previdência, e tomara que ela passe de maneira boa, todo mundo ganha.”

Segundo ele, os sinais de retomada econômica chegam de forma mais lenta aos consumidores. “Ele está recobrando a confiança. Antes, até o consumidor que estava empregado estava com mede de consumir. Agora, com a perspectiva de reajustes salariais somados à inflação mais baixa, começa a haver espaço na renda para investir no próprio consumo.”

A incógnita eleitoral faz com que o Grupo Boticário seja cauteloso na hora de fechar seus planos para o triênio. Em 2017, o grupo abriu 61 novas lojas, considerando as marcas O Boticário, quem disse, Berenice?, Eudora e The Beauty Box. Para 2018, o projeto é inaugurar de 60 a 70 novas lojas. A última delas foi aberta ontem no Rio de Janeiro com um novo conceito de atendimento. O formato valoriza a experiência do consumidor dentro da loja.

“Fizemos a primeira abertura desse formato, vamos trabalhar de forma segmentada, pois temos de ter vários modelos para diferentes praças. Esse modelo é adequado a mercados mais competitivos e que demandem maior conhecimento do produto”, afirmou Grynbaum.

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Com jovens lideranças políticas nacionais, Pedro participa de encontro da Raps em SP

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O deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) participou de um encontro de lideranças da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps), na noite da última segunda-feira (12), em São Paulo. Pedro é um dos 102 políticos brasileiros que integra a rede e um dos 35 eleitos nas eleições de outubro.

A reunião foi capitaneada por Guilherme Leal, empresário, acionista majoritário da Natura, militante do desenvolvimento sustentável do Brasil e um dos idealizadores da Raps, e contou com algum dos políticos que formam a rede e que tiveram êxito no último pleito. “O encontro teve o objetivo de falar de forma suprapartidária sobre os desafios do Brasil. Discutir o novo momento do Brasil e como a gente pode trabalhar para contribuir com o seu crescimento”, explicou.

Além de Pedro, jovens lideranças da política brasileira estiveram presentes, a exemplo do senador eleito Rodrigo Cunha (PSDB-AL), do deputado Vinicius Poit (NOVO-SP) e da deputada Tábata Amaral (PDT-SP). “Existe uma necessidade urgente de reconstrução do Brasil. É preciso sair da polarização extremista para trazer o debate para a proposição de ideias. Eleição acabou. Agora é hora de debater as mudanças que o momento exige”, comentou.

RAPS – Constituída em maio de 2012, a Raps nasceu com a missão de contribuir para o fortalecimento e o aperfeiçoamento da democracia e das instituições republicanas, colaborando com a transformação do Brasil em um país mais justo, próspero, solidário, democrático e sustentável. O grupo que formou o Raps reconheceu que as transformações deveriam ser travadas na arena política, mediante a ação pluripartidária e com diferentes matizes ideológicas.

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Técnicos do TSE apontam 17 indícios de irregularidade em prestação de contas de Bolsonaro

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A área técnica do Tribunal Superior Eleitoral concluiu na noite desta segunda-feira (12) a análise preliminar da prestação de contas da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) e apontou 17 indícios de irregularidade na documentação entregue pela equipe do presidente eleito.

Com isso, os técnicos pedem que o ministro-relator, Luís Roberto Barroso, dê prazo de três dias para que Bolsonaro encaminhe documentos e esclarecimentos sobre os 17 itens levantados, além de outros seis temas em que apontam inconsistências, informa reportagem da Folha.

Entre os problemas listados pela equipe de análise de prestação de contas está o descumprimento de prazos para informe à Justiça Eleitoral de receitas e gastos, inconsistências entre dados informados pela campanha e aqueles registrados em órgãos oficiais e recebimento de doações de fontes vedadas.

 

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Brasília: Proposta orçamentária 2019 recebe mais de 9 mil emendas parlamentares

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O projeto da lei orçamentária de 2019 (PLN 27/18) recebeu 9.379 emendas direcionadas à despesa. Foram 8.755 individuais e 624 coletivas. Todas elas propõem gastos em áreas escolhidas pelos deputados e senadores. O prazo de apresentação terminou na quinta-feira (8), após duas prorrogações.

No total, as emendas propõem R$ 88,3 bilhões em gastos em 2019. Mas apenas 15,5% desse montante (ou R$ 13,7 bilhões) têm execução obrigatória (são as emendas impositivas). O restante depende de condições fiscais e políticas, entre outras, para sair do papel, informa publicação da Agência Câmara.

Por autor
As emendas individuais, que são destinadas às bases eleitorais dos 594 congressistas, somaram R$ 9,1 bilhões. Pela Constituição, elas são de execução obrigatória. Os deputados apresentaram 7.637 emendas, no valor de R$ 7,9 bilhões, e os senadores, 1.118, no valor de R$ 1,2 bilhão.

O Congresso Nacional é formado por 513 deputados e 81 senadores. Cada parlamentar teve direito de propor até R$ 15,4 milhões em emendas.

Deputado federal no sétimo mandato, o presidente eleito Jair Bolsonaro apresentou 21 emendas, 14 direcionadas a despesas com saúde e educação nas Forças Armadas (Comandos da Marinha, Exército e Aeronáutica, e Fundo Naval) e o restante ao Fundo Nacional de Saúde (FNS), gestor financeiro dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). As propostas do presidente direcionam-se a investimentos e despesas correntes (manutenção dos órgãos públicos).

As 624 emendas coletivas foram apresentadas pelas comissões da Câmara, do Senado, as mistas (que pertencem conjuntamente às duas Casas) e pelas 27 bancadas estaduais. Elas somaram R$ 79,1 bilhões. As comissões do Congresso propuseram 176 emendas no valor de R$ 47,3 bilhões.

O restante veio das bancadas: foram 448 emendas, totalizando R$ 31,8 bilhões. Desse valor, apenas R$ 4,6 bilhões serão de execução obrigatória no próximo ano, o que soma R$ 169,6 milhões por bancada estadual.

Por área
A saúde foi a área mais contemplada com recursos das emendas: R$ 5,3 bilhões de individuais e R$ 15,6 bilhões das coletivas. A Constituição e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) determinam que metade do valor das emendas individuais e parte das de bancada de execução obrigatória sejam direcionadas para o orçamento da saúde.

Em segundo lugar ficou a área de transporte, contemplada com R$ 9,9 bilhões e em terceiro a educação, com R$ 8,8 bilhões. Essas áreas são, tradicionalmente, as mais procuradas pelos parlamentares quando debatem a proposta orçamentária.

Análise
As emendas serão distribuídas agora aos 16 relatores setoriais da proposta orçamentária, que auxiliam o relator-geral, senador Waldemir Moka (MDB-MS), na análise do projeto.

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