Nos acompanhe

Paraíba

Escolas em tempo integral não estão agradando na Paraíba

Publicado

em

A Paraíba ganhará no próximo ano mais 67 Escolas Cidadãs Integrais, entre técnicas (ECIT) e convencionais (ECI), fechando 2018 com 100 equipamentos em todo o Estado. O anúncio, realizado na manhã de ontem no Espaço Cultural José Lins do Rego, não agradou professores da rede estadual de ensino, que acreditam que ficarão prejudicados com as mudanças nestas unidades.

Isto porque os novos equipamentos não são de fato novos, mas sim escolas antigas que serão requalificadas e transformadas em unidades de ensino integral, com turno de 9 horas e 30 minutos. Na mudança, os professores também acompanharão a nova carga horária, revela reportagem de Beto Pessoa, do Correio da Paraíba.

A mudança prejudicaria os docentes que têm um segundo emprego. É o que afirma um dos coordenadores do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (Sintep), Antônio Arruda. “É um projeto que veio de cima para baixo, não foi discutido com a categoria. A maior parte dos professores hoje tem dois empregos, para complementar a renda. Se ele for obrigado a trabalhar integralmente, ele terá que abdicar de um deles”, disse.

Segundo informações da Associação dos Professores em Licenciatura Plena do Estado da Paraíba (APLP), um professor inicial classe A polivalente ganha hoje R$ 1.724. Se optar por seguir na escola integral, ele terá um acréscimo de R$ 1.000 nessa renda, valor insuficiente para muitos que têm dois empregos, destaca o presidente do Sintep, Antônio Arruda.

“Não compensa. Um professor que trabalha na prefeitura, por exemplo, teria que deixar seu trabalho para se dedicar integralmente ao Estado, mas o valor não compensa”, disse.

Na solenidade de anúncio da expansão das escolas integrais, o governador Ricardo Coutinho disse que os professores não serão prejudicados com as mudanças e afirmou que as políticas para educação têm como foco a melhoria do ensino para as novas gerações.

“A escola existe em função dos estudantes, não para quem milita e trabalha lá. Ninguém é proprietário da escola, ela existe para servir aos estudantes. Todos os professores têm a oportunidade de continuar na escola, desde que sejam exclusivos. É um direito da Secretaria de Educação”, disse.

Na avaliação do governador, a dinâmica das escolas integrais exige novas logísticas de trabalho por parte dos educadores.

Estudantes protestam. Enquanto acontecia a solenidade de anúncio das novas escolas integrais, estudantes da rede estadual de ensino fizeram protesto em diversos pontos do Centro de João Pessoa. Na frente da Escola Professor Olivina Olívia, uma das que passarão a ter ensino integral no próximo ano, estudantes se aglomeraram para criticar a mudança.

Uma das líderes do grupo, a estudante Geny Karla, de 19 anos, disse que a escola não tem estrutura para comportar todos os alunos em tempo integral. Além disso, uma prova será realizada para definir os alunos que ficarão no colégio, método de ingresso que ela não concorda.

“A escola é grande, mas tem estrutura para suportar o ensino regular, ou seja, manhã e tarde. Se for integral, não vai comportar, e muitos alunos vão ter que sair de lá. Não tem como suportar 1.800 alunos de manhã. Se tornar integral, vão sair 1.300. Os que querem ficar vão ter que fazer uma prova. Os professores também vão ter que sair, pois têm vários que trabalham no outro turno, assim como vários alunos”, salientou a estudante.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação (SEE) para informar o montante investido para a reestruturação das escolas, bem como comentar a insatisfação dos alunos sobre o corte do quadro discente, mas até o fechamento desta edição não teve a demanda atendida.

Continue Lendo

Paraíba

Eleições 2018: “Não me perguntem mais sobre prazos”, diz Cartaxo a jornalistas

Publicado

em

Após participar da abertura dos trabalhos na Câmara Municipal de João Pessoa, oportunidade em que pode elencar as ações de sua gestão na cidade de João Pessoa, o prefeito da Capital, Luciano Cartaxo (PSD), foi mais uma vez interpelado pela imprensa a respeito da formação da chapa de oposição ao Governo do Estado para as próximas eleições.

O prefeito voltou a afirmar que o foco está totalmente voltado para a administração municipal. “Isso é um processo de diálogo, mas meu foco, não posso em momento algum, deixar de pensar no cidadão dessa cidade, que estamos tendo a sensibilidade, o compromisso  esforço para transformá-la”, disse o prefeito. “Nada vai nos tirar do foco do trabalho, as questões políticas, as eleições passam”, completou.

O prefeito respondeu ainda a perguntas sobre o encontro que deve manter nos próximos dias com o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB). “Não temos um dia agendado, mas a conversa com Romero não tenho nenhuma dificuldade”, afirmou. “Temos uma responsabilidade gigantesca, são as duas maiores cidades do estado, então vamos dialogar, trocar ideias, pensar no futuro e manter os pés no chão”, refletiu o prefeito.

Provocado sobre o prazo para a definição da oposição, Luciano disparou: “Não me perguntem mais sobre prazos”.

Continue Lendo

Paraíba

Ao menos 13 mulheres já foram vítimas de feminicídio na PB desde o início de 2018

Publicado

em

A deputada estadual Camila Toscano (PSDB) lamentou, nesta terça-feira (20), o aumento da criminalidade na Paraíba, principalmente os crimes cometidos contra as mulheres. Em uma busca realizada em portais de notícias do Estado, há o registro de, pelo menos 13 mortes de mulheres apenas neste início de ano.

