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Paraíba

Segredos inconfessáveis: Confira a publicação que desagradou os magistrados da PB

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Confira abaixo a publicação “Os segredos (inconfessáveis) que os capas pretas escondem na guerra do duodécimo”, da jornalista Adriana Bezerra, que desagradou os magistrados paraibanos.

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Os desembargadores do Tribunal de Justiça escondem um segredo inconfessável sob suas capas pretas – uma confidência incombinável com o instante de crise (econômica e moral) do País – que oportunamente escamoteiam da guerra jurídica deflagrada contra o Palácio da Redenção para engordar o duodécimo.

O que eles tentam esconder foi revelado ao blog por fonte de dentro do Judiciário que, a despeito de se beneficiar diretamente,  não concorda nem se sente confortável com o pacote de bondades que eles embrulham para si e encobrem sob seus mantos.

Antes de espirar por baixo das capas do Judiciário, um parentese:

Um observador menos avisado poderia concordar que a distância que separa a Paraíba da harmonia entre os poderes – e que pode nos render um 2018 sem orçamento – é um café pequeno.

Indigesto, mas tomável em poucos tragos.

O acréscimo é de 3%. Em números reais, estamos falando de R$ 18,5 milhões.

A impressão de que a xícara do TJ é rasa e palatável não resiste, porém, ao primeiro gole.

É amargo. E frio.

Pois só com muita frieza – e pouca consideração com o paladar alheio, há três anos jejuando recessão – se pode servir na mesa pública um cardápio que mistura desprezo pelo dinheiro do povo e convicção de inimputabilidade.

O rega bofe que o TJ quer inserir no menu da LOA reúne os dois.

Nele, pede adendo de R$ 4,1 milhões para bancar, a título de auxílio, refeições e alimentos para os magistrados. A conta, que já era salgada demais (R$ 36,9 milhões), sobe para R$ 41 milhões.

Não há eufemismo possível que disfarce a impiedade em relação ao contribuinte: os salários mais altos do serviço público nos obriga a lhes fazer a feira. E ainda reclamam que o orçamento está curto.

E isso é apenas parte do que eles ocultam nos debates em praça pública para impor ao Executivo seus desejos mais inconfessáveis.

Dentro de uma conta que adiciona vários cifrões às despesas com pessoal – que repercutirão ainda mais no índice de pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal e poderão negativar o ente Estado -, os capas pretas do TJ brincam de ilusionismo:

Encolhem uma vergonha (o auxílio moradia) e disfarçam uma novidade, igualmente indigna (o auxílio saúde).

O truque é fácil de ser compreendido:

Pressionado pela opinião pública, que nunca conseguiu entender porque o contribuinte precisa pagar aluguel de juízes, o TJ reduziu o telhado de seus nobres inquilinos – o orçamento caiu de R$ 27 milhões para R$ 8,1 milhões. Uma “economia” de R$ 18 milhões.

Se você acha que essa dinheirama evaporou, em um episódio de raro acerto hermanêutico sobre o sentido de justiça, olhe de novo (e com mais atenção) para a conta orçamentária do TJ.

Voilá!

Os R$ 18 milhões reaparecem em outro compartimento falso do TJ, de onde Joás de Brito e demais colegas planejam sacar, ao longo de  2018, mais de R$ 18,8 milhões para cobrir despesas de saúde dos seus.

É missão impossível relativizar contexto tão cruel: em um Estado onde a maioria não consegue ter acesso à saúde privada,  somos convidados a bancar os planos de saúde da minoria privilegiada.

Estes são alguns dos desejos secretos – e inconfessáveis – que os capas pretas querem proteger do olhar público enquanto ameaçam a rotina financeira da Paraíba.

Os números, porém, são graúdos e escorrem de suas vestes. Esgarçadas pelo desgaste acumulado de um Judiciário que se notabilizou por esbanjar muito e produzir pouco.

De qualquer ângulo que se olhe, percebe-se que eles estão nús.

Seria por isso que planejam aumentar a distância do povo, com  o fechamento de comarcas?

 

Os números que o TJ tenta esconder:

Valor da LOA: R$ 619.426.632,00

Nova proposta apresentada pelo TJ: R$ 637.999.272,36

Acréscimo geral: R$ 18.577.640,0 (3%)

Nova proposta apresentada pelo TJ:

1.       Contratação por tempo indeterminado: R$ 1.000.000,00

– Detalhe: não tinham previsto nenhum valor inicialmente.

2.       Outras despesas variáveis de pessoal: R$ 6.027.531,00.

– Detalhe: haviam apresentado despesa de R$ 726.432,00. O acréscimo: R$ 5.301.099,0

3.       Despesas de exercício anterior de pessoal (Parcela Autônoma de Equivalência – PAE): R$ 12.863.751,00

– Detalhe: apresentaram inicialmente R$ 3.863.751,00. Acréscimo: R$ 9.000.000,00

4.       Auxílio refeição e alimentação: R$ 41.076.402,00

– Detalhe: a previsão inicial era de R$ 36.922.480,00. Acréscimo: R$ 4.153.922,00

5.       Serviços de terceiros – pessoas jurídicas: R$ 7.731.429,00.

– Detalhe: inicialmente apresentaram R$ 3.846.983,00. Acréscimo: R$ 3.884.446,00

6.       Auxílio moradia: R$ 8.153.648,00.

– Detalhe: a despesa inicial totalizava R$ 27.006.406,00. Redução: R$ 18.852.758,00.

7.       A novidade do auxílio saúde: R$ 18.852.758,00

 

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Paraíba

Eleições 2018: “Não me perguntem mais sobre prazos”, diz Cartaxo a jornalistas

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Após participar da abertura dos trabalhos na Câmara Municipal de João Pessoa, oportunidade em que pode elencar as ações de sua gestão na cidade de João Pessoa, o prefeito da Capital, Luciano Cartaxo (PSD), foi mais uma vez interpelado pela imprensa a respeito da formação da chapa de oposição ao Governo do Estado para as próximas eleições.

O prefeito voltou a afirmar que o foco está totalmente voltado para a administração municipal. “Isso é um processo de diálogo, mas meu foco, não posso em momento algum, deixar de pensar no cidadão dessa cidade, que estamos tendo a sensibilidade, o compromisso  esforço para transformá-la”, disse o prefeito. “Nada vai nos tirar do foco do trabalho, as questões políticas, as eleições passam”, completou.

O prefeito respondeu ainda a perguntas sobre o encontro que deve manter nos próximos dias com o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB). “Não temos um dia agendado, mas a conversa com Romero não tenho nenhuma dificuldade”, afirmou. “Temos uma responsabilidade gigantesca, são as duas maiores cidades do estado, então vamos dialogar, trocar ideias, pensar no futuro e manter os pés no chão”, refletiu o prefeito.

Provocado sobre o prazo para a definição da oposição, Luciano disparou: “Não me perguntem mais sobre prazos”.

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Paraíba

Ao menos 13 mulheres já foram vítimas de feminicídio na PB desde o início de 2018

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A deputada estadual Camila Toscano (PSDB) lamentou, nesta terça-feira (20), o aumento da criminalidade na Paraíba, principalmente os crimes cometidos contra as mulheres. Em uma busca realizada em portais de notícias do Estado, há o registro de, pelo menos 13 mortes de mulheres apenas neste início de ano.

“Cerca de 50% dos assassinatos cometidos contra mulheres são crimes de feminicídio. Essa proporção é alta e chama atenção para essa discussão que envolve segurança pública, mas também machismo e desigualdade de gênero”, comentou Camila Toscano.

Os dados citados pela parlamentar são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e aponta que, no Brasil, 4.657 mulheres foram mortas em 2016 e apenas 11% dos casos (533) se foram classificados como feminicídio, ou seja, quando se perde a vida pela condição de ser mulher. Na Paraíba, foram 211 mulheres mortas em 2015 e 2016, sendo que apenas 12 foram enquadrados em feminicídio, o que corresponde a 5,7%.

De acordo com o Anuário de Segurança Pública da Paraíba, divulgado pela Secretaria de Segurança e Defesa Social (Seds), 76 mulheres morreram em 2017, vítimas de crimes violentos. Em relação com o ano anterior, houve uma diminuição de 22 % nos casos registrados. “É preciso que o Estado se faça presente nesses casos de violência contra a mulher. Garantir a proteção antes da fatalidade. Não se aceita mais essa violência e esse aumento na Paraíba”, destacou.