“Cerca de 50% dos assassinatos cometidos contra mulheres são crimes de feminicídio. Essa proporção é alta e chama atenção para essa discussão que envolve segurança pública, mas também machismo e desigualdade de gênero”, comentou Camila Toscano.

Os dados citados pela parlamentar são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e aponta que, no Brasil, 4.657 mulheres foram mortas em 2016 e apenas 11% dos casos (533) se foram classificados como feminicídio, ou seja, quando se perde a vida pela condição de ser mulher. Na Paraíba, foram 211 mulheres mortas em 2015 e 2016, sendo que apenas 12 foram enquadrados em feminicídio, o que corresponde a 5,7%.

De acordo com o Anuário de Segurança Pública da Paraíba, divulgado pela Secretaria de Segurança e Defesa Social (Seds), 76 mulheres morreram em 2017, vítimas de crimes violentos. Em relação com o ano anterior, houve uma diminuição de 22 % nos casos registrados. “É preciso que o Estado se faça presente nesses casos de violência contra a mulher. Garantir a proteção antes da fatalidade. Não se aceita mais essa violência e esse aumento na Paraíba”, destacou.

Casos – Em João Pessoa, Andreia Keila do Nascimento foi assassinada com um golpe de faca na Comunidade Santa Clara, no bairro Castelo Branco. Já Joseane França de Lima, de 38 anos, foi morta com 28 golpes de faca pelo marido no bairro Tibiri Fábrica, na cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa.

Ainda na Capital, Luzinete Ribeiro da Silva, de 36 anos, que foi surpreendida pela chegada de dois homens armados em uma moto no momento em que ela caminhava com o animal de estimação nas imediações da residência dela.  Em Bayeux, Zuleica Cristina de Lucena Nunes, de 38 anos, foi morta com pelo menos 13 tiros de pistola, sendo dois deles na cabeça.

A jovem Aylla Duarte da Silva Mariano, de 19 anos, foi assassinada em frente às filhas de dois e três anos, em Campina Grande. Também em Campina, Jaqueline Fabrícia Araújo foi assassinada pelo companheiro após uma discussão.

Eliana dos Santos Martins, 34 anos, foi morta a facadas pelo companheiro em Patos. Já em Itaporanga, Jaqueline Fabrícia Araújo Paulo, de 30 anos, foi atingida por um tiro de pistola pelo companheiro. Na mesma cidade, um policial militar matou a esposa na cidade de Itaporanga. Já Geralda Olegário da Silva, de 51 anos, foi assassinada no mesmo município pelo companheiro.

Em Sousa, a técnica em enfermagem Francisca da Silva, 28, foi morta a tiros quando trabalhava em uma empresa de seguros, no centro. No mesmo município, Francisca da Silva, de 28 anos, e foi assassinada pelo tio em um escritório, no Centro da cidade. Segundo a Polícia Civil, o tio tinha relacionamento amoroso com a sobrinha.

Maria de Fátima Cavalcanti, de 36 anos, morreu após ser esfaqueada, no município de São José de Piranhas. A vítima foi atingida por três golpes de faca desferidos pelo próprio marido. Lindalva da Silva Martins, de 35 anos, foi encontrada morta com aproximadamente dez golpes de faca em casa, no sítio Caiçara na Zona Rural de Santa dos Garrotes, Sertão paraibano. Segundo a Polícia Civil, o único suspeito é o companheiro da vítima que foi preso em flagrante.

Continue Lendo

Paraíba

ALPB deve convocar MPT para debater excessiva jornada de motoristas interestaduais

Publicado

em

“Não é possível que a Guanabara continue explorando seus trabalhadores de forma indevida, inconsequente e irresponsável. Em 2012, em Cajazeiras,  aconteceu um acidente que vitimou fatalmente oito pessoas e outras que ficaram em estado grave e sobreviveram com sequelas e agora, recentemente, na quarta-feira de cinzas, um outro acidente grave com a Guanabara, nos mesmos moldes. Nós vamos pedir providências para que não haja mais acidentes por causa da fadiga destes motoristas”, disse hoje (20), o deputado estadual Jeová Campos (PSB), em seu primeiro pronunciamento após o retorno aos trabalhos legislativos.

Segundo o parlamentar, ele vai solicitar a ALPB que oficie o Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho para convocar a empresa para, numa audiência pública, debater as condições de trabalho destes motoristas, principalmente, em períodos como o Carnaval, Semana Santa, Natal, os períodos de maior demanda de passageiros.

Nesta empresa, segundo discurso de Jeová, os motoristas é que fazem sua própria comida e ao invés de descansarem a contento. “Isso é uma vergonha. Como é possível esse profissional se recuperar, se depois da jornada de trabalho eles ficam no alojamento e ainda vão fazer sua própria comida. Como é possível ele se recuperar desta forma. Isso é algo irresponsável”, reiterou o parlamentar.

 O deputado lembrou que apenas em dois acidentes 15 pessoas perderam suas vidas. “E como ficam as famílias destes 15 irmãos que morreram”, questionou Jeová, lembrando que a iniciativa de falar sobre esse assunto foi também uma sugestão do presidente da Câmara Municipal de Cajazeiras, vereador Marcos Barros.

Continue Lendo