Casos – Em João Pessoa, Andreia Keila do Nascimento foi assassinada com um golpe de faca na Comunidade Santa Clara, no bairro Castelo Branco. Já Joseane França de Lima, de 38 anos, foi morta com 28 golpes de faca pelo marido no bairro Tibiri Fábrica, na cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa.

Ainda na Capital, Luzinete Ribeiro da Silva, de 36 anos, que foi surpreendida pela chegada de dois homens armados em uma moto no momento em que ela caminhava com o animal de estimação nas imediações da residência dela.  Em Bayeux, Zuleica Cristina de Lucena Nunes, de 38 anos, foi morta com pelo menos 13 tiros de pistola, sendo dois deles na cabeça.

A jovem Aylla Duarte da Silva Mariano, de 19 anos, foi assassinada em frente às filhas de dois e três anos, em Campina Grande. Também em Campina, Jaqueline Fabrícia Araújo foi assassinada pelo companheiro após uma discussão.

Eliana dos Santos Martins, 34 anos, foi morta a facadas pelo companheiro em Patos. Já em Itaporanga, Jaqueline Fabrícia Araújo Paulo, de 30 anos, foi atingida por um tiro de pistola pelo companheiro. Na mesma cidade, um policial militar matou a esposa na cidade de Itaporanga. Já Geralda Olegário da Silva, de 51 anos, foi assassinada no mesmo município pelo companheiro.

Em Sousa, a técnica em enfermagem Francisca da Silva, 28, foi morta a tiros quando trabalhava em uma empresa de seguros, no centro. No mesmo município, Francisca da Silva, de 28 anos, e foi assassinada pelo tio em um escritório, no Centro da cidade. Segundo a Polícia Civil, o tio tinha relacionamento amoroso com a sobrinha.

Maria de Fátima Cavalcanti, de 36 anos, morreu após ser esfaqueada, no município de São José de Piranhas. A vítima foi atingida por três golpes de faca desferidos pelo próprio marido. Lindalva da Silva Martins, de 35 anos, foi encontrada morta com aproximadamente dez golpes de faca em casa, no sítio Caiçara na Zona Rural de Santa dos Garrotes, Sertão paraibano. Segundo a Polícia Civil, o único suspeito é o companheiro da vítima que foi preso em flagrante.

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Paraíba

ALPB deve convocar MPT para debater excessiva jornada de motoristas interestaduais

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“Não é possível que a Guanabara continue explorando seus trabalhadores de forma indevida, inconsequente e irresponsável. Em 2012, em Cajazeiras,  aconteceu um acidente que vitimou fatalmente oito pessoas e outras que ficaram em estado grave e sobreviveram com sequelas e agora, recentemente, na quarta-feira de cinzas, um outro acidente grave com a Guanabara, nos mesmos moldes. Nós vamos pedir providências para que não haja mais acidentes por causa da fadiga destes motoristas”, disse hoje (20), o deputado estadual Jeová Campos (PSB), em seu primeiro pronunciamento após o retorno aos trabalhos legislativos.

Segundo o parlamentar, ele vai solicitar a ALPB que oficie o Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho para convocar a empresa para, numa audiência pública, debater as condições de trabalho destes motoristas, principalmente, em períodos como o Carnaval, Semana Santa, Natal, os períodos de maior demanda de passageiros.

Nesta empresa, segundo discurso de Jeová, os motoristas é que fazem sua própria comida e ao invés de descansarem a contento. “Isso é uma vergonha. Como é possível esse profissional se recuperar, se depois da jornada de trabalho eles ficam no alojamento e ainda vão fazer sua própria comida. Como é possível ele se recuperar desta forma. Isso é algo irresponsável”, reiterou o parlamentar.

 O deputado lembrou que apenas em dois acidentes 15 pessoas perderam suas vidas. “E como ficam as famílias destes 15 irmãos que morreram”, questionou Jeová, lembrando que a iniciativa de falar sobre esse assunto foi também uma sugestão do presidente da Câmara Municipal de Cajazeiras, vereador Marcos Barros.

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